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Atualizar as notícias. Um jornal com edição da jornalista Laura Figueiredo. Boa tarde, Laura. Começamos com o presidente da Assembleia da República, garante que não se dirigiu a nenhum partido ou bancada parlamentar quando criticou a legislação sobre incompatibilidades.

É a reação de José Pedro Aguiar Branco, depois de ter sido confrontado pelos jornalistas com as críticas feitas hoje pelo PS ao discurso na sessão solene do 25 de Abril.

A minha intervenção, como pode imaginar, não foi dirigida, e acho que isso ficou claro, nem a nenhum grupo parlamentar, nem a nenhum político ou deputado em particular. Foi dirigida a toda a classe política e também àqueles que fazem discursos fáceis contra a política e contra o sistema. Todos somos para a transparência. Eu sou para transparência. Acho que até deixei muito claro aquilo que é a diferença entre aquilo que é necessário para que haja transparência e aquilo que são os reality shows em relação à forma como muitas vezes ela é tratada.

Aguiar Branco falava aos jornalistas depois de ter aberto a porta principal do Parlamento aos cidadãos. Esta manhã, durante a sessão solene do 25 de Abril, o deputado socialista Pedro Delgado Alves levantou-se em protesto contra o discurso de Aguiar Branco e virou costas à mesa da Assembleia da República. Já António Mendonça Mendes aplaudiu de pé.

E Laura, como é habitual, as portas dos jardins desta feita do Palácio de Belém também estão hoje abertas. Há pouco, o presidente da República recebeu um grupo de jovens.

É já o terceiro encontro com jovens que António José Seguro promove. O primeiro aconteceu no dia da tomada de posse e o segundo em Madrid, durante a primeira visita oficial de Seguro ao estrangeiro. A acompanhar o encontro de hoje esteve o repórter da Rádio Observador, Miguel Pina Andrada, agora em direto neste jornal. Miguel, boa tarde. Quais foram os temas discutidos esta tarde nos jardins do Palácio de Belém?

Boa tarde, Laura. Foram a crise da confiança nas instituições, os avanços tecnológicos, em particular da inteligência artificial, também a qualidade da democracia e os desafios que as áreas da saúde e da educação enfrentam, foram apenas alguns dos temas lançados para cima da mesa pelos jovens convidados por António José Seguro. Vinte e cinco jovens, de norte a sul do país, apresentaram perguntas e também propostas. O objetivo é só um: tornar Portugal um país melhor. Na intervenção inicial e antes de ouvir os jovens, o presidente da República garantiu que este diálogo com as gerações mais novas é uma prioridade e que o objetivo é cooperar.

Corresponde à minha ambição e também à minha atitude e prioridade deste mandato, fazer uma grande coligação com os jovens portugueses. Nós precisamos de mudar muito em Portugal para que, de facto, Portugal seja o país dos sonhos de cada um. E foi isso que hoje também transmiti na Assembleia da República e é isso que estamos aqui novamente a fazer. Já não prometo que nos voltaremos a encontrar todos neste modelo, que é preciso ouvir também outras pessoas.

António José Seguro, que deixou ainda um apelo, quer que os jovens continuem a ter uma participação ativa na vida política.

Continuem a participar, continuem a interrogar-se, continuem a sugerir, porque das vossas propostas há muitas que se fossem colocadas em prática, o país seria infinitamente melhor. Por isso vou me calar e agradeço muito terem vindo neste dia tão bonito do 25 de Abril, bonito pela nossa liberdade, mas também muito agradável pelo tempo que nos foi proporcionado. Portanto, estarei disponível agora para vos ouvir.

E ouviu. António José Seguro escutou atentamente todas as intervenções que demoraram mais ou menos uma hora. No final, não quis responder imediatamente aos jovens. Disse que ia guardar as notas que tirou, tal como fez no encontro de 9 de março. O presidente da República prometeu dar voz às propostas e ideias dos jovens, apelou a uma mudança na política à maneira dos mais novos. O objetivo é só um: mudar muito o país. E Laura, quanto à data de um próximo encontro, António José Seguro garante que se for daqui a um ano, é tarde demais e por isso tem que acontecer antes.

