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Laura Figueiredo. Laura, muito boa noite, muito bem-vinda. Começamos pelo incêndio na zona do Cais do Sodré, em Lisboa.
O fogo na Rua Cor de Rosa começou pouco depois das 18h, num prédio devoluto com estabelecimentos no rés do chão. A alerta foi dado precisamente por funcionários de um bar no andar de baixo deste prédio. Na Rua Cor de Rosa está o jornalista do Observador, João Lourenço, que se junta agora em direto. João, boa noite. Que ponto de situação nos podes fazer?
Posso dizer, Laura, que neste momento os trabalhos de rescaldo estão em andamento. Estamos a falar de um edifício pombalino, ou seja, há uma grande quantidade de madeira, consequentemente, neste caso, combustível para as chamas. Estamos a falar do piso superior deste edifício e comigo em direto tenho o vereador da Câmara Municipal de Lisboa, com o pelouro da Proteção Civil, Rodrigo Melo Gonçalves. Muito boa noite. Pergunto-lhe se há pessoas a viver neste edifício, qual é o ponto de situação em termos de condições, não só para habitantes, mas também para os espaços comerciais.
Não havia ninguém a morar neste edifício, é um edifício devoluto e aí também a registar o facto de não haver vítimas. As únicas pessoas que havia são as dos edifícios adjacentes, que foram evacuadas por precaução.
Ainda não se sabe se podem voltar ao trabalho nesta noite.
Ainda não sabemos quando é que poderão voltar. À partida, durante o decorrer desta noite saberemos e, em princípio, voltarão. Foi por mera precaução. O incêndio está, neste momento, dominado e tudo indica que as pessoas poderão regressar às suas habitações.
Uma última questão antes de passar para o comandante dos Bombeiros Sapadores. Neste momento, ainda não há indicação que havia pessoas a morar neste edifício. No entanto, se houverem, a Câmara Municipal está pronta a dar uma habitação, uma dormida a estas pessoas.
O edifício estava devoluto, não havia pessoas a morar no edifício.
Muito bem. Passo agora esta entrevista para o comandante dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, Alexandre Rodrigues. Muito boa noite. Ainda não conhecem as causas deste incêndio?
Não. Agora as entidades competentes vão avaliar as causas do incêndio.
Um incêndio no edifício Pombalino, ou seja, há muita madeira para que as chamas consigam consumir, ou seja, o trabalho dos operacionais no terreno foi algo mais defensivo.
Sim. Face às condições, não só do edifício, ser um edifício com pavimentos em madeira e paredes interiores em tabique, que propicia a evolução de um incêndio, também estar devoluto causava aqui alguma insegurança à progressão dos operacionais no interior do edifício.
Muito rapidamente, o último piso foi o único que foi afetado.
Sim, foi o último piso e a mansarda.
E vão ficar também aqui toda a noite para fazer estes trabalhos de rescaldo.
Sim, vamos permanecer aqui nas próximas horas até garantir que o incêndio está extinto e depois vamos passar aqui a fazer algumas rondas para assegurar que eventuais pontos quentes não haja o reacendimento desses mesmos pontos quentes e que existe a segurança total aqui do edifício.
Muito obrigado, o comandante Alexandre Rodrigues, dos Bombeiros Sapadores de Lisboa. Até agora ainda não foi possível contactar os proprietários deste edifício. O que é certo é que o alerta foi dado perto das 18h. Cerca de 50 operacionais apoiados por duas dezenas de viaturas estiveram no local. Alguns mantêm-se nesta Rua Cor de Rosa para fazer esses trabalhos de rescaldo, que como ouvimos das autoridades, vão fazer esse trabalho ao longo desta noite para conseguirem ainda ver qual foi as causas deste incêndio.
João Lourenço, que está na Rua Cor de Rosa a acompanhar este incêndio que começou esta tarde num prédio devoluto.
E seguimos nesta edição, Laura, com André Ventura, que insiste que o Partido Socialista condicionou a negociação do Orçamento do Estado ao anunciar que se vai abster.
O líder do Chega dá um exemplo concreto: o complemento solidário para idosos, que o governo aprovou hoje aumentar em €50. Ventura revela que antes do anúncio do PS, o Chega estava a negociar com o governo um aumento ainda maior para os idosos.
O aumento que hoje é anunciado por parte do primeiro-ministro, no complemento, o aumento quase insignificante, que o primeiro-ministro aumenta, acrescenta às reformas miseráveis, que hoje existem em Portugal, estava a ser negociado pra ter que ser muito maior no Orçamento do Estado. Claro que com o Partido Socialista a dizer que viabiliza sem condições, ficou um aumento muito pior do que aquele que deveria ter sido. E ficou o aumento que o primeiro-ministro quer e que o governo quer, sem sequer ter que o negociar no Parlamento. Esta é a realidade dos factos. E foi isto que o Partido Socialista conseguiu com esta ânsia de ser uma muleta do governo.
