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As notícias. Começa agora o Jornal das 8, edição da jornalista Vanessa Cruz. Vanessa, está aprovada por toda a direita a nova Lei da Nacionalidade. O Parlamento viabilizou também a mudança no Código Penal para permitir a perda da cidadania.
Uma alteração numa norma para permitir, a partir de agora, retirar a nacionalidade portuguesa a quem cometa determinados crimes, para além de terem sido viabilizadas, como dizias, mudanças na Lei da Nacionalidade. Votos a favor de PSD, CHEGA, Iniciativa Liberal e CDS, votos contra da esquerda e do PAN, abstenção do JPP. No plenário, André Ventura assumiu que foi o acordo possível com o PSD, mas já fora, nos Passos Perdidos, diz que é um bom acordo e deixa, Vasco Maldonado Correia, agora em direto da Assembleia da República, um aviso.
Deixa a porta aberta, Vanessa, à reconfirmação da lei, caso o Tribunal Constitucional volte a impedir que a lei seja aprovada, ou que os juízes do Palácio Ratton apontem inconstitucionalidades, mais uma vez, às alterações que foram hoje aprovadas no Parlamento. André Ventura foge a uma resposta direta, dá a entender que não o pretende fazer, mas diz, no fundo, que se isso for necessário, o Parlamento tem esse poder. Hoje foi aprovado o projeto de lei com mais do que dois terços dos votos e, por isso, se por acaso o Tribunal Constitucional declarar algum tipo de inconstitucionalidade, o Parlamento tem esse poder. André Ventura apela por isso a todas as instituições, não só ao Tribunal Constitucional, mas também a António José Seguro, que tenham isso em conta e que tenham em conta que tanto o PSD como o Chega já fizeram bastantes cedências, já fizeram um esforço para acautelar a lei a essas preocupações do Tribunal Constitucional.
Vasco Maldonado Correia, com essas novas declarações de André Ventura.
E o PS aponta para novos problemas com o Tribunal Constitucional.
O deputado Pedro Delgado Alves avisa que várias das questões levantadas pelos juízes antes da reapreciação desta lei pelo Parlamento foram ignoradas por PSD e CHEGA.
Não ouvimos o que gostávamos ter ouvido. Tinham razão, senhores deputados, falhámos e identificámos uma série de inconstitucionalidades e não tivemos oportunidade, na recolha de pareceres e no processo de construção da lei, de atender aos avisos que aqui deixaram. Mas não só não o justifica, como deixa o problema estrutural, como já foi referido, na perda da nacionalidade. Parece que há passagens do acórdão que não leram ou que preferiram ignorar. O problema mantém-se e a solução que apresentam não é solução para parte dos problemas identificados.
O PS espera, por isso, novas dificuldades para a Lei da Nacionalidade. Considera que pode voltar a esbarrar no Tribunal Constitucional. Já o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, enfatiza que, a partir de hoje, a ligação efetiva ao país volta a ser decisiva para quem quer ter nacionalidade portuguesa.
E na atualidade internacional, o líder da oposição da Guiné-Bissau pede ajuda internacional antes que, e vou citar, a anarquia consuma o país.
É uma reação no dia a seguir ao assassinato de uma das principais vozes da contestação ao governo de transição na Guiné-Bissau. Vigário Balante, 35 anos, apareceu morto com sinais claros de violência. Hoje, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde quebrou o silêncio pela primeira vez desde que está preso há mais de 100 dias. Domingos Simões Pereira mostra-se preocupado com a situação no país e deixa um pedido de ajuda.
Eu, há dois anos, alertava para estarmos a caminhar para a condição de não Estado. Hoje, sem observância de leis, das liberdades fundamentais, dos direitos, do funcionamento das instituições, eu temo que já tenhamos ultrapassado esse limite. Por isso, não tenho nenhuma dúvida que a Guiné-Bissau precisa de ajuda. Precisa de ajuda urgente, antes que a anarquia nos consuma por completo.
Domingos Simões Pereira, que numa mensagem áudio ao Observador considera que este homicídio é mais uma tentativa inaceitável de silenciar a voz da cidadania guineense.
E no desporto, o clima de tensão entre Sporting e Futebol Clube do Porto continua. Depois da reunião com a ministra da Cultura e de Desporto, Varandas acusa os Dragões de terem atitudes miseráveis. Villas-Boas pede para que o líder leonino tenha cuidado com o que diz.
O presidente do Sporting foi o primeiro a reunir-se com o governo, deixou cinco perguntas para a ministra dirigir ao presidente dos Dragões, questões relacionadas com polémicas que aconteceram em partidas entre os dois clubes, em recintos desportivos do Futebol Clube do Porto. Frederico Varandas considera que a liderança azul e branca tem sido pautada por atitudes miseráveis nos últimos cinco meses.
O que está a acontecer é que há um clube que tem um modus operandi desde os últimos cinco meses, que tem uma forma de estar, uma atitude desportiva, que eu não encontro outro adjetivo sem dizer miserável.
Já André Villas-Boas acha que o Sporting utilizou mal a reunião com Margarida Balseiro Lopes, acredita que falar com o governo sobre casos de futebol é raro e patético. O presidente do Futebol Clube do Porto revela até que o líder do Sporting já lhe pediu desculpa no passado sobre algumas declarações mais inflamadas. E agora André Villas-Boas é taxativo: Varandas tem que ter mais calma e cuidado com o que diz.
O presidente do Sporting está preocupado em roubar toalhas. O que eu digo ao presidente do Sporting é: tenha cuidado com as garrafas de vidro que voam no seu estádio e atingem as cabeças dos árbitros, tenha cuidado com os seus jogadores de futebol que dizem que os árbitros são ladrões e tenha cuidado com as suas próprias declarações, quando diz que há 40 anos os presidentes das federações estavam a mando dos presidentes dos clubes.
O presidente da Federação Portuguesa de Andebol, Miguel Enejeiro, também esteve nesta reunião com o governo, refere que vai esperar pelas conclusões do relatório do Conselho de Disciplina sobre o jogo da modalidade entre Sporting e Futebol Clube do Porto, da modalidade do andebol. No passado sábado, o Sporting queixou-se de intensos odores.
E agora, Vanessa, que outras notícias marcam a atualidade?
O ministro da Educação disse esta tarde, por duas vezes no Parlamento, que há professores a mais em várias escolas do país. Deu o exemplo de uma escola com 27 professores a mais, sem nomear que escola é, porque, diz Fernando Alexandre, há um inquérito aberto. A Rádio Observador contactou os diretores de escolas e a FENPROF sobre estas revelações feitas pelo ministro. Reações que vamos escutar na edição das nove da noite. Guerra no Médio Oriente, Donald Trump vai falar hoje às duas da manhã, numa altura em que o New York Times avança que os Estados Unidos não esquecem a Gronelândia e estão a planear uma expansão militar. O Pentágono diz que está em negociações com a Dinamarca para obter acesso a três bases adicionais na Ilha Ártica.
E é o ponto final no Jornal das Oito, edição da jornalista Vanessa Cruz. Até logo.
Até amanhã.
Até amanhã.