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Observador. Começa agora o Jornal das 9, edição de José Rafael Lopes e José Governo e Chega. Não encontraram um acordo sobre a reforma laboral, é o resultado de hora e meia de reunião entre André Ventura e Luís Montenegro.
Mas as conversas vão continuar. O líder do Chega, André Ventura, falou aos jornalistas no final do encontro com o primeiro-ministro em São Bento. Não fechou a porta a um entendimento, mas sublinha, André Ventura, que ainda há questões que estão longe de ter consenso.
Até ao momento, não foi possível chegar a um entendimento sobre estas matérias. Da parte do Chega, ficou de forma mais detalhada e mais pormenorizada a garantia e a identificação dos pontos, que são para nós necessários do ponto de vista do trabalho e do ponto de vista dos objetivos. Da parte do governo e da parte do primeiro-ministro, ficou claro também as suas posições referentes a alguns destes pontos, onde há convergência e onde não há convergência. É evidente e é compreensível, penso que o país compreende isso, que na questão das reformas continua uma substantiva divergência entre as posições dos partidos.
André Ventura, em declarações aos jornalistas depois da reunião com Luís Montenegro, o líder do Chega, diz que a eventual viabilização da proposta de lei do governo está dependente de haver um princípio de entendimento que tem de acontecer amanhã.
Não há aqui possibilidade de ninhos. Isto não é uma questão de vamos deixar ver como é que corre depois. Há aqui questões de fundo que têm que ser alteradas e que o Chega não pode, em consciência com o que disse, e com a vida das pessoas, e com a vida dos trabalhadores e com a vida dos empresários, não pode em consciência permitir ou viabilizar. Tem que haver nas próximas horas, durante o dia de amanhã, até se chegar ao momento do debate sobre este diploma, tem que haver princípios de entendimento. É assim que se faz, as pessoas querem saber isto com transparência.
André Ventura, nos Passos Perdidos, na Assembleia da República, depois da reunião com Luís Montenegro, no Palácio de São Bento. A reforma das leis laborais é debatida no Parlamento na quinta-feira.
O líder do PS diz não ter recebido qualquer convite do primeiro-ministro para uma reunião sobre a reforma laboral ou a prestação social única.
À semelhança daquilo que Luís Montenegro fez com o Chega e com André Ventura, o secretário-geral do PS foi claro quanto a um eventual convite. Não recebeu qualquer convite, nem para tratar das questões laborais, nem para tratar da PSU. É o que revela José Luís Carneiro quando foi questionado pelos jornalistas precisamente sobre esses encontros que André Ventura teve com Luís Montenegro. José Luís Carneiro falou neste tema à entrada do encontro da plataforma Solução para um Futuro Melhor, promovido na Nova SBE, em Cascais.
E depois de alcançado o acordo entre Estados Unidos e Irão, o ministro português dos Negócios Estrangeiros diz que é importante agora pressionar a Rússia quanto ao conflito na Ucrânia.
No Palácio das Necessidades, no final de um encontro com o chefe da diplomacia da Arábia Saudita, Paulo Rangel diz que é importante aumentar a pressão sobre a Rússia, tanto por parte da Europa, quer por parte dos Estados Unidos da América.
O que é importante aqui? É aumentar a pressão sobre a Rússia. A pressão sobre a Rússia tem que ser aumentada, designadamente por parte dos países europeus, mantendo aquela que tem sido a sua linha e reforçando, e aí um novo pacote de sanções é importante, estando disponível para poder fazer conversações. Nós temos falado sobre isso, mas isto tem que ser, obviamente, segundo certas condições, mas eu julgo que os Estados Unidos também têm aqui um papel importante. E aí no G7, a presença do presidente Trump e a capacidade que os restantes líderes do G7 terão para o convencer, justamente a que as autoridades russas possam sentar-se à mesa das negociações.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações aos jornalistas depois da assinatura do quarto acordo com a Arábia Saudita, que vai permitir uma isenção de vistos em deslocações diplomáticas. Paulo Rangel deu ainda também a garantia de que a portuguesa retida do Líbano, que está de boa saúde e a ser acompanhada pelo governo.
100 dias depois da tomada de posse de António José Seguro, Duarte Marques e Rui Gomes da Silva não estão surpreendidos com a atuação do presidente da República.
Eles que não apoiaram António José Seguro nas eleições presidenciais, Rui Gomes da Silva esteve ao lado de André Ventura nas presidenciais, diz que António José Seguro foi rigorosamente aquilo que se esperava. Critica a estratégia de continuidade adotada pelo novo presidente da República na mira de uma reeleição.
António José Seguro vai fazer aquilo mesmo que fez Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco e Marcelo no primeiro mandato. Serem o máximo denominador comum, o mínimo denominador comum, neste caso, para permitir a reeleição. E a partir daí, no segundo mandato, fará o que entender. E as pessoas à direita vão se surpreendendo com umas coisas, vão dizendo bem e vão elogiando o mandato do presidente.
Rui Gomes da Silva, que esteve no Explicador da Tarde Política. Do outro lado, Duarte Marques, que começou do lado de Marques Mendes, mas apoiou António José Seguro à segunda volta, diz que o Presidente da República não está a desiludir nem a surpreender, mas sim a fazer aquilo que se esperava. Quanto à postura recatada de António José Seguro, que mereceu algumas críticas, diz Duarte Marques que até pode ser uma mais-valia.
