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E 30 em Faro. Jornal das Nove, com edição do Martim Madeira. Martim, a Iniciativa Liberal confirma que vai votar contra a moção de censura ao governo apresentada pelo Chega.

É o que adianta a presidente do partido, Mariana Leitão, numa entrevista à CNN Portugal, a líder dos liberais acusa o partido de André Ventura de pretender criar uma nova crise política no país e sublinha que a resolução do caso Luís Neves é de responsabilidade do primeiro-ministro.

Nós não vamos, de todo, viabilizar esta moção de censura, vamos votar contra. Este problema, que é um problema concreto, real, para o qual nós andamos a alertar há bastante tempo, que é a permanência de Luís Neves como Ministro da Administração Interna, só tem uma resolução. E essa resolução é o senhor Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, demitir Luís Neves ou Luís Neves ter a hombridade dele próprio se demitir, sabendo perfeitamente que cada dia que passa que está no governo, está a contaminar o governo e está a contribuir para o degradar das instituições.

Declarações de Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, em entrevista à CNN Portugal.

E é já na próxima terça-feira que a moção de censura sobre o governo é discutida no Parlamento, uma decisão dos partidos para resolverem o caso o mais rápido possível.

O presidente da Assembleia da República já tinha proposto inicialmente o dia 10 ou 17 de setembro para esta moção, mas o dia 8 de setembro foi a data decidida, esta tarde, em conferência de líderes. No final da reunião, o porta-voz da conferência de líderes, o deputado do PSD, Francisco Figueira, falou aos jornalistas e diz que a data foi consensual.

Foi também consensual que deveria resolver-se esta questão o mais rápido possível, razão pela qual consensualizou-se antecipar até e de alguma forma encurtar os prazos para o limite que o regimento e a Constituição permite, de forma que o país não possa estar durante demasiado tempo à espera do debate da moção de censura.

Declarações do porta-voz da Conferência de Líderes, Francisco Figueira, no final da reunião, que definiu a data em que vai ser discutida e votada a moção de censura ao governo. É já na próxima terça-feira.

E Martim, André Ventura pede uma intervenção pública do Presidente da República no caso de Luís Neves.

De férias em Porto Covo, António José Seguro disse que não enviava recados para o governo através de ninguém e considerou que ainda não era a altura de intervir. Ora, André Ventura discorda, diz que o presidente da República é um dos mais interessados em resolver as polémicas.

A melhor forma de não se dar recados por ninguém é intervir diretamente, é dizer o que se pensa, sem nenhum freio, sem nenhuma limitação, obviamente, com a ponderação do cargo que tem, para que foi eleito. Certamente, António José Seguro o fará, talvez até nos próximos dias, mas eu não tenho dúvidas. Não estou a dizer porque me tenha dito, mas não tenho dúvidas do que li, do que vi e da forma como interpreto as palavras de António José Seguro, não tenho dúvidas que, neste momento, António José Seguro era dos políticos em Portugal mais interessados em resolver este problema ou esta situação.

Declarações nos Passos Perdidos do Parlamento. O líder do Chega exigiu também imparcialidade ao presidente da Assembleia da República sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão de Luís Neves enquanto diretor da PJ. Isto depois de Aguiar Branco ter identificado insuficiências no requerimento e exigido uma reformulação do objeto e dos fundamentos da comissão de inquérito. André Ventura considera que o presidente do Parlamento está apenas a criar obstáculos.

O presidente da Assembleia da República deve ter a equidistância e a capacidade de imparcialidade de compreender que não deve obstaculizar a uma comissão parlamentar de inquérito, mesmo que isso possa, eventualmente, chocar com o interesse de natureza partidária que existe. O que eu espero é que o presidente da Assembleia da República não se arvore em bloqueio à transparência e à exigência de escrutínio que nós temos que exigir.

O líder do Chega pede uma uniformização dos critérios de Aguiar Branco. Ainda assim, mostra-se disponível para reformular o requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito, se necessário.

O ex-ministro e antigo secretário-geral do PSD, António Capucho, defende que o governo deve repensar a relação com o Chega no Parlamento.

Ontem, em entrevista à Sic Notícias, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, assegurou que a relação com o partido de André Ventura não sairá beliscada com a nova moção de censura ao governo. António Capucho considera que o não é não, do primeiro-ministro ao Chega, tem de ser agora mais firme e defende o PS como parceiro preferencial do governo para o orçamento de Estado.

Perante as ofensas pessoais que André Ventura e o Chega têm dirigido ao governo, que eu considero absolutamente insuportáveis, principalmente o populismo, se vai manter na Assembleia da República, impávido e sereno, pontes com o Chega. Eu não percebo como. Não estou a aconselhar uma rutura, não me compete a mim aconselhar o senhor primeiro-ministro, mas de facto, o não é não, tem que ser mais radical neste momento, penso eu. O PSD não está, na minha opinião, entre o Chega e o PS. Quer dizer, o PSD está longe do Chega e próximo do PS.

António Capucho, ouvido no Explicador da Tarde Política da Rádio Observador, também sobre o ministro da Administração Interna, o antigo secretário-geral do PSD entende que Luís Neves deve abandonar o executivo, mas não sozinho. António Capucho defende uma remodelação mais ampla dentro do governo. Já o secretário-geral do PSD discorda. Entrevistado na Rádio Observador, Hugo Soares reitera que Luís Neves tem condições para continuar no governo e que não é a altura para pensar em remodelações.

