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Jornal das 6, com o jornalista Vasco Maldonado Correia. No Parlamento, Luís Montenegro procurou afastar polêmicas com o SIRESP e também procurou afastar-se da ideia de puxões de orelhas do Presidente da República.
O primeiro-ministro, com a ajuda de Hugo Soares, líder parlamentar social-democrata, tentou antecipar as críticas que ia ouvir no debate quinzenal na Assembleia da República. Luís Montenegro desvalorizou a polêmica com a escolha do presidente do SIRESP e tentou mostrar integração entre os recados de António José Seguro e o PTRR, num debate com muitas personagens de ficção. Miguel Vitor Dias.
O debate começou, como é hábito, com um anúncio do governo.
Amanhã mesmo, o Conselho de Ministros irá aprovar uma moratória temporária dos créditos às empresas por mais 12 meses.
Luís Montenegro a antecipar uma decisão do Conselho de Ministros de amanhã, em Beja, com André Ventura a criticar a falta de iniciativa do Estado para resolver os problemas das pessoas.
O governo manda pra seguradora. Então não é preciso ter governo, basta a seguradora. Todos os planos estruturais que apresentou até hoje foram um fracasso.
A referência é ao anúncio feito no PTRR de que o Estado não pode ajudar todos. Já José Luís Carneiro, do PS, insiste no combate ao aumento do custo de vida, carregando numa medida já rejeitada por Montenegro.
Está ou não disponível para que, mesmo transitoriamente, possamos adotar o IVA zero sobre o cabaz dos bens essenciais? Porque do que estamos a falar, senhor primeiro-ministro, é de cerca de €45 a mais.
E com propostas semelhantes, Luís Montenegro procura fazer uma colagem.
O senhor deputado quer ser o mais chegano dos deputados socialistas. O senhor deputado arrisca-se mesmo a ser o chegano mais socialista dessa bancada ou mesmo do Chega em Portugal.
A dica para José Luís Carneiro, depois para André Ventura e de volta ao PTRR, Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, acusou Montenegro de recauchutar o programa do governo.
Chegamos ao absurdo de ter um plano apresentado sem plano. No fundo, o governo usou uma catástrofe para empacotar a sua agenda de governo.
E Rui Tavares, do Livre, quis deixar sugestões para a agência que vai executar o programa.
Se quer ir buscar fundos europeus, talvez não tenha ninguém melhor do que a ex-comissária Elisa Ferreira. Se quiser ir buscar alguém que sabe levar a ajuda até ao terreno e denunciar quando ela não chega, o doutor Jorge Moreira da Silva, por que não?
Montenegro toma nota do perfil, mas não comenta nomes. O pacote laboral também foi tema, com o PCP insistir na rejeição.
Não serve os trabalhadores, não serve o país, não serve em nenhuma circunstância, muito menos nesta em que estamos agora a viver.
O governo com vida complicada depois de Ventura ter reafirmado que sem a descida da idade da reforma, não há acordo pra ninguém.
Miguel Vitor Dias, com os destaques deste debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro volta a enfrentar a oposição no dia 16 de junho.
E há uma outra notícia a marcar esta tarde. Vladimir Putin diz estar disponível para negociar com a Europa sobre o conflito com a Ucrânia e a segurança europeia.
Ao jornal russo Izvestia, o porta-voz do Kremlin afirma que a arquitetura de defesa do continente é impossível sem a participação dos países europeus. De acordo com Moscovo, as discussões que têm surgido na Europa sobre a possibilidade do mediador são vistas como um sinal positivo para o Kremlin. Isto numa altura em que os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão discutir amanhã a forma de abordar eventuais negociações com a Rússia.
E Luís Montenegro já reagiu a esta abertura demonstrada por Putin.
Diz que a paz na Ucrânia só é possível com a inclusão da Rússia. Defende, por isso, que a Europa não pode estar dependente dos Estados Unidos no processo negocial.
Um processo de paz na Ucrânia carece também sentar à mesa a Rússia. E a Europa não pode estar eternamente dependente da intermediação de responsáveis que, com todo o empenho, seguramente, e com todo o mérito, têm diligenciado no sentido de garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Que a Europa deve tomar a iniciativa de fazer o estabelecimento desse diálogo com as partes envolvidas, com a Ucrânia, naturalmente, é um acompanhamento que é permanente, e também com a Rússia.
Reação de Luís Montenegro, aqui em declarações aos jornalistas nos Passos Perdidos da Assembleia da República, depois do debate quinzenal.
E em Espanha, prosseguem as buscas na sede do PSOE e nas casas de antigos dirigentes socialistas. Que caso é este, Vasco?
É uma investigação sobre um alegado esquema de corrupção. A operação tem como objetivo recolher a documentação relacionada com o caso que envolve uma antiga militante do partido, funcionária pública, Leire Díaz, que está a ser investigada por tráfico de influências e é suspeita de ter recebido pagamentos do PSOE. O Partido Popular já veio pedir eleições antecipadas, logo recusadas por Pedro Sánchez.
