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Boa viagem, bom regresso a casa, boas férias para quem está de férias. Às 19h vamos atualizar as notícias com o Vasco Maldonado Correia. Quais são os temas em destaque, Vasco?

Há mais de mil operacionais no terreno a combater três grandes fogos em Portugal continental, Moncorvo, Santo Tirso e Arouca, sendo que o incêndio no concelho de Arouca está a aproximar-se de quatro aldeias esta tarde. Neste jornal das 19h, olhamos também para a reação do Partido Socialista à apresentação do relatório do grupo de trabalho que estudou a sustentabilidade da Segurança Social. O PS acusa o governo de abrir a porta à privatização de parte da Segurança Social. Já o executivo garante que só pretende reabrir o debate sobre a reforma do setor na próxima legislatura.

E depois deste jornal das 19h, temos novo episódio de "E o Resto é História", que hoje tenta responder à dúvida de um ouvinte que foi enviada: quais são, na história de Portugal, as três reformas que ajudaram a mudar o país? Quanto à previsão do estado do tempo para amanhã, as temperaturas vão descer, vão aparecer nuvens, algumas bem escuras, com possibilidade de chuva, sobretudo no litoral e no litoral sul. Também o interior deverá ser bafejado pela chuva e aí podem também ocorrer trovoadas. As temperaturas vão cair. Basta olhar para as máximas de amanhã. Porto 25, Braga 29, Viseu 30, Aveiro 27, Coimbra 29, Leiria 27, Santarém 33, Lisboa 29, Setúbal 28 e Faro 26. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a tarde política da Rádio Observador. Jornal das 19h, com a edição do Vasco Maldonado Correia.

Boa tarde. O Partido Socialista acusa o governo de abrir a porta à privatização de parte da Segurança Social, depois da apresentação do relatório do grupo de trabalho que estudou a sustentabilidade do setor. O estudo, liderado pelo economista Jorge Bravo, recomenda, entre outros aspectos, a existência de planos de pensões profissionais, a criação de um programa de poupança para as crianças e uma conta poupança consumo. Concluiu também que os excedentes registados na Segurança Social criaram uma ilusão de sustentabilidade. Ora ouvido esta tarde aqui na Rádio Observador, o deputado do PS, antigo secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, diz que nenhuma das conclusões do relatório são novas. Acusa o governo de fabricar uma narrativa falaciosa.

Nenhuma destas conclusões é surpreendente. Do nosso ponto de vista, o que está lá em causa é abrir a porta para a privatização de partes importantes da Segurança Social, porque estamos a criar uma narrativa, volto a dizer, enganosa e falaciosa, de que o nosso sistema não tem condições de sustentabilidade e que haveria aqui números escondidos ou dados escondidos, afinal, um déficit que não existe. Todos os anos estes números estão presentes no relatório do Orçamento de Estado, por um lado, e no relatório da Segurança Social, por outro, porque são dois sistemas diferentes.

Críticas do socialista Miguel Cabrita, que insiste que a Segurança Social e a Caixa Geral de Apresentações são sistemas distintos, não devem ser tratados como um só. Opinião diferente tem o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, diz que os dois sistemas estão ligados. Mário Amorim Lopes responsabiliza tanto PSD como PS pelo déficit no sistema de pensões.

As contas da CGA e da Segurança Social misturam-se porque elas estão misturadas. Governos do passado, Partido Socialista, Partido Social-Democrata, mas sobretudo Partido Socialista, na altura queriam contratar funcionários públicos. Não havia dinheiro para dar melhores salários, então prometeram-lhes um logo. Disseram assim: "Ok, vocês são contratados agora, mas no futuro irão ter uma reforma espetacular. Como é que nós vamos pagar isso? Bom, logo se há de ver, aqueles que vierem a seguir que paguem a conta". E é exatamente isso que está a acontecer no momento. Os portugueses agora estão a pagar a conta daquilo que foi uma promessa feita no passado. Portanto, nós não podemos ignorar o peso da Caixa Geral de Apresentações, porque é uma fatia enorme daquilo que são as despesas que serão assumidas e que foram assumidas pelo Estado.

