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Vamos atualizar as notícias às 19h.

Desde logo, essa declaração importante de Álvaro Beleza, a dizer que defende que o PS não deveria votar contra a moção de confiança do governo. Defende o socialista que o PS deveria avançar primeiro com a Comissão Parlamentar de Inquérito e depois, eventualmente, com uma moção de censura, se as conclusões dessa comissão assim o ditassem. É uma declaração de Álvaro Beleza que haveremos de escutar mais à frente neste jornal das 19h.

Depois do veto de Marcelo Rebelo de Sousa, o Parlamento confirmou esta tarde o decreto da separação de freguesias, com os votos a favor de PSD, CDS, PS, PCP, Bloco de Esquerda e Livre. A Iniciativa Liberal e o Chega votaram contra.

E com a maioria desses votos, Marcelo Rebelo de Sousa tem que promulgar este documento. Tem oito dias para o promulgar a partir da data em que o receber. A votação foi acompanhada no Parlamento pela repórter do Observador, Nadine Soares. Nadine, qual foi a reação dos partidos perante esta decisão parlamentar?

André Ventura reagia nos Passos Perdidos. Fala numa atitude vergonhosa, porque, na perspectiva do líder do Chega, não faz sentido estarem a ser votadas matérias quando o governo está prestes a cair. O Parlamento voltou a enviar a desagregação de freguesias para Belém, uma decisão que foi confirmada já no final pela voz do vice-presidente da Assembleia da República, Marcos Perestrello.

Muito obrigado, senhores deputados. Senhores deputados, o decreto foi aprovado com os votos contra da Iniciativa Liberal e do Chega e com os votos favoráveis do CDS, do PSD, do Partido Socialista, do Livre, do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda. O decreto está aprovado.

Confirmada assim uma votação que foi acompanhada de palmas por vários representantes que marcavam presença nas bancadas do plenário. Nas galerias, estava presente uma delegação da ANAFRE, a Associação Nacional de Freguesias, e algumas dezenas de autarcas de freguesias também assistiram a esta sessão. Os votos contra ficaram a cargo da Iniciativa Liberal e do Chega. Mariana Leitão, que considera que já havia poucas condições políticas para esta separação e insistir neste processo é irresponsável. Além disso, dada a atual crise política, defendeu que não fazia sentido votar nestas matérias nesta altura em que o governo tem uma queda adiada. Também o Chega segue esta ideia, não só no debate, mas também pelas declarações feitas por André Ventura nos Passos Perdidos, onde voltam a defender que o processo de separação de freguesias foi marcado pela falta de transparência e, por isso, é vergonhoso que esta matéria tenha sido reconfirmada. Ora, a grande maioria dos deputados que reconfirmaram este decreto falavam num dever de respeito para com as populações que se mobilizaram para ter as suas freguesias de volta. Ora, esta matéria tinha sido vetada por Marcelo Rebelo de Sousa por duvidar da aplicação do mapa até às autárquicas. Agora, com os votos a favor da maioria dos deputados, o chefe de Estado tem agora de promulgar e tem oito dias para o fazer desde a data de receção deste documento.

Nadine Soares, aqui em direto da Assembleia da República, ela que acompanhou esta decisão do Parlamento. Entretanto, está confirmada a moção de confiança do governo, vai ser debatida e votada na terça-feira no Parlamento.

Informação confirmada pelo gabinete do presidente da Assembleia da República ao Observador. O debate tem início marcado para às 15h.

O governo reuniu-se hoje em Conselho de Ministros, aprovou hoje em Conselho de Ministros eletrónico o texto da moção de confiança, que dá conta de que o clima de suspeição entrou numa espiral sem fim e que, diz o governo, não terá solução sem uma moção de confiança, que irá certamente ter como resultado uma ida a eleições.

Luís Marques Mendes pede a Marcelo Rebelo de Sousa para interceder junto do Primeiro-Ministro e do Partido Socialista e assim evitar eleições antecipadas. Em declarações à Agência Lusa, o antigo presidente do PSD e agora candidato presidencial, defende que o país não quer eleições.

Marques Mendes diz mesmo que o último esforço do presidente da República deve ser assegurar que o Primeiro-Ministro se comprometa a responder por escrito e à comunicação social, às dúvidas que ainda não estão esclarecidas. Garantir também o compromisso do PS e do governo que levem à retirada do pedido de uma comissão de inquérito.

Ainda hoje, o presidente da República insistiu que o período de crise não deve durar mais de dois meses.

De resto, Marcelo Rebelo de Sousa quer que esse período de incerteza política seja reduzido ao mínimo.

