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Jornal das nove com a Laura Figueiredo. E Laura, o governo vai afastar a administração da Unidade Local de Saúde de São José e escolheu um militante do PSD para o lugar. De acordo com a informação apurada pelo Observador, Rosa Valente de Matos, a atual presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de São José, não vai ser reconduzida. A dirigente da ULS é também militante socialista e membro do Secretariado Nacional do PS e admite que o vínculo partidário possa ter pesado nesta decisão do governo. Esta é apenas uma das mudanças na calha nas administrações dos hospitais do SNS, João Lourenço.

Rosa Valente de Matos revela que esta decisão partiu exclusivamente da vontade do governo e da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde. Perante o silêncio da tutela, a dirigente hospitalar pediu uma reunião com a ministra Ana Paula Martins. Só aí é que teve conhecimento da decisão. A dirigente da ULS de São José também é militante socialista, membro do Secretário Nacional do PS, admite que esse vínculo partidário possa ter pesado mesmo na decisão final do governo. Para substituir Rosa Valente de Matos, está na calha Miguel Paiva, militante do PSD. Já foi presidente da concelhia social-democrata de Vila do Conde e liderou nas últimas eleições autárquicas a candidatura da coligação PSD/CDS à Assembleia Municipal daquele concelho do distrito do Porto.

E João, esta é apenas uma das mudanças que estão previstas para as administrações dos hospitais.

Outro dos conselhos de administração que não vai continuar em funções, apurou o Observador, é o da ULS de Coimbra. Alexandre Lourenço, atual líder, diz não ter recebido nenhuma indicação sobre a continuidade. Em janeiro deste ano, a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares deixaram críticas ao governo depois do Executivo ter afastado nove conselhos de administração das ULS, substituindo, em parte dos casos, dirigentes com ligações ao Partido Socialista por outros, com ligações ao PSD.

João Lourenço, com o resumo das mudanças dentro dos conselhos de administração dos hospitais públicos. Em 2026, para além da ULS de Coimbra e de São José, há ainda outras mudanças a caminho, com os presidentes das ULS do Nordeste e de Matosinhos a não serem reconduzidos nos cargos. E um militar da GNR armado está barricado no posto da GNR de Felgueiras. O homem foi condenado a 13 anos de prisão por burlas superiores a €400 mil. De acordo com a GNR, o militar barricou-se por volta das 15h. As autoridades montaram, entretanto, um perímetro de segurança nas redondezas, tendo também acionado vários meios para o local, incluindo uma equipa de negociadores do Porto. O militar, colocado à data das burlas no posto da GNR de Fafe, tem 13 anos de cadeia para cumprir por instigar um esquema de burlas superiores a €400 mil. De acordo com o Ministério Público, este esquema permitiu ao arguido e à mulher terem uma vida de luxo. Os pais do militar da GNR também foram condenados. Falamos agora das presidenciais. António José Seguro apela aos eleitores de esquerda para que concentrem os votos na candidatura apoiada pelo PS. Diz que é a única capaz de chegar à segunda volta. Ainda assim, o candidato garante que não contactou nenhuma candidatura mais à esquerda para desistir da corrida presidencial. É uma explicação que chega depois do apelo feito ontem pelo secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, que apelou que os outros candidatos desistissem em favor de Seguro, neste caso Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto. Ora, António José Seguro vê este pedido como natural.

É um apelo normal, é um apelo natural, porque há um facto incontornável: só a minha candidatura pode estar na segunda volta. E como só passam dois, eu penso que é desejável, até para o país, que exista um candidato oriundo da esquerda e do centro-esquerda e um candidato oriundo da direita, e não um candidato da extrema-direita e um candidato da direita que cada vez se tem aproximado mais da extrema-direita.

E questionado sobre se ele próprio contactou alguma candidatura diretamente para desistir, António José Seguro diz que não, nem em público, nem em privado.

Eu não faço coisas à porta fechada. É tudo às claras.

