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Atacar o Irão. Jornal das nove, com a Laura Figueiredo. E Laura, os partidos vão reunir amanhã para decidir a data em que vai ser votada no Parlamento a moção de censura apresentada pelo Chega.

O presidente da Assembleia da República vai convocar os líderes parlamentares já amanhã. Em declarações aos jornalistas nos Açores, onde está numa visita oficial até sexta-feira, José Pedro Aguiar-Branco diz que vai convocar uma conferência de líderes para resolver as questões sobre a data do debate.

Aquilo que terá que ser agora decidido é em relação à data em que ocorrerá a discussão, a partir do momento em que se conta essa data para a discussão, porque estamos num período de interrupção dos trabalhos parlamentares. Eu vou convocar uma conferência de líderes para amanhã, em que participarei de forma remota, para precisamente em conferência de líderes, nós podermos definir a data a partir do qual o prazo se conta para a discussão da moção que foi apresentada.

Aguiar-Branco, que explica que existem várias teses em cima da mesa e, por isso, é preciso chegar a consenso sobre se o debate pode ser feito antes do arranque oficial dos trabalhos, marcado para 15 de setembro.

O Chega vai mesmo avançar com a moção de censura ao governo e André Ventura avisa que Montenegro pode perder a autoridade política.

A confirmação foi dada esta tarde, em conferência de imprensa na sede nacional do partido. André Ventura critica a falta de esclarecimentos dados pelo ministro Luís Neves e procura também colar António José Seguro à rejeição do titular da Pasta da Administração Interna. Depois de dias de reflexão, a confirmação da censura ao governo foi dada esta tarde, Martim Madeira.

O Chega deu entrada hoje no Parlamento de uma moção de censura com o objetivo claro: censurar o primeiro-ministro e o governo.

Foi a razão principal desta conferência de imprensa convocada por André Ventura, apresentar uma moção de censura ao governo, uma moção por parte do Chega, que apenas tem um culpado.

Deixámos de ter um governo liderado por Luís Montenegro e temos um governo liderado por Luís Neves. Se continuarmos a ter Luís Neves como ministro, sabemos que a autoridade do primeiro-ministro, não para prejuízo do PSD, mas para prejuízo de todos, está irremediavelmente colocada em causa.

O líder do Chega justifica a razão desta moção. Deixa o aviso de que a retórica de Luís Neves é um perigo para a democracia, principalmente a atitude que Ventura diz ser de rockstar.

O senhor ministro entendeu que não devia responder a nada e que não tinha que responder a nada, porque, lá está, vinha com a estrela de rockstar de ministro do governo. A lógica e linguagem, "ninguém me afasta deste cargo, quer queira ou quer não", é um perigo para a nossa democracia.

E na sede do Chega, a mensagem de Ventura é clara: apresenta esta moção para mostrar que ninguém o intimida.

Quando há suspeitas de falta de integridade, onde há suspeitas de uso indevido de poder público ou de corrupção, a nós ninguém nos intimida. A mim, ninguém me intimida.

Por fim, depois de vincar que a moção é para avançar e após ser questionado várias vezes, Ventura finalmente diz o que é preciso por parte do primeiro-ministro, para o Chega recuar na decisão.

Não pactuamos com autoritarismo, nós não pactuamos com a falta de-

Certo, mas o que Luís Montenegro pode fazer?

De integridade. E, portanto, o que pode fazer é substituir o seu ministro da Administração Interna.

É a única alternativa possível?

É a alternativa que, neste momento, a democracia e a integridade exigem.

O líder do Chega deixa ainda claro que se o PS votar contra esta moção, está do lado da continuidade.

Jornalista Martim Madeira, com os destaques da intervenção de André Ventura na apresentação desta iniciativa de censura ao executivo de Luís Montenegro. O porta-voz do PSD considera que a moção de censura apresentada por André Ventura vai ser uma derrota parlamentar do Chega.

Sebastião Bugalho diz que a moção de censura vai ser chumbada, pelo que acredita que não fragiliza o governo, diz antes que vai representar apenas uma derrota para o partido liderado por André Ventura.

É uma moção de censura ainda assim, não é?

Que será chumbada.

Nunca se sabe, só no dia em que ela for votada é que se saberá, não é?

Era preciso o Partido Socialista votar a favor dela. O secretário-geral do PS ainda hoje afirmou que não haveria crise política, nem eleições por causa do PS. Eu não o tomo como mentiroso. Portanto, nesse sentido, a ideia de que uma derrota parlamentar do Chega, que é o que a moção de censura vai ser, fragilizará o governo, parece-me algo criativo, com todo o respeito.

Declarações do porta-voz e vice-presidente do PSD à Rádio Observador. Quanto à escolha do primeiro-ministro de manter Luís Neves no cargo, Sebastião Bugalho garante que não existe oposição interna dentro do partido.

Posso garantir que o PSD está firmemente ao lado do chefe deste governo e de todas as suas escolhas e decisões.

A Aliança Democrática também?

A coligação?

Sim.

Conhecendo bem o partido, não me parece que o CDS seja conhecido por ser um partido com falta de sinceridade. Portanto, se tivesse alguma coisa para dizer, certamente já teria dito.

Sebastião Bugalho, que reitera que Luís Neves não é um problema para o executivo liderado por Luís Montenegro. Quanto ao PS, já se afastou desta moção de censura. José Luís Carneiro critica o espetáculo pirotécnico do Chega, garante que não vai ser pelo Partido Socialista que Portugal volta a ter uma crise política.

O Livre acusa o Chega de desrespeitar o tempo do Parlamento.

