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Aos 80 anos. Jornal das 9, com Laura Figueiredo. Laura, o Chega quer avançar com uma auditoria à Segurança Social antes da discussão do Orçamento do Estado.

O líder do Chega explica que o objetivo é concluir quantas pessoas recebem pensões milionárias e imorais. Em conferência de imprensa, André Ventura revela que o partido vai apresentar na Assembleia da República um projeto de resolução, no qual recomenda ao governo que avance com uma auditoria à Segurança Social.

O Chega entrega no Parlamento uma proposta que basicamente diz isto: se querem discutir segurança social, vamos começar com notícias que conhecemos hoje, com factos que conhecemos hoje, que é o fato de haver beneficiários que estão a acumular pensões milionárias, com salários igualmente milionários, como é o caso do antigo ministro da Saúde, e antes de irmos verificar a sustentabilidade real dos dois sistemas de pensões, vamos ver três coisas. Quantas pessoas estão a acumular indevidamente pensões milionárias e salários milionários? Quantas destas pessoas que estão a acumular isto foram especificamente nomeadas para certos cargos por causa da idade que tinham para poder acumular isto com a sua pensão? Eu diria que são quase todos os que estão nesta circunstância. Quantos recebem estas pensões milionárias acima dos valores identificados pelo Chega já na última proposta e fazer finalmente uma auditoria, já o entregamos ontem, aos suplementos indevidos que também tivemos notícia nos últimos dias em várias instituições públicas, em salários que já são de 15, 16, 17 e 18 mil euros. É garantir o mínimo de moralidade antes de uma discussão sobre segurança social.

Depois das críticas de Paulo Rangel e de Hugo Soares, André Ventura respondeu. Lamenta que o PSD esteja mais preocupado com ataques políticos do que com a resolução dos problemas do país.

Impreparado para governar é quem quer fazer tudo igual ao que os outros fizeram durante 50 anos e quem, quando ouve qualquer crítica da oposição, em vez de a rebater, ataca com questões de preparação ou de caráter os outros líderes políticos. Eu não estou preocupado com isso, eu estou preocupado com denunciar os problemas. Este problema da Segurança Social é um problema. Era isto que eu gostava de ouvir o líder parlamentar do PSD, ou o primeiro-ministro, ou os líderes do PSD falarem.

A resposta de André Ventura às críticas que têm chegado de Castelo de Vide, onde decorre a Universidade de Verão do PSD.

Laura, a resposta chega depois de Paulo Rangel ter acusado André Ventura de demagogia e José Luís Carneiro de não ter capacidade para governar.

O ministro dos Negócios Estrangeiros reproduziu as críticas já deixadas ontem pelo líder parlamentar do PSD. O primeiro alvo foi André Ventura.

Eu queria aqui reiterar, de forma muito convicta, aquilo que disse aqui ontem o Hugo Soares. Alguém acha que o líder do Chega, numa conjuntura de guerra, seria a pessoa certa para liderar o país como ele próprio se autointitulou? Isto tem alguma credibilidade?

E depois as críticas viraram-se para o secretário-geral do Partido Socialista.

Nem pode ser uma pessoa que há três anos era ministro da Administração Interna e não foi capaz de antecipar a crise migratória e desmantelou o SEF sem nenhum problema de consciência. Essa pessoa não está preparada para governar. Aliás, já deu provas que não está.

Críticas de Paulo Rangel numa intervenção esta tarde na Universidade de Verão do PSD, uma iniciativa que está a ser acompanhada pelo editor de política do Observador. Rui Pedro Antunes considera que a estratégia da AD passa por criticar apenas a capacidade de governar do Partido Socialista e não entrar em ataques de caráter para evitar fricções às portas da discussão do próximo Orçamento do Estado.

Na verdade, o governo também está a evitar todo o tipo de irritantes potenciais com o Partido Socialista. Portanto, também não acho que o governo esteja a ser particularmente corrosivo a ponto de dar, no fundo, pretexto ao Partido Socialista para no Orçamento não viabilizar. Curiosamente, é uma coisa muito mais dirigida à capacidade de governação e às competências, se quisermos, técnicas e políticas de José Luís Carneiro, do que propriamente de criar aqui grandes irritantes e grandes linhas vermelhas ou grandes confrontações.

Editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, que tem estado a acompanhar a Universidade de Verão do PSD.

