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Notícias. É o Jornal das 8 da Rádio Observador, edição do jornalista Vasco Maldonado Correia e começamos na atualidade internacional. Donald Trump está a ponderar recusar fechar um acordo com o Irã até que os países do Médio Oriente aceitem aderir aos acordos de Abraão.
Notícia que está a ser avançada pela CNN Internacional, que cita declarações do líder da Casa Branca numa reunião do governo norte-americano. Trump considera que estes países, os países do Médio Oriente, devem este passo aos Estados Unidos. Certo é que aos jornalistas Donald Trump garantiu que quando houver acordo, o Estreito de Ormuz vai estar aberto a todos, não vai ser controlado por ninguém e que os Estados Unidos vão monitorizar a situação.
E Vasco, a Casa Branca vê sinais positivos nas negociações com Teerão.
Trump acredita que as negociações estão a ocorrer muito bem. Diz que o Irã está a começar a dar aos Estados Unidos aquilo que precisa de dar, a expressão usada pelo líder norte-americano, citada pelo jornal The New York Times. Entretanto, Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, reitera que houve algum progresso e notou também algum interesse do Irã nas negociações e espera novidades para as próximas horas ou dias.
O primeiro-ministro Luís Montenegro considera que só é possível alcançar a paz na Ucrânia sentando a Rússia à mesa de negociações.
Reação à admissão de Vladimir Putin de que o Kremlin está disponível para negociar com a Europa sobre o conflito com a Ucrânia. Ao jornal russo "Izvestia", o porta-voz do Kremlin assumiu que Moscovo vê as discussões que têm surgido na Europa sobre a possibilidade de um mediador como um sinal positivo. Ora, Luís Montenegro defende que a Europa não pode estar dependente dos Estados Unidos no processo negocial.
Um processo de paz na Ucrânia carece também sentar à mesa a Rússia. E a Europa não pode estar eternamente dependente da intermediação de responsáveis que, com todo o empenho, seguramente, e com todo o mérito, têm diligenciado no sentido de garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Que a Europa deve tomar a iniciativa de fazer o estabelecimento desse diálogo com as partes envolvidas, com a Ucrânia, naturalmente, é um acompanhamento que é permanente, e também com a Rússia.
Luís Montenegro, declarações aos jornalistas nos Passos Perdidos depois do debate quinzenal.
No debate quinzenal desta tarde, Luís Montenegro procurou afastar polémicas com o SIRESP e desviar-se dos puxões de orelhas do Presidente da República.
Com a ajuda de Hugo Soares, o líder parlamentar social-democrata, o primeiro-ministro tentou antecipar as críticas que ia ouvir nesse debate quinzenal que decorreu na Assembleia da República esta tarde. Montenegro desvalorizou a polémica com a escolha do presidente do SIRESP e tentou mostrar que os recados de António José Seguro já estão integrados no PTRR. Tudo isto, Miguel Vitorino Dias, num debate que contou com muitos desenhos animados.
Foi um debate em modo banda desenhada.
Olho para o deputado André Ventura e faz-me lembrar o Lucky Luke e do outro lado olho para o Partido Socialista, o deputado José Luís Carneiro, faz-me lembrar o Speedy Gonzales.
Mas logo André Ventura respondeu a Hugo Soares.
O Cebolinha era aquele que nunca trazia nada de novo, nem fazia nada de novo, mas queria sempre sair o maior da rua dele. Queria sempre fazer tudo para desviar a atenção dos outros, inclusive roubar coelhos.
André Ventura não se esqueceu dos coelhos depois do líder parlamentar do PSD ter tentado antecipar os tiros da oposição, a começar pelo relatório da Presidência da República, que aponta falhas na resposta às tempestades.
São um contributo muito válido, que está praticamente todo incluído naquele que é o desenho e neste momento já a implantação do PTRR.
Luís Montenegro acrescentou ainda que o pagamento das reconstruções está atrasado devido às autarquias que estão exauridas e depois das tempestades, a polémica com o SIRESP.
Uma coisa que não devemos perder o foco. O foco aqui é corrigir aquilo que não funcionou no passado.
André Ventura não ficou satisfeito e insistiu. Tem ou não conhecimento de um e-mail da adjunta do Ministério da Administração Interna a procurar alterar as conclusões de um relatório?
Não tenho.
Não me parece que esteja a dizer a verdade ao Parlamento, nem que não saiba efetivamente do que é que estamos a falar.
A troca de palavras entre ambos, com Luís Neves irritado na bancada do Governo. Sobre o SIRESP, o PS nada disse, depois de ter defendido o nome escolhido pelo ministro. O líder socialista apontou falhas na saúde e ao aumento do custo de vida.
As pessoas e as suas vidas estão cada vez pior, senhor primeiro-ministro, e estão pior por causa do custo de vida.
