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José Rafael Lopes. José, boa noite mais uma vez. Começamos com a atualidade internacional. O Irão interrompeu hoje as negociações com os Estados Unidos na Suíça.
Decisão tomada após novas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, contra a República Islâmica, é o que informa a agência de notícias do Irão. A informação é dada e explica que interromperam as negociações, o Irão com os Estados Unidos, e que as delegações iranianas já abandonaram a Suíça. A decisão acontece depois do presidente norte-americano ter dito que hoje iria retomar os ataques ao Irão, caso o Hezbollah não parasse de atacar Israel. As palavras de Donald Trump não foram bem recebidas. O Irão respondeu às ameaças de Donald Trump sobre voltar a atacar o país e avisou a administração norte-americana de que as Forças Armadas do país estão prontas para responder a qualquer ameaça. O presidente do Parlamento iraniano diz mesmo que os Estados Unidos estão num estado de desespero e que o regime não leva em consideração as declarações do presidente norte-americano.
Agora com atenções voltadas para a atualidade nacional, na política, em Anadia, no encerramento do Congresso do PSD, Luís Montenegro reafirmou uma promessa e anunciou, José, um novo fundo soberano português.
É uma iniciativa que pretende investir em empresas estratégicas para criar riqueza para o Estado e garantir a participação em setores considerados importantes para o país. Anúncio feito por Luís Montenegro no discurso de fecho do Congresso do PSD, que ficou marcado pelo chumbo do Chega à reforma laboral, o que motivou Miguel Vitor Dias a um reafirmar de uma promessa eleitoral por parte do chefe de governo.
Na resposta ao chumbo da reforma laboral, perante a proposta do Chega para a redução da idade da reforma, Luís Montenegro clarificou.
Antes de ser investido nas funções de Primeiro-Ministro, declarei que no dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo aqui e agora este compromisso de honra.
O Primeiro-Ministro reforça uma promessa de campanha e diz que as pensões são um assunto inegociável para o governo.
As pensões são sagradas. Baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã.
E aproveita assim para atirar, mais uma vez, as forças de bloqueio.
Uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar.
Já no que toca ao rol de novidades, Luís Montenegro anuncia uma nova aposta na relação entre o Estado e empresas estratégicas.
Um fundo soberano que será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos, em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias.
Um fundo sobre o qual ainda é preciso conhecer os detalhes numa lista de anúncios com oito pontos, alguns repetidos, como o fundo de catástrofes ou o lançamento da inteligência artificial portuguesa, Amália, mas com um passo em frente na ferrovia.
A linha de Cascais será a primeira a avançar com uma subconcessão, salvaguardando o interesse público.
O governo tinha já pedido um estudo à CP, avança agora com a medida numa intervenção em que procurou mostrar que o PSD não pensa no curto prazo, mas sim no futuro, e em que aproveitou para puxar pelo orgulho nacional, ao lançar também as comemorações dos 900 anos de Portugal, com sede em Guimarães.
O jornalista Miguel Viterbo Dias com os destaques da intervenção de Luís Montenegro. A nova direção nacional do PSD integra nomes como Pedro Duarte, Carlos Moedas e ainda Sebastião Bugalho, que vai ser o novo porta-voz do partido.
E o Partido Socialista, José, diz que o Congresso do PSD não traz nada de novo e que o país não está melhor passados dois anos do governo de Luís Montenegro. Já o Chega considera que o Primeiro-Ministro está alheado da realidade.
Críticas à esquerda e à direita por parte dos partidos convidados para o Congresso do PSD em dia, tal como aconteceu ao longo do dia de ontem. Também as reações dos partidos foram focadas muito no rescaldo do chumbo das propostas para a revisão da Lei do Trabalho. Vasco Maldonado Correia.
Depois de um congresso repensado à última hora para reagir ao chumbo da reforma laboral e contra-atacar Chega e PS, o socialista Marcos Perestrelo preferia que o governo tivesse outras prioridades.
Eu julgo que o Primeiro-Ministro tem que se preocupar em governar o país e não tanto em fazer oposição à oposição.
Diz que o Congresso é a imagem do Executivo e de um país paralisado.
Estamos há dois anos com o governo em funções, em que aquilo que vimos aqui hoje foi o Primeiro-Ministro a falar. Tem falado muito nos últimos dois anos, mas infelizmente tem feito muito pouco e a vida dos portugueses hoje não está melhor. O lema do Congresso é Portugal Maior. Talvez seja Portugal Maior porque não podem dizer Portugal Melhor.
Já Rita Matias fala num Primeiro-Ministro alheado da realidade.
Parece-nos que foi um discurso para elites muito desligado do Portugal real.
E devolve críticas ao líder do PSD.
Houve mais do que a oportunidade para tentar convergir com as linhas que o Chega apresentou, mas não houve realmente essa vontade política. E, portanto, Luís Montenegro falava em falta de coragem, se houve falta de coragem, foi por parte de Luís Montenegro.
