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Perfeito, agora 08h00. Edição das 08h00 com António José Soares e a começar com o acordo. Estados Unidos e União Europeia chegaram a um acordo comercial para tarifas de 15% sobre os produtos europeus.
A decisão foi anunciada depois de uma reunião entre Donald Trump e Ursula von der Leyen, na Escócia. A nova taxa que vai ser aplicada aos produtos europeus é a metade da taxa de 30% que o presidente norte-americano tinha ameaçado impor a partir de dia 1 de agosto. A presidenta da Comissão Europeia diz que o acordo é abrangente. Quanto a Donald Trump, explica que não inclui os produtos farmacêuticos, nem o aço e o alumínio, que vão continuar sujeitos a taxas de 50%. Já a indústria automóvel está incluída no acordo. Segundo o jornal político, a União Europeia concordou em fazer compras no valor de US$ 750 mil milhões em energia nos Estados Unidos e em investir US$ 600 mil milhões a mais do que tinha planeado no país. Donald Trump vê este acordo como uma parceria entre a Europa e os Estados Unidos, enquanto von der Leyen fala em duras negociações que vão reequilibrar as relações comerciais. Já na opinião do historiador Bruno Cardoso Reis, trata-se de um mau acordo para a Europa.
É objetivamente um mau acordo. A Europa fica a pagar tarifas muito mais altas do que os Estados Unidos, compromete-se com uma série de compras de investimentos nos Estados Unidos, sem nenhuma contrapartida. Portanto, é tudo menos o tal acordo recíproco que Donald Trump tanto fala. Só é explicável porque os líderes europeus, aparentemente, acham que a Europa não é capaz de mais ou eles não são capazes.
A opinião do historiador Bruno Cardoso Reis sobre o acordo comercial Estados Unidos-União Europeia, que estabelece a aplicação de taxas alfandegárias de 15% aos produtos europeus.
E várias mortes em descarrilamento de comboio regional na Alemanha. Foi perto da fronteira com a França.
O acidente aconteceu no sudeste do país, perto da cidade de Biberach, próximo da fronteira com França. De acordo com a imprensa alemã, há ainda um número indeterminado de feridos resultantes deste descarrilamento.
Por cá, as chamas aproximam-se de habitações no incêndio em Ponte da Barca, foi e é em Viana do Castelo.
O fogo está a ser combatido nesta altura por oito meios aéreos. No terreno estão também 139 operacionais, apoiados por 40 viaturas. Hoje, um outro incêndio na região de Antanhol, no Conselho de Coimbra, destruiu por completo um armazém de materiais de construção. O fogo deflagrou numa fábrica, numa zona industrial, está já controlado. Estiveram no terreno mais de 90 operacionais, apoiados por cerca de 30 viaturas.
Agora na política, com o secretário-geral do PS critica a aprovação das alterações à Lei de Estrangeiros no Parlamento. José Luís Carneiro fala num atropelo democrático.
Isto depois de o primeiro-ministro ter dito ontem que acredita que o diploma seja aprovado pelo Tribunal Constitucional. José Luís Carneiro afirma que é preciso respeitar a separação de poderes e destaca que o PS alertou para os problemas da alteração da lei, que vieram depois a ser sinalizados pelo Presidente da República.
Nós chamamos a atenção para problemas graves de que padecia a lei e, sobretudo, mais do que os problemas de que padecia a lei, o atropelo democrático que foi cometido na Assembleia da República, quando, sem ouvirem as instituições que administram a justiça, decidiram legislar. Avisamos, não nos ouviram. Afinal, agora o senhor Presidente da República teve um entendimento que é equivalente ao entendimento que nós tivemos. Agora encontra-se para apreciação do Tribunal Constitucional, vamos aguardar.
José Luís Carneiro foi ainda questionado sobre o apoio ao presidente da Câmara de Loures, depois da polémica com a demolição das barracas no bairro do Talude. O líder do PS diz que cabe ao executivo do Luís Montenegro apoiar os autarcas e dar respostas estruturais ao problema da habitação.
E o governo tem que estar junto dos autarcas, é isso que nós estamos a dizer, porque colocar o problema grave da habitação, das construções precárias, em cima do autarca A, B ou C, é uma forma, em certa medida, de todos nós nos desresponsabilizarmos como se fosse um assunto de um autarca que tem que fazer face a problemas complexos que hoje voltam a aparecer nas áreas metropolitanas, nomeadamente de Lisboa, e, portanto, é necessário encontrar soluções que sejam estruturais para o futuro e o governo tem que mostrar aquilo que é capaz de fazer.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, em Montalegre, num registo captado pela RTP3.
