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Esta é a Tarde Política da Rádio Observador. Estamos na hora das 18h, da Tarde Política. Vamos ter o "E o Vencedor É?", nesta hora. Judite França, hoje junta-se o Anselmo Crespo e o Nuno Gonçalo Poças no Vencedor. Vamos falar sobre o quê?

Vamos falar das críticas de Pedro Passos Coelho ao governo de Luís Montenegro e da reação incisiva do secretário-geral do PSD e líder parlamentar, Hugo Soares.

Vai ser depois do Jornal das 18h, que é já a seguir, com a jornalista Vanessa Cruz. Quais são os temas em destaque, Vanessa?

Mais um adiamento das eleições para órgãos de soberania, como o Tribunal Constitucional. Vamos falar ainda de saúde nesta edição. Para a ministra Ana Paula Martins, não é claro que faltem cirurgiões cardíacos em Portugal.

E depois do Jornal das 19h, temos novo episódio da Vicia Soares, o programa da equipa de política do Observador. O convidado da segunda parte é Luís Campos Ferreira, do PSD. Quanto ao estado do tempo, segundo o IPMA, amanhã regressam alguns aguaceiros a norte e as nuvens no sul e interior centro. As temperaturas mínimas vão continuar baixas e as máximas vão cair. Vamos ver algumas temperaturas para amanhã. Máximas, Porto 15, Viseu 11, Aveiro 15, Coimbra 14, Leiria 15, onde vamos estar amanhã, em emissão especial, Santarém 16, Lisboa 17, Setúbal 18 e Faro 23. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a Tarde Política da Rádio Observador. Jornal das 18h, com a jornalista Vanessa Cruz. Mais um adiamento. A eleição para órgãos de soberania já não vai acontecer na próxima semana.

O Parlamento ia, no próximo dia 6 de março, escolher finalmente as pessoas que vão liderar o Tribunal Constitucional, a Provedoria de Justiça e o Conselho de Estado, mas estas eleições acabaram por ser adiadas. Já aconteceu várias vezes. De acordo com a decisão a que o Observador teve acesso, a data já não pode ser 6 de março, porque as candidaturas deveriam ser entregues até esta quinta-feira, às 18h, mas isso não aconteceu. Nestas circunstâncias, verifica-se que a eventual aceitação do prolongamento do prazo pode inviabilizar que as eleições sejam já no próximo dia 6 de março. É o que constata o gabinete de Aguiar Branco, presidente da Assembleia da República.

Para a ministra da Saúde, não é claro que faltem cirurgiões cardíacos em Portugal. Quatro diretores de serviço de cardiologia no norte do país denunciaram tempos de espera que podem chegar aos 11 meses.

É o alerta dos diretores dos hospitais de Santo António, Matosinhos, Penafiel e Vila Real, alerta para mortes de doentes a aguardar por cirurgia. Há 19 cirurgiões desta área de especialidade inscritos na ordem. A ministra Ana Paula Martins considera que não é líquido que faltem profissionais.

A questão não é tanto do número de cirurgiões cardíacos, não estou a dizer que não chegaremos à conclusão que precisamos de mais. É uma questão, neste momento, de olhar para os serviços de cirurgia cardíaca e cardiotorácica que temos e ver exatamente como é que podemos garantir às pessoas, é sempre esse o nosso objetivo, que têm a intervenção que precisam dentro do tempo máximo de resposta garantida.

A ministra da Saúde, em Coimbra, à margem da apresentação de um projeto na área da inovação. Ana Paula Martins foi também confrontada com o aumento do número de partos em ambulâncias. Admite que a rotatividade das urgências pode estar a dar um contributo.

Nós não temos uma correlação direta entre esse aumento dos partos nas ambulâncias e a rotatividade dos serviços, por exemplo, na Península de Setúbal. Não há uma correlação, mas não podemos descartar a possibilidade de alguns desses partos em ambulâncias terem, naturalmente, acontecido por causa desta imprevisibilidade.

Dados do INEM referentes ao ano passado indicam que foram realizados 60 partos em ambulâncias.

O Conselho Diretivo e os Recursos Humanos do INEM não sabiam o que fazer sobre os serviços mínimos da greve convocada para novembro de 2024. Quem é que o disse, Vanessa?

