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Esta é a Tarde Política da Rádio Observador. Estamos na hora das 19h, daqui a pouco vamos ter "E o Resto é História", hoje sobre São Francisco de Assis. Agora, o jornal das 19h, com Vasco Maldonado Correia. Isto numa terça-feira marcada por confrontos em França. Manifestações nas ruas francesas tiveram impacto em quase metade das escolas, das instituições de ensino superior nesta terça-feira. O último balanço foi feito pelo governo francês. E o que diz esse balanço, Vasco?
Diz que 40% dessas instituições foram impactadas. O número inclui universidades públicas bloqueadas, parcialmente bloqueadas, ainda outras que foram ocupadas ou encerradas por decisão administrativa. A União Estudantil, segunda maior organização representativa dos estudantes nestas manifestações, tinha avançado que 100% das universidades estavam mobilizadas para estes protestos. O presidente Emmanuel Macron chamou, entretanto, o governo para uma reunião de emergência a decorrer esta noite sobre os protestos nas ruas do país. Presentes no Palácio do Eliseu vão estar, no mínimo, o primeiro-ministro francês e também os ministros com as pastas do Interior e da Educação. Esta tarde, o governo francês avançou que só no dia de hoje, mais de 250 mil manifestantes saíram às ruas do país, sendo que 56 mil estiveram nas ruas de Paris. Há já mais de seis mil detidos em França desde o início dos protestos, no mínimo mil feridos, em que mais de 700 são polícias.
Em Estrasburgo, depois do discurso no Parlamento Europeu, o primeiro-ministro almoçou hoje com os eurodeputados portugueses.
E houve um raro consenso. O inimigo em comum são os países frugais, que procuram uma redução do financiamento no próximo quadro de fundos comunitários e por isso o almoço ou conversa até acabou por fluir no mesmo sentido, com Miguel Vitor Dias, uma pera caramelizada a servir de ilustração para as negociações futuras.
O primeiro-ministro disse logo ao abrir a refeição, que era bife com massa, que não pretendia resolver as diferenças entre os vários partidos sentado à mesa. E ouviu, desde logo, um elogio improvável. Catarina Martins, do Bloco, destacou a intervenção de Montenegro no plenário para lembrar o esforço que Portugal faz para o orçamento da União Europeia. Noutro sentido, também Marta Temido, do PS, vincou que os apoios para responder ao aumento do custo de vida devem privilegiar os mais desfavorecidos, tirando assim o tapete à estratégia de José Luís Carneiro, que quer uma redução generalizada de impostos sobre combustíveis e o cabaz alimentar. Luís Montenegro esteve também à conversa com Carla Tavares, eurodeputada do PS, que é a negociadora para o orçamento a longo prazo e tida como uma das parlamentares mais influentes em Bruxelas. A ilustração final da dura negociação orçamental foi dada pelo deputado do PCP, João Oliveira, que interrompeu a conversa para perguntar como é que Luís Montenegro ia comer uma pera caramelizada apenas com uma colher. A sobremesa estava a dar luta, tal como o próximo orçamento comunitário.
Reportagem do Miguel Vitor Dias, em Estrasburgo. Pode ler mais sobre os bastidores do almoço entre Luís Montenegro e os eurodeputados portugueses no site do Observador. A notícia é assinada por Miguel Santos Carrapatoso.
O Chega vai pedir um debate de urgência no Parlamento porque quer discutir o que considera ser um bloqueio à Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves.
Acusa André Ventura, o presidente da Assembleia da República, de levar a cabo uma proteção do ministro da Administração Interna. Ventura esteve esta tarde de visita a uma empresa na zona do Montijo e anunciou que o Chega enviou uma carta dirigida a Aguiar Branco, em que critica o que diz ser atitudes persistentes, permanentes e reiteradas de tentar bloquear a comissão de inquérito a Luís Neves, o que leva o partido a pedir um debate de urgência ainda esta semana.
Nós vamos pedir para a primeira hora de quinta-feira desta semana, um debate de urgência no Parlamento, precisamente sobre a proteção absolutamente indecorosa e inaceitável que Luís Neves está a ter do sistema político português, a começar pelo presidente Aguiar Branco. Portanto, enquanto este bloqueio se mantiver, nós também não vamos desistir dele e vamos continuar a lutar por aquilo que é a regra básica da transparência em Portugal.
André Ventura, que acusa o presidente da Assembleia da República de ser vítima de sequestro de interesses partidários.
O governo vai avançar com uma plataforma de licenciamento com recurso à inteligência artificial para tentar diminuir a lentidão administrativa. Chama-se Licencia, License I.A, e deve arrancar já no próximo ano.
É a nova plataforma que pretende utilizar a inteligência artificial para simplificar serviços públicos no setor dos licenciamentos. A garantia é deixada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, que diz que esta vai ser uma ferramenta para ajudar as pessoas numa das áreas onde as empresas sentem mais constrangimentos administrativos. A plataforma avança com projetos-piloto em municípios que já começaram a ser escolhidos, embora o ministro não revele para já quais foram os critérios.
Queremos utilizar também a inteligência artificial para simplificar serviços públicos e não apenas para mostrar capacidade tecnológica. Pretendemos aplicá-la aos licenciamentos, uma das áreas onde empresas e cidadãos mais têm sentido a lentidão administrativa. O Licencia é um programa que pretende criar uma plataforma integrada e transversal aos processos de licenciamento, com projetos-piloto em municípios selecionados desde hoje até, desde logo, ao final do ano de 2026. E a nossa mensagem é clara: usar tecnologia precisamente onde a burocracia tem maior impacto no investimento e na atividade económica
Carlos Abreu Amorim, Ministro dos Assuntos Parlamentares, hoje no fecho de uma apresentação de robôs humanoides criados por uma empresa chinesa, fala numa temática que veio para ficar, que não pode ser desvalorizada pela sociedade portuguesa.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 6 de outubro.
O Quénia confirmou o primeiro caso de ebola no país. O Secretário da Saúde queniano diz que se trata de um homem que regressou da República Democrática do Congo, país que tem enfrentado o pior surto da doença na história desse país. As autoridades informam que as 28 pessoas que contactaram com o paciente, incluindo familiares e a equipa médica, foram identificadas e estão já em quarentena. Já há árbitros para os duelos da oitava jornada da Liga Portuguesa. João Pinheiro está nomeado para o jogo grande do fim de semana. A visita do Sporting a Braga está agendada para esta sexta-feira. Manuel Mota vai estar no VAR, sendo que na Madeira, na receção do Marítimo ao Futebol Clube do Porto, que acontece no sábado, foi João Gonçalves o escolhido, vai estar com Tiago Martins, o vídeo-árbitro para essa partida. No domingo, Luís Godinho vai dirigir o Benfica-Vitória, Pedro Ferreira é o VAR. E é já daqui a umas horas que Lionel Messi entra em campo pela última vez com a camisola da seleção argentina. Ao jogo 208, o astro argentino vai dizer adeus numa noite que Buenos Aires preparou para ser muito mais do que um jogo de futebol. No Estádio do River Plate, o maior estádio do país, com 85 mil lugares, os bilhetes esgotaram em pouco mais de hora e meia. O jogo frente à seleção do Benim começa à meia-noite, hora portuguesa, vai contar com várias homenagens a Lionel Messi.
Messi despede-se da seleção argentina num jogo lotado no River Plate, com 85 mil bilhetes vendidos. É mais logo à noite, na Argentina, obviamente, hora portuguesa. O Vasco Maldonado Correia vai regressar às 19h30.