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Jornal das oito, com Luís Soares. E Luís, o líder do Chega responsabiliza o PS por ter anunciado previamente a viabilização de um Orçamento de Estado que não dá resposta aos problemas dos portugueses.

É a reação de André Ventura depois de apresentado o orçamento do próximo ano, que, diz o líder do Chega, se vai traduzir num aumento brutal do custo de vida. André Ventura responsabiliza o PS.

É um orçamento que, por culpa e responsabilidade do Partido Socialista, não só não tem nenhuma história, como deixou os portugueses verdadeiramente na mão, para usar uma expressão popular. Fruto de uma viabilização anunciada sem qualquer negociação de medidas orçamentais que podiam ajudar no momento em que as pessoas estão a passar tão mal e que a economia está a transformar a vida da maior parte das pessoas num verdadeiro inferno.

As críticas de André Ventura ao PS e também ao governo, o Chega remete para mais tarde o anúncio do sentido de voto. Já o PS, que anunciou que vai viabilizar o orçamento na generalidade, não garante a viabilização final, apesar do anúncio de uma abstenção por parte de José Luís Carneiro. António Mendonça Mendes diz que o Partido Socialista ainda tem algumas dúvidas.

É uma análise preliminar. O orçamento foi entregue há cerca de três horas. Não temos a certeza de estar tudo contemplado, mas o governo terá a oportunidade nas várias audições regimentais para confirmar que a exigência colocada pelo Partido Socialista está efetivamente cumprida.

Reação do deputado do PS, António Mendonça Mendes. O líder socialista convocou para sábado de manhã a Comissão Nacional do Partido para analisar o Orçamento de Estado e também o novo regime de arrendamento urbano.

O ministro das Finanças acredita que as contas do país estão robustas e que permitem enfrentar uma eventual crise.

Garantia deixada por Miranda Sarmento na apresentação do orçamento para o próximo ano. Uma apresentação em que, de forma indireta, Miranda Sarmento acabou por responder às críticas de Mário Centeno. Vasco Maldonado Correia.

Mário Centeno comparou Montenegro a Sócrates e alertou para o desvio da despesa pública. O ministro das Finanças não diz o nome do antecessor, mas responde.

Quem critica este aumento de despesa não queria que o país executasse o PRR e perdesse uma oportunidade? Ou critica o aumento do investimento público via Orçamento de Estado?

A dois dias do prazo para a entrega do Orçamento do Estado, o governo mete as cartas em cima da mesa com uma série de previsões.

Uma dívida pública a cair quatro pontos percentuais abaixo daquilo que era a trajetória acordada com a Comissão Europeia e provavelmente abaixo de 85% no próximo ano, uma despesa corrente primária em percentagem do PIB estabilizada entre 24 e 26, e saldos orçamentais purgados de efeitos temporários acima de 1% do PIB.

Previsões a que se junta ainda a perspectiva de crescimento econômico acima dos 2% no próximo ano. O ministro garante que não está a ser demasiado otimista.

Há também uma grande incerteza e uma grande volatilidade internacional, que podem, naturalmente, afetar. Em todo caso, estamos confiantes no número que apresentamos de 2,1%.

Está também prevista nova atualização dos escalões do IRS em 3,8%, numa altura em que falta ainda aprovar no Parlamento a descida de impostos prometida no último mês. Nesse capítulo, o ministro das Finanças não prevê surpresas.

Vou assumir que amanhã passará no Parlamento, mas os partidos não mostraram sinal contrário. Portanto, eu penso que será aprovado.

Espera que o mesmo aconteça no debate orçamental.

Qual a pior surpresa que o Parlamento poderia nos dar? Aprovar medidas que desvirtuem o orçamento e que levem o saldo orçamental para um valor negativo. E é essa responsabilidade que todos temos que apelar aos partidos e, sobretudo, ao partido que já disse que viabilizaria o orçamento com a sua abstenção, que é o Partido Socialista.

De qualquer forma, fica feito o aviso: se houver déficit em 2027, só há dois responsáveis.

As propostas só podem passar se PS e Chega se coligarem, porque é preciso que ambos votem favoravelmente para uma proposta de alteração ao orçamento passar. Seria muito negativo ao país que entrássemos em 27 com um orçamento saído do Parlamento que previsse um déficit orçamental.

Aviso de Miranda Sarmento no dia em que entregou e apresentou o Orçamento do Estado para 2027, pelo terceiro ano consecutivo, sem grandes novidades.

Vasco Maldonado Correia, que acompanhou a conferência de imprensa do ministro das Finanças. À semelhança dos últimos anos, Miranda Sarmento deixou de fora os chamados cavaleiros orçamentais, uma estratégia do governo para tentar esvaziar medidas que possam encontrar maior resistência por parte da oposição.

O primeiro-ministro português classifica a relação bilateral com os Estados Unidos da América como excelente a todos os títulos.

Foi numa publicação na rede social Instagram. Luís Montenegro diz que falou com Marco Rubio sobre a cooperação económica, comunidade portuguesa em situação na Venezuela e no Médio Oriente. Foi num encontro na residência oficial em São Bento. Nesta visita a Portugal, o secretário de Estado norte-americano aproveitou também para promover os caças F-35, ao lado de Paulo Rangel, no Palácio das Necessidades, em Lisboa. Marco Rubio deixou elogios à economia portuguesa e aos esforços de Portugal em reforçar o investimento em defesa. Numa conferência de imprensa, os dois falaram na cooperação entre Portugal e Estados Unidos, com o secretário de Estado norte-americano a não perder a oportunidade de deixar no ar um possível negócio com a defesa portuguesa. Miguel Cordeiro.