No atual momento político

Da minha análise, não vejo razão para remodelação, mas esse, repito, é sempre um juízo do primeiro-ministro. Agora, é evidente que nós estamos a pôr a questão quase no planitério, mas a pergunta que o Rui me faz tem uma direção. O que o Rui me está a perguntar é se eu entendo, eu, Hugo Soares, se entendo, como em julho me fizeram essa pergunta, que o ministro da Administração Interna deveria continuar no exercício das funções. E eu respondo que sim, entendo que sim. Face àquilo que é conhecido, face àquilo que é a sua atuação como ministro, sim, eu acho que sim. Agora, diz-me assim: em janeiro, o ministro da Administração Interna ou outro qualquer, por qualquer razão, seja de exercício das funções, seja outra qualquer que ninguém possa antever, pode ou não continuar como ministro? Não faço ideia, isso é um exercício de futurologia.

A garantia de Hugo Soares, secretário-geral do PSD, entrevistado na Vixi Suave da Rádio Observador.

E Martim, há cinco processos na Justiça que envolvem o ministro da Administração Interna.

Informação revelada pelo procurador-geral da República, questionado por jornalistas sobre Luís Neves. Amadeu Guerra esclarece que os processos que estão em curso.

Temos três inquéritos. Um inquérito no DIAP regional de Lisboa, tem a ver com tudo aquilo que está à volta da problemática do outro lado. Temos mais uma outra questão, também no DIAP regional, relativamente ao aspeto do carro. E temos no DIAP regional de Évora, relativamente às construções realizadas no DIAP regional de Évora. Temos um processo relativamente a uma contraordenação, antes destes factos, porque é um relatório penso que de 2023. E temos também uma investigação no TAF de Beja relativamente às questões estritamente administrativas relativas à construção.

O procurador-geral da República revela ainda que dois dos processos estiveram em andamento, mesmo durante as férias judiciais. Amadeu Guerra não revela, no entanto, datas para a conclusão dos processos. Revela ainda que o inquérito do Ministério Público à alegada invasão e roubo no gabinete do líder do CHEGA, André Ventura, no Parlamento, é de caráter urgente.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, responsabiliza o Irão e a Europa pela subida dos preços dos combustíveis.

Vance aponta culpas a Teerão por atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz, mas também à incapacidade dos aliados europeus.

A razão pela qual os preços dos combustíveis estão tão altos neste momento é porque os iranianos estão a atacar navios comerciais. Sim, os preços estão mais elevados nos Estados Unidos, mas estão muito piores em todo o resto do mundo. Isto deixa bem claro o ridículo enfraquecimento que temos visto entre os nossos aliados europeus e a incapacidade de fazerem realmente alguma coisa para ajudar a manter os mercados energéticos mundiais abastecidos.

O vice-presidente dos Estados Unidos, em conferência de imprensa na Casa Branca, J.D. Vance recusa voltar à mesa de negociações com Teerão até que os iranianos parem de atacar navios comerciais. O número dois de Donald Trump falou também sobre o acordo petrolífero com a Venezuela. Diz que é um exemplo incrível de uma política externa inteligente e garante que o acordo é benéfico tanto para Washington como para Caracas.

Martim, vamos agora às notícias de âmbito local.

Em Sintra, vai decorrer mais uma ação de formação para coordenadores de equipas de voluntários nos dias 19 e 20 deste mês. A ação realiza-se no âmbito do programa de voluntariado Sintra Jovem e é dirigida a jovens entre os 18 e os 25 anos. O objetivo é reforçar as competências nas áreas do planeamento, liderança e resolução dos conflitos. É uma formação gratuita e decorre das 09h30 às 18h. Em Santarém, a Câmara de Benavente alterou as normas de serviço de refeições escolares para reforçar a responsabilização dos encarregados de educação. Segundo a autarquia, existem dívidas para regularizar há 10 anos, que rondam os €160 mil. O executivo municipal admite avançar com notificações com o objetivo de evitar que os processos cheguem à execução fiscal. Em Leiria, o plano de mobilidade urbana e sustentável vai custar mais de €570 milhões. A estimativa orçamental consta da proposta do documento, que se encontra em consulta pública até ao dia 15 deste mês. A execução do plano aponta 11 fontes de financiamento entre fundos estruturais e o orçamento municipal. Em Vila do Conde, a Câmara Municipal vai avançar com a aquisição de um reboque destinado à Polícia do Conselho para reforçar a capacidade de resposta. A aquisição está inserida numa estratégia de reforço da Polícia Municipal, que também inclui a contratação de 10 novos agentes. O investimento procura contribuir para uma atuação de maior proximidade e mais célere no terreno. Em Almada, a Rua União Piedade vai estar encerrada ao trânsito no dia 12 deste mês, entre as 07h e as 14h. A autarquia informa que a interdição se deve à realização das festas em honra de Nossa Senhora da Piedade, que se realizam entre os dias 10 e 13 do mês. A circulação dos autocarros também vai ser afetada. A Câmara de Almada assegura que os desvios e os ajustamentos necessários vão ser definidos. Em São João da Madeira, as duas linhas de autocarros dos transportes urbanos do município vão ter os horários antecipados em 10 minutos. A alteração entra em vigor já na próxima segunda-feira, em todos os horários do serviço de transportes. Segundo a autarquia, a medida foi tomada como forma de ajustar o funcionamento das linhas ao horário escolar.