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Este é o Jornal das 7, com o jornalista Vasco Maldonado Correia.
A Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito à morte do ciclista Finley Tarling na Volta a Portugal, inquérito que decorre no Ministério Público de Ponte de Lima. À RTP, a PGR adianta que o corpo do ciclista vai ser alvo de uma autópsia. Finley Tarling, de 19 anos, natural do País de Gales, morreu durante a oitava etapa da competição. O jovem ciclista colidiu contra uma viatura externa à organização da Volta, que entrou indevidamente no circuito da prova. O acesso por onde entrou a carrinha não foi considerado um local prioritário pra atuação das autoridades.
Rui Cristina, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, garante que nenhum grupo étnico está a ser excluído no acesso à habitação social em Albufeira. O autarca foi agora acusado pelo Ministério Público de discriminação e incitamento ao ódio contra a comunidade cigana.
Em causa, declarações de Rui Cristina numa reunião da Assembleia Municipal de Albufeira, em que afirmava que nenhum grupo étnico minoritário teria acesso exclusivo a habitações. Declarações que motivaram o Ministério Público a acusar o autarca de discriminação e incitamento ao ódio, por considerar que Rui Cristina agiu com o intuito de discriminar a comunidade cigana no acesso à habitação. Em reação à Rádio Observador, o autarca assegura que qualquer pessoa pode concorrer, desde que cumpra os critérios que estão definidos.
Eu quando fizer a habitação, será para todos. Todos poderão concorrer mediante o nosso regulamento municipal habitacional, porque ao estar a fazer única e exclusivamente habitação para um grupo de etnia, eu estou a ir contra a inclusão, porque isto é inclusão, isso será exclusão. Já lhe disse e volto a repetir: vamos fazer habitação municipal e todos serão livres de poder concorrer a essa habitação.
Incluindo a comunidade cigana, no caso.
Sim, claramente. Se as pessoas tiverem condições pra concorrer e para receberem a habitação, receberão.
Rui Cristina garante que mantém tudo o que disse. Diz também que na altura estava a ser pressionado para construir casas pra comunidade cigana, mas não diz por quem.
E o advogado Paulo Saragoça da Mata diz que a acusação não tem aqui um teor político.
Foi no explicador desta tarde. O advogado avisa que, no entanto, o julgamento pode acabar por ser arquivado.
O que eu acho é que o Ministério Público fez a aplicação da lei rigorosamente. Caberá à defesa explicar as circunstâncias, o modo, a razão de ser e, eventualmente, alguma causa de justificação, desculpação ou de exclusão até do tipo, dizendo: "Atenção, isto era uma declaração política, tinha este objetivo. Em rigor, não foi nada disso que fizemos." E como dizia o Duarte muito bem, é uma pessoa ainda por cima pela qual ele tem apreço, eu não conheço, mas que não faria esta declaração de um ponto de vista insultuoso. Foi isso que eu entendi.
É o que diz o advogado Paulo Saragoça da Mata no Explicador desta tarde, em que esteve também o antigo deputado do PSD, Duarte Pacheco. Diz que Rui Cristina podia ter tido outra elevação nas declarações, mas critica quem as está a retirar do contexto.
No contexto, também diz que há de fazer construções para todos. Ora bem, para todos significa, pelo menos na minha leitura, que também para este grupo, naturalmente. Agora, não quer dizer é dar o privilégio a alguém. Pode haver pessoas com outras opções e que digam: "Não, há aqui o grupo que está mais necessitado e eu vou fazer para ele." Mas não foi isso que o Rui disse.
É o que diz o antigo deputado do PSD, Duarte Pacheco, que esteve hoje no Explicador com o advogado Paulo Saragoça da Mata.
Já há data para a publicação das revisões das notas da segunda fase do ensino secundário, são publicadas a 14 de setembro.
Informação que foi divulgada esta tarde em Diário da República, onde se pode também ler que as provas finais do ensino básico vão ver as notas publicadas também para a segunda fase no dia 9 de setembro, cinco dias antes. A afixação das notas das revisões de provas estavam previstas para 28 de agosto, tanto pro ensino básico como para o secundário. O ministro Fernando Alexandre confirmou o adiamento na semana passada. O objetivo era dar algumas semanas aos professores para descansar.
Olhemos também para um alerta da Fenprof. Entre os mais de 20 mil professores colocados para o próximo ano letivo, não há novos professores no sistema.
Na semana passada, o governo anunciou que em relação ao ano passado, se verificou um aumento de cerca de mil professores colocados nas escolas públicas, e agora as escolas vão contar com a colaboração de cerca de 20 mil docentes. Mas o secretário-geral da Fenprof, José Feliciano da Costa, avisa que o número se divide entre professores deslocados e contratações iniciais.
Nós não estamos a falar de 20 mil novas colocações. Nós estamos a falar de cerca de 20 mil docentes, mais propriamente 19.152, que mudaram de escola. E o que tivemos aqui foi professores que tentaram aproximar-se de casa e mudaram ou de escola ou de zona pedagógica. Mas quer isto dizer, juntamos os mais 1252, isso é que dá os 20.404, mas são professores que entraram em contratação inicial. Desta contratação, que são apenas 1252 pessoas, mas não são pessoas que entraram no sistema, são contratados.