Aponta também para um padrão ao longo do fim de semana.
Foi a palavra mais citada no Congresso do Partido Social Democrata, foi Chega.
O PCP considera que o governo não tirou as devidas ilações do falhanço das negociações com o Chega, uma ideia também reproduzida por Jorge Pinto, do Livre.
Mostra que não aprendeu nada com aquilo que aconteceu na sexta-feira e que pra nós foi uma mudança drástica da realidade política portuguesa.
Já a Iniciativa Liberal pede ao governo que não desista de reformar o país, mas Mário Amorim Lopes mostra preocupação com uma das medidas apresentadas por Montenegro.
Relativamente à ideia de constituir um fundo soberano para intervir em empresas que possam ser estratégicas, nesse preciso momento, confesso que fiquei na dúvida se estava a ouvir um discurso de Pedro Nuno Santos ou mesmo de Luís Montenegro, porque a ideia de ter um Estado acionista já foi experimentada, ainda estamos a pagar por ela. Aliás, este próprio governo ainda está a resolver o problema da TAP.
Reações dos convidados dos partidos a um congresso capturado pelo chumbo da reforma da Lei do Trabalho.
O jornalista Vasco Maldonado Correia esteve a acompanhar o Congresso do PSD em Anadia. Vamos falar de desporto. Vamos até ao Mundial, a um jogo a decorrer a esta hora, mas atenções voltadas para Cabo Verde e, por isso, é caso para dizer nubai. Nubai para o Campeonato do Mundo, em direto até aos Estados Unidos, ao encontro do repórter Miguel Cordeiro, até porque mais logo, a partir das 11 da noite, hora portuguesa, jogam Uruguai e Cabo Verde. Miguel Cordeiro, aí o jogo é mais cedo, não só pela diferença horária, mas também porque estás nos Estados Unidos, obviamente. Mas já aí muito ambiente de festa para este encontro de Cabo Verde, na onda desse empate com a Espanha.
Sim, os Tubarões Azuis estão a preparar-se para esse jogo frente ao Uruguai. Começa daqui a sensivelmente duas horas. Caloraça em Miami. Já estamos nas imediações do Hard Rock Stadium. Há camisolas de Cabo Verde, do Uruguai, mas também de outros países. Colômbia, por exemplo, Brasil, também já vimos, e de alguns clubes de futebol. Eu estou junto a alguns adeptos cabo-verdianos. Vou falar aqui com um deles, Dário Paiva. Muito boa tarde. O que espera para este jogo?
Bom jogo. Hoje vamos fazer um bom resultado. Hoje jogo difícil, mas é hoje que vamos matar a fase do grupo.
Mas estão confiantes que hoje é para vencer e para garantir já um apuramento?
Se empatarmos com a Espanha, é porque vamos ganhar o Uruguai.
Depois de ver o Uruguai jogar na primeira volta, ficaram confiantes, foi isso?
Não. O empate contra a Espanha que nos deu essa moral. Vamos ganhar o Uruguai hoje.
E quem é que vai marcar os gols de Cabo Verde?
Um gol de bola parada.
Quem é que marca?
Eu não sei quem vai marcar, mas um gol de bola parada, 1 x 0.
E como é que tem sido este clima de festa também nas bancadas, aqui nos Estados Unidos? Como é que se vive tudo isto com esta seleção historicamente aqui presente pela primeira vez no Mundial?
Muito bom. É a primeira vez de Cabo Verde, estamos todos muito felizes por esse momento histórico e vamos fazer história mais uma vez.
Muito obrigado, Dário Paiva. Segue com a bandeira de Cabo Verde às costas. Estamos a andar em direção ao estádio. Vou tentar falar aqui com outro adepto. Muito boa tarde, diga-me o seu nome.
Boa tarde. Edmilson Fortes.
Edmilson, confiante para hoje?
Muito confiante na vitória para assegurar a classificação.
É o primeiro jogo que vem ou já foi ao jogo com a Espanha?
É o primeiro jogo.
É o primeiro jogo. Expectativa para estar aqui no Mundial?
É muita, é um sonho realizado poder ver o Cabo Verde no Mundial. Não tenho palavras.
Deixe-nos uma mensagem, possivelmente em crioulo, para estes jogadores. Nubai! Muito obrigado. Festa de adeptos cabo-verdianos. Vou falar ainda aqui com mais um grupo. Muito boa tarde. O que esperam para o jogo de hoje?
O que esperamos? Esperamos de tudo. Vitória, 1 x 0.
Estão a fazer a festa em condições, mesmo com este calor?
Claro, nada nos para, não é chuva, não sol, não calor. Tudo que passa, passa.
E se Cabo Verde ganhar hoje ou empatar, que também é um resultado importante, onde é que vai ser a festa?
