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Está na hora de avançarmos para o jornal das 18h, com a jornalista Vanessa Cruz. Vanessa, o governo quer reforçar, ainda este mês, os orçamentos para as Unidades Locais de Saúde e também para os IPO.
Com 678 milhões de euros. Os Ministérios das Finanças e da Saúde explicam, em comunicado, que o dinheiro é para recursos humanos e para aquisição de bens e serviços nas ULS e nos três institutos de oncologia que existem no país. Dinheiro para gastar até o final do ano. O objetivo é dar resposta às necessidades do Serviço Nacional de Saúde. Foi notícia esta semana que os tempos de espera para cirurgia oncológica estão a aumentar no SNS e, de acordo com os dados do portal do Serviço Nacional de Saúde, em junho, quase um milhão de pessoas aguardava por uma primeira consulta de especialidade. O tempo de espera pode chegar a três anos.
E André Ventura acusa o PS de traição e de conter uma mudança necessária ao enviar a Lei da Nacionalidade para o Tribunal Constitucional. Pede, por isso, celeridade tanto ao Tribunal Constitucional como ao Presidente da República.
Já está em Belém esse diploma. Marcelo Rebelo de Sousa deve pronunciar-se nos próximos dias. O líder do Chega acusa os socialistas de desrespeito à escolha dos portugueses. Considera que havia outros mecanismos que o PS poderia usar para contestar esta legislação.
Procurar bloquear na secretaria aquilo que foi a escolha dos portugueses, geralmente, dá mau resultado, mas é, sobretudo, uma traição ao nosso país. Por isso, este comportamento do PS vem na senda daquilo que têm feito nos últimos anos. Procurar conter a mudança, que é o mesmo que dizer que estão a tentar parar o ar com as mãos. E o ar não se para com as mãos. A Europa está em mudança e em transformação. Portugal não foge a essa regra.
André Ventura, esta tarde, numa conferência de imprensa na sede do Chega, em Lisboa.
E o governo aceitou ceder na reposição dos três dias de férias dependentes da assiduidade e fazer alterações aos procedimentos nas licenças para amamentação. Mas isso, Vanessa Cruz, não foi suficiente para convencer a UGT.
Não foi. O secretário-geral do sindicato, Mário Mourão, disse ontem que a nova proposta que o governo pôs em cima da mesa não chega para demover a UGT de se juntar à greve geral que foi convocada primeiro pela CGTP. O Jornal Público avançou hoje algumas das propostas que o Executivo levou às negociações, a começar, Vasco Maldonado Correia, com cedências numa medida eliminada nos tempos da Troika.
A reposição dos três dias de férias dependentes da assiduidade já tinha sido admitida no caso da função pública e foi uma das cedências que o governo assumiu na proposta que fez à UGT. Foi também admitida a eliminação da simplificação dos despedimentos nas médias empresas, a reposição dos 40 dias de formação anual para todos os trabalhadores e feita uma alteração nas licenças para amamentação. O governo não cedeu na redução para os primeiros dois anos de vida do bebê para acesso a este direito, mas apenas na documentação que é preciso apresentar provas de que se está, de facto, a amamentar. O Executivo prometeu também aumentar de 14 para 15 dias a compensação no caso de despedimento coletivo e alterou a proposta que previa que os subsídios de Natal e de férias fossem pagos em duodécimos, se essa fosse a vontade expressa do trabalhador. A possibilidade mantém-se, mas depende de acordo entre o trabalhador e o empregador. Na proposta que foi enviada à estrutura sindical, mantinham-se duas das medidas no centro da contestação dos sindicatos, o regresso do banco de horas individual e a possibilidade de recurso ao outsourcing, sem as limitações introduzidas pela Agenda do Trabalho Digno.
Vasco Maldonado Correia, com os detalhes avançados pelo Jornal Público da proposta que foi apresentada pelo governo e rejeitada pela UGT. Ao Observador, fonte oficial do Ministério do Trabalho e da Segurança Social não confirma nem desmente nenhuma das alterações à proposta inicial. Diz apenas que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho negoceia desde o início de setembro com os parceiros sociais e que sempre se pautou por debater em primeira linha as medidas propostas no seio da concertação social.
E a Ministra da Justiça admite que são precisas medidas urgentes para melhorar as condições nos tribunais. Vários edifícios foram afetados pelo mau tempo.
É o que reconhece Rita Alarcão Judice, ao mesmo tempo que salienta que o país viveu uma situação muito agravada com a tempestade dos últimos dias. A ministra diz que tem de ser feito um levantamento das situações mais críticas e que o ministério está a desenvolver um plano detalhado de investimento nos tribunais. Quer também definir um plano de manutenção. Rita Alarcão Judice lembra, ao mesmo tempo, que muitos edifícios não são do Ministério da Justiça, não dependem da tutela para serem reparados, embora também nesses casos haja abertura para promover as melhorias necessárias junto dos senhorios. São declarações da Ministra da Justiça à margem de uma conferência em Évora.
E vamos fazer contas aos estragos. A Proteção Civil contabiliza, até meio da tarde de hoje, quase 450 ocorrências devido ao mau tempo, um pouco por todo o país.
É o balanço desta sexta-feira. O número de ocorrências tem vindo a baixar, tendo em conta que entre quarta-feira e hoje foram duas mil, mas no dia de hoje, um pouco menos. Vamos ouvir o comandante da Proteção Civil, José Rodrigues.
