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Jornal das 7 com Luís Soares. Já vamos à festa de Cabo Verde, que empatou a zero frente à poderosa Espanha, na estreia no Mundial de Futebol. Antes, Luís, o Presidente da República volta a saudar o acordo alcançado entre Estados Unidos e Irão para o conflito no Médio Oriente. Reforça, seguro, que é o único caminho para a resolução das guerras, o diálogo.

De manhã, António José Seguro já tinha transmitido essa ideia, a esperança de que uma implementação do acordo possa trazer paz, segurança e estabilidade para toda a região. Agora, de viva voz, numa conferência organizada pelo Diário de Notícias, o chefe de Estado volta a sublinhar que o melhor caminho é a via negocial.

Saúdo o acordo alcançado entre os Estados Unidos da América e o Irão, sublinhando a importância do diálogo e da diplomacia na resolução pacífica dos conflitos internacionais. Num momento marcado por elevadas tensões geopolíticas, este entendimento representa um sinal claro que a negociação, o compromisso e o respeito mútuo continuam a ser os caminhos mais eficazes para promover a estabilidade, a segurança e a paz entre os povos.

António José Seguro, numa intervenção em que abordou também a necessidade de Portugal e da União Europeia atualizarem a legislação a nível da inteligência artificial, sob o risco de perder o comboio para o resto do mundo.

Donald Trump diz que não sabe se vai marcar presença na assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão, que, Luís, está previsto para a próxima sexta-feira na Suíça.

Donald Trump não confirma se marca presença, mas confirma a presença de J. D. Vance. O presidente norte-americano deseja ainda que o texto do memorando seja divulgado o mais rapidamente possível, porque considera um bom documento, quer ainda o apoio de França no processo de desminagem do Estreito de Ormuz. O memorando de entendimento, ao que se sabe, não prevê que Israel retire as tropas do Líbano, avança a agência Reuters, que cita uma fonte oficial norte-americana. A mesma fonte refere também que Israel mantém o direito de se defender contra qualquer ataque do Hezbollah.

O presidente francês saudou esta tarde o acordo entre os Estados Unidos e o Irão.

Um acordo que Emmanuel Macron classifica de muito importante, importante para a questão nuclear e que vai trazer paz para todo o mundo e reabrir o Estreito de Ormuz. Foi a declaração feita pelo presidente francês, que recebeu hoje o presidente norte-americano na escada para a cimeira do G7. O chefe de Estado francês mostrou-se também disponível para fazer parte do compromisso internacional para apoiar a desminagem no Estreito de Ormuz.

E por cá, o ministro das Finanças garante que o desconto sobre o imposto sobre os produtos petrolíferos vai manter-se. Isto, Luís, mesmo com a descida no preço dos combustíveis à vista.

O desconto extraordinário do Executivo está previsto enquanto o preço da gasolina e do gasóleo estiver 10 centimos acima do valor de referência ao início do conflito, com uma eventual descida do preço dos combustíveis à vista. O ministro das Finanças diz que nas próximas semanas a lógica se vai manter.

Nós manteremos a política que temos seguido desde o início de março, quando o conflito começou. E portanto, se houver uma descida dos combustíveis na próxima semana, o desconto será ajustado em função dessa descida, da mesma forma que nas semanas em que houve subidas, o desconto aumentou na medida dessa subida.

Miranda Sarmento, à saída de uma conferência organizada pelo DN, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, onde afirmou também que a diferença entre o déficit previsto pelo Banco de Portugal para no próximo ano e a projeção do Governo não é significativa.

Quando o Banco de Portugal projeta 0,2, está dentro de uma margem de erro perfeitamente normal. Nós estamos a projetar zero, a diferença não é significativa, ao contrário de projeções anteriores, que tinham diferenças muito mais significativas. Eu próprio, logo a seguir às tempestades, e agora com a crise do Irão, já assumi que este ano pode haver um pequeno déficit face ao volume de impactos que estamos a falar. Coisa diferente daquilo que sempre disse sobre 2025, que não haveria déficit, pelo contrário, haveria um superávit robusto e veio-se a confirmar.

Miranda Sarmento a desvalorizar a previsão do Banco de Portugal de um déficit para este ano de 0,2% do PIB.

O líder do Chega, André Ventura, promete não desistir da redução da idade da reforma e quer um compromisso escrito com Luís Montenegro. Entretanto, Luís Soares confirma mais uma reunião com o Primeiro-Ministro.

Reunião que vai acontecer já amanhã. O líder do Chega chamou esta tarde os jornalistas à sede nacional do partido para apresentar as propostas de alteração à reforma laboral do Governo, que vai levar amanhã essa reunião com Luís Montenegro. André Ventura explica que a descida da idade da reforma continua a ser um ponto central e não negociável para o partido.

