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Muito boa noite. Há notícias a esta hora na Rádio Observador. O governo está disponível para rever o teto máximo de €400 mil nos apoios à agricultura. Disponibilidade manifestada pelo ministro José Manuel Fernandes, que admite que a dimensão dos estragos vai ser superior a €4.5 bilhões. O ministro da Agricultura reconhece que o limite atualmente previsto não é justo para muitas explorações, mas lembra que o dinheiro é finito e os recursos também. De acordo com o governante, mesmo com o eventual aumento do teto, vai persistir a desproporção entre os danos e os apoios. Sobre as regras de elegibilidade, o governante assinala que, por regulamento europeu, a exploração tem de registrar uma perda superior a 30% para acionar o apoio, um parâmetro que não pode ser alterado por Portugal, ao contrário do teto de investimento, que o Ministério da Agricultura está disponível para ajustar. E a União Europeia promete atuar com urgência para apoiar Portugal depois da destruição provocada pelas cheias. É a garantia deixada pelo comissário europeu da Agricultura e Alimentação, que indica, no entanto, que o apoio vai chegar este ano sem adiantar uma data. O comissário avisa também que a reserva agrícola, os €450 milhões, não é suficiente para responder à dimensão dos prejuízos. Christov Hansen esteve a visitar as zonas afetadas do Rio Tejo, Mondego, do Rio Lis e também do Pinhal de Leiria, acompanhado pelo Ministro da Agricultura. Adiantou o comissário que é necessário ponderar outros instrumentos de apoio, como o Fundo Social Europeu. Sublinhou também que os agricultores precisam de soluções numa altura em que é necessário agir rapidamente para reconstruir a capacidade produtiva. A isenção de portagens na região de Leiria vai manter-se, mas não é o governo a suportar os custos, são as autarquias. A decisão é da Comunidade Intermunicipal de Leiria, quando ainda ontem o secretário de Estado da Proteção Civil entendeu que o período crítico da tempestade já passou e, portanto, deixou de fazer sentido manter esse apoio. Falamos de troços, por exemplo, da A8 e A19, fundamentais para a deslocação dos cidadãos entre as várias localidades de Leiria. A isenção de portagens nessas estradas foi implementada ao mesmo tempo que o estado de calamidade foi decretado pelo governo no final de janeiro. Ora, tendo terminado o estado de calamidade, terminou também, por conseguinte, a isenção de portagens. O presidente da Comunidade Intermunicipal de Leiria, Jorge Vala, já tinha enviado uma carta ao Presidente da República a pedir que Marcelo intercedesse junto do governo, mas não obteve resposta. A ministra do Trabalho vai reunir-se amanhã com os parceiros sociais para discutir alterações à legislação laboral. A CGTP não foi convocada pelo governo. O encontro deverá contar apenas com a presença da UGT e vão juntar-se também parceiros ligados ao patronato, a Confederação Empresarial de Portugal, também a do Comércio e de Serviços, ainda a Confederação dos Agricultores e a Confederação do Turismo Português. O governo propõe uma revisão no estatuto da carreira docente, prevê que o acesso se faça por concurso e com um ano inicial de período experimental, é o que adianta o ministério liderado por Fernando Alexandre. A entrada na carreira começaria com um ano experimental, acompanhado por um docente, sendo que para os professores sem habilitação legal está previsto um regime excepcional e transitório com um contrato até três anos. O Ministério da Educação vai reunir-se amanhã com os sindicatos para discutir esta proposta. E hoje foi mais um dia de ronda de negociações entre os Estados Unidos, Ucrânia e Rússia, e houve quatro países europeus que também quiseram estar presentes. Autoridades europeias da Alemanha, Itália, Reino Unido e de França também estavam em Genebra para se reunirem com a delegação ucraniana e possivelmente a norte-americana. O primeiro dia de negociações trilaterais durou mais de cinco horas. Rustam Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, afirmou que as discussões se concentraram em questões práticas. A Rússia fala em questões complexas e importantes concessões. Donald Trump já tinha pressionado hoje a Ucrânia a chegar a um acordo de cessar-fogo no dia em que foram então retomadas estas negociações. O presidente norte-americano considera que Kiev ainda não está sentado como era suposto a esta mesa. No gabinete de guerra, a especialista em assuntos internacionais, Ana Cavalieri, considera que nesta altura a Ucrânia não deve aceitar qualquer tipo de acordo feito através de pressão.

Neste momento, é algo pouco desejável os ucranianos aceitarem um acordo pressionado pelos Estados Unidos numa altura em que os russos não têm conseguido fazer avanços significativos. Um acordo de paz que envolva os russos ficarem, ou pelo menos os ucranianos perderem o controle das partes mais valiosas de Donetsk.

A reunião de hoje juntou as três equipes e já terminou. As negociações são retomadas amanhã. Não saio sem falar do Benfica-Real Madrid para a Liga dos Campeões. Ao intervalo, as equipes vão empatando zero a zero. É uma emissão especial de desporto que é retomada já já a seguir com a condução do Vicente Figueira. A informação volta depois do final do jogo. Até lá.