Miguel Pina Andrada, em direto dos Jardins do Palácio de Belém, que encerram agora as portas aos visitantes às 19h.

E fora dos palácios, pela rua também celebra hoje o 25 de Abril, com milhares de pessoas, Laura, a desfilar de cravo ao peito.

No Porto, o desfile arrancou pelas 15h, junto à antiga sede da Polícia Política, no Largo Soares dos Reis, e terminou, entretanto, já na Avenida dos Aliados. Em Lisboa, a marcha arrancou no Marquês de Pombal, às 15h30, liderada pelas tradicionais Chaimites, as viaturas blindadas usadas em 1974 na Revolução dos Cravos. No ponto de partida estavam milhares de pessoas prontas para descer a avenida em direção ao Rossio. O desfile contou também com a participação de sindicatos e centrais sindicais, que aproveitaram as comemorações deste ano para vincar os protestos contra o pacote laboral.

E foi na Avenida da Liberdade que o secretário-geral do PS acusou o governo, Laura, de criar a ideia de que negoceia a lei laboral, mas sem abdicar dos pilares fundamentais.

José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre se gostaria de ter ouvido uma referência do presidente da República à questão das alterações da lei laboral, hoje, no discurso que fez na sessão solene do 25 de Abril. Ora o líder do PS diz que António José Seguro falou de temas muito relevantes e lembrou que o chefe de Estado já abordou o tema outras vezes. José Luís Carneiro direcionou antes as críticas para o governo. Diz que na última proposta que o executivo apresentou, há dimensões que continuam a não estar salvaguardadas. Explica, diz que o governo pretendeu criar na opinião pública a ideia de que estava a negociar, quando, de facto, nunca quis abdicar de pilares fundamentais da proposta inicial.

E Laura, também a marcar este sábado, morreu o antigo presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Carlos Salema.

Tinha 84 anos, morreu esta manhã vítima de doença prolongada. A informação foi avançada pelo Instituto Superior Técnico. Carlos Salema começou o percurso profissional como assistente do curso de Engenharia Eletrotécnica no IST. Ao longo da vida, desenvolveu investigações em telecomunicações, desde o estudo de antenas de micro-ondas a computadores e a processos industriais. Na segunda-feira vai ser celebrada a missa de corpo presente às 9h30 da manhã, na Igreja de Santo António do Estoril.

E mudamos de página nesta edição das 19h para falar de atualidade internacional e porque Donald Trump cancelou a viagem dos enviados especiais ao Paquistão.

Estava previsto que Jared Kushner e Steve Witkoff viajassem hoje para Islamabade para as discussões de paz com o Irã. Ora o presidente norte-americano mudou de ideias, considera que seria demasiado tempo perdido em viagens. O anúncio começou por ser feito à Fox News, a quem Donald Trump disse que no momento em que a equipa da Casa Branca se preparava para sair, o presidente afirmou que não valia a pena fazer 18 horas de viagem quando os Estados Unidos têm todos os instrumentos em mãos para decidir sobre o conflito. Mais tarde, na rede social Truth Social, o presidente norte-americano anunciou também esta decisão de cancelar a viagem. Acrescentou que há uma tremenda luta interna e muita confusão na liderança iraniana. Donald Trump diz que ninguém sabe quem manda, incluindo eles próprios. Deixa, ainda assim, a porta aberta, afirma que se o Irã quiser falar, basta ligar.

Fica por aqui esta edição das 19h, na Rádio Observador. Já daqui a pouco vamos retornar ao Estádio da Luz para a segunda parte da emissão especial de desporto, onde estamos a acompanhar o jogo que à 31ª jornada vai dando Benfica 2, Moreirense 1. Marcaram para o Benfica, Leandro Barreiro e Ríchard Rios. Ora para o lado dos homens de Moreto de Cónegos, marcou Diogo Travasso. É uma emissão especial que vamos retomar já daqui a pouco. No final desse encontro, vamos voltar a receber a Laura Figueiredo para atualizar as notícias aqui na Rádio Observador. Até já, Laura.

Até já