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Seis horas. Ou melhor, sete. Daqui a pouco, com Nadine Soares, edição das sete e com a ministra da Administração Interna, tem uma declaração a esta hora marcada para o país.

Maria Lúcia Amaral vai falar a partir do habitual briefing da Proteção Civil. Isto numa altura em que os incêndios no país continuam a não dar tréguas. Uma das situações mais complicadas neste momento é o incêndio que lavra desde sexta-feira no Conselho do Sabugal, no Distrito da Guarda. Mobiliza a esta hora mais de 250 operacionais, mais de 70 viaturas e um meio aéreo. Tem uma frente ativa com cerca de 10 km, que coloca várias aldeias na linha de fogo e que estão com o abastecimento de água cortado. No entanto, chegaram a estar quatro aviões Canadair a ajudar a combater as chamas nesta região do país durante o dia. Vamos ouvir as palavras da ministra Maria Lúcia Amaral a qualquer momento. Há 10 ocorrências significativas em Portugal, três já duram há mais de quatro dias. O incêndio do Piódão, em Erganil, é o que está a mobilizar mais meios neste momento. A esta hora o fogo continua descontrolado em Pampilhosa da Serra. É um aviso deixado pelo autarca da região, neste registo captado pela Agência Lusa.

Agravou-se muitíssimo. O vento mudou, com ventos com grande velocidade e neste momento tenho o fogo completamente descontrolado e a entrar para a povoação das Meãs e para a povoação das Aradas. Povoação que não estava na linha de fogo e agora já está.

No terreno estão mais de 900 operacionais, apoiados por 300 viaturas e sete meios aéreos. Também em Sátão, no combate às chamas, estão quase 700 operacionais e mais de 200 meios terrestres e três meios aéreos. Num balanço feito pelo Comandante Nacional da Proteção Civil no início desta tarde, eram registadas dificuldades na operação dos meios aéreos. Mário Silvestre alertava que as fortes colunas de fumo estavam a dificultar a visibilidade.

Temos tido uma situação meteorológica em Portugal que, de acordo com o IPMA, causou um aprisionamento do fumo nas camadas mais inferiores da atmosfera e que nos tem causado problemas significativos na utilização dos meios aéreos, uma vez que temos os centros de meios aéreos cobertos de fumo, o que não nos permite, em segurança, operar com essas aeronaves. Temos as zonas dos teatros de operações para a utilização desses recursos também cobertas com uma densa camada de fumo. O fumo não dissipa e, portanto, o que nos impede também de utilizar os meios aéreos nesses teatros de operações.

Declarações de Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, no início da tarde, no habitual briefing.

Entretanto, Luís Marques Mendes demarca-se de Gouveia e Melo no tema dos incêndios. O candidato presidencial diz que é tempo de união e não de divisões.

Uma posição defendida num vídeo de campanha. Marques Mendes entende que, perante uma tragédia, a missão de um líder passa pela união, apoio e solidariedade.

União, porque a missão de um líder é unir e não dividir. Apoio aos bombeiros, à Proteção Civil, aos autarcas, às populações flageladas pelos incêndios. E solidariedade perante as vítimas enlutadas, na Guarda e em Mirandela.

O candidato presidencial não concorda com Gouveia e Melo, que defendeu que é necessário discutir já o problema, mesmo durante o combate aos incêndios. Também numa publicação nas redes sociais, o almirante rejeitou o argumento de que falar dos incêndios é aproveitamento político ou que só se deve falar do problema quando está resolvido e que só pode existir essa discussão. Já Marques Mendes prefere esperar pelo fim da crise para avaliar e fazer balanços.

Em tudo na vida e em tudo na democracia, tem um tempo. Há um tempo para tudo. E este não é ainda o tempo de fazer um balanço, uma avaliação, ou de fazer críticas, por mais legítimas e pertinentes que elas sejam. Este é um tempo para outra coisa. É um tempo de união, é um tempo de apoio e é um tempo de solidariedade.

O candidato à Presidência da República, antigo líder do PSD, de estar ao lado das populações afetadas pelos incêndios e deixa uma mensagem de elogio aos bombeiros portugueses.

Entretanto, na atualidade internacional, Nadine, o presidente ucraniano quer um cessar-fogo imediato antes de iniciar negociações de paz com a Rússia.

Volodymyr Zelensky está em Bruxelas para debater com os aliados europeus as condições de um acordo com a Rússia. Numa conferência de imprensa conjunta com a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente ucraniano deixou um aviso a Vladimir Putin: é impossível negociar sob a pressão das armas.

Temos de travar mais mortes. Putin tem muitas exigências, mas nós não as conhecemos. E se há tantas, como diz, vamos precisar de tempo para analisar essas exigências. É impossível fazê-lo sob pressão das armas. É preciso um cessar-fogo imediato para chegar a um acordo final rapidamente. E vamos falar nisso em Washington. Putin não quer parar com as mortes, mas tem de o fazer.

