Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Oito horas. Jornal das 8, edição de Carlos Pedro. Carlos, começando a política, o Presidente da República considera cada vez mais difícil resolver os problemas na saúde. Diz que a situação obriga a decisões de fundo.
Posição defendida por Marcelo Rebelo de Sousa esta tarde, na Festa do Livro, em Belém. Marcelo diz que não há muitos problemas no Serviço Nacional de Saúde, mas sublinha que os que há são fundamentais. O chefe de Estado diz que o cenário é hoje muito difícil e que a tendência é para continuar a complicar-se com o tempo.
Eu acho que não são muitos, mas são poucos, mas fundamentais. E ou se resolve esses grandes problemas ou o resto depois acontece.
Mas quando vê estas notícias, qual é a sua reação?
Quando vejo estas notícias e outras, digo que, havendo por resolver aqueles grandes problemas, podem acontecer estes factos com muita frequência. E, portanto, a situação é muito difícil, complica-se com o tempo e as hipóteses, os caminhos para sair dela são cada vez mais apertados.
O Presidente da República, que voltou a remeter uma análise mais aprofundada do tema para depois das eleições autárquicas, diz que até lá vai continuar a recolher dados.
Entretanto, Luís Marques Mendes reconhece que há um desgaste à volta da Ministra da Saúde. No entanto, rejeita que o futuro passe pela demissão de Ana Paula Martins.
O candidato a Belém esteve esta tarde em Santo Tirso, no Porto, em declarações aos jornalistas, lamentou os problemas no Serviço Nacional de Saúde. Isto num dia em que mais um bebé nasceu a caminho do hospital, depois de encerradas as urgências de obstetrícia no Barreiro. Marques Mendes pede mais soluções e menos demissões.
Seja na saúde, seja em qualquer outro lado da governação, o caminho não são demissões, são soluções. Aquilo que eu exijo, como todos os portugueses, é que se resolvam algumas destas questões. Eu, por exemplo, tenho uma dificuldade enorme em compreender como é que na Península de Setúbal, das zonas mais afetadas em termos de saúde, há muito tempo não se criou já uma urgência, digamos assim, de obstetrícia, por fusão das três que existem em teoria, mas onde não há médicos suficientes para funcionarem. O Ministério da Saúde está a demorar muito tempo a tomar decisões que me parecem óbvias, necessárias e urgentes.
Mas não vê desgaste na ministra?
Ouça, claro, que desgaste toda a gente vê. Isso é óbvio.
Luís Marques Mendes esta tarde no Porto, a comentar as polémicas à volta do tema da saúde.
Entretanto, o PS acusa o primeiro-ministro de apresentar medidas eleitoralistas a conta-gotas na véspera da campanha autárquica.
Isto depois de o governo ter anunciado ontem um novo aumento do complemento solidário para idosos e de ter deixado no ar a promessa de um aumento do suplemento para as pensões mais baixas, em caso de folga orçamental. O secretário-geral do PS não se mostra surpreendido. José Luís Carneiro compara o anúncio de ontem ao Conselho de Ministros realizado no Mercado do Bolhão, antes das legislativas.
Nós agora, nesses 15 dias, vamos ter uma espécie de conta-gotas que vai largando medidas eleitoralistas até às eleições. Julgo que é isso que vai acontecer, porque se o governo tivesse pudor, não tinha feito o que fez nas últimas eleições legislativas no Mercado do Bolhão. E, portanto, o governo está obrigado a deveres de isenção, de imparcialidade no exercício das suas funções, mas estou convicto de que à luz do que foi dito ontem, haverá matérias equivalentes que irão continuar daqui até às eleições.
José Luís Carneiro esta tarde em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança. Antes disto, o líder dos socialistas deixou um recado ou deixou um desafio a Luís Montenegro. Carneiro pede um aumento permanente para as pensões mais baixas, algo que compara à descida de um ponto percentual do IRC.
Está preocupado com os pensionistas que têm pensões mais baixas, tem uma boa solução. É transformar esse complemento numa remuneração permanente daqueles que têm as pensões mais baixas e resolverá o problema dos pensionistas. Dir-nos-ão aqueles que não acreditam nestas propostas: "E quanto é que custam essas propostas?" Significa cerca de 400 milhões de euros. Sabem quanto é que representa 1% do IRC, que agora deu para as maiores empresas? Quatrocentos milhões de euros em cada ponto do IRC.
José Luís Carneiro esta tarde em Bragança. Apesar desta comparação entre pensões e IRC, o secretário-geral do PS enfatizou que é a favor da descida deste imposto.
Ainda sobre as propostas do governo, o Livre fala em anúncios que favorecem o primeiro-ministro, mas defendem aumentos mais estruturais.
Isabel Mendes Lopes abordou o aumento do complemento solidário para idosos, anunciado ontem por Luís Montenegro. Numa visão muito semelhante à do PS, a porta-voz do Livre diz que são anúncios que dão jeito em época eleitoral. Isabel Mendes Lopes sugere aumentos mensais das pensões.