Avisos de Mário Amorim Lopes, esteve com Miguel Cabrita no Explicador da Rádio Observador.

E Vasco, apesar das críticas do PS, o governo diz que só pretende reabrir este debate sobre a reforma da Segurança Social na próxima legislatura e evita assim vincular-se às conclusões deste estudo.

Uma expressão que é avançada por fonte do governo ao Observador frisa que as conclusões do relatório são da exclusiva responsabilidade do grupo de trabalho e que o estudo é apenas técnico, independente e foi preparado de forma autónoma. O governo pretende, por isso, olhar para o estudo como apenas mais uma fonte de informação, não como um guião, como acusa a esquerda e o PS, como aqui ouvimos, poderia servir para preparar o terreno para a privatização da Segurança Social. Como explica esta mesma fonte ao Observador, a intenção do executivo é precisamente fugir a esse rótulo e às críticas dos partidos mais à esquerda no Parlamento. Até 2029, não há, por isso, qualquer perspectiva de reabrir o debate sobre o sistema e a sustentabilidade da Segurança Social, no mínimo da parte do governo. Essa promessa também já tinha sido deixada pela ministra Maria do Rosário Palma Ramalho.

Este é o tema que vai estar também amanhã em destaque no Explicador da manhã. São nossos convidados os representantes da CIP e da CGTP e depois das 10h, no Contracorrente Vamos receber Jorge Bravo, autor deste estudo. O Contracorrente será dedicado também a esta questão da sustentabilidade da Segurança Social. Entretanto, o Bloco de Esquerda pede a audição conjunta dos responsáveis do grupo de trabalho e também da ministra do Trabalho no Parlamento.

Audição parlamentar com caráter de urgência. O anúncio do requerimento foi feito esta tarde em conferência de imprensa, na sede do partido em Lisboa, pelo deputado único Fabian Figueiredo, que acusa o grupo de peritos escolhidos pelo governo de fazerem um truque contabilístico para assustar os portugueses com uma suposta falta de sustentabilidade do sistema da Segurança Social. O deputado do Bloco de Esquerda afirma que a Segurança Social portuguesa nunca esteve tão sólida.

É esperada uma diminuição das temperaturas, também alguma chuva, sobretudo no interior, mas, por agora, os incêndios vão lavrando com alguma intensidade em Porta. São 19h05, Vasco, fazer um ponto de situação em relação aos incêndios. Há mais de mil operacionais no terreno que a esta hora combatem três grandes fogos, um em Torre de Moncorvo, em Trás-os-Montes, outro em Santo Tirso e outro em Arouca. O incêndio no Conselho de Arouca andou a rondar esta tarde quatro aldeias.

Quatro aldeias, Bosco Dhim, Cando, Rio de Frades e Pedroga. Um incêndio lava já desde a noite de ontem em Arouca e está para durar, é o que indica o comandante dos bombeiros locais. A esta hora o fogo mobiliza mais de 400 operacionais. Os bombeiros garantem que têm meios no terreno para evitar que o fogo chegue a estas habitações. Também o incêndio de Torre de Moncorvo continua a preocupar as autoridades. É, de resto, aqui que está concentrado o maior dispositivo, com quase 500 operacionais no terreno a esta hora. Isto de acordo com o site da Proteção Civil. Estão também no terreno cerca de centena e meia de veículos, além de oito meios aéreos e mantêm-se as três frentes ativas, que já estão ativas desde o dia de ontem, particularmente difícil para o trabalho dos bombeiros. Ainda assim, a expectativa é de que o fogo seja dominado nas próximas horas. Foi, no mínimo, a previsão deixada pelo segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, Luís Araújo.

