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A data está marcada. O PS vai decidir o sentido de voto do partido no Orçamento do Estado na próxima segunda-feira.
De acordo com a convocatória da reunião, assinada por Pedro Nuno Santos, o secretário-geral, a Comissão Política Nacional do PS vai reunir-se na noite de segunda-feira. Serve única e exclusivamente para deliberar o sentido de voto do PS, sendo que o dia escolhido é o dia a seguir ao Congresso do PSD.
E quem faz parte dessa comissão política do PS é Álvaro Beleza, que diz que os socialistas vão ter que salvar o Orçamento do Estado. Álvaro Beleza puxa pelo exemplo da eleição do presidente da Assembleia da República para dizer que quando é preciso, é a ajuda dos socialistas que vale ao governo.
Um cenário que, para Álvaro Beleza, vai voltar a repetir-se quando for a votação do Orçamento do Estado na generalidade.
A posição mais lógica era o PS votar contra, porque o PS é a alternativa ao governo, porque é uma maioria de direita e porque é evidente que as várias direitas deviam encontrar uma solução. Acontece que não é possível, porque uma parte da direita é instável, e estou a ser simpático, e, portanto, o Partido Socialista já vai salvar a eleição do presidente da Assembleia da República e vai ter que salvar agora o Orçamento.
No Direto ao Assunto, da Rádio Observador, Álvaro Beleza relativiza o tabu do líder do PS sobre o sentido de voto no Orçamento e defende que Pedro Nuno Santos ganhou margem de manobra com a estratégia que escolheu.
Ele assim ganha mais margem de manobra para todas as decisões. O caminho que ele está a seguir tem lógica e é perfeitamente legítimo, como é legítimo qualquer socialista manifestar a sua opinião. Os partidos não são fins em si mesmo. Os partidos são instrumentos políticos que devem ter uma ideologia, que devem servir causas e convicções para servir o país. Portanto, é mau para Portugal que hajam eleições.
Álvaro Beleza, membro da Comissão Política do PS no Direto ao Assunto, da Rádio Observador, o mandatário nacional do Partido Socialista nas legislativas deste ano acredita que os socialistas vão estar à altura das responsabilidades.
André Ventura desafia Luís Montenegro a processá-lo. Isto por causa das reuniões para aprovação do Orçamento do Estado. O presidente do Chega diz que o primeiro-ministro ainda não contradisse a existência dessas reuniões, apesar de ter negado que propôs um acordo que incluía a integração do Chega no governo.
André Ventura diz que já revelou o que tinha a revelar e desafia Montenegro a desmenti-lo, se conseguir.
Por que o primeiro-ministro não quer falar sobre isso? Precisamente porque sabe que eu tenho razão. E portanto, eu fiz uma alegação, ela não foi desmentida, eu acho que isto vale por si próprio. Se o primeiro-ministro achar que eu não estou a falar a verdade, diz: "Ele não está a falar a verdade", que era o que eu faria. E eu vou processá-lo por isso.
Numa conferência de imprensa esta tarde, na sede do partido, André Ventura sublinha ainda que até meados de setembro existia em cima da mesa uma outra proposta do Orçamento.
É curioso que a iniciativa nunca tenha dito nada sobre estes encontros e só tenha dito depois de eu próprio vir dizer. É a prova de que eu estou a falar a verdade. É a prova de que isto é verdade, é a prova que o primeiro-ministro sabe que é verdade e é a prova que o primeiro-ministro sabe que até setembro estava na mesa um outro orçamento e que depois de setembro ficou na mesa outro orçamento, que é este desastre que temos à nossa frente.
André Ventura garante, só apresenta provas do acordo em tribunal, acrescenta o líder do Chega, que é a credibilidade do primeiro-ministro que sai afetada com esta troca de argumentos.
E pelo meio, André Ventura confirma esse voto contra o Orçamento do Estado.
Para que não venham dizer que o Chega dependeu deste ou daquele, o Chega anuncia hoje, conforme foi dito desde o início, que sem acordo, sem movimentação e sem mudança, o Chega votará contra este Orçamento do Estado, já na generalidade, agora no final de outubro. É um voto irrevogável, é um voto de sinalização e é um voto que assinala a enorme traição cometida à direita.
André Ventura a formalizar a votação contra o Orçamento do Estado a 15 dias do debate na generalidade.
Já o presidente da Assembleia da República relativiza o discurso de André Ventura sobre as reuniões entre Chega e governo.
José Pedro Aguiar Branco acredita que os portugueses estão mais preocupados com que haja orçamento do que propriamente quem está a mentir sobre o teor das reuniões entre o primeiro-ministro e André Ventura.