Foi o ex-coordenador do gabinete de regulação do transporte de doentes, Miguel Soares Oliveira, fez um balanço sobre o inquérito que dirigiu sobre as mortes associadas a essa greve dos técnicos de emergência médica, ainda no ano de 2024. Assume que a sensação que fica é que o INEM não fazia a mais pequena ideia do que fazer quanto à greve, se podia ou não pedir serviços mínimos. É o que reconhece este antigo dirigente.

E o governo alargou os apoios pós-tempestade a todo o país.

A medida já era conhecida, mas foi hoje confirmada depois da reunião do Conselho de Ministros. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reconhece que há outras situações pontuais, fora dos conselhos que estiveram em estado de calamidade, que merecem ter acesso aos mesmos apoios. Agora todos podem pedir ajuda.

Para além daqueles cerca de 90 que, por definição, estão abrangidos em todo o seu território, no resto do território nacional, é possível beneficiar deste regime de apoios e de celeridade processual, de rapidez processual, se o dano concreto, aquela operação, e por isso a reconstrução

For identificada e confirmada como estando ligada a esta sequência de tempestades.

Para isso é preciso fazer um pedido junto da CCDR, sujeito à aprovação das autarquias, no caso de obras particulares. Ainda assim, Leitão Amaro reforça que o papel do Estado é subsidiário, não funciona como uma seguradora principal. Sobre se o PTRR vai implicar um possível orçamento retificativo, o ministro não descarta a possibilidade, mas diz que é um tema para depois e rejeita o regresso da isenção de portagens, reivindicada pelo Chega, nas zonas afetadas pelo mau tempo.

Nesta conferência de imprensa, António Leitão Amaro também respondeu, de forma indireta, às críticas lançadas por José Luís Carneiro ao governo, à boleia das declarações mais recentes de Pedro Passos Coelho.

O antigo primeiro-ministro do PSD tem questionado o trabalho do governo. Duvida, por exemplo, que a reforma laboral, que considera necessária, chegue a bom porto e diz que se for chumbada, o governo devia ir a eleições. Critica também a escolha de Luís Neves para ministro da Administração Interna, por transitar diretamente da Direção Nacional da PJ para o governo. Ora, depois dessas declarações, José Luís Carneiro aproveitou para dizer que se a instabilidade vier nos próximos tempos, não será pelo PS, mas sim pela AD. Aponta o secretário-geral socialista para divisões no seio do PSD e do CDS. O ministro da Presidência recusou comentar diretamente o assunto, mas deixou a garantia de que o governo está do lado da estabilidade.

E o PSD quer incluir as rádios na estratégia de proteção civil.

Os social-democratas querem os estúdios de rádio equipados com geradores e que as rádios estejam integradas numa estratégia coordenada com a Autoridade Nacional de Proteção Civil. Num debate esta tarde na Assembleia da República, em que o Livre propôs a criação de kits de emergência e folhetos informativos sobre o que fazer em caso de catástrofe, o deputado do PSD, João Antunes dos Santos, deu conta da proposta do partido para considerar as rádios essenciais na comunicação com o país.

Vamos colocar a nossa rede de rádios a contribuir para nos tornarmos um país mais preparado, um país mais resiliente. Para isso precisamos que, em caso de catástrofe, os estúdios e já agora as antenas das rádios tenham energia. Por isso propomos que se possa revisitar o regime de incentivos à comunicação social para que se criem condições para que as rádios possam ser equipadas com fontes alternativas de energia. E propomos ainda que possa haver uma estratégia de articulação entre as rádios e as entidades de proteção civil para que através daquelas possam ser transmitidos avisos.

O deputado do PSD, perante as críticas dos socialistas, o PS lembra que aprovou uma estratégia de proteção civil quando era governo e que foi PSD e CDS, na altura, que puseram de lado o esforço de prevenção no país.

O governo da AD desistiu. Desistiu de colocar no discurso político e na ação política uma estratégia de ação preventiva de proteção civil. Isso, de facto, não pode acontecer.

André Rios, do PS, no debate desta iniciativa da criação de kits de emergência, esta tarde, na Assembleia da República.

E num outro tema, o ministro da Economia nega que haja turismo a mais em Portugal.

Visitou esta tarde a BTL, a Bolsa de Turismo de Lisboa. Manuel Castro Almeida lembra que o turismo contribui de forma positiva para o crescimento económico. Rebate assim quem faz críticas ao aumento do turismo nas grandes cidades.