Também Paulo Raimundo, do PCP, acusou o Executivo de governar só a pensar nos mais ricos, mas mostrou-se solidário com o chefe do Governo.
É o ataque brutal, com o pensamento no século XIX, com o pacote laboral. Se não houvesse ritmo, então o que é que seria de nós?
Paulo Raimundo a fazer referência ao reparo de Pedro Passos Coelho sobre a falta de ritmo do Governo, num debate em que o LIVRE voltou a pedir para que o Executivo abandone a reforma laboral, que o Bloco apelidou de "zumbi legislativo".
Miguel Vitor Dias aqui com os destaques do debate quinzenal na Assembleia da República. O primeiro-ministro volta a enfrentar a oposição no dia 16 de junho.
E o presidente do Conselho de Administração do Mecanismo Nacional Anticorrupção acredita que existe um contraciclo entre a reforma do Tribunal de Contas e a nova diretiva europeia em matérias de prevenção da corrupção.
José Mouraz Lopes falou aos jornalistas à margem da Conferência Tribunal de Contas e Prevenção da Corrupção e sublinha que a nova diretiva europeia conta com um mecanismo notável para controle e prevenção da corrupção, o que vai contra, na opinião do presidente do Conselho de Administração do Mecanismo Nacional Anticorrupção, a reestruturação do Tribunal de Contas proposta pelo Governo, que já foi aprovada na generalidade pela Assembleia da República.
A partir do momento em que, como eu referi na intervenção, se diminui o âmbito de fiscalização preventiva, e diminui-se drasticamenteIsso é óbvio e é assumido. E a partir do momento em que a responsabilidade financeira assume um grau muito superior àquele que é hoje consagrado na lei, através da consagração da negligência, obviamente que se está a diminuir a intensidade dos mecanismos de prevenção, e por isso é que falamos em contraciclo.
José Morais Lopes, presidente do Conselho de Administração do Mecanismo Nacional Anticorrupção, que sublinha que os níveis de prevenção e proteção da corrupção podem sair beliscados pela nova lei.
E no futebol, Vasco, depois da derrota na final da Taça de Portugal, Frederico Varandas deixa críticas aos jogadores do Sporting.
É a primeira reação de Frederico Varandas à derrota contra o Torriense, na final do Jamor. O presidente do Sporting fala em falta de vontade e falta de ambição no plantel leonino.
O Sporting perde aquela final porque simplesmente não competiu, porque simplesmente não teve a atitude de quem quer ganhar um título nacional. O Sporting respeita e quer jogadores que tenham como objetivo jogar Champions League, participar num Campeonato do Mundo com as suas seleções. Mas o Sporting também exige que os seus jogadores tenham essa mesma ambição a ganhar, a jogar competições internas, nomeadamente contra equipas de escalão inferior.
E numa altura em que o treinador Rui Borges está sob pressão, Frederico Varandas assegura: é para continuar.
Desde domingo até hoje, vi Rui Borges fragilizado, Rui Borges pressionado. Mas onde? Nas capas de jornais, nas redes sociais, pseudonotáveis, etc. E eu gostaria de dizer que todas estas variáveis que eu disse contam zero para a decisão do Sporting. Rui Borges é o nosso treinador e sobre o Rui Borges o assunto está encerrado.
Assunto encerrado é o que diz Frederico Varandas nas comemorações dos 70 anos do Estádio Universitário em Lisboa.
E agora com oito minutos para lá das 20h, Vasco, que outras notícias marcam a atualidade?
Em silêncio sobre José Mourinho, Florentino Pérez apresentou a candidatura à presidência do Real Madrid ao final da tarde. O líder do clube merengue apresentou um projeto para as próximas quatro temporadas, com uma ideia principal, a remodelação do Estádio Santiago Bernabéu. Deixou também críticas ao opositor Henrique Riquelme, que acusa de ser responsável por uma campanha nas sombras contra o clube. Não houve direito a perguntas dos jornalistas. O número um português do ténis, Nuno Borges, avançou hoje para a terceira ronda de Roland-Garros, na quinta participação do português, atual número 51 do mundo, vai defrontar na sexta-feira o russo Andrey Rublev, que está na 13ª posição do ranking ATP. O município da Trofa proibiu queimas e queimadas até 4 de junho, devido ao risco de incêndio, anúncio que surge como reação às condições meteorológicas previstas para os próximos dias. A autarquia junta-se assim aos 10 municípios da região de Leiria, que hoje também anunciaram a proibição de queimadas a partir de segunda-feira.
E é o ponto final no Jornal das 20h, edição do jornalista Vasco Maldonado Correia, que está de saída, certo?
Estou de saída.
Então até já. Até já não, até amanhã. Já a seguir a informação regressa às 20h30 com Diana Rosa e já a seguir temos Convidado Extra, novo episódio.