André Ventura, numa declaração aos jornalistas hoje, na sede nacional do partido, onde diz que em causa estava um aumento na casa dos 30 a 35%.
E seguimos agora com o Presidente da República, que assinala, Laura, as diferenças das guerras modernas e sublinha que Portugal precisa de oficiais preparados para os novos tempos.
António José Seguro entregou esta tarde as espadas, símbolo da autoridade militar, aos novos oficiais que ingressam no quadro permanente do Exército. O Comandante Supremo das Forças Armadas quis alertar os novos oficiais para as particularidades das guerras modernas, mas lembra que a máquina nunca vai substituir as qualidades humanas.
Os combates que enfrentareis serão completamente diferentes daqueles que enfrentaram os vossos antecessores. As guerras modernas já não se travam apenas no terreno. Combatem-se também através da informação, da tecnologia, do ciberespaço, da inteligência artificial, da manipulação da perceção, da velocidade da decisão. O campo de batalha tornou-se multidimensional, mas há algo que permaneceu imutável. Nenhuma tecnologia substitui o caráter.
As palavras do Presidente da República nesta cerimónia que assinala a passagem dos militares recém-formados para a carreira profissional de oficial. António José Seguro destacou também o trabalho dos militares no combate aos incêndios e no auxílio prestado nas cheias deste ano.
E no futebol, Laura, ao intervalo, a seleção nacional está a vencer a Dinamarca por duas bolas a uma.
Em Copenhaga, a seleção vai respondendo dentro de campo à polémica que se instalou depois da saída de Cristiano Ronaldo. Portugal começou a vencer logo aos 13 minutos de jogo com golo de João Cancelo, assistido por Gonçalo Ramos. A Dinamarca reduziu passado 10 minutos. Damsgaard empatou o marcador, mas por pouco tempo. Nem três minutos depois, foi a vez de Gonçalo Ramos fazer o 2 x 1 para Portugal, com assistência de Bruno Fernandes.
E já a seguir vamos voltar à emissão especial com relato em direto e análise desse jogo aqui na Rádio Observador. Antes disso, Laura, tempo ainda para atualizar a informação de âmbito local.
Começamos em Leiria. A Câmara Municipal abriu as candidaturas a 100 bolsas de estudo para alunos do ensino superior. As inscrições são feitas através da plataforma educativa digital SIGA e decorrem até o dia 31 deste mês. Cada bolsa tem o valor de €750 e destina-se a estudantes que frequentem ou ingressem no ensino superior em Portugal. A Biblioteca Municipal da Amadora vai realizar dia sete deste mês um workshop dedicado aos direitos do cuidador. O projeto tem como objetivo dotar os cuidadores formais de competências e conhecimentos específicos no que diz respeito aos cuidados à pessoa dependente. No Seixal estão abertas a partir de hoje as inscrições para uma nova edição do Seixal Criativo, um projeto gratuito que se destina a alunos do sétimo ao 12º ano, com atividades ligadas à ciência e à tecnologia. As sessões incluem projetos como modelação 3D, criação de jogos e desenvolvimento de protótipos de drones. Na Maia começa amanhã o Festival Internacional de Teatro Cómico. É uma iniciativa da Câmara Municipal com a produção do Teatro Arte Imagem. O festival decorre até dia 11 de outubro e reúne espetáculos de humor, teatro, circo e música. Em São João da Madeira, a Biblioteca Municipal vai receber um apoio de €500 mil para a reabilitação do edifício. O financiamento é assegurado pelo governo. O espaço vai ser alvo de obras devido ao estado de degradação. E terminamos na Marinha Grande. No sábado, o Parque Mártires do Colonialismo recebe o encontro Marinha Grande com Saúde, dedicado à saúde e ao bem-estar. Uma iniciativa promovida pelo município e também pela Liga Portuguesa contra o Cancro, que pretende sensibilizar para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. A programação inclui várias atividades gratuitas.
As notícias estão de regresso com a Laura Figueiredo nesta noite de quinta-feira, quem sabe se no jornal das 11 ou na síntese de notícias das 11h30. Vai ser depois do jogo. Estamos a acompanhar o Dinamarca 1, Portugal 2. Segundos, 45 minutos para acompanhar já a seguir na Rádio Observador. Laura, um abraço. Até já.
Até já.