Eu faço parte do grupo dos que defendem que não há turismo a mais. De maneira nenhuma. O turismo ainda tem espaço para crescer. Eu não nego que numa ou outra zona do país, numa ou outra semana do ano, possam ter uma sobrecarga excessiva de turistas. Mas isso são exceções.

Exceções, diz o ministro da Economia e Coesão Territorial. Sublinha também Castro Almeida que mais importante do que ter turistas é ter faturação.

A presidente da Câmara de Coimbra reconhece que pode ter se excedido na altercação que protagonizou com o ministro da Agricultura anteontem.

Ana Abrunhosa não gostou de ver o ministro falar primeiro com a imprensa antes de ouvir os autarcas. Confrontou José Manuel Fernandes perante as câmaras e os microfones dos repórteres. Tudo acabou em bem e refletindo, agora que passaram dois dias, a autarca admite que estava à flor da pele.

Tudo se resolveu. Eu posso ter exagerado, e admito que sim, nas emoções. O senhor ministro está preocupado. Depois conversou com tempo com os autarcas e com os agricultores e quero dizer-lhe, Cristina, que neste momento, mais do que a novela, é que o senhor ministro tenha certeza que o senhor ministro está sensível ao problema, sabe como resolver o problema como poucos.

Ana Abrunhosa, no programa da TVI "2 às 10". A autarca de Coimbra queixa-se, no entanto, que José Manuel Fernandes chegou com semanas de atraso ao terreno afetado pelas tempestades na zona de Coimbra.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 26 de fevereiro.

Caiu hoje uma fachada de um prédio no Porto, o que obrigou ao corte da Rua do Bonfim. De acordo com a Agência Lusa, os bombeiros sapadores garantem que não há vítimas. O alerta foi dado há cerca de uma hora. Os utentes da Fertagus vão apresentar queixa à Comissão Europeia contra o Estado português. Dizem que o Estado permite que os passageiros viajem diariamente em condições fora do padrão europeu. Referem, inclusive, riscos para a saúde de quem utiliza estes transportes da empresa do grupo Barraqueiro. Aristides Teixeira, porta-voz da Comissão de Utentes da Ponte 25 de Abril, apelidou o serviço que faz o percurso da linha ferroviária que liga as duas margens do Tejo como o pior transporte de passageiros que existe no país. O objetivo agora é que a queixa contra o Estado português seja analisada pela Subcomissão de Transportes da Comissão Europeia. O Irã diz que as conversações com os Estados Unidos são sérias e que foram trocadas propostas importantes. Os Estados Unidos exigem ao Irã o desmantelamento de três instalações nucleares e querem receber todo o urânio enriquecido por Teerão. Os dois lados têm estado reunidos em Genebra, na Suíça. Entretanto, há uma discrepância naquilo que a EDP diz sobre o restabelecimento de energia nas zonas afetadas pelo mau tempo e aquilo que diz a E-Redes, que é uma empresa do mesmo grupo. A EDP diz que esse restabelecimento já foi feito a 100%. Ora, a E-Redes diz que está praticamente concluído. São informações diferentes que surgem as duas no mesmo dia. E agora vamos falar ainda nesta edição das 18h00 de café. Costumas ir comprar café, Ricardo?

Sim, e até sou menino para fazer um desvio para ir beber um determinado café. Sou muito exigente em relação ao café.

Tenho aqui uma história que envolve café, uma loja de café, um erro informático numa loja onde é possível comprar café, transformou uma mulher britânica na pessoa mais rica do mundo.

Mas saiu uma rifa, um jackpot quando foi comprar café?

Olha o que aconteceu. Sophie Downing tinha um cartão presente com cerca de €10 para usar numa loja de café local que frequenta habitualmente em Nottingham, no Reino Unido, Inglaterra. Depois de pagar, quando lhe entregaram o recibo com o saldo do cartão, reparou que tinha como saldo mais de 72 mil bilhões de euros. Estou mesmo a dizer bem, porque fui confirmada.

Não estás a usar a versão inglesa, não é?

Não estou a usar a versão inglesa. Estava assim.

Mil bilhões de euros?

Sim, são assim muitos zeros.

Isso foi o troco da bica?

Pois, fossem todos assim. Mas a falha informática, na verdade, durou só alguns minutos, foi corrigida logo. Mas durante breves momentos, esta mulher foi a mais rica do mundo.

Pelo menos podia ter pago uma rodada de cappuccino para toda a gente. Cappuccinos para todos, pago eu. A Vanessa Cruz vai regressar às 18h30.