"Appreciate you having me here in your beautiful country and I'm glad to be here. It's my first visit ever."

Num encontro para falar de economia, tecnologia e de defesa, Marco Rubio projetou o futuro, mas não esqueceu o que já foi feito.

"Trabalhámos muito proximamente, nós juntos construímos a vossa frota de F-16."

Uma frota de caças que Portugal vai ter de substituir muito em breve. Há três empresas na corrida: duas europeias, uma americana. Rubio deixa a decisão em Lisboa

Mas veste a bandeira.

Achamos que deviam comprar o F-35. Consideramos que é o melhor caça do mundo e tudo o que pedimos é uma oportunidade justa para fazer uma apresentação e uma proposta.

Ao lado de Marco Rubio, Rangel afastou responsabilidades e, reticente, apontou decisões para outra data.

A proposta dos Estados Unidos quanto aos F-35, também estamos a encará-la seriamente, como encaramos outras. Agora não posso adiantar mais, porque isso não me compete a mim.

Num encontro que serviu também para fortalecer parcerias e alinhar estratégias, tanto Rubio como Rangel garantiram que a Base das Lajes não esteve em discussão, mas questionado sobre a Anistia Internacional, que pediu a Portugal para recusar a utilização das Lajes para crimes de guerra, Rubio deu resposta.

A Anistia Internacional é uma fraude e devia estar focada no regime iraniano que assassinou a frio dezenas de milhares de pessoas nas ruas de Teerão e noutras partes do país. Esses são crimes contra a humanidade e são crimes que estão a cometer contra o seu próprio povo.

Quanto à investigação do Ministério Público português sobre a utilização das Lajes, Rubio não comenta, mas garante que os americanos atuam sempre dentro do protocolo.

Temos uma relação forte e regulada com Portugal, tal como temos com cada um dos nossos aliados da NATO, e seguimos esses protocolos todas as vezes. Nunca violaríamos a soberania de nenhum país. Nós não violamos a soberania. Não é assim que os aliados se comportam.

Paulo Rangel concordou. Marco Rubio esteve 30 minutos perante a imprensa com preocupações sobre a segurança dos cabos submarinos, apelos a acordo de paz para a Ucrânia, agradecimentos a Portugal pelo combate ao narcotráfico, memórias de uma relação histórica e até promessas de entendimento, seja em que língua for.

I almost understood everything he said. I got very close because it's very similar to Spanish.

Miguel Cordeiro, que acompanhou esta conferência de imprensa de Marco Rubio e Paulo Rangel. O PCP já repudiou a visita. O partido diz que este encontro expõe um alinhamento e subordinação do Governo aos Estados Unidos, que o PCP classifica de vergonhoso.

Vamos ao desporto. O treinador do Sporting admite que o desgaste dos jogos internacionais pode ter impacto nas próximas partidas dos Leões.

Rui Borges garante que o Luís Suárez, Zalazar e Maxi Araújo estão preparados para defrontar o Sporting de Braga, mas o internacional colombiano e os dois uruguaios jogaram pelas seleções e só hoje se juntaram ao grupo de trabalho. Rui Borges admite dificuldades, já que a equipa não conseguiu treinar toda.

A semana foi normal, tranquila. Treinámos, claro que tentamos sempre estar ligados àquilo que será o próximo jogo, mas difícil, porque vamos para Braga sem nunca sequer treinarmos com todo o grupo. Torna-se essa dificuldade. Agora, claro que estamos a falar de grandes jogadores e claro que eles estão completamente focados naquilo que têm que fazer.

Rui Borges, treinador do Sporting, na antevisão do jogo de amanhã frente ao Braga, a contar para a jornada oito do campeonato. Um adversário que Rui Borges nunca venceu como treinador do clube. Do lado do Braga, o treinador Carlos Vicent espera maior eficácia ofensiva frente aos Leões e garante que a equipa está focada em ganhar.

Não sei como chegaram os jogadores do Sporting. Nós aqui aproveitámos a paragem para trabalhar bem, dar energia aos jogadores e vontade de ganhar. Não estamos habituados a estar tanto tempo sem competir. Vejo-os com muita vontade de jogar e de fazer uma grande partida. Carlos Vicent na antevisão do jogo do Braga diante do Sporting, marcado para amanhã às 20h15.

E é um jogo que conta com análise e relato em direto aqui na Rádio Observador. Para já, Luís, outros temas em destaque.

O Ministério da Educação de França anunciou a chegada de 3 mil professores às escolas francesas a partir de amanhã. São medidas para fazer face à crise da educação, que levou hoje novamente milhares de pessoas às ruas, em protestos que se tornaram violentos em Paris. Medidas que vão custar, segundo o ministro francês da Educação, várias dezenas de milhões de euros. O antigo presidente da Venezuela e a mulher foram formalmente acusados pelos Estados Unidos de tortura contra prisioneiros políticos durante o mandato de Nicolás Maduro à frente do país. As acusações incluem o uso de choques elétricos, espancamentos e também asfixia. A mulher, Cilia Flores, é suspeita de crimes semelhantes. Se forem condenados, podem enfrentar uma pena de até 50 anos de prisão.