Onde vai ser a festa, nem sei. Unir e acompanhe.
E a cachupa para a festa?
Cachupa sempre tem. Cachupa com ovo.
Muito obrigado. Clima de festa rumo ao estádio. São centenas de pessoas a encaminhar-se para uma das entradas do Calder Casino. A partir desse casino, seguem depois as entradas para o estádio. É aqui que param também os shuttles, os autocarros que partem de diferentes sítios, estações de comboio, centro da cidade, hotéis de Miami. Já há muito trânsito. Tínhamos visto isso também no primeiro jogo que acompanhámos aqui neste estádio, Uruguai e Arábia Saudita. Muito trânsito no Hard Rock Stadium. Portugal vai jogar aqui na terceira jornada desta fase de grupos. Será o Portugal-Colômbia nesse dia às 19h30 no horário de Palm Beaches, 00h30 no horário de Portugal. Recomenda-se a todos os adeptos portugueses que nos estão a ouvir e que tenham bilhete para esse jogo, que cheguem muito cedo. Aqui, Cabo Verde-Uruguai, é já daqui a pouco, daqui a menos de duas horas, e já se vive em ambiente de festa, principalmente pelos cabo-verdianos que fazem a estreia. O Miguel Cordeiro em reportagem a partir dos Estados Unidos com as emoções do Campeonato do Mundo. Há muito mais do que apenas futebol para acompanhar. E neste jornal das 21h, vamos continuar a falar deste Campeonato do Mundo. Até porque se Cabo Verde joga com o Uruguai às 11 da noite, antes há um Bélgica-Irão, Diogo Varela, que para já no arranque da segunda parte, continua à procura do primeiro gol.
E que se joga na Califórnia, no SoFi Stadium. Há 0 x 0 entre belgas e iranianos. Agora uma tentativa por parte daquele que é ainda a estrela maior, Kevin De Bruyne, a tentar o remate bloqueado pela defensiva iraniana. A seleção do Irão já teve um gol anulado por um jogador que passou em Portugal, Mehdi Taremi, antigo avançado do Futebol Clube do Porto, mesmo a acabar a primeira parte, teve o gol invalidado. Imaginem só, pela parte traseira. Há coisas inacreditáveis, mas contou mesmo esse fora de jogo e portanto mantém-se o 0 x 0 agora com um minuto e meio da segunda parte.
E já daqui a pouco, há minuto 90, vamos ter relato dos derradeiros minutos deste encontro do Bélgica-Irão. Tem sido assim ao longo de todo o Mundial aqui na Rádio Observador. Para já, ainda nesta edição das 21h, depois do Mundial, vamos à informação local. José Rafael Lopes.
Começamos em Arouca. Foi inaugurado um lar sénior para servir a população mais idosa do município. O projeto é do Centro Social e Cultural das freguesias de Fermedos, Cariz e São Miguel do Mato, localizadas no ocidente do concelho. O lar vai acolher 40 residentes. Pretende apoiar as pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Em Sesimbra, o vinho Sesimbra recebeu o prémio Inovação no concurso de vinhos na Península de Setúbal de 2026. O vinho de Sesimbra nasceu em 2024. É produzido pela própria autarquia. Este prémio distingue o trabalho da Câmara Municipal, que associa Sesimbra a um produto identitário que dá visibilidade ao concelho. Em Leiria, um atleta estabeleceu um novo recorde numa prova internacional. Trata-se de Nuno Cordeiro, é atleta do Juventude Vidigalense e esteve a concorrer numa competição internacional de atletismo em França. Esteve na prova de 800 metros. Fez um recorde que o coloca no top 10 de melhores atletas nacionais sub-23 de sempre. Três atletas do município da Trofa sagraram-se campeãs nacionais no Campeonato Nacional Veterano de Pista ao Ar Livre. A competição realizou-se este sábado no Estádio Universitário de Lisboa. As atletas destacaram-se em provas diversas e levaram para casa as medalhas de campeãs nacionais. Em Lisboa, as Marchas Infantis celebraram ontem o 30º aniversário com desfile na Alameda Dom Afonso Henriques. O desfile teve a participação de mais de 1500 crianças em representação de 21 freguesias da cidade de Lisboa, escolas, associações e famílias. Todos eles se juntaram a esta iniciativa de valorização das tradições populares lisboetas. Em Santarém vai acontecer um festival de jazz e blues do dia 10 ao dia 12 de julho. É o primeiro festival de jazz e blues no concelho. Vai acontecer no Jardim Público do Vale de Santarém. O programa vai ser apresentado no Mercado Municipal do concelho no início do próximo mês. Conta com os apoios da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia do Vale de Santarém.
Notícias de regresso à antena da Rádio Observador, às 9h30 em formato síntese, também com José Rapel Lopes. Um abraço, José. Até já.
Até já.