Quanto ao secretário-geral do PCP, diz que o PS está com ciúmes da proximidade entre AD, Iniciativa Liberal e Chega.
Críticas de Paulo Raimundo num discurso depois de um almoço de apresentação dos candidatos autárquicos da CDU a Cascais. O líder do PCP considera que o governo está a usar o Chega como abre-latas para abrir caminho a uma política antipopular e aponta o dedo ao partido de José Luís Carneiro por não fazer frente a este casamento.
Temos um Partido Socialista que se apresenta como um verdadeiro ciumento do casamento entre o PSD, o CDS, a Iniciativa Liberal e o Chega. Ora, nós não precisamos que o PS tenha ciúmes deste casamento que está em curso. O que nós precisávamos era que o PS decidisse opor-se, combater e fazer frente a esta política. Isso é que era necessário, isso é que se impunha, mas não é isso que está a acontecer. O PS quer ser a noiva. O PS quer ser a noiva desta política e não é isso que interessa, não é isso que serve o nosso povo.
Paulo Raimundo abordou ainda a recente nomeação de Álvaro Santos Pereira para governador do Banco de Portugal. Afirma que o Executivo anunciou com pompa e circunstância a nomeação de alguém que não vai passar de um lacaio do Banco Central Europeu.
O governo nomeou o novo funcionário do Banco Central Europeu e faz disso uma pouca circunstância, como se nós riscássemos alguma coisa sobre a matéria. O que foi eleito, foi apresentado como o novo governador de Portugal, uma pessoa muito conhecida, muito conhecedora, amigo da troika, lá esteve aqueles anos todos. Zero! O que foi nomeado foi só e apenas um novo funcionário, e que ganha bem, porventura, do Banco Central Europeu, que é isso que é hoje o Governador do Banco de Portugal. Nem mais, nem menos. Um lacaio do Banco Central Europeu, um funcionário do Banco Central Europeu, incapaz, por sua opção, de determinar seja o que for na política monetária e bancária no nosso país.
Declarações de Paulo Raimundo, em Cascais, onde deixou ainda um apelo à mobilização contra as reformas laborais aprovadas esta semana em Conselho de Ministro.
Agora no desporto e no futebol, o Futebol Clube do Porto venceu os neerlandeses do Twente por 2 x 1 no regresso ao Estádio do Dragão.
Foi, aliás, o primeiro teste de pré-época aberto ao público e o resultado foi esse 2 x 1. Foi a primeira vez que os adeptos puderam ver em ação vários dos novos reforços, assim como o próprio técnico italiano, Francesco Farioli, que esteve na sua estreia ao comando do clube azulibranco.
Quanto à Inglaterra, renova o título de campeã da Europa de futebol feminino. Ganhou em Basileia à Espanha por 3 x 1 nos penáltis.
Isto depois de um prolongamento que chegou ao fim dos 120 minutos com o empate a uma bola. As inglesas revalidaram o título europeu, conquistaram o segundo Euro seguido depois de já terem vencido em 2022. Já as espanholas era a primeira vez que jogavam a final do Campeonato Europeu feminino.
E para fechar também no desporto, com a notícia de Tadej Pogačar. Venceu a Volta à França em bicicleta. O ciclista esloveno iguala assim os quatro títulos do britânico Chris Froome e fica a um de um dos recordes históricos de cinco títulos na prova.
Pogačar, com apenas 26 anos, reforça-se assim entre os grandes nomes do ciclismo internacional. O atleta esloveno terminou hoje a última etapa da Volta à França em bicicleta em quarto lugar. Uma etapa que ligou Mantes-la-Ville aos Campos Elísios, com 132 quilômetros e uma passagem inédita por Montmartre. Uma etapa que foi vencida pelo belga Van Aert, que cortou a meta isolado.
Para dizer que cinco vitórias de Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e também do espanhol Miguel Indurain. Portanto, provavelmente ele vai ter muito tempo ainda para passar as cinco, seis, sete, pelo andamento que tem.
É verdade.
António, de volta às 08h30.
Cá estarei. Até já, Nuno.
Até já.