Isto porque Luís Neves vai ser ouvido na Assembleia da República na próxima terça-feira. A porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, concorda que o ministro da Administração Interna tem explicações a dar, mas entende que a moção é mais um episódio de folclore fabricado pelo Chega, desde que o partido quer sempre cavalgar a maior polêmica para ocupar o espaço mediático.

Assistimos a mais um episódio de folclore por parte do Chega. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar. É certo que o primeiro-ministro tem que se pronunciar claramente sobre este caso, mas também é certo que Luís Neves está previsto vir ao Parlamento no dia oito, na próxima terça-feira, em que aí haverá a oportunidade de todos os deputados fazerem as perguntas que quiserem a Luís Neves e Luís Neves ter a oportunidade de responder. Ou seja, há um tempo do Parlamento. Mas o Chega, como sempre nos tem habituado, cavalga sempre a maior polêmica para estar sempre na crista da onda e ocupar todo o espaço mediático. E foi isso que fez mais uma vez.

Quanto ao sentido de voto, o Livre ainda não decidiu, mas Isabel Mendes Lopes recorda que o partido nunca votou a favor de uma moção de censura apresentada pelo Chega.

O PCP defende que o Executivo liderado por Luís Montenegro merece censura, mas não se compromete com o sentido de voto.

O dirigente dos comunistas, Vladimir Vale, explica que os casos que envolvem o ministro da Administração Interna exigem esclarecimentos, que até o momento não foram prestados pelo Governo. Ainda assim, acusa o Chega de fazer malabarismos políticos e de não querer, de facto, esclarecimentos. O dirigente do PCP esclarece que o partido ainda está a apurar se vai ou não apoiar a moção de censura anunciada por André Ventura.

Também à esquerda, o Bloco considera que a moção apresentada pelo Chega é motivada pelas razões erradas.

O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, admite que Luís Neves se tornou um agente de confusão, mas sublinha que há motivos maiores para censurar o Executivo de Luís Montenegro.

O Governo merece censura por ter deixado aumentar o preço das rendas e das prestações ao banco. O Governo merece censura porque a conta do supermercado é cada vez menos sustentável. O Governo merece censura pelo caos criado nos exames nacionais. O Governo merece censura porque não há professores. Sim, merece censura, mas André Ventura não censura o Governo por isso, Luís Montenegro agradece e as pessoas continuam com as contas por pagar. Isso é que é o drama deste momento em Portugal.

José Manuel Pureza, o coordenador do Bloco de Esquerda, em declarações aos jornalistas esta tarde em Coimbra.

Donald Trump garante que os Estados Unidos estão prontos para voltar a atacar o Irão a qualquer momento.

Uma promessa feita pelo presidente norte-americano, que afirma que os ataques da última noite destruíram os novos sistemas de mísseis e de radares iranianos construídos perto do estreito de Ormuz.

Na última noite atacámo-los com toda a força. Destruímos todo o equipamento novo que tentaram instalar ao longo do estreito de Ormuz, tanto defensivo como ofensivo. Estavam a tentar detectar os navios porque não conseguem vê-los. Destruímos muitos desses navios que eles não conseguem ver porque já não têm radar. Foi um ataque muito intenso ontem e estamos preparados para lançar outro sempre que quisermos.

Garantia de Donald Trump, questionado pelos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca. Na mesma conferência de imprensa, o presidente dos Estados Unidos disse ainda que gostaria de realizar uma cimeira com Vladimir Putin quando ambos os lados do conflito na Ucrânia estiverem preparados para um acordo de paz.

Agora vamos também atualizar as notícias de âmbito local.

Em Oeiras, a autarquia vai entregar material escolar a mais de 500 crianças do Conselho. Em comunicado, a Câmara esclarece que além dos kits com material escolar que vão ser entregues, também vai reforçar alguns centros de apoio de estudo municipal com equipamentos informáticos. A iniciativa, que pretende reduzir desigualdades socioeducativas, repete-se todos os anos desde 2014. Em Arouca, o incêndio de agosto consumiu mais de 1400 hectares, é o que indica a autarquia, depois de uma avaliação feita pelo Instituto de Conservação da Natureza e Floresta. Inicialmente, a presidente da Câmara, Margarida Belém, adiantava que seriam mais de 1300 hectares de área queimada. Em Almada, o preço dos quartos para estudantes universitários atingiu já os €430 mensais, é o que indicam os dados do Observatório do Alojamento Estudantil. A Costa de Caparica é a freguesia que apresenta os preços médios por quarto mais elevados. Em Leiria vai abrir no sábado a primeira escola internacional do Conselho. Em comunicado, a Leiria International School esclarece que o objetivo é dar resposta à crescente procura por uma oferta internacional na região. O instituto vai receber crianças dos três aos 11 anos, tem capacidade para 200 alunos e as aulas arrancam já na próxima semana. No Porto, as festas de Santa Clara, na freguesia do Bomfim, que começam na próxima sexta-feira e terminam no domingo, vão obrigar alguns condicionamentos no trânsito. De acordo com a Junta de Freguesia, o trânsito fica proibido de sexta a domingo na Rua do Barro Lima e também na Rua do Monte do Bomfim. Vai ser também proibido estacionar e parar até segunda-feira nos mesmos arruamentos. Em Rio Maior, começou ontem a Feira Nacional da Cebola, que este ano celebra mais de 300 anos de existência. O programa volta a apostar numa programação diversificada, pensada para públicos de todas as idades. A marcar o cartaz musical está o artista Matias Damásio e também a banda Vizinhos, que sobem ao palco no fim de semana.