É fundamental falar a verdade e o que eu quero enfatizar aqui, e perguntou, é que os portugueses estão preocupados com a verdade, mas estão preocupados em querer um orçamento.
Declarações de Aguiar Branco na Marinha Grande, a sublinhar também a necessidade dos interesses nacionais prevalecerem em relação aos interesses políticos.
E apesar de já ter anunciado o voto contra, o PCP está a pensar já na fase de especialidade deste Orçamento do Estado, desafia o governo a aumentar as pensões em 5% e os salários da função pública em 15%.
Mas não diz quanto custa a medida. O partido considera, no entanto, que há margem para pagar esses aumentos. Só falta mesmo vontade política.
Foi no encerramento das jornadas parlamentares do PCP que decorreram na Assembleia da República. Paula Santos, líder de bancada, lamenta que o governo de AD esteja apenas preocupado em ter resultados financeiros.
É preciso resolver problemas. E os dados que conhecemos é que há condições financeiras para resolver esses mesmos problemas. Eles não são resolvidos porque o governo não quer. Um dos exemplos é o que diz respeito ao excedente orçamental, que o governo coloca quase como se fosse, permita uma expressão, o alfa e o ômega deste Orçamento do Estado, está a trabalhar para um único objetivo, que é ter um excedente orçamental.
A líder parlamentar do PCP insiste ainda na subida do salário mínimo nacional para os 1000 € e na criação de uma rede pública de lares para idosos.
Primeiro dia de julgamento do caso BES completo, já terminou a primeira sessão. A saúde de Ricardo Salgado esteve debaixo de todas as atenções no campus de justiça em Lisboa.
De resto, o ex-banqueiro diagnosticado com Alzheimer entrou de manhã no tribunal acompanhado pela mulher, esteve cerca de meia hora na sala de audiências. Depois da parte da tarde, o advogado de um dos assistentes pediu a suspensão do julgamento até à nomeação de um curador provisório para o antigo presidente do BES.
Vamos a um resumo deste primeiro dia de julgamento, Vasco Maldonado Correia.
Ao primeiro dia de trabalhos do julgamento do principal processo do BES, Ricardo Salgado esteve no centro das atenções. Visivelmente debilitado, o ex-banqueiro foi identificado pela juíza Helena Suzano no campus de Justiça, mas teve dificuldades a responder onde morava e enganou-se até a dizer o nome da mãe. A defesa acabou por pedir que fosse dispensado, saiu logo a seguir, sendo que o advogado Adriano Skilacchis chegou a pedir ao tribunal que realize uma perícia médica sob pena de nulidade do julgamento. Enrico Prior, que representa um lesado, pediu a suspensão do processo até que seja designado um curador provisório para Salgado e na fase das posições introdutórias de manhã, Sá Fernandes, advogado de um lesado que perdeu cerca de 20 milhões de euros, manifestou preocupação com a saúde do antigo banqueiro. Nuno Sousa Vieira, advogado de mais de 1300 lesados, pediu mais celeridade numa altura em que mais de uma centena dos constituintes que representa já morreu depois de tanta espera. À tarde, os trabalhos decorreram a bom ritmo. Sete dos 18 advogados de defesa falaram com as defesas de Machado da Cruz, antigo contabilista do GES, a negar os crimes de associação criminosa, e a de Isabel Almeida, que atuava como diretora financeira do BES, a pedir a absolvição do cliente.
Vasco Maldonado Correia e o primeiro dia do julgamento do caso BES.
À saída do Campos da Justiça, Raul Soares da Veiga, advogado de Amílcar Morais Pires, reforçou a teoria defendida na sala de julgamentos.
Diz que o administrador financeiro do BES era o bombeiro de serviço, servia para apagar fogos e não para os atear. Merece, por isso, diz o advogado, a absolvição.
Exatamente. Diz: "estava aqui neste assunto, estava naquele". Pois estava a apagar os fogos, a resolver os problemas, não era a causá-los. É muito diferente.
Problemas causados por quem, doutor?
Isso é uma longa história.
Já Paulo Saragoça da Mata, advogado de João Martins Pereira, criticou a fase de instrução, diz que foi dirigida a gosto de interesses de terceiros.
Um homem que não deveria sequer estar aqui. E na instrução, tenho certeza que, com base no que foi dito e as testemunhas que foram ouvidas, algumas da própria acusação, ele nem pronunciado teria sido.
João Martins Pereira, que entrou no BES em 2013, a convite de Ricardo Salgado, para o cargo de diretor do Banco Espírito Santo.
