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Jornal das 7 na Rádio Observador, com Miguel Videira. Começamos com uma atualização da situação na Colômbia. O número de mortos tem vindo a crescer hora a hora, isto na sequência de um terremoto de 7,4 na escala de Richter. O balanço mais recente, Miguel, dá conta de 77 mortos.

É o número avançado pela agência Reuters, com base em dados fornecidos por autarcas e governadores das cidades e regiões afetadas pelo sismo. A maioria dos mortos foi contabilizada na província de Risaralda, 42 mortos. O terremoto ocorreu por volta das 7h30 da manhã, hora de almoço em Lisboa. Teve epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 300 km de Bogotá, a capital. As operações de resgate já estão em curso e há preocupação quanto à possibilidade do número de vítimas voltar a aumentar, tendo em conta que há relatos de várias pessoas soterradas na sequência do desabamento de edifícios. Importa perceber se há indicação de portugueses afetados por este sismo. É nosso convidado deste Jornal das 7, Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades. Boa tarde, bem-vindo. Obrigado pela sua disponibilidade. E a pergunta que eu começo por lhe fazer é precisamente esta: há indicação de portugueses afetados por este terremoto?

Até ao momento, os nossos serviços diplomáticos têm dado nota que não há, para já, nenhum registo de portugueses feridos ou mortos.

A embaixada foi de alguma forma atingida, sofreu de alguma forma algum impacto decorrente deste terremoto?

Não. A conversa que tive com a nossa embaixadora, aparentemente está tudo bem.

Sendo que há pouco li algumas notícias. Não há muitos portugueses a residir na Colômbia, pelo menos registrados na representação diplomática de Portugal em Bogotá.

Sim, nós temos um total de dois mil registrados, alguns com nacionalidade adquirida. É um número muito pequeno comparativamente com outras comunidades em outros países. Não é muito significativo.

Tendo em conta a dimensão desta tragédia, pergunto se eventualmente Portugal já está a pensar no envio de alguma ajuda, para ajudar, particularmente, perdão a redundância, nas operações de resgate e salvamento de pessoas que se sabe estão soterradas por entre os escombros.

Para já, estamos a acompanhar a situação e não houve nenhum pedido nesse sentido. Iremos acompanhar a situação e tomaremos as decisões que forem ajustadas em função do evoluir da situação.

Quais são os procedimentos neste caso? A embaixada procura contactar com os portugueses que estão registrados na missão diplomática?

Sim, normalmente nós temos e pedimos sempre às pessoas que estão fora de Portugal ou viajam, que se registem nos respectivos consulados ou nas embaixadas, como é o caso. E temos também constituídos grupos de WhatsApp que nestas situações funcionam muito bem, porque rapidamente recebemos informação dos portugueses ou de familiares sobre a situação de cada um. E estes grupos de WhatsApp têm funcionado muito bem e para já não temos nenhum registo.

E essa é a informação, para já, essa é a boa notícia. Não há portugueses afetados, pelo menos não há registo até ao momento de portugueses afetados por este terremoto. Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, obrigado pela sua disponibilidade para estar conosco nesta edição das 19h, para nos prestar estas informações relativas à comunidade portuguesa na Colômbia.

O Ministério da Educação decidiu avançar com o inquérito aos atrasos de algumas escolas no envio de provas e reapreciações dos exames nacionais.

Palavra difícil. É isso que indica o ministério tutelado por Fernando Alexandre, à agência Lusa. O inquérito vai ser conduzido pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência. Há escolas que enviaram para classificação remessas de provas já depois da recolha formal e entrega pelas forças de segurança nas instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda. O Ministério da Educação, tutelado pelo ministro Fernando Alexandre, quer perceber por quê. A Inspeção-Geral de Educação e Ciência deve também averiguar os atrasos no envio de pedidos de exames realizados durante a primeira fase dos exames nacionais. É isso que revela o Ministério da Educação num esclarecimento prestado à agência Lusa, na sequência de uma pergunta feita pela agência de notícias.

Entretanto, Miguel Videira, esses inquéritos vão seguir. E falamos agora das reavaliações dos exames nacionais. Todos os estudantes vão ter três consecutivos para fazer ou melhorar a candidatura ao ensino superior.

Sim, três dias consecutivos, faltava aí essa palavra, é a garantia do presidente da Associação Nacional de Diretores de Grupamentos de Escolas Públicas. Na passada sexta-feira, os resultados dos mais de 20 mil pedidos de reapreciação de provas foram divulgados, pelo menos alguns, sendo que muitos estudantes não conhecem o resultado. Em entrevista ao Observador, Filinto Lima, o presidente da associação que representa os diretores das escolas, esclarece como é que os estudantes que só mais tarde, hoje, por exemplo, tiveram acesso ao desfecho das reapreciações, vão poder avançar com uma candidatura ao ensino superior em igualdade de circunstâncias com os estudantes que receberam esses resultados mais cedo.

Soubemos também que haverá para estes alunos que só hoje tiveram conhecimento das suas classificações em sede de reapreciação da primeira fase, irá ser atribuído a esses alunos um código de acesso para que, de facto, possam fazer a sua candidatura ao ensino superior ou até possam aperfeiçoá-la.

Filinto Lima, o presidente da associação que representa os diretores das escolas públicas aqui a confirmar a informação que, de resto, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, havia revelado aqui na antena do Observador este fim de semana. Nenhum aluno vai ser prejudicado na candidatura ao ensino superior pelo fato de ter recebido o resultado destes pedidos de reapreciação mais tarde.