Neste momento, temos meios a trabalho, estamos a progredir, com alguma dificuldade, mais na de Vilarinho, que os acessos são muito difíceis, orografia complicadíssima, e temos todos os combatentes, bombeiros, restantes agentes de proteção civil, a trabalho para que consigamos manter livre de reacendimentos e de reativações fortes e ao fim da noite poder dar o incêndio em resolução, se as condições assim se mantiverem.

Foi o que previu esta tarde o segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, Luís Araújo, aqui em declarações à RTP. Já no distrito do Porto continua ativo também o fogo que começou na segunda-feira em Rebordões, Conselho de Santo Tirso, mobiliza a esta hora mais de 200 operacionais e mais de 70 viaturas.

E no futebol, o mercado está agitado. Rodrigo Mora já está em Itália. O jovem portista vai assinar contrato com a Roma.

Abandona, por isso, o Futebol Clube do Porto, que representava já desde o escalão de juniores. O Porto vai encaixar 25 milhões de euros no imediato, por 50% do passe do jogador de 19 anos. O Porto fica também com outros 50% de uma futura venda, sendo que a Roma pode comprar essa percentagem por outros 25 milhões. A transferência pode render ainda mais dois milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivos. É, por isso, um negócio que pode ultrapassar os 50 milhões de euros. Rodrigo Mora vai assinar por cinco temporadas com a Roma, vai ganhar cerca de dois milhões de euros por ano e fica com uma cláusula de rescisão de 120 milhões.

E há outras notícias a marcar a atualidade.

E ainda o mercado de transferências, mas aqui ao lado, em Espanha, o Barcelona oficializou esta tarde Rodri, eleito o melhor jogador do Mundial, também vencedor já de uma Bola de Ouro, ele que conquistou o Mundial este verão a serviço da seleção espanhola. Chega agora a Barcelona, proveniente do Manchester City, depois de sete anos a representar o clube inglês. Vai assinar, Rodri, por quatro temporadas e custa ao clube catalão quase 80 milhões de euros. O presidente da Câmara do Porto considera que os episódios de violência que se registaram na última sexta-feira no Porto refletem o falhanço do Estado na área da segurança, em causa dois casos de violência registados, um grupo de turistas que terá sido roubado e espancado por um grupo de homens e mais tarde, na madrugada desse mesmo dia, num bar do Porto, um cliente terá atacado um segurança. O presidente da Câmara, Pedro Duarte, diz à Agência Lusa que já no próximo mês vai levar para o terreno um plano operacional que está a ser desenhado com a PSP, com a Polícia Municipal e outras forças. Ricardo, a fechar este jornal, um espião português que vendia segredos à Rússia e que está no centro do novo Podcast Plus do Observador.

Falamos do caso de Carvalhão Gil, era um dos agentes mais antigos do SIS. A operação para o deter em Roma, em flagrante, teve de ser preparada ao pormenor e é essa operação que está no centro do episódio que hoje publicamos.

É o quarto episódio, uma operação que contou com 27 agentes portugueses e italianos no terreno.

Carvalhão Gil entra no mercado Testaccio. O espaço ocupa quase um quarteirão inteiro do bairro com o mesmo nome. Cada um dos lados do edifício tem entre quatro e seis portas, e o espião vai usar várias delas. Carvalhão Gil faz aquilo a que na vigilância se chama um percurso controlado. Entra por uma porta. E a seguir, sai pela zona oposta do edifício. Volta a entrar e a sair do mercado, mas por uma entrada e uma saída diferentes. E depois, passa uma e outra vez pelo mesmo local, no interior do mercado. As equipas de vigilância vão se revezando. Pelo auricular, os inspetores que seguem o espião indicam o local exato onde ele está. Depois, afastam-se e uma nova equipa entra em ação.

Fica um pequeno excerto do quarto episódio de "A Vida Dupla do Espião Traidor", já está disponível.

É 19h30, voltamos a atualizar as notícias.