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Fumo nem vê-lo na Capela Sistina. Continuam reunidos os 133 cardeais que vão escolher o sucessor do Papa Francisco. Ainda não terá terminado essa votação, pelo menos da chaminé da Capela Sistina, ainda não há sinal de fumo. Já lá vamos. Começamos com Manuela Ferreira Leite. Não vamos começar com Manuela Ferreira Leite, Vanessa.
Vamos sim estabelecer contato com o nosso enviado especial do Observador, o João Francisco Gomes. João, agora em direto. De fato, tem havido aqui alguma expectativa em torno do resultado desta primeira votação, mas ainda não há conclusões.
Ainda não. Acho que talvez consigam ouvir no som atrás de mim, que há muitos aplausos aqui na Praça de São Pedro, onde há cerca de uma hora, uma hora e meia, estão milhares de pessoas, cerca de 30 mil pessoas, segundo estimativas da polícia, à espera desse primeiro fumo, do fumo que resultará da primeira votação deste conclave. Efetivamente, o Vaticano tinha dito que a partir das 19h poderia a qualquer momento sair fumo ali pela chaminé da Capela Sistina. A verdade é que há uma hora que aqui está essa gente toda, este mar de gente que não arreda pé aqui da Capela Sistina e que continua na expectativa e que, efetivamente, ainda não teve nada para ver. A verdade é que, quando olhamos para a história dos conclaves, a história, pelo menos das últimas décadas, dos últimos séculos, não tenho, pelo menos eu, memória e creio que não haverá registro histórico de nenhum conclave que tenha tido sucesso logo ao primeiro dia, portanto, é muito improvável que hoje haja fumo branco. E quando olhamos, pelo menos para os últimos dois conclaves, 2005 e 2013, foi justamente por volta das 20h, que são neste momento 20h aqui em Roma, que saiu o primeiro fumo negro nas duas ocasiões. E, portanto, é possível. De facto, há aqui muita expectativa na Praça de São Pedro, está aqui muita gente com bandeiras de vários países e que ocasionalmente, de vez em quando, alguns grupos começam a aplaudir, a gritar, o que motiva sempre a dúvida sobre se já está ou não está a sair fumo. A verdade é que até agora continuamos ainda à espera do resultado dessa primeira votação do conclave. Sabendo nós que os cardeais, ainda antes de começarem a votar, ainda tinham alguns procedimentos a fazer e, portanto, é possível que, de facto, haja aqui algum atraso relativamente à hora esperada do primeiro fumo.
E assim vamos continuar, à espera, nós e o nosso enviado especial do Observador ao Vaticano, João Francisco Gomes, que a qualquer momento volta a entrar em direto aqui na emissão da Rádio Observador.
Sim, comece a sair fumo da chaminé da Capela Sistina. E agora sim, Manuela Ferreira Leite desvaloriza os recados de Pedro Passos Coelho durante o almoço comemorativo dos 51 anos do PSD.
Ontem o antigo primeiro-ministro alertou o governo para a necessidade de um espírito reformista e que estabilidade sozinha não basta. Recados que a antiga líder social-democrata Manuela Ferreira Leite não vê como desagradáveis para Luís Montenegro.
Não encontro recados belicosos. Enfim, cada um fez a sua declaração à entrada do almoço, que era evidentemente expectável. E é evidente que aquilo que ele disse, do meu ponto de vista, não é nada de extraordinário. Toda a gente sabe que o Partido Social-Democrata é um partido que ao longo da sua vida sempre foi um partido reformista.
Manuela Ferreira Leite, antiga líder do PSD, que falou também sobre os cenários pós-eleições e para dizer que a AD não pode chegar a um acordo com o Chega depois do não é não de Luís Montenegro. Já quanto à possibilidade de uma coligação pós-eleitoral com os liberais, Manuela Ferreira Leite olha para essa possibilidade com bons olhos.
De momento, em relação ao programa que tem a iniciativa liberal, não vejo nenhum motivo para que seja um partido cujas ideias possam criar alguma repulsa por parte das ideias da Aliança Democrática. Portanto, em termos de composição da assembleia, parece-me que é uma possibilidade que não me repugna.
Manuela Ferreira Leite repete a intenção de liderar a AD em conquistar uma maioria maior e acusa os partidos de esquerda de não oferecerem qualquer tipo de estabilidade.
AD e PS têm iniciativas agendadas para esta tarde em Évora. A caravana socialista atrasou-se, por isso as duas campanhas não se cruzaram.
A caravana da coligação liderada por Luís Montenegro está na Praça do Giraldo, a praça principal desta cidade alentejana, e é lá que está a jornalista Nadine Soares a acompanhar a outra caravana, a caravana socialista. Nadine, a que se deve esse atraso? Chegaste também a cruzar-te com a campanha da AD?