Entretanto, Miguel Videira, o Júri Nacional de Exames revela que os resultados 212 pedidos de apreciação e correção das cotações de exames realizados pelos alunos na primeira fase. Tudo isto só será enviado às escolas amanhã, é isso?

É isso mesmo. E neste caso, destes 212 pedidos de reapreciação, cujos resultados vão ser divulgados mais tarde, o Júri Nacional de Exames aponta responsabilidades aos estabelecimentos de ensino, às escolas que só submeteram estas provas nos dias 7, o dia previsto para a afixação das notas, a passada sexta-feira, e 8 de agosto, sábado. A justificação é do presidente do Júri Nacional de Exames, num comunicado enviado às redações. Sublinha também a ideia que este ano, por força dos problemas registados durante a primeira fase dos exames, houve um número anormal de pedidos de reapreciação, mais de 21 mil.

Seguimos agora com o otimismo do primeiro-ministro Luís Montenegro, reafirma que Portugal está a viver um bom momento.

O primeiro-ministro, chefe de governo, recorre aos indicadores económicos. O diagnóstico é feito pelo primeiro-ministro esta manhã, diz que Portugal está a viver um bom momento. O líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, partido parceiro de coligação com o PSD na AD, diz que o chefe de governo tem razão.

Portugal está melhor e os portugueses também estão melhor. E que a economia portuguesa está a atravessar um bom momento, isso parece-me ser uma evidência que é comprovada por dados oficiais e estatísticos. E os últimos dados são absolutamente categóricos a esse propósito. Os salários, que importa muito às famílias portuguesas, estão a crescer, cresceram 14% nos últimos dois anos e continuam com crescimento forte em 2026.

Paulo Núncio do CDS, líder parlamentar dos centristas. Este explicador da tarde política teve também como convidado Filipe Melo, o deputado do Chega, que contrapõe os indicadores económicos invocados pelo primeiro-ministro com os casos que, segundo o deputado, afetam negativamente a imagem de Portugal.

O país não vive só de indicadores económicos, mas se quiser começar por aí, também podemos começar por aí. Mas o país, acima de tudo, e este governo, acima de tudo, é escândalo atrás de escândalo. E isso prejudica também a imagem do país, a confiança dos portugueses no governo, e isso tudo naturalmente que vai afetar. Mais, preços dos combustíveis. É insustentável para qualquer português ir a uma bomba de gasolina hoje em dia. É insustentável.

O deputado Chega, Filipe Melo, a contrapor este diagnóstico feito por Paulo Núncio e também por Luís Montenegro. O primeiro-ministro disse esta manhã que Portugal está a viver um bom momento.

E vamos ver como vai superar o vento, Miguel, mas o IPMA diz que poderá, atenção, não ser possível ver o eclipse solar em todo o território continental.

E por quê? Porque estão previstas para estas zonas do território nuvens baixas e nevoeiro no fim de tarde, início da noite de quarta-feira. É isso que indica à Rádio Observador, o meteorologista do IPMA, Jorge Pontes.

Confirma as previsões, claro que sim. Se houver nuvens baixas e nevoeiro, não se conseguirá observar o eclipse. Confirmo essas previsões do modelo do Centro Europeu, é o modelo do qual o IPMA também se baseia, além do nosso modelo de mesoescala, o Arome, que também está a dar nuvens baixas mais ou menos nas mesmas regiões para essas horas. Agora, o que também é importante ter noção é que a previsão da nuvosidade baixa e do nevoeiro é um parâmetro que não é muito fácil de calcular. Apresenta às vezes alguns erros.

É apenas uma previsão, ainda há esperança para quem vive no litoral centro e norte de Portugal continental. Jorge Pontes, meteorologista do IPMA, recomenda, caso não seja possível observar este fenômeno raro no litoral do país, então o melhor será, se calhar, uma viagem até ao interior?

Aquilo que eu consideraria é que quem estiver junto ao mar, na região litoral, a norte, essencialmente do Cabo da Roca, diria, quem tiver nesse litoral a norte, quem quiser mesmo observar o fenômeno, é mais seguro encontrar uma alternativa e ir um pouco mais para o interior. Quanto mais para o interior, menos provável é que as nuvens baixas cheguem ao interior.

Fica a sugestão face à previsível dificuldade, por causa das nuvens, de observar o eclipse para quem vive no litoral centro e norte de Portugal continental.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira.

Volta a Portugal, quinta etapa está concluída, um contra-relógio individual que foi ganho pelo dinamarquês Julius Johansen, da equipe Team Emirates. O vencedor do prólogo desta edição da prova tem uma vantagem de 35 segundos para o segundo classificado. O atleta olímpico português Rui Oliveira também terminou este contra-relógio e perdeu algum tempo para os líderes da Volta a Portugal em bicicleta, mais importante prova do calendário nacional. Ainda ao desporto, Diogo Ribeiro bateu o recorde nacional dos 50 metros mariposa, uma distância percorrida em 22 segundos e 68 centésimos, marca obtida durante a meia-final desta disciplina nos Campeonatos da Europa de Pista Coberta, que decorrem em Paris. Diogo Ribeiro conseguiu também chegar à final.

Miguel Videra vai regressar às 19h30.