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Começa aqui o Jornal das 9. Boa noite, Inês. Rui Pinto foi acusado de 377 crimes num novo processo por acesso a e-mails do Benfica.
O Ministério Público acusa o criador do Football Leaks de crimes relacionados ao acesso aos e-mails do Benfica, de outros clubes, bem como da liga, empresas, advogados, juízes, procuradores, Autoridade Tributária e Rede Nacional de Segurança Interna. De acordo com o despacho da acusação avançado hoje pela revista Sábado e que o Observador teve também acesso, estão em causa 202 crimes de acesso ilegítimo, 134 de violação de correspondência, 23 de violação de correspondência agravada, 18 de dano agravado, num total de 377 crimes imputados a Rui Pinto.
E na atualidade internacional, os Estados Unidos confirmam o envio de bombas de fragmentação para a Ucrânia.
A informação foi confirmada pelo conselheiro de Segurança Nacional de Joe Biden, numa conferência de imprensa na Casa Branca. Os norte-americanos falam de uma decisão difícil. Referem também que as forças ucranianas garantiram que as bombas não vão ser utilizadas perto de áreas civis. É uma posição transmitida por Jake Sullivan.
Nós baseamos o nosso fornecimento de armas mediante as necessidades das tropas ucranianas no terreno. E a Ucrânia precisa do nosso arsenal para sustentar as suas operações ofensivas e defensivas. A Ucrânia tem vindo a pedir o fornecimento destas armas de fragmentação, de modo a defender o seu território. As armas cluster que nós vamos fornecer aos ucranianos são menos perigosas do que aquelas que a Rússia está a utilizar. O governo ucraniano comprometeu-se a evitar utilizar estas armas perto de áreas civis.
Justificação de Jake Sullivan, o conselheiro de Segurança Nacional de Joe Biden, a avançar que os Estados Unidos confirmam o envio de bombas de fragmentação para a Ucrânia. É uma decisão que rompe com os aliados americanos na NATO. Ontem, a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros fez questão de se opor ao envio de bombas de fragmentação para Kiev. Várias organizações de direitos humanos também se mostraram contra a decisão, confirmada pelo conselheiro de Segurança Nacional do governo dos Estados Unidos. António Guterres, secretário-geral da ONU, fez questão de referir, através do porta-voz, que rejeita também o uso contínuo de munições cluster no campo de batalha.
E voltamos, Inês, à atualidade nacional. Depois da demissão do secretário de Estado da Defesa, é o PSD que insiste: o governo está a cair aos pedaços.
É a posição defendida pelos sociais-democratas relativamente a Marco Capitão Ferreira. O secretário de Estado foi constituído arguido na sequência de buscas judiciais realizadas à residência do agora ex-governante e também ao Ministério da Defesa. Ouvido pela Rádio Observador no programa Direto ao Assunto, o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, usa uma expressão popular para ilustrar a capacidade de governar do Executivo.
Alguém que durante dois anos não apresenta relatório e contas é depois convidado para secretário de Estado. E agora tem que sair, supostamente, por uma alegada suspeita de crimes graves, como são os crimes de corrupção e de branqueamento de capitais. Ora, o que eu tenho a dizer, de facto, é que o prestígio das instituições continua a degradar-se com o governo do doutor António Costa. É uma expressão popular, me leva a mal usá-la e com alguma ligeireza, mas creio que ela é reveladora. É cada cavadela, cada minhoca. Nós a cada passo vemos o governo tropeçar em si próprio e incapaz de governar o país.
Secretário-geral do PSD, em entrevista à Rádio Observador. Hugo Soares abordou ainda o silêncio do líder do partido sobre o caso. Assegura que a posição dos sociais-democratas está clara. Entretanto, já deram entrada na Assembleia da República requerimentos do PSD e do Chega para ouvir a ministra da Defesa Nacional e também o antigo titular da pasta, João Gomes Cravinho, sobre os factos tornados públicos sobre Marco Capitão Ferreira, agora ex-secretário de Estado da Defesa.
Falamos de mais esta demissão do Executivo de António Costa, Inês. A demissão de Marco Capitão Ferreira foi o assunto em destaque no programa Semáforo Político desta tarde.
O editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, destaca o impacto que a saída pode ter no governo de António Costa.
Obviamente que isto causa mossa ao governo, ou seja, é mais uma saída. Pode haver aqui, e é isso que nos falta perceber, que ainda não conseguimos perceber, e obviamente estamos a tentar dentro daquilo que é o trabalho jornalístico, se há uma remodelação cirúrgica ou mesmo pontual, em que é substituído o secretário de Estado, ou se será aproveitado para uma remodelação, mesmo que não seja muito alargada, um bocadinho maior e para ser aproveitada para mais algumas peças. Não há sinais, neste momento, de que seja mais alargada.
Já o redator principal do Observador, Luís Rosa, explica porque, apesar de todas as suspeitas, Marco Capitão Ferreira não foi detido.
Não ficou detido porque a tempestade perfeita começou, ou pelo menos teve uma primeira aparição pública, digamos assim, em dezembro de 2022. Na altura, Alberto Coelho e outros responsáveis do Ministério da Defesa foram detidos por várias suspeitas de vários crimes e também pelos perigos, nomeadamente, de continuidade à atividade criminosa, perigo de fuga. No caso de Marco Capitão Ferreira, ao que eu sei, não está em causa nenhum desses perigos. Por exemplo, a questão do perigo de fuga não se coloca e da continuidade à atividade criminosa, tendo em conta os contratos que estão aqui em causa, já não há uma relação de Marco Capitão Ferreira com esses contratos.
A análise feita aqui no Semáforo Político da Rádio Observador.
