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Tudo máxima para Faro. Vamos ao Jornal das 8 com a Laura Figueiredo e começamos pelos presidenciais. Carlos Carreiras, autarca social-democrata, não descarta apoiar a eventual candidatura de Gouveia e Melo à presidência.
Uma posição assumida à Rádio Observador, um dia antes de Luís Marques Mendes apresentar a candidatura a Belém. O atual presidente da Câmara de Cascais critica esta candidatura de Marques Mendes, que considera ter sido anunciada fora de tempo. Carlos Carreiras vê, antes, no almirante, um perfil para agregar o centro-esquerda e o centro-direita.
Aquilo que eu possa conhecer do posicionamento do almirante Gouveia e Melo, ser-lhe-á mais fácil também fazer essa agregação de todo esse eleitorado que se revê entre o PSD e o PS. Não excluo que possa vir a ter o meu apoio, mas não quero entrar em contradição comigo próprio quando digo que é extemporâneo, neste momento, haver candidatos a presidente da República, também é extemporâneo haver apoios nesse sentido.
Carlos Carreiras, que admite ainda que o processo Tutti Frutti contagia o PSD e que o caso pode ter consequências nas próximas eleições autárquicas.
Claramente que infeta. Eles deviam ter pensado antes ainda de assumirem as próprias funções ou assumirem as próprias candidaturas. Mas enfim, não o fizeram na altura, terão assinado um compromisso, agora têm que cumprir esse compromisso e, como se costuma dizer na gíria, serem homenzinhos. Portanto, aqui não me resta nenhuma dúvida sobre essa matéria.
O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, ouvido no Direto ao Assunto da Rádio Observador.
Continuamos na Operação Tutti Frutti. A deputada Margarida Saavedra foi ilibada, mas o Ministério Público considera que a social-democrata de 72 anos teve uma conduta eticamente censurável e reprovável.
Em causa está a certificação que Margarida Saavedra fez das notas de honorários apresentadas pela antiga assessora Lúcia Martins entre fevereiro e setembro de 2016, sendo que a assessora não terá prestado qualquer serviço para a Assembleia Municipal de Lisboa. No entanto, não tendo encontrado indícios de intenção de prejudicar a autarquia lisboeta, o Ministério Público arquivou as suspeitas de burla qualificada e falsificação de documento que recaíam sobre Margarida Saavedra, na altura segunda secretária da Mesa da Assembleia lisboeta. A situação é similar à que foi registrada em relação ao antigo presidente da Câmara e ex-ministro das Finanças, Fernando Medina, que foi também ilibado das suspeitas de prevaricação.
E Laura, o caso Tutti Frutti e os problemas na saúde marcaram o debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República.
As questões dos últimos dias, não só sobre o caso que envolve os autarcas em Lisboa, mas também a situação do ex-secretário de Estado, Hernâni Dias, marcaram o debate com Luís Montenegro. A esquerda criticou o governo por não reconhecer o Estado da Palestina e não ter condenado as mais recentes declarações de Donald Trump sobre a Faixa de Gaza. Mas neste debate quinzenal, Miguel Viterbo Dias, a picardia entre André Ventura e o primeiro-ministro acabou mesmo por marcar o tom.
A Operação Tutti Frutti e o caso do ex-secretário de Estado, Hernâni Dias, marcaram o arranque do debate. O assunto trazido por André Ventura levou Luís Montenegro a admitir falta de cuidado.
É verdade, senhor deputado, foi uma imprudência do senhor secretário de Estado. Claro que foi. E foi por isso que ele assumiu a dimensão política dessa ação.
O primeiro-ministro a responder ao líder do Chega, que acusou Montenegro de ter uma estratégia para resolver os casos bicudos.
Que a sua estratégia, a melhor de todas, é ficar em silêncio. E isso, senhor primeiro-ministro, é tudo menos ser sério.
Mas partiu para o contra-ataque ao dizer que pelos critérios de Ventura, também o líder do Chega já estava fora do Parlamento.
Se eu fosse como o senhor deputado, responder-lhe-ia assim: por essa ordem de razão, a porta estava aberta para si, que já foi acusado e até condenado.
André Ventura não gostou, fez questão de vincar a diferença entre ser condenado civilmente ou criminalmente e saiu com um desabafo.
O senhor primeiro-ministro consegue ser o político mais baixo dos últimos anos.
Que mereceu a resposta do primeiro-ministro.
Não confunda o seu desejo com a realidade. Eu estou aqui para dar e durar.
