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Edição das sete, com a Laura Figueiredo. O primeiro-ministro diz que a moção de censura ao governo é uma iniciativa legítima, mas considera que não faz sentido.
Luís Montenegro foi esta tarde questionado sobre Luís Neves, mas diz que só volta a abordar o tema no debate da moção de censura agendada para terça-feira.
Conhecer. Eu já ontem me pronunciei sobre esse tema e aquilo que eu posso transmitir-vos é que a próxima vez que falarei dele será na terça-feira da próxima semana, a partir das três da tarde, na Assembleia da República, perante os representantes do povo, respondendo a uma iniciativa, que é legítima, por parte de um partido da oposição, embora não faça sentido.
Em Viseu, o Primeiro-Ministro falou ainda sobre o aumento do preço dos combustíveis. Na próxima semana espera-se uma subida de €0,15 por litro no gasóleo e €0,10 na gasolina. Para combater este aumento, o Governo anunciou hoje um desconto de €0,03 no ISP. Ora, Luís Montenegro rejeita críticas ao executivo, desde que não há ninguém que saia beneficiado.
O Estado não está a arrecadar um cêntimo a mais com o IVA em função do aumento do preço dos combustíveis. Nós estamos a devolver em desconto no ISP exatamente o montante correspondente ao aumento do IVA do ponto de vista da aplicação da taxa ao preço final. Portanto, do ponto de vista dos combustíveis, a questão nem sequer se coloca.
Declarações de Luís Montenegro em Viseu, onde explicou ainda que o desconto no ISP, só este ano, já totaliza cerca de €700 milhões.
Opinião contrária tem o secretário-geral do PS. José Luiz Carneiro acusa o Governo de lucrar com o sacrifício dos portugueses.
Secretário-geral do PS, diz que o Governo ganha mais €0,09 por cada litro de gasóleo e mais €0,06 na gasolina. O líder do Partido Socialista diz que é um dever do Executivo responderes ao aumento do custo de vida.
O Governo está a ganhar dinheiro à custa do sacrifício dos portugueses, à custa dos agricultores, à custa dos pescadores. Está a ganar mais €0,09 por cada litro de gasóleo e mais €0,06 por cada litro de gasolina. Ainda hoje pude ouvir que os agricultores e aqueles que estão ligados ao setor das pescas, aos setores transportes, à logística, à distribuição, estão a viver momentos muito difíceis e responder ao custo de vida das portuguesas e dos portugueses é um dever do Primeiro- Ministro e do Governo.
José Luís Carneiros, na Póvoa de Varzim, a criticar a posição do Governo face à subida do preço dos combustíveis.
A Ministra da Justiça considera que não é o Governo que está a fragilizar a Polícia Judiciária.
Rita Larân Judas foi esta tarde questionada sobre o caso do ministro da Administração Interna, diz que a pergunta não deve ser dirigida ao Ministério da Justiça.
Uma fragilização que possa estar a ser feita da Polícia Judiciária não é com certeza pelo Ministério da Justiça, não é pelo Governo. Portanto, essa pergunta terá que ser feita a quem está a fragilizar a instituição.
A ministra diz ainda que espera celeridade a dois inquéritos que envolvem a Luís Neves, garante que não há interesse de ninguém em atrasar seja o que for.
Celeridade, com certeza, isso o senhor procurador Julga, que inclusivamente já disse que serão prioritários e que alguns até correram em férias como processos urgentes. Não há nenhum interesse de ninguém em atrasar seja o que for, porque naturalmente os procesos serán prioritários.
Ministra da Justiça, que falava à margem da recisão aos mais de 100 novos conservadores que vão integrar o Instituto de Registros e Notariado. O ministério confirmou novamente que os resultados da auditoria à PJ devem ser conhecidos até ao final do ano.
O ministro da Administração Interna vai ser ouvido no Parlamento na terça-feira de manhã.
Luiz Neves vai ser ouvido na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais na manhã de 8 de setembro, pouco antes do debate da moção de censura, que arranca mais tarde às 15h30.
O PCP critica a moção de censura ao Governo apresentada pelo CHEGA.
O secretário-geral do partido falou aos jornalistas pouco depois de abrirem as portas da Festa do Avante, festa que marca a rentrée do Partido Comunista Português. Vamos sem direto até à Quinta data Lai, onde está o jornalista Miguel Pina Andrade, que se junta agora em direto. Miguel, boa tarde! Quando questionado pela moção de censura, Paulo Raimundo devolveu a pergunta, diz: "Qual moção?"
É isso mesmo, Laura. Boa tarde. Isto porque o secretário geral do PCP considera que a moção apresentada pelo Chega é apenas um currículo do ministro da Administração Interna e não apresenta uma censura concreta ao Governo ou nada em concreto.
