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Jornal das 7, com Luís Soares. O secretário-geral da Administração Interna, demitido hoje pelo ministro Luís Neves, acusa o ministro de promover o que chama de purga política cirúrgica para afastar a atual direção.

Em um artigo de opinião publicado esta tarde no Expresso, Ricardo Carrilho afirma que nunca sofreu tantas pressões ilegítimas em duas décadas de serviço público. O responsável demitido justifica o afastamento com o cumprimento rigoroso da lei e a defesa do erário público, que diz ter entrado em choque direto com interesses políticos e esquemas de favorecimento. Em declarações à Sic Notícias, Ricardo Carrilho alega que existem irregularidades e garante que as comunicou ao ministro Luís Neves.

Houve aqui uma intenção do ministro Luís Neves em afastar a direção da Secretaria-Geral. As razões eu diria que assistem a cada um avaliá-las, mas o que é fato é que eu próprio, enquanto secretário-geral, recusei-me por diversas vezes a assegurar o pagamento de 26 milhões de euros, manifestamente ilegais, sem qualquer fundamento, que resultavam no fundo apenas de alegações da própria DGSPSA. Tive que explicar ao senhor ministro muitas vezes que não era possível levar a cabo estes procedimentos da forma como eles eram realizados na Polícia Judiciária e que eu, enquanto dirigente, não poderia ser responsabilizado, desde logo perante o Tribunal de Contas, quer nacional, quer da própria União Europeia, bem como perante a Inspeção-Geral de Finanças, com ações que do meu ponto de vista são irregulares e que tivemos a oportunidade em variadíssimas vezes de demonstrar ao ministro e ao seu gabinete que eram irregulares e que não podiam ser executadas daquela forma.

Ricardo Carrilho, afastado hoje da Secretaria-Geral da Administração Interna, em declarações à Sic Notícias, acusa a tutela de escolher deixar na gaveta dossiês que colocam o país em risco sistêmico por conveniência, incapacidade ou cálculo político. O responsável considera que a exoneração foi uma retaliação e deixa também um aviso no ministério e no atual governo: quem cumpre a lei e protege o erário público é punido, quem alimenta a inação é preservado. Ricardo Carrilho termina o artigo que publica no semanário Expresso, na edição eletrônica, a dizer que o país vai tirar conclusões deste caso. O major-general da GNR, Nuno Pereira da Silva, foi hoje designado para o cargo de secretário-geral do MAI pelo ministro Luís Neves.

E nas reações políticas, o líder do PS diz que o Ministério da Administração Interna é fonte de instabilidade permanente e junta-se também ao apelo já feito pelo CHEGA e pela Iniciativa Liberal para ouvir o ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna no Parlamento.

José Luís Carneiro, que marcou hoje presença numa conferência em Lisboa sobre as relações entre Portugal e Moçambique, manifestou tristeza e preocupação pela saída de Ricardo Carrilho. José Luís Carneiro concorda que são necessários mais esclarecimentos.

Sim, deve ser ouvido e deve esclarecer todas as questões que houver a esclarecer. Eu devo dizer que estou triste por um lado e preocupado por outro. Preocupado porque o governo está em permanentes confusões. São umas confusões atrás das outras. E por outro lado, estou triste porque algumas dessas confusões são nos setores mais neurálgicos da vida do Estado. O Ministério da Administração Interna é um ministério decisivo para as liberdades, direitos e garantias dos cidadãos.

O secretário-geral do PS recusa individualizar Luís Neves como foco de instabilidade no governo, diz que o problema é mais profundo.

Todo o governo tem sido uma fonte de tranquilidade. Temos sido nós a cuidar de dar condições ao governo para a estabilidade e para cumprir os deveres que tem para com a população portuguesa. E o que verificamos é que o governo é, em regra, a fonte da instabilidade, da intranquilidade, do desconforto que cria na própria vida das instituições. Aquilo que eu apelo é que o primeiro-ministro esteja muito atento a tudo quanto se está a passar nas diferentes instituições.

O apelo de José Luís Carneiro à chegada à Fundação Mário Soares, em Lisboa, onde participa a esta hora numa conferência sobre as relações entre Portugal e Moçambique. Antes, o líder do CHEGA tinha acusado o ministro da Administração Interna de agir de forma arrogante. André Ventura diz que Luís Neves afasta todos os que exigem transparência no ministério.

Talvez as pessoas com isto comecem a abrir os olhos para quem é Luís Neves, para a forma como atua, quer no governo, quer fora. Nós, em democracia, não podemos ter medo de poder nenhum. Quarta-feira nós vamos dar um passo muito importante na constituição de uma comissão de inquérito para mostrar que precisamente não temos medo nenhum, mas esta atuação de Luís Neves mostra como sempre que alguém se lhe mete na frente e exige transparência ou exige verdade, ou afasta, ou intimida, ou tenta condicionar.

