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Jornal das 7 com Luís Soares. Em Estrasburgo, o presidente da República diz que não comenta os resultados presidenciais, mas sempre vai dizendo que a campanha foi relevante para o desfecho.

Está em Estrasburgo para assinalar os 40 anos de adesão de Portugal à União Europeia, mas à chegada Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre a primeira volta das presidenciais. Disse apenas que todo o período de discussão foi importante para os portugueses decidirem.

O presidente em funções não se pronuncia, nomeadamente sobre os resultados da primeira volta.

Vai acompanhar?

Portanto, não. Não se dirige a ninguém sobre essa matéria e acompanha como qualquer cidadão português, até mais limitado, porque o cidadão português normal pode perfeitamente optar por fazer campanha, por ser mais ou menos militante.

É uma escolha importante que os cidadãos portugueses têm para fazer agora, daqui a duas semanas.

Mas sabe que os portugueses já mostraram, primeiro, que a pré-campanha foi importante, que os debates foram importantes, que a campanha foi importante, a participação eleitoral subiu, e subiu muito.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, que viajou para Estrasburgo com António Costa e já na reta final do mandato, garante ter boa relação com o atual primeiro-ministro, como tinha com o anterior. Garante Marcelo Rebelo de Sousa que vai saber encerrar este ciclo.

Eu quando parto para um novo capítulo da minha vida, e agora o capítulo é um capítulo completamente diferente. Acho que se encerrou um capítulo. Eu tinha uma missão. Esta missão faltam 40 e tal dias para a cumprir até o fim. Vou cumprir até o fim. Até o fim, terei que exercer poderes ainda de nomeação de chefias militares, terei de promulgar diplomas, terei de tomar decisões políticas que normalmente não acontece nos últimos dias ou últimas semanas de mandato, mas depois, encerrado isso, é uma nova vida.

Uma nova vida, sublinha Marcelo Rebelo de Sousa, em Estrasburgo, onde amanhã vai dirigir-se aos deputados europeus, vai assinalar as quatro décadas de adesão de Portugal à União Europeia.

E a caminho da segunda volta, Felicidade Vital, apoiante de André Ventura, deputada do Chega, desvaloriza os apoios a Seguro vindos da direita. Já o socialista Álvaro Belleza defende que o candidato que apoia, Seguro, quer o voto de todos os portugueses.

Aqueles que estiveram em debate esta tarde no "A Caminho de Belém", aqui na Rádio Observador, a deputada Felicidade Vital, deputada do Chega, apoiante de André Ventura, reforça o que o candidato disse hoje, que apenas o apoio dos portugueses importa e desvaloriza o apoio público de dirigentes partidários.

São os dirigentes. Nós estamos a falar de votos do povo.

E acha que o povo também não acompanha os seus dirigentes?

Acho que não. Acho que nesta fase, cada pessoa que pensa segundo os valores da direita deve se interrogar o que é que quer para presidente da República. A expectativa é que suba, porque agrega esses votos de direita que, na verdade, neste momento não tem quem os represente.

Felicidade Vital, apoiante de André Ventura. Já Álvaro Belleza, apoiante de António José Seguro, garante que o candidato que apoia está preocupado em conseguir o voto dos portugueses e desvaloriza uma retórica de esquerda ou de direita.

O António José Seguro é candidato a presidente da República de Portugal, não é candidato a presidente da República da esquerda ou da direita. É de Portugal. E tem como lema agregar todos os portugueses. Não é a esquerda ou a direita ou centro, é todos. O presidente da República deve ser o presidente de todos os portugueses.

Álvaro Belleza e Felicidade Vital, em representação das candidaturas presidenciais que vão à segunda volta no programa "A Caminho de Belém".

Em outro plano, a CGTP vai reunir o Conselho Nacional para discutir novas formas de luta contra a lei laboral. Isto depois da reunião desta tarde com o primeiro-ministro.

Reunião da qual não resultou qualquer acordo e contou com a presença de Luís Montenegro e também da Ministra do Trabalho no Palácio de São Bento. À saída, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, diz que o Executivo não tem a intenção de recuar na proposta.

Viemos colocar ao primeiro-ministro qual é a posição do governo. Recua ou não recua no pacote laboral que apresentou ao país? Recua ou não recua nesta ambição que este governo tem de acentuar ainda mais as gradações das condições de vida e trabalho? E a resposta que tivemos do primeiro-ministro é que não é objetivo do governo retirar o pacote laboral de cima da mesa.

Perante a resposta de Luís Montenegro às exigências da CGTP, Tiago Oliveira não rejeita novas formas de luta e para isso vai ser convocada uma reunião do Conselho Nacional da Inter.

O ministro da Educação diz que a reforma do ensino em Portugal vai ser monitorizada pela OCDE e anuncia mudanças já no primeiro e segundo ciclos de ensino.