Qual moção de censura? Eu faço o desafio a todos lerem o texto da moção de censura. Desafio a todos leiam o texto, porque se todos lerem o texto, vão chegar à conclusão de que aquilo pode ser um currículo manhoso do ministro da Administração Interna, mas não tenho uma censura ao Governo. Aquilo é um objeto dirigido ao ministro, que não faz uma única crítica. Uma, eu o desafio a ler o texto. Não faz uma única crítica a nenhuma política do Governo.
Análise do Secretário Geral do Partido Comunista Português, Paulo Raimundo, que deixa várias críticas a esta moção, diz que dentro dos problemas que considero existir na pasta da administração interna, não há frases sobre, por exemplo, as dificuldades dos polícias ou dos bombeiros. Paulo Raimundo diz que há sim razões fundas para o Governo ser censurado, mas afirma que a moção do chega não faz isso, acusa o partido de André Ventura de ter agendas ideológicas quando questionado sobre uma eventual posição de voto. Paulo Raimundo não avança com nada em concreto, mas diz que esta é uma altura tão boa como as outras para avançar para eleições. Paulo Raimundo esteve e está na abertura da Festa do Avante. Amanhã vai estar presente durante a tarde no momento de solidariedade com Cuba. Para domingo, último dia de festa, está previsto o comício de encerramento com o discurso do secretário geral do Partido Comunista, que assinala desta forma a rentrée do novo ano parlamentar do partido depois das férias de verão.
Jornalista Miguel Pina Andrada, em direto da Festa do Avante, que começa hoje
O líder parlamentar da Iniciativa Liberal considera que o tempo de silêncio de António José Seguro sobre o caso Luís Neves já devia ter terminado.
Ouviu no explicador da Rádio Observador, o deputado liberal Mário Amorim Lopes deixou elogios à presidência de Seguro. Ainda assim, pede ao Presidente da República que aja em prol da estabilidade das instituições.
É exigível que António José Seguro faça uma demarcação daquilo que foi a presidência anterior de Marcelo Rebelo de Sousa, que a cada cinco minutos falava e com isso muitas vezes gerava mais instabilidade do que os problemas que resolvia. Portanto, esse silêncio gerido também é importante, desde que nos bastidores esteja a trabalhar. O tempo de silêncio já foi, agora é o tempo de o presidente da República, enquanto primeira figura do Estado, assegurar a estabilidade das instituições, coisa que neste momento não está minimamente assegurada.
Uma opinião que é partilhada también pelo líder parlamentar do LIVRE, Paulo Muacho.
Tenho a certeza que o presidente da República está a acompanhar de perto esta situação e está preocupado com ela. Nós também sabemos de situações passadas em que presidentes da República pediram a demissão de ministros, sendo certo que essa responsabilidade é do primeiro-ministro, é do Luís Montenegro, de ter ou não os ministros em funções. Mas que, do meu ponto de vista, aquele que deve ser sobretudo o papel do presidente da República, é pressionar para que todos estes inquéritos e estas averiguações sejam céleres.
Paulo Muacho e Mário Amorim Lopes ouvidos no explicador da Rádio Observador.
Passam agora nove minutos das 19h. Laura, que outras notícias estão também em destaque?
O ex-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia foi hoje absolvido. Estava acusado de comprar bilhetes para jogos do Futebol Clube do Porto com dinheiro do município. O Ministério Público pedia entre quatro a seis anos de prisão por três crimes, mas o entendimento do tribunal foi outro. O juiz reconheceu que as viagens decorreram ao abrigo de uma parceria entre o clube e a autarquia. Assumiu que a atitude do antigo executivo pode ser criticável e moralmente censurável, mas afirma que não constitui crime. Na reação, o antigo presidente deixa duras críticas ao Ministério Público. Diz que a absolvição conhecida hoje não apaga a perseguição de que foi alvo. Na atualidade internacional, o presidente ucraniano confirma que os enviados especiais de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, vão visitar Kiev no domingo para negociações de paz. Volodymyr Zelensky garante que não vão ser lançados ataques contra a Rússia durante a visita dos enviados especiais a Moscovo e pede também que a Rússia faça o mesmo. No futebol, arranca daqui a pouco o jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Moreirense. O encontro da quinta jornada da Primeira Liga está marcado pras 20h15. Os Dragões procuram a quinta vitória seguida no campeonato. A emissão especial na Rádio Observador arranca depois das 8 com relato e análise a partir do Estádio do Dragão.
Antes disso, a Laura Figueiredo regressa às 19h30 para atualizar as notícias. <|speaker_27>