O dirigente do PS, Álvaro Beleza, não votaria contra a moção de confiança ao governo. Diz que já fez, de resto, essa sugestão ao secretário-geral do PS e que Pedro Nuno Santos ainda está a tempo de mudar de opinião.

Álvaro Beleza sublinha a importância da existência de uma comissão parlamentar de inquérito a este caso, ressaltando que só depois dessa comissão parlamentar de inquérito é que o PS deveria, se assim justificar, avançar com uma moção de censura.

Eu acho, isto é muito difícil, mas se eu estivesse no lugar do líder do partido, eu não votaria contra a moção de confiança do governo. Por quê? Porque eu acho que primeiro é preciso fazer o escrutínio verdadeiro numa comissão de inquérito sobre os problemas que acontecem no primeiro ministro.

Álvaro Beleza considera também que caso Montenegro volte a vencer as eleições, fica claro que para os portugueses não há relevância ética no processo. Álvaro Beleza, que foi entrevistado no Explicador desta tarde política.

Já Francisco César, vice-presidente da bancada parlamentar do partido, insiste que a posição do PS não vai mudar na votação de terça-feira. Ainda que Luís Montenegro, o Primeiro-Ministro, dê respostas adicionais, o PS vota contra.

O sentido de voto do Partido Socialista não está em nada relacionado com o fato de prestar ou não prestar esclarecimentos. Nós nunca falamos de moção de confiança no sentido de o governo apresentar. Nós desafiamos, se o governo não está confortável, não se sente com capacidade para governar, que apresente essa moção de confiança. Mas isso pode fazê-la a qualquer momento, até porque o sentido do Partido Socialista em relação à moção de confiança, o sentido de voto, é dito no dia, salvo erro, das eleições.

Declaração feita na "Vixi e Suave", da Rádio Observador, que vai poder ouvir já a seguir esta edição das 19h. Francisco César recusa também que Pedro Nuno Santos deva sair da liderança do partido caso o PS saia derrotado das eleições antecipadas.

O secretário-geral do PCP considera que a moção de censura apresentada pelo partido foi fundamental pra iminente queda do governo. Ouvido esta tarde no "Direto ao Assunto", Paulo Raimundo explica que a iniciativa do PCP foi essencial para mudar o rumo do debate político em Portugal.

A proposta que avançamos, ela em si mesma, foi um espoletar de todo o processo. E não tenho nenhuma dúvida sobre isso. Ela foi essencial para todo este processo.

Se o PCP não tiver de forma rápida tomado a iniciativa, se calhar hoje estamos a falar de tudo, menos de moção de confiança, menos de comissão de inquérito, menos disto tudo. Continuamos a falar da família, senhor Primeiro-Ministro.

Os méritos da iniciativa do PCP, segundo o secretário-geral comunista Paulo Raimundo, que afastou a possibilidade de coligações pré-eleitorais nas eleições antecipadas do próximo mês de maio, mas não fecha a porta a encontros à esquerda depois do ato eleitoral.

E no caso do país avançar para eleições antecipadas, o Livre fecha a porta a uma frente de esquerda. Rui Tavares, porta-voz do partido, diz que mais vale ir a votos sozinho. Entendimentos só depois.

Se uma maioria absoluta do Parlamento não tem confiança no Primeiro-Ministro, isso deixa-nos uma de duas hipóteses: ou Luís Montenegro ganha a sua aposta e consegue condicionar o eleitorado a passar um pano por cima deste assunto e, acreditando as pessoas ou não que ele agiu bem, no fundo, relegitimarem-no, ou então, se ele não ganha uma maioria absoluta, com quem é que ele vai fazer uma maioria? Não o PSD em geral, mas este primeiro-ministro em particular.

Rui Tavares, convidado explicador desta tarde, acusa ainda o primeiro-ministro de se querer substituir ao Presidente da República.

Sete horas, nove minutos. Vamos a outras notícias que marcam a atualidade.

Ainda nota para o desporto, Miguel, porque já está na segunda parte o Betis-Vitória e primeira mão dos oitavos de final da Liga Conferência.

Estão jogados 65 minutos de jogo em Sevilha e a equipa do Vitória, que mora em Guimarães, está empatada a um golo, um para o Betis, um para o Vitória. Marcou primeiro a equipa de Sevilha aos 48 minutos de jogo. Cedrick Bakambu foi o autor do golo. João Mendes aos 51 empatou. Com mais de 66 minutos de jogo, Betis um, Vitória um. Entusiasme-me com este resultado do Vitória, que procura chegar aos quartos de final da Liga Conferência. Fica por aqui a edição de sete.