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As notícias. Jornal das 6 com o Carlos Pedro e começamos a olhar para a atualidade internacional. Donald Trump volta a dizer que um acordo com o Irão está muito próximo.

O presidente norte-americano volta a reforçar que a questão nuclear é central na negociação e que não vai permitir que o país tenha uma arma nuclear. Foram declarações do líder da Casa Branca, há instantes, na Sala Oval. Eles assinam o acordo. É um bom acordo, não lhes dá o direito de ter uma arma nuclear. De facto, proíbe-os mesmo de ter armas nucleares. E temos de nos lembrar, e as pessoas também querem ouvir: o acordo não lhes permite ter nenhuma arma nuclear para sempre e não vão ter. Eles já aceitaram, têm de assinar primeiro o papel, já está tudo negociado, mas eles estão a adiar e adiar. Estou a dar-lhes uns dias, porque é um documento importante e o momento de o assinar também é. Donald Trump esta tarde, na Sala Oval da Casa Branca. O presidente norte-americano diz que está tudo negociado e acusa o Irão de adiar a assinatura do acordo e enquanto assim for, promete o líder da Casa Branca, os ataques vão continuar. Donald Trump diz, inclusive, que os Estados Unidos vão voltar a atacar em força hoje Teerão.

Ainda sobre este conflito, o embaixador do Irão diz que a resolução da Agência Internacional de Energia Atômica é um obstáculo às negociações.

O documento exige ao Irão que declare todos os estoques de urânio enriquecido que o país tem. O objetivo é permitir uma análise da Agência das Nações Unidas, mas Reza Najafi, embaixador iraniano em Viena, diz que a resolução é politicamente motivada e juridicamente falhada. Diz também que complica o cenário de instabilidade no Médio Oriente em relação ao cessar-fogo.

E o presidente da República deixa apelos ao diálogo e à moderação na política nacional e ao equilíbrio no contexto internacional.

O presidente da República defendeu a paz, os direitos humanos, a Carta das Nações Unidas e uma relação equilibrada com os aliados europeus, mas António José Seguro não esqueceu também os avisos internos. Vasco Maldonado Correia.

Em busca da unidade nacional e de um país com mais ambição, Seguro escolheu os Açores para celebrar o 10 de Junho e por entre os mares e o nevoeiro do arquipélago, o presidente da República identifica tempos difíceis.

As ansiedades que sentimos na economia, na geopolítica, na segurança das cidades, na proteção dos mais desfavorecidos, nas questões muito concretas da vida das pessoas reais, criam esse impulso de fechar fileiras, de escolher um lado, de erguer muros.

Mas encontra nas palavras a solução.

Faltam-nos cada vez mais as palavras do meio. Aquelas que não nascem entre muros, mas nos espaços abertos. São o antídoto para o vírus da polarização, que tende a substituir a argumentação, o debate e a negociação.

Seguro pede coragem ao governo.

A coragem prática de fazer escolhas difíceis sem ceder ao populismo, de defender o interesse de longo prazo, mesmo quando o ciclo eleitoral empurra para o curto prazo.

E nos Açores deixa uma exigência de igualdade aos aliados internacionais.

A garantia da segurança dos países europeus só é possível em articulação com os nossos aliados, numa relação de equilíbrio e reciprocidade, de respeito pela soberania dos Estados, assente em valores que, apesar da incerteza dos tempos, não mudam.

Já Miguel Monjardino, presidente das comemorações, alerta para uma nova era internacional.

A grande ruptura está em curso. Estamos presentes novamente na criação de um novo ciclo histórico.

O professor e especialista em geopolítica pede pragmatismo e reconhecimento da realidade.

Este não é o tempo de alimentarmos ilusões sobre as mudanças que estão em curso e as suas consequências. Este não é o tempo de enterrarmos a cabeça na areia e negar os fatos. Este é, sim, o tempo de deixarmos para trás o campo de sonhos em que temos vivido.

Avisos de Miguel Monjardino nas celebrações do 10 de Junho, diz que o país deve ter uma boa relação com os aliados, mas primeiro e acima de tudo, depende do caminho que quiser seguir.

Vasco Maldonado Correia, que acompanhou na Ilha Terceira esta celebração do dia 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, aqui com os destaques dos discursos do chefe de Estado e do presidente das comemorações, Miguel Monjardino.

Marcelo Rebelo de Sousa foi de poucas palavras, mas deixou um grande elogio à intervenção de António José Seguro.

O antigo presidente também esteve presente na Ilha Terceira, nos Açores. Marcelo fala num discurso excecional em todas as frentes.

Um discurso excecional. Excecional no que disse, excecional na forma como disse, excecional sobre Portugal, Camões, as comunidades, presente e futuro. Excecional.

As poucas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas na Ilha Terceira depois das cerimónias do dia 10 de junho.

E mais de uma centena de operacionais combatem a esta hora um incêndio em mato, no Conselho de Odemira, no distrito de Beja. Há cinco casas em perigo.

É o que revela à Lusa a fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral. O alerta para as chamas foi dado pouco antes do meio-dia. O fogo consome uma área de mato na freguesia de São Luís e no combate às chamas estão mais de 140 operacionais, apoiados por quase 50 viaturas e cinco meios aéreos.

E dois ex-presidentes da Câmara de Oliveira de Azeméis foram condenados a penas suspensas por mais de dois anos por crimes de prevaricação.

Falamos de Hermínio Loureiro, autarca de Oliveira de Azeméis de 2009 a 2016, foi condenado a dois anos e oito meses pela prática de um crime de prevaricação relativo às obras do Complexo Desportivo Municipal de Cucujães em 2016. Já o sucessor, Isidro Figueiredo, foi condenado a dois anos e seis meses pelo mesmo crime relativo às obras da Biblioteca Municipal de Océli e da Academia de Música em 2017. A notícia é da Agência Lusa. O acórdão foi proferido ontem pelo Tribunal de Santa Maria da Feira.

E a CPCJ sinalizou seis situações de trabalho infantil no último ano. Cinco das situações estão relacionadas com práticas de mendicidade.

O número é avançado no relatório anual de avaliação da atividade das CPCJ. No ano passado, foram identificados cinco casos enquadrados nesta categoria de exploração do trabalho infantil. Embora os números sejam baixos, a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens alerta para o facto de estas ocorrências estarem frequentemente associadas a contextos de pobreza, exclusão social e fragilidade familiar. A CPCJ do Montijo foi a que registou o maior número de ocorrências com quatro casos.

E o Papa Leão XIV utilizou hoje o exemplo do futebol para dizer que a vida não pode ser uma corrida solitária.

Foi em Barcelona, no quinto dia de visita a Espanha, na Catalunha. Leão XIV reconheceu gostar de futebol e de desporto em geral. Confesso adepto do Real Madrid, o Papa diz que a vida joga-se em equipe e que é preciso aprender a correr em conjunto. Uma estrela que nunca passa a bola, que não deixa que outros entrem em jogo, provavelmente vai perder. Foram as palavras utilizadas por Leão XIV durante uma intervenção na Igreja de Santo Agostinho, em Barcelona.

É com esta notícia que fechamos o Jornal das seis.