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Esta é a Rádio Observador, vamos para o jornal das 07h00 com José Rafael Lopes. Zé, está a ser preparada uma comunicação por parte do Governo Regional da Madeira, uma vez que está previsto muito mau tempo para amanhã à noite. O aviso amarelo do IPMA pode ser elevado para vermelho e estamos na expectativa sobre a possibilidade de ser cancelado o fogo de artifício na Madeira, o que é muito raro.

Precisamente, é um cenário que está em cima da mesa e no Funchal, na Madeira, Miguel Albuquerque prepara-se para fazer uma conferência de imprensa para revelar se há ou não fogo de artifício na Madeira. Estamos neste momento aqui a fazer um curto compasso de espera para depois escutarmos Miguel Albuquerque, o presidente do Governo Regional da Madeira, sendo que existe esse alerta laranja devido à chuva e ao vento. Penso que agora já será possível, Ricardo, escutarmos. Não, ainda não é. Como dizia, esse alerta laranja devido à chuva e ao vento na Madeira. Agora sim, vamos escutar Miguel Albuquerque.

Continuação de boas festas. Queria vos dizer que o Governo Regional e as autoridades, designadamente a Polícia de Segurança e Saúde Pública e a Proteção Civil, têm acompanhado desde anteontem a evolução das previsões meteorológicas. Aliás, isso ficou bem expresso ontem nas palavras do secretário regional do Turismo. Aí o que eu posso dizer é que a nossa preocupação continua a ser sempre a salvaguarda das pessoas, da integridade das pessoas e dos bens e das infraestruturas da Madeira. Felizmente, temos boas notícias. A última previsão do IPMA, nós temos que acompanhar a previsão do IPMA, é que o aviso laranja só irá acontecer a partir das 3h00 da manhã do dia 01. Isso significa que nas atuais circunstâncias meteorológicas que são expressas e divulgadas pelo IPMA, o fogo irá acontecer à meia-noite, conforme habitual. Se fosse o contrário, se o aviso laranja transitou para umas horas posteriores, a nossa ideia, se o aviso laranja tivesse sido emitido com uma antecedência antes da meia-noite, a nossa ideia era antecipar o fogo para as 20h00, mas uma vez que o aviso laranja transitou para as 3h00, o que nós vamos fazer é manter o fogo à meia-noite e manter tudo como habitual, com exceção de duas preocupações que são pertinentes e que eu aproveito para expressar aqui. Em primeiro lugar, a partir das 3h00 as condições meteorológicas vão se agravar, portanto as pessoas devem ter algum cuidado na circulação, ter algum cuidado no resguardo que devem ter, porque o mar também vai estar com ondas bastante grandes.

Ora as boas notícias deixadas aqui por Miguel Albuquerque, o fogo de artifício na Madeira acontece como normal. Boas notícias, uma vez que o aviso laranja do IPMA apenas a partir das 3h00. Chegou a estar em cima da mesa a possibilidade de se antecipar para as 20h00, mas Ricardo, vai mesmo acontecer fogo de artifício à meia-noite.

É muito raro na Madeira ser adiado o fogo de artifício, é um dos pontos altos do ano. No entanto, fica este alerta, porque vai chover com muita intensidade na Madeira, sobretudo na madrugada de dia 01. Agora, José Rafael Lopes, olhamos para o que está a passar nos hospitais, nomeadamente no serviço de urgência do Amadora-Sintra. Há doentes urgentes de pulseira amarela que estão a enfrentar uma espera de 26 horas. Ainda assim, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, antes de ser conhecido este dado, esta tarde, rejeitava um cenário de caos generalizado nas urgências de todo o país.

Álvaro Santos Almeida diz que a média nacional é 1h20 e que o caso do Hospital Fernando Fonseca e do Amadora-Sintra não é um espelho do resto do país.