Continuamos em Espanha, mas com os olhos postos no futebol. O candidato à presidência do Real Madrid, Enrique Riquelme, pede a Florentino Pérez, o atual presidente, que não feche contrato com José Mourinho antes das eleições.
Uma notícia à atenção dos adeptos do Benfica. Esta é a primeira vez nos últimos 20 anos que o atual presidente, Florentino Pérez, tem adversário na corrida à liderança do clube merengue. Enrique Riquelme apresentou esta tarde a candidatura, argumenta que não faz sentido tomar decisões tão importantes para o clube, como a contratação de um novo treinador, tão perto das eleições.
Se assinar qualquer rescisão e for de baixo custo, penso que será ótimo. Perguntem ao Florentino se ele tem o Mourinho. Ele ainda não disse se tem ou não, mas seja o Mourinho ou qualquer outro treinador, parece-me mal fechar o contrato. Eu não tenho esse poder.
Enrique Riquelme, candidato à presidência do Real Madrid, que já se manifestou contra a contratação de José Mourinho. Esta tarde é a vez de Florentino Pérez apresentar a requandidatura. As eleições estão marcadas pro dia 7 de junho.
Isto até parece que está ligado, mas não está. Vamos para o Estádio da Luz, onde hoje tem lugar o segundo e último concerto de Bad Bunny em Portugal.
É a estreia do porto-riquenho em Portugal. O primeiro concerto foi ontem. Hoje, como dizia o Ricardo, é o último e a enchente já se vai fazendo sentir perto do Estádio da Luz. Marta Nobre tem estado na última hora a falar com os fãs de Bad Bunny. Há alguma música em específico que queiram ouvir?
Boa tarde, Vasco. Para já, o ambiente aqui ao Estádio da Luz é bastante tranquilo. É de notar que ouvem-se várias línguas, como o espanhol e o italiano, à entrada do recinto. Há fãs a viajar de todos os lados do mundo e aqui comigo tenho duas fãs que estão vestidas a rigor. Olá, boa tarde. Há algum tipo de roupa ou estilo específico para trazer para o concerto do Bad Bunny? Por exemplo, vejo aqui muita gente com as botas de caubói, como vocês. Faz parte da indumentária?
Olá, boa tarde. Sim, de facto, as botas caubói são bastante representativas de outfits para o Bad Bunny, tal como lencinhos nos calções, talvez tops mais coloridos, com aquela vibe mais de verão, florzinhas. Algumas alusões a Porto Rico.
E que famosos gostavam de ver na famosa casita do Bad Bunny? Em Barcelona tivemos famosos como os jogadores de futebol da equipe do Barcelona. Quem gostavam de ver aqui em Portugal?
Quem? Primeiro gostávamos de ver, algo um bocado polémico, os jogadores do Porto. O Zé Condessa. Algumas atrizes internacionais, por exemplo, Daniela Melchior.
E já que perguntaste, Vasco, que música é que não pode mesmo faltar hoje aqui no concerto?
"Yo Perreo Sola".
Obrigada. É este o ambiente que já se vive aqui nos arredores do Estádio da Luz, horas antes do segundo e último concerto de Bad Bunny.
Marta, se calhar devias tirar mais fotos, não?
Acho que sim.
Ambiente animado ao pé do Estádio da Luz, onde já daqui a pouco começa esse segundo concerto de Bad Bunny no Estádio da Luz.
E temos não só o retrato do primeiro concerto de ontem, no especial da Joana Moreira, no site do Observador, como também uma reportagem sobre os que aguardaram ao sol, horas na fila para ver Bad Bunny. Entretanto, Vasco, já arrancou a Feira do Livro.
Arrancou a Feira do Livro. É hoje o primeiro dia, volta a transformar-se na maior livraria ao ar livre do país, com livros, autores, debates, concertos e aquela famosa frase que uma pessoa que vai à Feira do Livro costuma sempre dizer: "Eu só vim a ver." Normalmente, acaba com três sacos na mão e promessas de: "Agora é que eu vou ler mais."
E este ano mantém-se a Hora H, ou não?
Sim, aquela última hora da feira em que muitos livros passam a ter descontos de pelo menos 50%, mantém-se essa tradição, mas há novidades também. Pela primeira vez, a Feira do Livro vai ter cinema ao ar livre aos sábados à noite, com alguns clássicos como "O Clube dos Poetas Mortos", "Jurassic Park" e também "O Orgulho e Preconceito".
E, portanto, abre hoje a Feira do Livro, vai ser inaugurada, imagino, pelo Presidente da República, não por Marcelo Rebelo de Sousa, mas por António Guterres.
O atual, sim, António Guterres.
Era sempre o habitué no arranque da Feira do Livro. Fica até quando, Vasco?
Até dia 14 de junho. Portanto, entre promoções, cinema e milhares de livros, fica essa sugestão para as próximas semanas em Lisboa.
E Vasco Maldonado Correia vai regressar às 18h30. Já daqui a pouco temos "E o Vencedor É?" com as mais recentes declarações de Pedro Passos Coelho em destaque.