Foi na Comissão Parlamentar de Educação, Fernando Alexandre anunciou que a OCDE vai monitorizar a reforma do Ministério da Educação, Ciência e Inovação pelo período de dois anos, de forma a garantir uma supervisão com base nas práticas internacionais. O ministro revela também a reorganização do primeiro e segundo ciclos de ensino, bem como da matriz curricular assente na introdução de temas relacionados, por exemplo, com a digitalização e com a inteligência artificial.

O que nós vamos fazer é uma revisão das aprendizagens essenciais, alargando a revisão também à matriz curricular, para ter em conta precisamente os trabalhos que estão em curso do grupo do digital e da inteligência artificial, para que os currículos reflitam também as implicações destes desenvolvimentos tecnológicos que têm o efeito tão avassalador nas nossas escolas.

Uma revisão que vai ser feita ainda no primeiro trimestre deste ano. Nesta audição, também na Assembleia da República, Fernando Alexandre esclareceu ainda a questão do pagamento dos salários de professores mediante o preenchimento de sumários. O ministro esclarece que é importante preencher esses sumários para perceber se a aula foi ou não lecionada pelos docentes.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 20 de janeiro.

A começar desde logo pelo desporto, porque o clássico entre o Porto e o Sporting, a contar para a jornada 21 do campeonato, está marcado para dia 9 de fevereiro. É o dia a seguir à segunda volta das presidenciais. Informação confirmada pela Liga de Futebol, está marcado para às 20h45 no Estádio do Dragão. No entanto, para o dia da segunda volta, a Liga agendou três jogos, entre eles o Benfica-Alverca para às 20h30, o Nacional-Casa Pia às 15h30 e o Sporting de Braga-Rio Ave às 18h00. Dentro das quatro linhas, o Sporting recebe o Paris Saint-Germain daqui a uma hora. Jogo a contar para a sétima e penúltima jornada desta fase da Liga dos Campeões. Em Alvalade já está o Diogo Varela. Diogo, penso que já com os 11 iniciais das duas equipas.

Já sim, Luís. Muito boa noite. Vamos ter um Sporting com algumas mudanças, até porque entre baixas e lesões também não conta com a Morten Hjulmand, está suspenso para esta penúltima jornada europeia. O Sporting vai a jogo com Rui Silva, depois Ivan Fresneda, nas laterais com Ricardo Mangas. Os centrais são Matheus Reis e Gonçalo Inácio, meio-campo para Idriissa Morita e João Simões, depois há Geny Catamo, Maxi Araújo, Francisco Trincão e o ponta de lança Luís Suárez, as escolhas de Rui Borges. Do outro lado, o campeão europeu, o Paris Saint-Germain de Luís Enrique, conta com Lucas Chevalier, depois defesa com Achraf Hakimi, Marquinhos, Vitinha e o regressado a Alvalade, Nuno Mendes, quatro anos e meio depois. O lateral português está de regresso a uma casa que o formou. Fabian Ruiz no meio-campo com outro português, Vitinha, ainda Sven Botman e na frente de ataque, Désiré Doué, Bradley Barcola e o Bola de Ouro, melhor jogador do mundo, Ousmane Dembélé. É este o 11 parisiense. O árbitro é Anthony Taylor. A penúltima jornada, a jornada sete desta fase da Liga dos Campeões, com expectativa de jogo grande em Alvalade, não só a nível das bancadas, mas até mesmo a nível de cobertura. Quando aqui cheguei à bancada de imprensa, além dos franceses, até japoneses por cá andam.

E o português Diogo Varela vai trazer-nos em direto o relato aqui na Rádio Observador deste Sporting Paris Saint-Germain. Ainda a notícia de que um elemento da PSP e também um militar estão entre os 37 detidos na operação da Polícia Judiciária com o objetivo de desmantelar um grupo de ideologia neonazi. Em comunicado, a PSP adianta que o polícia detido pertence ao efetivo do Comando Distrital de Setúbal. A PSP está a aguardar pela indicação dos crimes de que o suspeito está indiciado para desenvolver os procedimentos disciplinares adequados e preventivos. Ao todo, a Judiciária deteve 37 suspeitos com ligação ao grupo de extrema-direita. Através da Unidade Nacional Contra Terrorismo, a PJ deu início a esta operação, que tinha como principal alvo o grupo 1143. Luís Neves, o diretor nacional da PJ, sublinha que a operação teve como objetivo impedir que venham a ocorrer homicídios e avisou que todos os crimes de natureza politicamente motivados vão ter uma resposta.

Procura-se sempre que se investigue e se ponha termo ou se interrompa a atividade criminosa no momento em que não há ainda crimes de resultado.

Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária, lembra também que nos últimos anos os crimes de ódio aumentaram em sete vezes, pelo que avisa, é fundamental uma atuação preventiva. Luís Soares vai regressar às 19h30 para atualizarmos as notícias.