A sessão do julgamento é retomada amanhã, às 9h45. Vão ser ouvidas as exposições introdutórias que restam. E vamos agora, Luiz, ao caso dos e-mails do Benfica.
Benfica que garante que as acusações, neste caso dos e-mails, são infundadas e vai defender-se. O clube foi notificado na sequência do pedido do Ministério Público, que quer a suspensão do clube das competições de futebol.
A SAD encarnada, o ex-presidente Luís Filipe Vieira e o diretor jurídico Paulo Gonçalves estão acusados de corrupção ativa e fraude fiscal. O clube pode enfrentar consequências de âmbito judicial e desportivo. Pode mesmo, lá está, ser suspenso de torneios.
O processo investiga a simulação de compra e venda dos jogadores entre o Benfica e o Vitória de Setúbal nos anos de 2016 e 2019 para injetar dinheiro no clube encarnado.
Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves estão acusados de desviarem milhões de euros através de negócios fictícios. A SAD do Benfica é implicada nos crimes de corrupção ativa e fraude fiscal.
Também antigos dirigentes do Vitória de Setúbal estão acusados de corrupção, participação económica em negócio e fraude fiscal. Rui Costa e Domingos Soares de Oliveira foram ilibados.
Passam nove minutos das 19h, vamos olhar ainda para outras notícias e para o mau tempo.
Até porque a chuva persistente já fez com que a Proteção Civil registasse quase uma centena de ocorrências. Vários distritos do Centro e Sul de Portugal estão sob aviso laranja.
À Rádio Observador, o comandante José Costa explica que a maioria das ocorrências registra-se na Grande Lisboa.
Registaram-se 95 ocorrências relacionadas com este quadro de meteorologia adversa, sendo 23 quedas de árvore, 35 inundações, 31 limpezas de via e três quedas de estruturas. A região mais afetada tem sido a região da Grande Lisboa e depois a área metropolitana do Porto. Para estas ocorrências foram empenhados 384 operacionais e 136 meios terrestres.
O balanço feito por José Costa, oficial de operações da Proteção Civil. Há nove distritos sob aviso laranja até às 21h de hoje.
Médio Oriente. Benjamin Netanyahu diz que Israel vai decidir sozinho quais os alvos a atingir no Irão, depois dos apelos do presidente dos Estados Unidos. Joe Biden pede que se poupem as instalações petrolíferas e nucleares.
O jornal Washington Post adianta que o primeiro-ministro israelita diz que as opiniões norte-americanas são ouvidas. No entanto, as decisões finais são tomadas por Israel, tendo em conta o interesse nacional.
Entretanto, o presidente francês insurge-se contra Benjamin Netanyahu. Diz Emmanuel Macron que Israel não se deve esquecer que foi criado por uma decisão das Nações Unidas.
Precisamente por isso, diz Macron, o primeiro-ministro israelita não deve ignorar as decisões que saem da ONU. São declarações citadas pelo jornal Le Parisien.
E já a resposta de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel diz que a ONU já aprovou centenas de resoluções antissemitas contra o Estado de Israel.
E as secas representam 15% das perdas econômicas relacionadas com as catástrofes naturais. É o que adianta o relatório divulgado hoje pelas Nações Unidas.
São as mulheres as principais responsáveis pela produção de alimentos nos países subdesenvolvidos, produzem cerca de 80% desses produtos.
E por isso a ONU diz que a garantia dos direitos das mulheres é essencial para garantir condições econômicas nesses mesmos países.
No futebol, daqui a menos de uma hora, Portugal entra em campo para a Liga das Nações, defronta a Escócia em Glasgow.
A seleção portuguesa que nunca venceu em terras escocesas em jogos oficiais, mas sabe que se quebrar esse enguiço, pode garantir desde já a qualificação para a fase final. Roberto Martínez, o selecionador português, faz seis alterações comparativamente com o último 11 frente à Polónia.
Portugal alinha com Diogo Costa na baliza, João Cancelo, Rúben Dias, António Silva e Nuno Mendes na defesa, João Palhinha, Vitinha e Bruno Fernandes no meio-campo, Francisco Conceição, Cristiano Ronaldo e Diogo Jota no trio de ataque.
Este jogo a contar para a quarta jornada do grupo A1 da Liga das Nações começa quando faltarem 15 minutos pras 20h e este Escócia e Portugal, naturalmente, vai contar com relato em direto aqui na Rádio Observador.
E comentários de Augusto Inácio e Luís Pinto Coelho. Ao leme da emissão de desporto vai estar o Nuno Santos.