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Pina Andrade. Miguel, boa noite. Já morreram 804 pessoas na sequência da enxurrada no Nepal e no Tibete, continuam desaparecidas mais de 3 mil.
Boa noite, Vicente. O balanço anterior divulgado era de 797 mortes em ambos os territórios, na China e no Nepal. As operações de busca continuam, as autoridades acreditam que estejam presos em centrais hidroelétricas perto de mil trabalhadores. No entanto, as autoridades nepalesas revelam o salvamento de 22 estrangeiros no dia de hoje, nenhum é português. É uma informação anunciada pela Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, na conta oficial de Facebook.
E esta tarde, em Castelo de Vide, Luís Montenegro anunciou a criação de uma nova universidade, o Instituto Politécnico de Bragança vai passar a ser a Universidade de Bragança e do Norte Interior. O primeiro-ministro também admite que o processo de digitalização dos exames na primeira fase não correu bem e garante que a mudança é o futuro e que, por isso, o sistema vai continuar.
Uma mudança avançada pelo líder dos sociais-democratas no discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. Num discurso focado na educação, Luís Montenegro anunciou um novo regime de autonomia das escolas, mas também mudanças no ensino superior.
Nós vamos criar um novo regime da autonomia e governação das escolas, com uma eleição geral do diretor da escola, com a sua autonomia reforçada e com a prestação de contas. Vamos também dinamizar o estatuto do diretor e valorizá-lo do ponto de vista das suas remunerações. Vamos equiparar as condições remuneratórias dos reitores das universidades politécnicas com os restantes reitores. E como disse há pouco, vamos criar uma nova universidade, a Universidade de Bragança e do Norte Interior.
Sobre os problemas com a digitalização dos exames da primeira fase, Luís Montenegro lamenta as falhas, mas deixa a garantia de que o novo sistema é para continuar.
Reconhecemos que este processo não correu bem e lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas ao mesmo tempo mantivemos a nossa determinação e convicção de que o caminho era o correto. Nós já sabemos, a mudança tem riscos e não estamos aqui para fugir às nossas responsabilidades. Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. E por isso sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes, efetivamente, de levar este processo de digitalização por diante.
Luís Montenegro, no discurso da Universidade de Verão do PSD, que nos últimos dias decorreu em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre.
E em reação, Miguel, a Comunidade Intermunicipal de Terras de Trás-os-Montes e a Câmara Municipal de Bragança dizem ver com bons olhos este anúncio do primeiro-ministro.
Devido ao impacto positivo que esta mudança vai ter no desenvolvimento da região. O presidente da Comunidade Intermunicipal de Terras de Trás-os-Montes, Pedro Lima, considera que hoje é um dia feliz e afirma que a criação da universidade é a cereja no topo do bolo de uma série de investimentos na região. Já a presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, afirma que a mudança significa uma maior dignidade institucional.
Estamos muito para isso. Trouxemos esta dignidade institucional, trouxemos reconhecimento nacional e internacional, nomeadamente em termos científicos, e estamos a falar hoje de uma instituição que é das poucas politécnicas que tem um quadro de investigadores. Foi das primeiras a nível nacional a apostar no quadro de investigadores científicos, tem centros de investigação com classificação de excelência, tem uma diversidade de oferta formativa a vários níveis.
A presidente da Câmara Municipal de Bragança, em declarações à Agência Lusa, Isabel Ferreira, que diz ainda que a mudança é muito importante porque concretiza a visão que a autarquia tem de colocar a cidade de Bragança na centralidade que merece.
E também nas reações ao discurso de Luís Montenegro, a esquerda deixa várias críticas ao primeiro-ministro e também à gestão do país.
Começamos com o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, diz que Luís Montenegro falou de uma realidade que não existe na vida das pessoas.
Percebe-se bem porque é que ele procurou fazer hoje o grande branqueamento político do ministro da Educação. É porque foi mesmo dos maiores falhanços que teve no governo, criando graves desigualdades, quer no acesso à informação, quer no acesso às candidaturas do ensino superior. Hoje, há famílias e há jovens que ainda têm a sua vida por resolver em relação ao seu futuro. Foi um grande exercício de branqueamento político, de uma grave irresponsabilidade, que foi avançar com a digitalização dos exames de uma só vez.
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, durante uma visita à Feira de Agosto, em Grândola, onde também esteve o secretário-geral do Partido Comunista Português. Paulo Raimundo acusa o primeiro-ministro de querer alterar a carreira docente.
No meio de todas aquelas promessas, daquela propaganda, a questão grossa que ficou nas entrelinhas chama-se alteração da carreira docente dos professores. Essa é que é a questão. O resto são coisas que vão para o teto, são promessas, ideias. A questão grossa é a alteração da carreira docente dos professores, tal e qual como nós sempre alertámos. O governo que se atreva. Eu volto a dizer, que se atreva. Já foi o que foi no pacote Taboral, foi derrotado. Se vai procurar agora fatiar à peça, primeiro vai ser a alteração da carreira docente dos docentes, depois vai ser a alteração da carreira dos enfermeiros e por aí fora.
Paulo Raimundo durante uma visita à Feira de Grândola. Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusa a direita de querer destruir o Estado Social.
Incompetência, sim, porque eles são profundamente incompetentes. Mas engana-se quem achar que a gestão dos exames nacionais foi apenas um caso de incompetência. Não foi, longe disso. O caos nos exames foi muito mais do que isso. Foi uma aula prática daquilo a que os liberais chamam a reforma do Estado. Extinguiram tudo aquilo que podiam extinguir, criaram as sinergias que puderam criar, cortaram a eito tudo aquilo que podiam cortar e o resultado foi aquele que nós vimos.
Reação do coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, ao discurso de Luís Montenegro. Declarações feitas pelo líder do Bloco de Esquerda no Fórum Socialismo, a rentrée do Bloco.
Mais uma vez além-fronteiras, subiu para oito o número de vítimas mortais na sequência do naufrágio de um barco ao largo do Chipre e Miguel, o capitão, foi detido.
Dentro do barco seguiam 270 passageiros, 17 pessoas continuam ainda desaparecidas. A embarcação tinha como destino o sul da Turquia. Começou a encher de água depois de ter partido do porto de Quirénia, no Chipre. Segundo a Sky News, o capitão e sete membros da tripulação terão sido detidos. Num post na rede social X, o vice-presidente do Governo do Chipre, Numan Kurtulmus, já endereçou as condolências às famílias das vítimas mortais deste acidente.
E no desporto, António José Seguro já felicitou a conquista de Fernando Pimenta, que se sagrou esta tarde e pela terceira vez, Miguel, campeão do mundo de K1 5000 metros.
Numa nota publicada na página oficial da Presidência da República, o chefe de Estado diz que este feito, que torna Fernando Pimenta o atleta mais medalhado sempre nesta distância, reafirma o lugar do atleta entre os maiores nomes da história do desporto português. Fernando Pimenta, que nestes Mundiais já tinha conquistado o ouro nos K1 1000 metros, seguiu-se esta conquista, esta tarde, dos K1 5000 metros pela terceira vez. Os Mundiais de Canoagem terminam este domingo.
Notícias de regresso às 20h30, também com edição do Miguel Pinhandra. Um abraço, Miguel. Até já.
Um abraço, Vicente.