Esse problema no Hospital Fernando Fonseca é um problema que nos mantém acordados há muito tempo, que mantém nós, direção executiva do SNS, muito ativos para tentar resolver, mas não pode ser confundido com a situação geral do SNS. Uma coisa são os problemas do Hospital Fernando Fonseca, que são importantes, que são sérios, que têm tempos de resposta exagerados. Outra coisa é a norma do SNS.

Certo é que os doentes com pulseira amarela, pulseira urgente, estão a esperar mais de um dia para serem observados no Hospital Amadora-Sintra, 26 horas para serem atendidos no serviço de urgência.

Num outro plano da atualidade, António José Seguro garante que não contactou qualquer candidatura mais à esquerda diretamente. Isto para desafiar essas candidaturas a desistir da corrida presidencial.

Foi esse apelo que foi feito pelo secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, para que outros candidatos desistam a favor de António José Seguro. Neste caso, seria Catarina Martins, António Filipe e também Jorge Pinto. O candidato apoiado pelo PS vê esse pedido como natural.

É um apelo normal, é um apelo natural, porque há um facto incontornável: só a minha candidatura pode estar na segunda volta. E como só passam dois, eu penso que é desejável, até para o país, que exista um candidato oriundo da esquerda e do centro-esquerda e um candidato oriundo da direita, e não um candidato da extrema-direita e um candidato da direita que cada vez se tem aproximado mais da extrema-direita.

E questionado se ele próprio contactou alguma candidatura diretamente para desistir, António José Seguro diz que nada aconteceu, nem em público, nem em privado.

Eu não faço coisas à porta fechada, é tudo às claras.

António José Seguro, em campanha por Vila Franca de Xira.

E Gouveia e Melo diz ter sido vítima de uma tentativa de assassinato de caráter. Hoje a Procuradoria-Geral da República veio esclarecer que o candidato presidencial não é arguido no caso em que se investigam ajustes diretos no tempo em que Gouveia e Melo era o comandante naval.

Foi notícia esta semana que nesse período, entre 2017 e 2020, houve 57 contratos celebrados entre a Marinha e uma mesma empresa. O Ministério Público esclarece que Gouveia e Melo não é arguido, mas que está a correr um inquérito, já em fase final. Na reação ao caso, Henrique Gouveia e Melo diz que não deve nada a ninguém e vai mais longe.

De repente, aparece a 18 ou 19 dias das eleições, como sendo eu o alvo da investigação. Quem é que fez isso? Os senhores é que sabem. Os senhores sabem ler tão bem como eu. Portanto, eu não vou ter que dizer mais nada. E a população percebeu perfeitamente o que é que estava aqui em causa. Numa tentativa de assassinato de caráter. Foi isso que aconteceu.

Henrique Gouveia e Melo, que insiste que é estranho o momento em que esta investigação, que começou no ano passado, volta agora a emergir.

E sobre a polêmica relativa aos boletins de voto com candidatos que não vão poder concorrer, a Comissão Nacional de Eleições vem, entretanto, emitir um novo esclarecimento.

Lembra que já aconteceu antes e que a alteração dos prazos legais cabe à Assembleia da República. Os boletins têm de estar prontos dia 1 de janeiro, já foram validados, mas incluem os nomes de três candidatos que, para já, estão fora da corrida. São eles Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, sendo que há recursos ainda no Tribunal Constitucional. As eleições são no dia 18 de janeiro.

E em janeiro, já no dia 2 de janeiro, na próxima sexta-feira, às 09h30 da manhã, acontece o debate das rádios, que vai juntar os oito principais candidatos a Belém. Vai ser possível ouvir aqui esse debate em direto na Rádio Observador, às 09h30 da manhã de sexta-feira, dia dois. O líder do PS acusa o governo de impreparação e incompetência. É uma reação depois do Ministério da Administração Interna ter anunciado a suspensão durante três meses do Sistema Europeu de Controle de Fronteiras para cidadãos fora da União Europeia, no aeroporto de Lisboa.