Pedro Nuno Santos acaba de chegar ao Jardim Público e por isso já estão reunidas as condições para arrancar com esta arruada do PS, que atrasou devido ao almoço-comício em Olhão. Foi um bocadinho mais longo do que o esperado. Ainda são duas horas e meia até Évora. Vamos só ver se Pedro Nuno Santos fala aos jornalistas, mas não. Inicia com calma e tranquilidade esta arruada pelas mesmas ruas onde anda a AD. Esse atraso que dizia devido à viagem longa do Algarve até Évora. Pedro Nuno Santos, que acaba de chegar. AD e PS partilham hoje as mesmas ruas para fazer a campanha. Deu até tempo de cumprimentar o Miguel Viteiro Dias, que está a acompanhar a campanha do Montenegro, porque enquanto chegávamos aqui a este ponto de encontro, o Jardim Público de Évora, de onde avança agora esta arruada, cruzei-me com a campanha da AD, que se dirigia para a Praça do Giraldo, onde já deve estar a esta hora. No entanto, a caravana do Partido Socialista vai fazer o percurso inverso, isto é, vai subir as ruas que a AD há instantes desceu, mas neste caso, o nosso ponto final, em vez de ser a Praça do Giraldo, que é a praça principal de Évora, vai ser o Templo de Diana. Este é um dia em que Pedro Nuno Santos tem criticado Montenegro, não saber a realidade dos pensionistas e por isso o líder do PS visita Évora ao mesmo tempo que a AD para conseguir o voto no PS e convencer os que ainda estão indecisos nesta zona do país.
Uma visita e uma iniciativa de campanha que está a ser acompanhada pela jornalista do Observador, Nadine Soares, no encalço da caravana do PS. Também a esta hora decorre em Évora, precisamente, uma iniciativa da Aliança Democrática. Havemos de dar conta dos contornos desta iniciativa em futuros espaços informativos.
Hora de ponta, Miguel. A greve da CP continua a causar problemas aos utentes. Milhares de pessoas estão sem comboio para se deslocarem.
No Colégio Militar, em Lisboa, não está fácil a vida para muitos utentes de transportes públicos que desesperam para chegar a casa. No Colégio Militar está precisamente o jornalista do Observador, João Costa Campos. João, as filas continuam longas e já houve problemas na entrada para um autocarro, um episódio por ti testemunhado.
Já, Miguel. Entretanto, com mais dois autocarros. Portanto, são três autocarros. Há instantes chegou aqui um novo autocarro que seguia para Queluz, numa das carreiras com uma fila especialmente longa, eu diria que com mais de 60 pessoas. Assim que chega e abre as portas, as pessoas começam a atropelar-se para entrar, com idosos pelo meio, e o motorista acabou por fechar as portas, arrancar com o autocarro, ainda que a lotação estivesse mais ou menos a meio. Portanto, o autocarro nem sequer estava cheio, mas teve que arrancar por questões de segurança, porque as pessoas começaram a atropelar-se. Como te disse, aconteceu isto mais duas vezes entretanto, mesmo há segundos, antes de eu começar este direto. Na última hora, as filas aumentaram, dão agora quase a volta à plataforma, que tem nove paragens aqui junto ao Centro Comercial Colombo, na capital. As pessoas vão chegando, mas não há autocarros suficientes para as levar a casa sem uma longa espera. A linha de Sintra, que é a linha de comboios que transporta mais passageiros em todo o país diariamente, está aqui bastante perto deste terminal rodoviário, aqui junto ao Colombo. As pessoas já estão um bocadinho cansadas. É o caso desta senhora. Olá, boa tarde. Disse-me que já está aqui há algum tempo à espera e que teve problemas com a greve dos comboios.
Sim. Inclusive eu moro na Gualva, Cacém, e é muito complicado vir para Lisboa. Eu estive duas horas e meia para chegar a Lisboa, ao Marquês.
Vimos agora uma situação com dois autocarros, as pessoas a não respeitarem as filas e a atropelarem-se, idosos pelo meio. Esta é uma situação um bocadinho complicada para chegar a casa, sendo a única alternativa.
Complicadíssima, não há como fazer de outra maneira. Ou vimos para o Colégio Militar ou para a Amadora, porque não há como chegar a casa. E hoje vou chegar tardíssimo. Como deve calcular, é complicado chegar lá. Tenho que apanhar mais um autocarro, já vi.
Esses dois terminais que disse agora são aqueles que abastecem a linha de Sintra, uma única alternativa à linha de Sintra. Qual é que é a expectativa? Vai ficar aqui mais algum tempo? Porque a fila que está à sua frente-
A minha única sugestão para o nosso governo é que eles façam o metro até ao Cacém, a Gualva, porque lá a CP já não tem vantagem nenhuma de fazer greve.
Muito bem, muito obrigado. Olhe, boa sorte, resto de bom dia. Este é um cenário que, ao que aponta a CP, se pode prolongar até dia nove, ou seja, depois de amanhã, com efeitos mais severos. Miguel e Vanessa, não há comboio ou autocarro, mas apesar da demora, esta é a única alternativa de vários milhares de utentes que tentam agora regressar a casa.
Vida difícil para quem procura precisamente, depois de um dia de trabalho, regressar a casa. No fecho desta edição das 19h, dar-lhe só conta que já há árbitro para esse Benfica-Sporting do próximo sábado, que pode decidir o campeonato deste ano. João Pinheiro vai ser o homem do apito.