O Chega não vai desistir e quer um compromisso escrito em relação à descida da idade da reforma para os 65 anos de idade ou 40 anos de descontos. Como estive a oportunidade de dizer, esta não é uma questão negociável e é uma questão que queremos mesmo garantir que é calendarizada, definida e aprovada. Não podemos, na minha perspetiva e na perspetiva do Chega, continuar a ter um sistema em que as pessoas trabalham cada vez mais, ganham cada vez menos e têm que trabalhar cada vez mais horas, conforme todos os estudos demonstram.

Para depois terem reformas miseráveis.

Questionado pelo jornalista sobre o sentido de voto do partido na reforma laboral, caso o PSD não aceite descer a idade da reforma, André Ventura não se comprometeu a votar contra a lei laboral.

A PSP ainda não decidiu sobre o regresso à polícia do agente que matou Odair Moniz. Hoje foi conhecida a decisão do tribunal. Este agente foi condenado a três anos e meio de prisão, mas com a pena suspensa.

À Agência Lusa, o porta-voz da Polícia de Segurança Pública, Sérgio Soares, diz que aguarda pelo conhecimento formal do acórdão do tribunal para decidir sobre o regresso à polícia do agente que matou Odair Moniz e que foi hoje condenado pelo Tribunal de Sintra. O agente tinha como uma das medidas de coação a suspensão de funções. Ora, o tribunal remeteu para a PSP a decisão sobre se Bruno Pinto pode ou não voltar à polícia. O agente foi então condenado, com o tribunal a considerar que não existiu nenhuma faca envolvida neste incidente. A defesa admite, por isso, recorrer. O advogado Ricardo Serrano Vieira discorda do entendimento do tribunal de que não havia qualquer faca, apesar da garantia deixada pelo agente da PSP.

As imagens que estão disponíveis, não se vê as duas mãos do senhor Odair. O fato de não se ver a mão não quer dizer que ele não tenha uma faca. Primeira questão.

Teria essa faca, é isso?

Acredita naquilo que o senhor Bruno disse, que momentos antes do disparo, visualizou um objeto que parecia ser uma lâmina. O senhor Bruno nunca disse em julgamento que viu o senhor Odair empunhar uma faca, que é uma coisa bem diferente.

E por isso a defesa do agente admite recorrer desta decisão. Ricardo Serrano Vieira, no final da leitura do acórdão, que decorreu hoje no Tribunal de Sintra.

E há outras notícias a marcar esta tarde. Vamos a elas, Luís.

Desde logo, essa surpresa no Mundial, Espanha e Cabo Verde empataram a zero em jogo a contar para o grupo H. O Diogo Varela acompanhou o jogo na zona de Santos, em Lisboa, numa iniciativa promovida pela Embaixada de Cabo Verde em Portugal. E, por isso, Diogo, naturalmente, que este resultado foi quase recebido aí como uma vitória.

Sim, sem dúvida, Luís. É uma festa azul de todo o tamanho por parte da seleção, que é conhecida como os Tubarões Azuis, e encheram completamente esta zona aqui de Lisboa, junto ao Cais do Sodré, junto ao Rio Tejo, e foi celebrado como uma autêntica vitória num grupo que ainda tem Uruguai e Arábia Saudita. Há aqui milhares, centenas de adeptos cabo-verdianos. Tenho agora aqui comigo um deles. Eu há pouco estava a vê-lo a fazer uma dança muito efusiva. Conte-me tudo também um bocadinho o que lhe vai na alma.

Eu sou o Miguel Fortes, eu sou cabo-verdiano. Vivo cá em Portugal há 40 anos, mas para mim hoje renasci. Na Europa eu renasci porque Cabo Verde a jogar com um dos candidatos ao título do Mundial e empatar aos 95 minutos, então nós estamos preparados para ir o mais longe possível na nossa seleção.

E o que é que isso significa, tendo em conta que Cabo Verde é o país mais pequeno em área já alguma vez a participar num campeonato do mundo e consegue logo o empate frente à poderosa Espanha. Isso para si, para a seleção, para o seu país, o que é que significa?

Para Cabo Verde é uma vitória. O primeiro jogo com a Espanha é uma vitória, porque nós temos 556 mil habitantes, temos uma área de 400 e tal quilômetros quadrado de espaço físico e não temos qualquer suporte desportivo para nós igualarmos com a Espanha. E se hoje nós fizemos isso, todos os cabo-verdianos, dentro e fora de Cabo Verde, estão orgulhosos com a seleção e vamos festejar até os últimos minutos de cada jogo.

Obrigado. Obrigado aqui este testemunho e está respondendo à tua pergunta, Luís. É claramente festejada como um empate, como uma vitória, este empate frente à Espanha.

Uma festa registrada pelo Diogo Varela, de dizer também que neste mundial, daqui a uma hora, menos de uma hora, às oito da noite, começa o Bélgica e Egito a contar para o grupo G.

Aqui na rádio vamos acompanhando todos os jogos e temos também o Minuto 90 para acompanhar o final dos jogos do mundial. Portugal estreia-se na próxima quarta-feira.