Desde as 0h do dia 14 até às 16h do dia 14, um total de 448 ocorrências. Maioritariamente, estas ocorrências tratam-se de inundações, quedas de árvores, limpezas de via e queda de estrutura.
O comandante da Proteção Civil, José Rodrigues, entrevistado pelo jornalista Gonçalo Cordeiro. Todos os distritos do continente estão sob aviso amarelo até às 21h. Amanhã, até o final da tarde, há aviso amarelo por causa da agitação marítima em toda a zona costeira. O aviso que decorre neste momento é sobre a chuva e o vento fortes.
Amanhã vai continuar a chover com intensidade, em especial no sul do país. Há, de resto Aviso laranja para o Alentejo e Algarve. O Observador vai entrevistar, na próxima terça-feira, o candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo, às 9h da manhã, aqui na Rádio Observador. O primeiro Sob Escuta dedicado aos candidatos a Belém foi esta manhã com Jorge Pinto, candidato apoiado pelo LIVRE.
Que acusou António José Seguro de guardar os piores hábitos da política. Jorge Pinto chegou a admitir desistir em nome de uma convergência de esquerda, mas não gostou do que ouviu do candidato apoiado pelo PS, ao mesmo tempo que admite ninguém à esquerda respondeu ao desafio que lançou.
Não está em cima da mesa por uma razão muito simples, porque as condições que eu coloquei, desde logo, uma muito fácil dar resposta, que é que uma eventual convergência fosse mútua, portanto, que da mesma maneira que eu me oferecia para essa convergência, do outro lado, os outros candidatos também se oferecessem, não foi respondida por nenhum candidato. E pior, no caso de António José Seguro, foi até deturpado aquilo que eu disse, o que me surpreende, porque para alguém que se tem apresentado como tão afastado da vida política ativa, tenha guardado os piores hábitos da vida política ativa, que é deturpar aquilo que é dito, achava que eu estava a referir-me exclusivamente a ele.
Nesta entrevista ao Observador, Jorge Pinto esclareceu também que se fosse presidente da República, enviaria para o Tribunal Constitucional as alterações à lei laboral que o governo quer fazer e mesmo que não fossem encontradas irregularidades no diploma, tal como está, recorreria ao veto político. Assume, noutra vertente, que daria posse a um governo do Chega se tivesse maioria absoluta. O próximo entrevistado é Henrique Gouveia e Melo, vai estar na Rádio Observador na próxima terça-feira, depois das 9h.
Os Sob Escuta ficam sempre disponíveis em podcast. Também pode vê-los no YouTube. Há uma versão vídeo destas entrevistas. Vanessa, entretanto, as televisões fazem saber que vão ignorar a recomendação da ERC, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, sobre os debates presidenciais.
Que vão decorrer só na RTP, na SIC e na TVI, sem incluir, como pede a ERC, o canal de notícias NOW e a CMTV. O grupo Media Livre tinha se queixado de ter sido excluído. O regulador defende que alargar os debates a esses canais traria maior pluralismo e direito à informação no período eleitoral, mas isso não vai acontecer. Os candidatos vão estar frente a frente só em três canais, RTP, SIC e TVI. A partir da próxima segunda-feira, há debates agendados até dia 22 de dezembro.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 14 de novembro.
Dois serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia vão estar fechados amanhã, Barreiro e Caldas da Rainha. No domingo, só mesmo o do Barreiro. Os encerramentos das urgências obrigam ao desvio de utentes para unidades de referência à volta. Está a ser investigada a amputação de dois dedos de um aluno do Agrupamento de Escolas de Souselo, em Cinfães, no distrito de Viseu, alegadamente por outras duas crianças. A mãe do menor denunciou a situação no Instagram e acusa a escola de não ter acionado a PSP. À Agência Lusa, o diretor do agrupamento diz que em Cinfães só há GNR e que cabe ao INEM, que foi chamado, entrar em contato com as forças de segurança. A escola de Fonte Coberta, em Cinfães, abriu, entretanto, um inquérito interno para apurar as circunstâncias do acidente. Quem ouve o Observador está de parabéns, porque ajudou os nossos podcasts a bater recordes.
Outra vez. Em outubro, o número de ouvintes semanais foi o mais alto desde que há registros.
Pois é, os dados Podscope, o ranking da Marktest que mede este mercado, indicam que são mais de 322 mil pessoas a ouvir todas as semanas os podcasts do Observador. A Guerra Traduzida surge em décimo lugar neste ranking, logo a seguir o Ideias Feitas e o Contracorrente. Também o mais recente podcast Plus, A Eleição Mais Louca de Sempre, sobre as presidenciais de 1986, está entre os mais ouvidos na 15ª posição a nível nacional.
Olhando para este ranking oficial de podcast, ainda no top 20 está a História do Dia e o Resto é História. O Observador ficou, no que toca a marcas, à frente da SIC Notícias e da Renascença.
E em segundo lugar no número total de downloads, depois de três meses na liderança.
Em outubro, tudo somado, contas feitas, somamos quase quatro milhões de downloads dos nossos podcasts. Foram ouvidos 4 milhões de vezes. Por isso, muito obrigado por nos ouvir. De resto, toda a emissão, ou quase toda a emissão da Rádio Observador, fica sempre disponível em podcast no site e nas habituais plataformas. A Vanessa Cruz vai regressar às 18h30 para atualizar as notícias.