O que nós temos dito sempre é: o que nós precisamos, de facto, é de aumentar as pensões, não é de bónus pontuais que as pessoas nem sequer sabem depois quando é que vêm e depois são anunciados em alturas em que dá muito jeito anunciar ao primeiro-ministro. O que nós precisamos é de um aumento estruturado das pensões e que aconteça todos os meses, que as pessoas saibam que todos os meses têm mais dinheiro ao fim do mês. E sobretudo, o que precisamos, e isso nós temos dito sucessivamente ao primeiro-ministro, nós precisamos de um compromisso de equidade de investimento em que discutamos verdadeiramente o que fazer com o excedente orçamental, por exemplo.
Isabel Mendes Lopes, do Livre, numa ação de pré-campanha em Rio Maior, no distrito de Santarém.
Agora 8:06, ainda pela política, o candidato do PS à Câmara do Porto promete que Serralves vai ser mais útil para os portugueses.
Manuel Pizarro esteve esta tarde de visita à Festa do Outono, em Serralves. O socialista falou de cultura para dizer que é preciso fazer mais pelo setor. Diz que é necessário reduzir a programação de origem municipal e aumentar o apoio à comunidade artística. Sobre Serralves, Manuel Pizarro quer falar com a fundação e tornar os jardins mais confortáveis para as famílias.
Nós vamos conseguir que Serralves seja mais utilizável pelos portuenses sem restrições econômicas. Vamos ver em que termos é que isso se pode fazer. Há soluções em várias cidades do mundo que fazem com que os habitantes dessa cidade tenham acesso diário gratuito nas últimas duas horas de cada dia. Há outras soluções possíveis. Vamos fazer esse diálogo com a Fundação de Serralves. Nós o que queremos é que os portuenses possam usufruir mais destes espaços. Isto entra dentro da nossa ideia de uma cidade mais confortável, onde as pessoas tenham maior espaço público, incluindo os jardins, para poderem conviver, para trazerem as crianças.
O candidato do PS à Câmara Municipal do Porto, Manuel Pizarro, esta tarde numa ação de pré-campanha em Serralves.
Entretanto, quem também esteve em Serralves foi Pedro Duarte, outro dos candidatos à Câmara do Porto, defende a criação de uma rede de equipamentos e estruturas culturais na cidade.
O líder da coligação que junta PSD, CDS e Iniciativa Liberal quer criar também vários espaços de criação artística na Invicta. Destaca as áreas da música, pintura e do teatro e para dinamizá-las, Pedro Duarte deixa uma sugestão.
Estruturar uma rede entre todos estes equipamentos da cidade e todas as estruturas que existem, porque nós temos os equipamentos, mas temos, felizmente, também muitas companhias de teatro, muitos expositores, muitas galerias, muitos artistas dos mais diferentes setores da área cultural. E se conseguirmos trabalhar em rede, acho que era muito interessante. Nós temos aquilo que se denomina já hoje aquele vale cultural ali numa zona central da cidade, que tem um potencial enorme e que nós devemos promover o mais possível.
O candidato à Câmara do Porto pela coligação PSD, CDS e Iniciativa Liberal, também na Festa de Outono em Serralves, reforçou a ideia de que se for eleito nas eleições de 12 de outubro, vai chamar até si a pasta da Cultura.
É o jornal das 20h. Carlos Pedro, para fechar outras notícias que vão marcando a atualidade.
Uma pessoa morreu e várias ficaram feridas num tiroteio numa igreja mórmon no Michigan, nos Estados Unidos. O suspeito era um homem de 40 anos que conduziu até ao local e abriu fogo sobre centenas de pessoas. Foi depois morto a tiro pelas autoridades, que entretanto chegaram ao local. O incidente provocou ainda um incêndio na igreja. Donald Trump quer que Gaza e a Cisjordânia sejam controladas por palestinianos. A informação foi avançada pelo número dois dos Estados Unidos, J. D. Vance. O vice-presidente norte-americano disse que Trump está focado no fim do conflito. Recordo que o presidente norte-americano propôs que Gaza fosse gerida por um organismo de transição apoiado pelas Nações Unidas e por países do Golfo antes de ser devolvida ao controle palestiniano. O ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, é o nome proposto pela Casa Branca para liderar este órgão. Isto de acordo com a cadeia britânica BBC. Subiu para 42 o número de feridos na sequência do ataque russo da última noite contra a cidade de Zaporizhzhia. A notícia é avançada pela imprensa do país, que cita a administração militar do local. As autoridades informam que seis pessoas foram levadas pro hospital, incluindo três crianças. Fechamos no desporto. O Sporting Braga perdeu em casa com o Nacional por 1 x 0. Valeu o golo de Chucho Ramírez aos seis minutos do encontro. É o quarto jogo consecutivo sem vencer pro campeonato da equipe de Carlos Vicent, que voltou a receber vários lenços brancos no final da partida. Os guerreiros de domingo estão no sétimo lugar com nove pontos. Já o Nacional sai da linha de água com este triunfo, tem agora sete pontos e está no 13º lugar.
Edição das 20h. Carlos Pedro de volta às 20h30. A seguir vamos ter convidado extra de João Paulo Secador.