Nesta fase em concreto que o país está a atravessar, se calhar o recato de António José Seguro é mais útil ao país do que se fosse mais agitado ou se quisesse fazer da presidência um postulado de combate a um governo que não tem uma maioria. E depois, o que o português vota num presidente da República? Vota em alguém que seja um garante da estabilidade, não um agitador.
Duarte Marques, em declarações na Rádio Observador, quer Duarte Marques, quer Rui Gomes da Silva, estiveram no Explicador a fazer um balanço destes primeiros 100 dias de António José Seguro como presidente da República
E agora olhamos para o mundial de futebol. Já decorre a esta hora o jogo entre França e Senegal.
Sendo que este duelo está neste momento no intervalo, como tal, altura perfeita para trazermos em antena o Diogo Varela, que tem estado a acompanhar este encontro. Para já, Diogo, não há gols, mas há um jogador em destaque, falo de Kylian Mbappé, embora pela negativa.
Ora se em tempos havia o famoso 007, Mbappé agora é o 005. Tem zero remates, logo também zero gols, e tem apenas cinco tentativas de drible, das quais conseguiu ter sucesso em apenas uma. Uma primeira parte totalmente dominada pela seleção senegalesa, contra algumas expectativas, José. A seleção orientada por Pop Dial já justificava estar a vencer. Tem uma bola no poste e também com muita sorte a favor de França, não deu em autogol por parte do guarda-redes, porque o ressalto acabou por ir para canto. Há também um falhanço por parte de Ismaïla Sarr à boca da baliza, o extremo que esteve em particular destaque esta temporada e que não marcou também nesta primeira parte. Olhamos rapidamente essas estatísticas dos primeiros 45 minutos. Ora França tem apenas um remate, nem sequer foi enquadrado. O Senegal já leva cinco remates, dos quais enquadrou dois. Ainda tem a bola no poste, que para todos os efeitos não conta como remate enquadrado à baliza, mas tem duas defesas do guarda-redes adversário, uma bola no poste. França, apenas um remate, mas nem sequer incomodou o guarda-redes senegalês. Portanto, o guardião Erick Mendy podia já ter ido tirar um café, comprar o jornal, porque não se passou rigorosamente nada em torno da baliza senegalesa. Ora já vai começar a segunda parte, José, para os segundos 45 minutos. Não me parece que vamos ter alterações, mas o sinal mais é claramente para o Senegal.
Jogadores no relvado e Didier Deschamps, selecionador francês com cara de muitos poucos amigos. França, Senegal, a segunda parte arranca dentro de poucos minutos. À minuto 90 para acompanhar os derradeiros instantes da partida na antena da Rádio Observador. Para hoje há mais três jogos do Campeonato do Mundo: o Iraque-Noruega, que tem início às 11 da noite, joga também a Argentina com a Argélia às 2 da manhã e a Áustria com a Jordânia às 5 da manhã.
E agora com nove minutos para lá das 9 da noite, José, que outras notícias marcam a atualidade agora de âmbito local?
Em Loures, um homem na casa dos 30 anos foi encontrado baleado na manhã do dia de hoje. Segundo o comando dos Bombeiros Voluntários de Sacavém, a vítima foi transportada para o Hospital Beatriz Ângelo, em estado ligeiro. A PJ foi acionada para apurar as circunstâncias do incidente, uma vez que pode estar em causa uma tentativa de homicídio com recurso à arma de fogo. Os preços das casas mais do que triplicaram na última década em alguns concelhos da Península de Setúbal, Seixal, Barreiro, Moita e Setúbal estão entre os municípios portugueses, onde o valor mediano por metro quadrado mais subiu no setor da habitação, com aumentos superiores a 200%. Os dados são do Banco Portugal, refletem uma tendência que tem vindo a mudar o mercado habitacional da região de Setúbal. Em Vila do Conde vai avançar a nova ponte sobre o rio Ave, vai fazer a ligação à Azurara. O investimento é de cerca de 20 milhões de euros. O primeiro passo foi dado hoje com a assinatura do Protocolo de Colaboração entre a Autarquia e a Infraestruturas de Portugal, numa cerimônia que contou com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Em Santa Maria da Feira, a Autarquia vai reforçar a oferta habitacional com quase 120 novas habitações. De acordo com o Jornal da Feira, mais de 60 destas casas fazem parte do regime de habitação acessível. A Autarquia prevê ainda lançar concursos para a atribuição de cerca de 60 habitações municipais. E em Leiria, as quatro propostas apresentadas ao concurso para criar uma unidade de saúde familiar de gestão privada foram excluídas. O preço base começava em 1.800.000 €. Numa nota enviada à Agência Lusa, a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria explica que uma das propostas foi excluída por apresentar valor superior ao preço base definido para o procedimento. As outras três não cumpriam os termos e condições previstas nas peças concursais. Em Porto de Mos vai ser reforçado o programa de teleassistência de apoio aos mais idosos. Este programa pretende aproximar e ajudar a população mais idosa em situação de isolamento, através de equipamentos adaptados às redes móveis e fixa. Porto de Mos é uma das localidades com maior número de equipamentos instalados. Vai reforçar esta capacidade de resposta com o aumento de material disponível.
E assim fechamos o jornal das nove, edição do jornalista José Rafael Lopes, que não vai sair do sítio, porque já a seguir temos A Guerra Traduzida, mas também temos Gabinete de Guerra, só que é depois da síntese informativa. Até já.