A reação de André Ventura às polêmicas em torno da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

E o ministro das Infraestruturas vai afastar qualquer tipo de pressão por Pedro Passos Coelho ao governo.

Em reação à entrevista de ontem à Sic Notícias, em que o antigo líder social-democrata admitiu ponderar um regresso à vida política se o PSD não for bem-sucedido. Em declarações aos jornalistas em Aveiro, Miguel Pinto Luz considera que Luís Montenegro e Pedro Passos Coelho querem o mesmo para o país e mostra-se convicto no caminho que o executivo tem vindo a trilhar.

Eu fui membro, com muita honra, do governo do doutor Pedro Passos Coelho. Sou membro, com muita honra, do governo do doutor Luís Montenegro. Eles têm duas coisas em comum: um enorme compromisso com Portugal. Agora, uma coisa é certa: não temos que estar todos de acordo sempre. O governo está absolutamente convicto do caminho que está a trilhar. É o caminho que os portugueses nos convidaram a fazer. Foi assim que o doutor Luís Montenegro, quando se apresentou aos portugueses, foi o caminho que disse que iria trilhar. E, portanto, não pode trilhar um diferente daquele que foi o mandato que lhe foi conferido pelos portugueses. Portanto, não há pressão nenhuma, não há, de forma alguma, algum inconformismo ou pouco conforto à volta das palavras Pedro Passos Coelho.

Declarações do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, captadas pela CNN Portugal esta tarde. Foi à margem da cerimônia que marcou o arranque das obras do primeiro troço da linha de alta velocidade entre Porto Campanhã e Oiã.

A Associação Nacional de Freguesias ameaça fechar todas as juntas no dia 4 de novembro e exige garantias ao governo de um pacote reivindicativo para esta proposta de orçamento de Estado.

O presidente da ANAFRE diz que este é um protesto que serve para demonstrar o real impacto das freguesias. Ao final de uma reunião extraordinária do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Freguesias, realizada hoje em Pombal, Francisco Branco de Brito diz sentir que as freguesias não são importantes para o Ministério das Finanças.

Aquilo que sentimos é que as freguesias não são importantes para o Ministério das Finanças. E então iremos demonstrar, efetivamente, qual é o nosso impacto na sociedade, se até lá não tivermos a garantia dos partidos políticos que, em sede de especialidade, incluem as nossas reivindicações. E naturalmente estamos disponíveis para negociar com todos.

As garantias de Francisco Branco de Brito, que lembra que em julho deste ano a ANAFRE enviou uma carta ao governo a reivindicar, por exemplo, o aumento do financiamento das freguesias ou a possibilidade dos autarcas passarem a exercer funções a tempo inteiro. Se essas reivindicações não forem atendidas, além do encerramento total dos serviços a 4 de novembro, a ANAFRE está a considerar ainda outras formas de lutar.

O Chega admite recorrer aos tribunais caso continue a ser impedido de participar in loco nos debates políticos na Rádio da Universidade de Coimbra.

Posição assumida à Rádio Observador pela deputada Madalena Cordeiro, que esta manhã, juntamente com Rita Matias, entrou nos estúdios da Rádio Universitária de Coimbra, acompanhadas por vários elementos do partido. A comitiva do Chega entrou nas instalações da rádio durante um debate político transmitido em direto e acabou por interromper o programa. O Chega está impedido de entrar nas instalações da Associação Académica de Coimbra desde fevereiro, por decisão da Assembleia Magna, decisão que Madalena Cordeiro contesta. A deputada defende que a deliberação da Assembleia de Estudantes não pode sobrepor-se à Constituição.

Consideramos completamente ilegítima e, na verdade, se numa próxima vez em que o Chega seja proibido ou a Juventude Chega seja proibida de comparecer a um debate, nós teremos seriamente que ponderar avançar para a via judicial, porque como eu digo, nenhuma deliberação da Assembleia Magna se sobrepõe à Constituição da República Portuguesa. E é até irônico, no mínimo, nós vermos aquelas que foram as declarações feitas pelo presidente da Associação Académica de Coimbra à data, que disse que o Chega será excluído de todos os debates em nome do pluralismo, da inclusão e da igualdade. Ora eu pergunto: qual igualdade, qual inclusão e qual pluralismo, quando nós temos a segunda maior força política de Portugal excluída de todos os debates?

Madalena Cordeiro garante ainda que o Chega tenciona participar nos próximos debates deste programa, que estreou hoje na Rádio Universidade de Coimbra. Para o painel de hoje, o Chega tinha sido convidado para entrar à distância, mas recusou participar nesses moldes.