São declarações do presidente Volodymyr Zelensky. Mas, Nuno, retomamos a notícia de abertura, até porque Maria Lúcia Amaral, a ministra da Administração Interna, fala a esta hora sobre a evolução dos incêndios no país. Vamos ouvir.

É a boleia da RTP.

Como vemos agora.

Obrigado, Tânia. Seguimos já para a declaração da ministra da Administração Interna. Vamos acompanhar.

A partir da madrugada de sexta-feira, permitiram que, em certos casos, se tivesse conseguido diminuir a severidade de alguns grandes incêndios. No entanto, ainda persistem dificuldades, ainda persistem condições muito desfavoráveis. O agravamento dos ventos As dificuldades operacionais causadas pelo fumo que envolve vários territórios e que impedem a atuação eficaz dos meios aéreos são algumas dessas condições desfavoráveis. Por este motivo, o Governo decidiu prorrogar por mais 48 horas a vigência da situação de alerta, com tudo o que dela decorre. Por um lado, a exigência de prontidão de todo o dispositivo de combate aos incêndios, que se mantém no seu grau mais elevado. Por outro, a continuação de todas as proibições já fixadas em declarações anteriores, nomeadamente realização de queimadas e queimas e de recurso a fogos de artifício e outros artefatos pirotécnicos. A decisão foi tomada em proposta apresentada pelos peritos técnicos. Assim, a situação de alerta é renovada a partir das 0h do dia de amanhã, 18 de agosto, e vigorará até à meia-noite da próxima terça-feira, dia 19. Em meu nome pessoal e em nome da equipe governativa, do senhor Secretário de Estado hoje aqui presente e também do senhor presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e do senhor Comandante Nacional, creio que posso falar em nome de todos que aqui estão, nós agradecemos profundamente a todos quantos têm sem descanso combatido o fogo e desejamos as melhoras rápidas aos operacionais que ficaram feridos. Além do mais, para nós todos, nunca será demais sublinhar o essencial. A solidariedade de toda a comunidade nacional perante aqueles que foram diretamente afetados pela devastação causada pelos incêndios é indefectível e estará presente nos trabalhos de reconstrução que se terão de iniciar quanto antes, assim que esta calamidade nos der tréguas. Por isso, à estrutura operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, aos corpos de bombeiros, às forças de segurança, às Forças Armadas, a todo o país que em esforço unido e conjunto se tem mobilizado para, durante tantos dias a fio, em condições de cansaço e exaustão, garantir e continuar a garantir a proteção de vidas e bens, o nosso muito obrigado. E o nosso muito obrigado também a Marrocos, país amigo e vizinho, que acaba de nos permitir manter até quarta-feira os dois aviões Canadair, que nos tinham emprestado, que haviam chegado ao território nacional no domingo passado, para ficar apenas até sexta-feira e que nos foi permitido guardar quase mais uma semana. Como sabem, em seguida, será o briefing técnico e operacional da Proteção Civil, pelo que todas as questões desta índole poderão nessa altura ser colocadas ao senhor Comandante Nacional, Mário Silvestre, e uma vez mais, em nome de todos, um muito obrigado.

A declaração da Ministra da Administração Interna.

Vamos ouvir agora, já de seguida, à boleia da CNN, o briefing por parte do Comandante Nacional da Proteção Civil, feita por Mário Silvestre. Deve estar para acontecer a qualquer momento esse ponto de situação. Depois de termos ouvido Maria Lúcia Amaral, a Ministra da Administração Interna, com um anúncio de que o governo vai prolongar por mais 48 horas a situação de alerta, é o que diz a Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que refere que ainda persistem dificuldades, condições muito desfavoráveis, como o agravamento dos ventos, que impedem a atuação eficaz dos meios aéreos. Agora a situação de alerta é renovada até à meia-noite de 18 de agosto. É uma decisão do governo face a estes incêndios que continuam a não dar tréguas no país. Uma das situações mais complicadas, relembro, neste momento, é um incêndio que lavra desde sexta-feira no Conselho de Sabugal, no distrito da Guarda, mas situação também muito complicada na região de Coimbra, com o incêndio de Arganil. A esta hora o fogo continua bastante descontrolado em Pampilhosa da Serra e a qualquer momento vamos ouvir esse briefing por parte de Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil. São declarações que vamos recuperar no próximo noticiário.

Muito bem, agora são 19h11. Vamos voltar daqui a pouco em direto, exatamente para esse briefing, a qualquer altura nesta tarde, quase noite já de domingo. Para já ficamos por aqui. Nadine Soares, até já.

Até já.