Depois da troca de palavras mais acesa, também a Iniciativa Liberal mencionou os casos judiciais dos últimos dias e a situação de Albuquerque na Madeira. Já Pedro Nuno Santos apontou baterias à saúde para deixar no ar uma pergunta sobre a ministra Ana Paula Martins.
Toda a gente já percebeu que o governo tem sido incapaz, incompetente, de dar resposta aos problemas do SNS. E, portanto, a pergunta que lhe quero deixar é: no dia que a senhora ministra da Saúde sair do governo, será também por motivos pessoais?
Luís Montenegro diz que há melhorias, mas admite também que não são suficientes.
Os tempos de espera diminuíram 20%. Agora, continua a arrastar atrás de si um conjunto de situações absolutamente preocupantes, indesejáveis, eu diria mesmo inaceitáveis.
Na reta final, foi o PCP a levantar o tema das pensões com o chefe do governo a garantir que nunca quis pôr fim às reformas antecipadas e a remeter mudanças para outra legislatura.
Se for essa a nossa intenção, será sujeita à apreciação das portuguesas e dos portugueses. Portanto, se houver alguma coisa para decidir, não faremos como outros, não faremos nada nas costas.
Luís Montenegro no único debate quinzenal deste mês, em que ouviu ainda críticas de toda a esquerda por não condenar as declarações de Donald Trump.
Miguel Viterbo Dias com alguns dos destaques do debate quinzenal que decorreu esta tarde na Assembleia da República. Na sequência da Operação Tutti Frutti, o deputado Luís Newton, do PSD, suspendeu o mandato e o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, veio hoje pedir o mesmo a Carlos Eduardo Reis, o outro deputado envolvido no processo.
Na atualidade internacional, os Emirados Árabes Unidos rejeitam qualquer tentativa de deslocar os palestinianos na Faixa de Gaza.
Posição que surge na sequência da proposta de Donald Trump, que pretende controlar a região e os palestinianos. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados sublinha a rejeição categórica de qualquer violação dos direitos inalienáveis dos palestinianos e de qualquer tentativa de os deslocar. Para os Emirados Árabes Unidos, é ainda necessário estabelecer um Estado palestiniano independente. Defendem também que só através da solução dos dois Estados pode ser alcançada a estabilidade na região.
António Guterres alerta contra qualquer tentativa de limpeza étnica em Gaza.
O secretário-geral da ONU vai discursar esta noite em Nova Iorque perante o comitê sobre o exercício dos direitos inalienáveis do povo palestiniano. De acordo com Stéphane Dujarric, porta-voz de Guterres, o secretário-geral das Nações Unidas defende que na procura de soluções para a situação em Gaza, não devemos tornar o problema pior. O discurso de Guterres acontece um dia depois de Donald Trump ter proposto que os habitantes do enclave palestiniano sejam deslocados permanentemente para outras regiões, nomeadamente para os países vizinhos Jordânia e Egito. Entretanto, o presidente norte-americano já se veio defender das críticas. Trump afirma que toda a gente adora a ideia de deslocar o povo palestiniano.
Laura, vamos agora a outras notícias que estão a marcar a atualidade.
O agente da PSP que baleou Odair Muniz só teve uma formação relacionada com armas de fogo durante o curso de agentes em 2022. Depois dessa data, o agente, que está agora acusado de homicídio, não fez qualquer formação de armas. A informação está escrita no processo que foi enviado pelo Núcleo de Recursos Humanos da PSP para o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa. É ainda indicado que o agente ingressou na carreira em novembro de 2022. Marcelo Rebelo de Sousa felicita Cristiano Ronaldo pelos 40 anos celebrados hoje, numa nota publicada no site da Presidência da República, no dia de aniversário do jogador português. O chefe de Estado escreve que por tudo o que alcançou, Ronaldo é não só o número um no futebol e no desporto, como também o maior embaixador de Portugal no mundo e por isso tem a gratidão do Presidente da República e dos portugueses, acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa. O Tribunal de Contas abandonou a rede social X e o Facebook por não cumprirem a legislação nacional e da União Europeia. Num despacho a que a Lusa teve acesso, o organismo diz que as plataformas têm sido sancionadas por violação de direitos fundamentais, tais como a proteção de dados e a proteção dos consumidores. O mesmo documento acrescenta que o fim da verificação de conteúdos no Facebook e no X resultou na proliferação de discursos de ódio e aumento da desinformação. O Tribunal de Contas vai agora passar a privilegiar a comunicação através do site institucional.
E é assim que fechamos este jornal das 20h.