Um programa que pode sempre consultar no site do Observador como podcast, que já está publicado. Abrimos agora aqui o caderno da saúde neste jornal das 9. O Bastonário da Ordem dos Médicos alerta estar contra facilitismos no que toca à avaliação das habilitações de médicos estrangeiros que pretendem trabalhar cá em Portugal.
Depois de ontem o Conselho de Ministros ter aprovado um decreto-lei que altera o regime jurídico de reconhecimento de graus académicos atribuídos por instituições de ensino superior estrangeiras, Carlos Cortes alerta: é preciso rigor.
A Ordem dos Médicos será frontalmente contra e utilizará todos os meios que tem ao seu dispor para que o reconhecimento continue a ser feito como tem sido feito pela Ordem dos Médicos, utilizando obviamente aqui critérios muito rigorosos através dos júris. Há júris para reconhecer cada uma das especialidades de médicos que vêm do estrangeiro. Os critérios muito rigorosos que são utilizados também para os médicos portugueses. Portanto, não iremos permitir aqui, em primeiro lugar, que haja prática do exercício da medicina em Portugal desqualificado.
Já sobre um eventual reconhecimento automático das especialidades médicas, o Bastonário garante que a Ordem será frontalmente contra.
É sabido, sem ovos não se fazem omeletes. Este é o alerta do Secretário Regional do Sindicato Independente dos Médicos da Região Centro em relação à rutura nas urgências pediátricas do Centro Hospitalar de Tondela-Viseu.
A falta de pediatras pode levar ao encerramento não só do serviço de urgência, como do bloco de partos deste centro hospitalar. À Rádio Observador, José Carlos Almeida explica que além da falta de especialistas em neonatologia, não há médicos para completar as escalas.
Não há pediatras. É tão simples quanto isto, não há pediatras. Sem ovos não se fazem omeletes, sem pediatras não se pode fazer uma urgência pediátrica, nem assegurar o atendimento às crianças. E sem pediatras, também a sala de partos, o bloco de partos, a sua atividade fica comprometida, porque as crianças com low mag precisam de cuidados de pediatras com conhecimento de neonatologia e, portanto, sem pediatras fica tudo comprometido.
É um problema de escalas.
É um problema de escalas, claro.
O Secretário Regional do Sindicato Independente dos Médicos da Região Centro, que deixa ainda o aviso: o cenário de encerramento do bloco de partos e urgências de pediatria pode repetir-se no Hospital de Leiria.
Em Leiria é exatamente a mesma coisa, só que os pediatras de Leiria fizeram um aviso já a prevenir o que vai acontecer no futuro. Este mês a escala está preenchida. A escala provisória para o mês de agosto tem cerca de 30 buracos nas escalas para os especialistas e cerca entre 13 a 15 buracos de escalas para os internos, para os médicos internos de pediatria. É possível que ainda se consiga preencher as escalas de Leiria para o mês de agosto. Para os meses seguintes, provavelmente não vão conseguir, porque praticamente todos os médicos pediatras de Leiria já fizeram as 150 horas extraordinárias a que são obrigados por lei.
José Carlos Almeida, o Secretário Regional do Sindicato Independente dos Médicos da Região Centro, afirma ainda que também no Hospital de Castelo Branco, a urgência pediátrica está agora assegurada por médicos sem especialidade.
Falamos agora da política europeia. O governo dos Países Baixos caiu devido a divergências sobre o sistema de asilo.
O primeiro-ministro Mark Rutte exigiu aos parceiros de coligação restrições no reagrupamento de familiares diretos de refugiados de guerra. Mas os quatro partidos que compõem o governo de centro-direita dos Países Baixos estão em desacordo há meses sobre a forma como lidar com o fluxo de refugiados. A situação ficou tensa na quarta-feira, quando o primeiro-ministro dos Países Baixos colocou na mesa um limite de 200 familiares de refugiados reunidos por mês e um período de espera de dois anos antes de poderem viajar para os Países Baixos. A proposta tem sido considerada inviável pelo Partido Progressista D66, mas sobretudo pelo partido União Cristã, um parceiro que diz que o respeito pela família é uma linha vermelha.
9 horas e 12 minutos deste jornal, Inês Batista, vamos ao habitual espaço de informação local deste jornal.
Um incêndio deflagrou num prédio em Oeiras esta tarde. As chamas levaram à evacuação de dois prédios. Dezenas de pessoas foram retiradas de casa. Para o local foram destacados 21 operacionais e oito viaturas dos bombeiros e também elementos da PSP. Não houve feridos a registar. No Seixal, a área pública junto ao bairro da Jamaica vai ser um parque urbano com espaços de jogo e recreio, equipamentos de exercício ao ar livre. Este sábado, técnicos e autarcas do município vão reunir-se com a população para apresentar os planos para a área. O encontro vai decorrer no Clube Desportivo e Recreativo do Fogueteiro, inserindo-se no âmbito das sessões Seixal Mais. Em Santarém, as três lotações esgotadas para o musical Um Canto da Liberdade levaram a que se criasse uma quarta sessão. Vai realizar-se no próximo domingo, dia 9 de julho, às 10 da noite, na parada da antiga Escola Prática de Cavalaria. O Parque Urbano de Ovar vai acolher o Festival Festa, que conta com a participação de artistas como Ana Moura, Selma Uamusse e Lu-Cargel. A iniciativa organizada pelo município de Ovar arranca às 15h de amanhã. A Câmara Municipal de Famalicão promove as férias de verão inclusivas. São destinadas a 15 alunos portadores de deficiência. O programa do Conselho decorre até o final do mês de julho. É dinamizada a partir do Centro de Recursos Educativos.
Foram as notícias com a Inês Batista e ela regressa com uma síntese quando forem 21h30.