Laura, morreu Dolly Parton, a lendária cantora, compositora e empresária norte-americana tinha 80 anos.

A morte foi confirmada pelo sobrinho num vídeo publicado na conta oficial de Instagram da cantora norte-americana. Dolly Parton passou da música ao cinema e dedicou-se até a causas mais sociais, Marta Caramelo Nobre.

A cantora country nasceu a 19 de janeiro de 1946. Dolly Parton iniciou a carreira cedo e rapidamente transformou a infância difícil que viveu no ponto de partida para escrever mais de 3 mil canções. Todos a conhecemos pelo clássico "Jolene". O que muitos não sabem é que compôs também o "I Will Always Love You", que foi depois imortalizado por Whitney Houston. Mas além disto, é a voz de um dos duetos mais icónicos da história da música, "Island in the Stream", gravado em 1983 com Kenny Rogers. A canção, escrita pelos Bee Gees, devia ser um tema de Rogers, mas a solo não estava a correr bem. Dolly Parton entrou no estúdio por acaso, gravou a voz e transformou a música num fenômeno mundial no topo das tabelas pop. Mas a apelidada Rainha do Country é também um dos ícones que marcou a geração do pop atual. Influenciou várias artistas, como foi o caso de Miley Cyrus, de quem é madrinha. Já com a Beyoncé chegou mesmo a colaborar em duas músicas do álbum "Cowboy Carter", o melhor álbum de 2024 dos Grammys. Mas o sucesso foi também para além dos palcos. Dolly Parton também se dedicou a temas da sociedade. Em 2020, financiou a investigação da vacina Moderna, uma das vacinas do Covid. Com estilo inconfundível, um humor afiado e uma capacidade muito rara de unir vários públicos, Dolly Parton deixa-nos hoje com o legado de seis décadas.

Jornalista Marta Caramelo Nobre, com os detalhes sobre a vida e carreira de Dolly Parton, morreu hoje aos 80 anos.

Ora vamos agora às notícias de âmbito local.

Poucos dias do início do ano letivo, há ainda famílias no Seixal que continuam sem saber em que escola os filhos vão estudar. O Ministério da Educação confirmou que 38 alunos continuam sem colocação numa escola pública, dos quais nove vão frequentar o sétimo ano. Situação levou já deputados eleitos pelo distrito de Setúbal a questionar o governo e a exigir uma solução urgente. Sindicato dos Médicos do Norte alerta que a situação das urgências dos hospitais de Santa Maria da Feira e de São João da Madeira é crítica e está a colocar doentes em risco. Em causa está a falta de recursos humanos e de planeamento no Hospital São Sebastião, sede da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga, que gere também o Hospital de São João da Madeira. Contactada pela Lusa, a administração da ULS reconhece os desafios que a gestão dos recursos médicos coloca, mas garante que estão a assegurar a continuidade da resposta assistencial. A Câmara Municipal de Matosinhos entregou hoje as últimas 105 chaves de habitações construídas com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência. A ação marca a conclusão de um conjunto de investimentos que permitiu criar mais de 500 novas habitações e levar para 6% o peso da habitação pública no Conselho. No total, os seis novos bairros representam um investimento de mais de 120 milhões de euros em construção e reabilitação de habitações. Em Leiria, a linha três do autocarro Mobilis, que faz o percurso entre Ponte da Pedra e o Telheiro, vai voltar a funcionar como uma linha única. Esta linha permite aos passageiros fazer um percurso completo sem necessidade de fazer transbordo no terminal provisório, junto ao Complexo Municipal de Piscinas de Leiria. A autarquia informa que a solução é acompanhada pela manutenção do reforço de viaturas, o que permite aumentar a capacidade de resposta. Hoje, por volta das 11h, terá sido avistado em Penha Longa, na zona de Sintra, um fenômeno que está a ser classificado como um tornado. Uma meteorologista do IPMA explica que o instituto está a tentar confirmar se a rede das estações meteorológicas convencionais sem informação radar indicam a ocorrência de um minitornado. A Câmara de Santarém aprovou o regulamento da Horta Comunitária do município. O regulamento segue agora para a Assembleia Municipal para uma deliberação final. O documento estabelece as regras de atribuição, utilização e gestão dos talhões, bem como condições de funcionamento e os mecanismos de acompanhamento do projeto pelo município.

Laura Figueiredo, com o Jornal das Nove.