Do outro lado, a Associação Académica de Coimbra repudia esta situação, que aconteceu hoje na RUC, garante que os elementos do Chega só abandonaram as instalações da Rádio Universitária depois da chegada da PSP.

O redator e membro da administração da RUC, Jaime Nunes, explicou à Rádio Observador que os elementos do Chega se recusaram a abandonar os estúdios, apesar dos vários pedidos nesse sentido, só saíram depois com a chegada da polícia.

O que eu pedi foi que abandonassem os estúdios para que nós pudéssemos conversar de forma tranquila, de forma ordeira, fora das nossas instalações, fora do nosso estúdio de emissão. Eles recusaram-se então a abandonar o estúdio principal e o que disseram foi que só se levantariam do estúdio, só sairiam do estúdio, assim que aparecessem as forças de segurança. Entretanto, chegaram outros membros da rádio, chegou também a direção-geral da Associação Académica de Coimbra. Pedi-lhes que abandonassem o estúdio repetidamente. Tal não aconteceu. Por volta das 19h55 chega a polícia e retira os membros do Chega e a nossa emissão pode então voltar à normalidade.

Tiveram de ser identificados, algo do gênero, por parte da polícia?

Eu penso que a Rita Matias foi identificada.

Jaime Nunes, redator da Rádio Universidade de Coimbra, que testemunhou a entrada de Rita Matias e Madalena Cordeiro, acompanhadas por vários elementos do Chega nos estúdios da Rádio Universidade de Coimbra.

E há outras notícias a marcar esta segunda-feira.

A margem de refinação da Galp, ou seja, a diferença entre o custo do petróleo bruto e o valor dos combustíveis produzidos a partir dele, mais do que triplicou no terceiro trimestre do ano para perto de US$34 por barril, ao que consta dos dados preliminares divulgados hoje pela petrolífera. Em comparação, no mesmo período do ano passado, esta margem situava-se nos US$9,50. Já no segundo trimestre do ano tinha subido para perto dos US$17 por barril de petróleo. Amanhã está de regresso à Liga dos Campeões de futebol. O Sporting viaja até França para defrontar o Lens. O treinador do Sporting, Rui Borges, alerta para o processo ofensivo e para a estratégia de bolas paradas do adversário. Antevisão à partida, Rui Borges afirma que o adversário é perigoso nas bolas paradas e deixa a receita para amanhã.

Vimos de um jogo que foi um bom exemplo disso. Tivemos que aumentar o nosso nível de competitividade e fomos melhores, melhoramos e ganhamos por isso mesmo. E amanhã é um pouco à imagem do Braga também. É um jogo que vai exigir muito de nós a nível físico, muita capacidade física, como eu disse, é uma equipa muito intensa de forma coletiva, desde os defesas aos atacantes.

Antevisão de Rui Borges para o jogo do Sporting de amanhã. Do lado do Lens, a equipa francesa tem um treinador diferente em relação à primeira jornada e Yannick Cahuzac avisa que o Sporting é uma equipa com grande qualidade no ataque, elogia o poder ofensivo dos Leões e recorda que o Sporting é uma equipa com experiência na Liga dos Campeões.

Em primeiro lugar, é um grande adversário que tem muita experiência neste nível. Já estiveram em 19 edições e nós em quatro. É uma equipa que marcou 25 gols nos últimos jogos, tem uma grande confiança ofensiva. É uma equipa com grande calibre. Nós vamos respeitá-los, mas também vamos ter muita ambição, porque jogamos em casa contra uma grande equipa e com o nosso público.

Treinador do Lens, na antevisão do jogo de amanhã frente ao Sporting, a contar para a Liga dos Campeões, jogo às 17h45 e naturalmente com relato e análise aqui em direto na Rádio Observador. E para os fãs da série "Bridgerton", a Netflix acaba de anunciar novos episódios. E não, Ricardo, não estou a falar de uma nova temporada, porque essa já está confirmada para o ano que vem.

Então é um spin-off, é uma prequela, uma sequela?

Há muitos encontros, não é? Na verdade, é uma prequela e é a segunda prequela de "Bridgerton". Vai ser uma minissérie que promete explorar a juventude de Violet, considerada uma das personagens mais importantes da série, e a origem do romance com Edmund, ainda antes da primeira temporada.

E são conhecidos mais detalhes, há novidades no elenco?

Não, ainda não há elenco, nem há propriamente o enredo desta prequela. Até lá, os fãs vão ter a quinta temporada da série original no ano que vem e também a sexta já está garantida.

Então pelo menos há mais duas temporadas garantidas para o "Bridgerton" na Netflix. O Luís Soares vai regressar às 20h para atualizar as notícias.