António José Seguro, que esteve hoje em campanha em Vila Franca de Xira. Henrique Gouveia e Melo diz ter sido vítima de uma tentativa de assassinato de caráter. Hoje, a Procuradoria-Geral da República esclareceu que o candidato presidencial não é arguido no caso que investiga ajustes diretos nos tempos em que Gouveia e Melo era comandante naval. Foi notícia esta semana que nesse período, entre 2017 e 2020, houve 57 contratos celebrados entre a Marinha e uma mesma empresa. O Ministério Público esclarece que Gouveia e Melo não é arguido, mas ainda está a decorrer um inquérito, já em fase final. Na reação ao caso de campanha, que está a marcar esta última semana do ano e em que é visado, o candidato presidencial diz que não deve nada a ninguém.

De repente, aparece a 18 dias ou 19 dias das eleições como sendo eu o alvo da investigação. Quem é que fez isso? Os senhores é que sabem. Os senhores sabem ler tão bem como eu. Portanto, eu não vou ter que dizer mais nada. E a população percebeu perfeitamente o que é que estava aqui em causa. Numa tentativa de assassinato de caráter. Foi isso que aconteceu.

Henrique Gouveia e Melo insiste que é estranho o momento em que esta investigação, que começou ano passado, volta agora a emergir. Garante também que não se esconde atrás de nenhuma função e que não foge a respostas. Espera, no entanto, que as próximas duas semanas de campanha oficial para as presidenciais não façam do roteiro presidencial uma campanha de casos E os candidatos presidenciais esperam gastar pelo menos €5 milhões na campanha eleitoral. Os dados foram divulgados pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. Luís Marques Mendes é o candidato que estima gastar mais dinheiro para tentar convencer os eleitores. O candidato apoiado pelo PSD vai investir cerca de €1.300.000. Já António José Seguro tem uma despesa prevista de €1.013.000, com Henrique Gouveia e Melo a estimar um gasto na casa de €1 milhão. Abaixo desse valor, vem André Ventura, com orçamento na casa dos €900 mil. A estes quatro candidatos, seguem-se, com alguma distância, António Filipe, que prevê um gasto de €395 mil, Jorge Pinto com uma despesa prevista de €97 mil e Catarina Martins com um pouco mais de €50 mil. Já João Cotrim Figueiredo prevê gastar €500 mil na campanha presidencial. No fim da lista vem então André Pestana, que espera gastar €7.200, e Manuel João Vieira, que tem um orçamento de apenas €860. Este orçamento apresentado pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos revela que o valor é mais alto do que nas últimas eleições presidenciais, quando a despesa total de todos os candidatos não chegou aos €4 milhões. Laura, vamos também atualizar as notícias de âmbito local. A Câmara de Vila do Conde vai assumir os prejuízos provocados pelas cheias em novembro, uma vez que os seguros não cobriram a totalidade dos estragos. Doze casas na freguesia de Modivas sofreram danos significativos. O município vai assegurar as obras de reconstrução e requalificação dos espaços afetados. A Câmara do Seixal vai reunir com a empresa E-Redes para esclarecer os sucessivos cortes no fornecimento de energia elétrica em Fernão Ferro, um problema que a freguesia tem enfrentado nas últimas semanas. O autarca do Seixal sublinha que as falhas de eletricidade têm afetado a atividade econômica e o bem-estar dos munícipes. O Comando Distrital da PSP de Santarém apreendeu mais de 7 mil artigos pirotécnicos ilegais. A detenção resulta de incumprimentos à lei sobre o comércio e uso destes produtos, decorreu no âmbito de ações de fiscalização durante os dias do fim do ano para prevenir acidentes associados ao uso indevido de pirotecnia. Na Marinha Grande, a passagem de ano vai ser celebrada em quatro locais diferentes. Os festeiros vão estar espalhados na sede do Conselho, em São Pedro de Moel, na Praia da Vieira e na Moita. A autarquia diz que o objetivo é que a população e quem visita o Conselho possa comemorar a entrada no Ano Novo perto de casa. Em Oeiras, o ano vai começar com uma tertúlia sobre fado, flamenco e canção napolitana, série de tertúlias de atenção aos outros, que acontece todos os meses e aborda diferentes temas durante uma hora de conversa. Esta próxima sessão acontece a 7 de janeiro. São João da Madeira vai promover pela primeira vez uma programação de fim de ano. Marisa Liz é cabeça de cartaz, vai dar as boas-vindas a 2026 logo à 00h15 do Ano Novo. O programa começa já hoje com vários DJs ao longo da noite e também com o tributo ao Zaba. Está feito o jornal das 9h00.