Aviso deixado pelo secretário-geral da Fenprof à Rádio Observador. José Feliciano da Costa chama também a atenção para os problemas, como por exemplo, as polêmicas redor dos exames nacionais durante este verão. Diz que situações como essa afastam novos professores
E com o calor a apertar, sobretudo no centro e no norte, importa fazer um ponto de situação em relação aos incêndios em Portugal continental. Há, a esta hora, quatro incêndios que preocupam mais as autoridades.
Em Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, esse incêndio está a ser combatido por quase 400 bombeiros e quatro meios aéreos. É o maior, nesta altura, a preocupar as autoridades. Tem duas frentes ativas. Há também quatro aeronaves a ajudar no combate às chamas em Boticas, que são apoiadas por quase 250 operacionais. Destaque também para a situação em Ponte de Lima, onde, ao contrário do que aconteceu na última noite, não há aldeias em risco, mas o combate às chamas continua, nesta altura com uma aeronave no terreno. E em Marco de Canaveses, há mais de 70 operacionais a combater um incêndio que começou ontem à tarde.
E já daqui a pouco arranca o último jogo da segunda jornada da Primeira Liga. Vamos ter um Casa Pia e Benfica.
Jogo que acontece no Estádio Municipal de Rio Maior, casa emprestada do Casa Pia. No relato do jogo vai estar o Diogo Varela. Diogo, nesta altura ainda sem os iniciais, como é que está o ambiente por Rio Maior?
Precisamente, Vasco. Não temos os 22 que vão principiar esta partida entre Casa Pia e Benfica, mas relativamente à tua pergunta, ao ambiente, um ambiente para já ainda bastante morno, para não dizer frio. Há muitos adeptos a chegar aqui ao Estádio Municipal de Rio Maior. O Casa Pia, que continua nesta condição, já vai para cinco anos desde que a equipa casa-piana subiu à Primeira Liga Portuguesa de Futebol, não joga em Pinamanique, a mais de 80 km de distância aqui de Rio Maior. Sabemos, sim, a equipa de arbitragem é chefiada pelo árbitro João Pinheiro e vai ter como vídeo-árbitro Rui Costa. Para já, e como vos dizia, as bancadas vão-se compondo maioritariamente com a presença vermelha, encarnada, do lado do Benfica. Há uma das bancadas que vai estar fechada ao público. O Casa Pia fechou um dos setores por causa de um adepto do Benfica que teve comportamentos mais impróprios, nomeadamente com pirotecnia, e isso levou ao encerramento de uma das bancadas aqui do Estádio Municipal de Rio Maior. Relativamente ao histórico, Vasco e Ricardo, o histórico do Benfica não tem sido muito favorável nos últimos três jogos frente ao Casa Pia. O Benfica não venceu, tem dois empates e uma derrota. Se focarmo-nos aqui no Estádio Municipal de Rio Maior, na época passada, o Benfica empatou e há dois anos perdeu. Ou seja, precisamos de recuar três épocas para encontrar um triunfo do Benfica aqui neste Estádio Municipal de Rio Maior. Ainda não temos os 11 de cada equipa, mas relativamente aos 11 prováveis do lado do Casa Pia, há essa curiosidade. O avançado contratado ao Benfica pode defrontar a antiga equipa, falo do jovem avançado Henrique Araújo, que pode defrontar o Benfica do lado encarnado. O Benfica, a ver vamos, apresenta força máxima, entrou em falso frente ao Académico de Viseu na primeira jornada, mas tem já na próxima quinta-feira compromisso europeu. O Benfica, que está agora neste registo, joga à quinta-feira, depois joga no fim de semana ou, como é este caso, segunda-feira, e vai voltar a jogar na quinta-feira. Para já, o ambiente bastante calmo aqui para Rio Maior.
Diogo Varela, jornalista do Observador, que vai estar no relato desse Casa Pia e Benfica, jogo que acontece no Estádio Municipal de Rio Maior, casa emprestada do Casa Pia. O jogo começa às 20h15.
E há outras notícias a marcar esta segunda-feira.
Atenção a quem segue na estrada. Continua cortado o trânsito na A2, no sentido Algarve-Lisboa, na zona de Alcácer do Sal. De acordo com a Brisa, este constrangimento deve-se a uma intervenção urgente para reparar uma junta de dilatação na via da direita. O trânsito segue, por isso, na via da esquerda. A Rádio Observador, a gestora das autoestradas, diz que a empreitada deve estar concluída até ao final do dia de amanhã. A Metro do Porto afirma que a circulação das linhas azul e laranja continua também muito condicionada. Através das redes sociais, a transportadora portuense justifica essa demora com o calor intenso que se faz sentir na cidade portuense. A Metro do Porto pede desculpas aos utilizadores, aconselha que se mantenham hidratados. O governo está a estudar medidas para combater as chamadas lojas de fachada, associadas ao auxílio à imigração ilegal, sobretudo em Lisboa e no Porto. Resposta a uma preocupação já antiga manifestada pelos autarcas e pelos comerciantes, principalmente nos grandes centros urbanos. As reivindicações desses autarcas e dos comerciantes traduziram-se em abril num projeto de resolução de recomendação ao governo por parte do CDS, que foi aprovado agora, quatro meses depois, em resposta ao Observador fonte oficial do Ministério da Economia, e diz que o governo está a ponderar as melhores soluções para enfrentar o problema.
Vasco Maldonado Correia vai atualizar as notícias já daqui a pouco na Rádio Observador. Já a seguir, vamos ao quarto episódio de "O Sargento na Cela 7".