José Luís Carneriro quer explicações do primeiro-ministro sobre se esta decisão pode representar perigos para a segurança nacional. O governo, pela voz da ministra da Administração Interna, reconheceu que o sistema eletrónico de controle de fronteiras funcionou mal desde o início. Anunciou também, nessa altura, Maria Lúcia Amaral, 80 polícias para ajudar a minimizar os constrangimentos, não foi suficiente. Agora, o governo decide suspender o sistema durante três meses. A jornalista Teresa Freire tem estado no aeroporto de Lisboa. Teresa, o cenário melhorou com esta decisão?

Diria que sim, José. Falei há pouco com Kátia Joana Santana, uma passageira que aterrou há pouco de um voo que veio de Luanda. Kátia fala em demoras apenas na recolha da bagagem e explica que os passageiros tiveram de mostrar os passaportes à chegada, mas diz que foi um processo rápido.

Sim, houve controle de passaporte. A fila não era grande porque éramos poucos, quer dizer, o primeiro autocarro que deixou os passageiros, éramos poucos e foi algo muito rápido, ao contrário da minha ida para Angola.

Já João Simões veio de Londres com mais três pessoas e diz que foi tudo bastante rápido. Fala em ter tido 10 minutos no controle de passaportes.

Sim, foi tudo bastante rápido. Esperamos no máximo 10 minutos no controle de passaportes. Não há grande confusão.

E na recolha da bagagem, também tudo ok?

Também tudo ok, chegou dentro do horário previsto. Não há grandes amontoamentos de bagagem neste momento.

E a situação lá dentro, pelo que percebeu, também nas outras plataformas, está tudo ok?

Sim, está tudo ok, parece voltar à regularidade.

A reportagem da Teresa Freire. A reportagem da Teresa Freire. O anúncio anunciou hoje um reforço policial no aeroporto de Lisboa. Os militares da GNR juntaram-se à PSP, tendo em conta que o sistema eletrónico de controle de passageiros está suspenso durante três meses.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira.

Zé. A atualização das pensões que decorre da lei e que traz aumentos de mais de 2% para a maioria dos pensionistas no próximo ano, é paga já em janeiro. O esclarecimento é do Ministério do Trabalho. Inicialmente, tinha sido comunicado que o pagamento iria ocorrer só em fevereiro com retroativos. Atenção a quem vai viajar de comboio nesta passagem de ano, os trabalhadores dos bares do comboio de longo curso da CP vão estender a greve, pelo menos até dia 1 de janeiro. Hoje a adesão foi de cerca de 97%, de acordo com o sindicato que é afeto à CGTP. E hoje, em Moimenta da Beira, Ricardo, no distrito de Viseu, volta-se a cumprir a tradição da Queima do Velho.

A Queima do Velho. Eu sei bem o que é a Queima do Velho.

Sabes?

Sei.

Atenção, então sabes que este boneco de palha, podem ficar mais descansados os nossos ouvintes, é um ritual popular de origem pagã. Resumidamente, faz-se um cortejo fúnebre do tal velho, este boneco de palha, que vai num caixão e percorre várias ruas da vila de Moimenta da Beira. A acompanhar o cortejo vão falsas carpideiras, são mulheres contratadas para chorar e lamentar a morte de alguém. E há também um padre fictício e muita música tradicional. Basicamente, é uma encenação popular, muita ironia e também muita sátira social. À meia-noite, o desfile chega ao fim e o boneco é queimado no Forte de São João, num gesto que simboliza a morte do ano que termina e a esperança para o ano que se aproxima.

Exatamente, é despachar o ano velho, porque vem aí o ano novo. A que horas é a concentração?

Está marcada para as 11 da noite, termina em ambiente de festa com o tradicional brinde ao Ano Novo, ainda a fechar 2025.

E o José Rafael Lopes vai regressar às 19h30 para atualizar as notícias.