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Jornal das 7 com a jornalista Vanessa Cruz. Chega daqui a pouco a Portugal o primeiro grupo de portugueses vindos do Dubai. E agora já se sabe quantos são, Vanessa Cruz.
122 cidadãos nacionais que pediram para serem repatriados por causa do conflito no Médio Oriente. O voo está previsto aterrar daqui a meia hora, no aeroporto de Lisboa. É lá que está o jornalista do Observador, João Lourenço. João, está a horas este voo?
Está pelo menos 25 minutos atrasado. Isto porque a aeronave de uma companhia aérea do Médio Oriente tinha prevista essa chegada para às 19h10. Os painéis informativos aqui do Aeroporto Humberto Delgado indicam que essa hora é para as 19h35. E como referiste, Vanessa, são 122 portugueses que chegam dentro de momento aqui, a território nacional. Está dentro do grupo de 400 que pediram o repatriamento, neste caso, do Médio Oriente, mas destes 400, 122 chegam hoje e 63 estão em Israel e vão fazer essa extração a partir de uma via terrestre. Por isso, aguardamos a chegada deste grupo de mais de uma centena de portugueses, que consegue já essa travessia entre o Médio Oriente até aqui Portugal, depois desses últimos desenvolvimentos dos conflitos no Médio Oriente.
O João Lourenço vai tentar falar com alguns destes portugueses quando chegarem ao aeroporto de Lisboa. O primeiro-ministro garantiu hoje, no debate quinzenal no Parlamento, que estão em curso mais operações de repatriamento, mas não quis revelar detalhes por razões de segurança.
E para responder aos impactos da guerra no Médio Oriente, Luís Montenegro anunciou um desconto sobre o imposto aplicado aos combustíveis, mas com condições.
Já vamos saber quais são, Ricardo. Foi logo no início do debate quinzenal desta tarde. O primeiro-ministro respondeu, sobretudo, a questões relacionadas com o conflito entre os Estados Unidos e o Irão e o envolvimento da base das Lajes. Luís Montenegro diz que foi dada autorização, mediante condições, aos norte-americanos e que tudo está a ser respeitado. Num debate, Miguel Vítor Dias, em que o chefe do governo procurou antecipar alguns problemas.
Para tentar antecipar críticas, Luís Montenegro entrou no debate quinzenal com um anúncio.
Caso se verifique uma subida de preço da gasolina e do gasóleo superiores a €0,10 face ao valor desta semana, o governo vai introduzir um desconto extraordinário e temporário do ISP.
Uma resposta aos problemas provocados pelo conflito no Médio Oriente, num debate em que José Luís Carneiro pediu ao primeiro-ministro uma condenação do ataque norte-americano, mas só conseguiu uma demarcação.
Portugal não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido.
E sobre a utilização das Lajes, uma garantia.
Não tenho, até este momento, nenhuma informação que possa compaginar o incumprimento destas condições.
Luís Montenegro colou o PS a estas decisões. Diz que os socialistas fariam o mesmo se estivessem no governo, fechando assim o assunto.
Tenho a certeza absoluta. Não me vou arrepender de nada daquilo que fizemos nestes dias.
O Parlamento, que durante a manhã aprovou o pagamento do lay-off a 100% para as empresas das zonas afetadas pelas tempestades, com o PSD e a IL a serem os únicos partidos contra. Os sociais-democratas colaram o Chega ao PS, mas André Ventura contra-atacou.
Nós anunciámos no meio da crise, para ficar bem, que íamos pagar a 100%. Quando começámos a fazer as contas com o senhor Ministro das Finanças, voltámos atrás e queríamos a muleta da oposição. Não!
E apesar da aprovação, o líder da bancada do PSD, Hugo Soares, deixou no ar uma ameaça.
Não deixaremos de ir até à última consequência se acharmos que há alguma violação da lei.
O PSD pode mesmo levar o diploma ao Tribunal Constitucional, num debate em que as intervenções de Pedro Passos Coelho passaram à margem. Mariana Leitão pediu mais atitude reformista, com o Montenegro a dar uma resposta aos liberais que podia servir ao antigo líder do PSD.
Parece-me que o que tem faltado é coragem e o que há a mais é calculismo político.
Esse pretenso calculismo que me quer atribuir é um mito urbano. Nós somos um governo reformista.
Luís Montenegro, no debate quinzenal, marcado, sobretudo, pelos conflitos no Médio Oriente.
Miguel Vítor Dias, com os destaques do debate quinzenal desta tarde na Assembleia da República.
E mais de 3500 empresas que registaram prejuízos e pediram ajuda ao Estado receberam finalmente o dinheiro.
Anúncio feito pelo ministro da Economia apontou um valor superior, no conjunto, a € 1 mil milhões de prejuízos na sequência do mau tempo. Diz Manuel Castro Almeida que o processo está a andar muito depressa no que toca às empresas.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 4 de março.
Uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça: foi negado o pedido de habeas corpus de um militar da GNR condenado por agressões a imigrantes em Odemira. Em janeiro de 2024, o Tribunal de Beja fixou em oito anos e sete meses a pena de prisão efetiva para João Lopes. Agora, o Supremo Tribunal de Justiça considera que o requerente se encontra preso em cumprimento de pena devidamente fixada. Por isso, não há qualquer fundamento que determine a libertação. A Carris vai aprovar amanhã, seis meses depois, o regulamento que permite desbloquear a bolsa escolar prometida para os filhos do guarda-freio André Marques, que morreu no acidente do elevador da Glória, em Lisboa. A denúncia da falta de pagamento tinha sido feita pela vereadora do PS na Câmara de Lisboa. Alexandra Leitão diz que o executivo de Carlos Moedas admitiu, em reunião camarária, que nem a bolsa escolar, nem o apoio psicológico se efetivaram até agora. A Câmara empurrou responsabilidades para a Carris e confirma-se. A nova gestão da Carris garante à Rádio Observador que vai agilizar o processo meio ano depois, com retroativos e já com o ano letivo a meio. O Irão diz que a retaliação foi feita como último recurso, depois de a diplomacia ter falhado. É o que escreve o presidente iraniano numa mensagem para os vizinhos do Golfo. Massud Pezeshkian diz que respeita a soberania de todos os países e acredita que a segurança do Médio Oriente só se alcança com o esforço coletivo. Terminamos com uma carta.
Uma carta de amor?
É quase isso, Ricardo. A presidente do Celta de Vigo publicou uma carta aberta nas redes sociais. E a destinatária é quem? Madonna.
Uma carta da presidenta do Celta de Vigo para a Madonna?
Pois é.
Por quê?
É por causa de um espetáculo no estádio do clube, um concerto de 1990, 36 anos depois, a digressão que Madonna fez na Europa, a Blonde Ambition, continua a fazer-se ecoar. O clube quer recuperar a camisola do Celta com o número cinco, que Madonna usou num concerto em Vigo, camisola que está em paradeiro incerto. Há vários anos decorre uma investigação em privado, mas por não haver resultados promissores, o clube decidiu agora pedir ajuda publicamente a todos os adeptos para localizar esta famosa camisola. A presidente do Celta de Vigo pede diretamente à Madonna que, caso ainda a tenha, a devolva, porque representa um ato de memória e uma parte emocional da herança do clube.
Será que está no closet de Madonna ou terá sido vendido numa aplicação para roupa em segunda mão?
Temos de esperar pela resposta de Madonna.
Onde anda a camisola cinco do Celta de Vigo que Madonna usou?