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Na Rádio Observador. Jornal das 10, com edição da jornalista Laura Figueiredo. E começamos pelas eleições presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa diz que todos os dias aparece um candidato novo, mas rejeita pronunciar-se sobre o assunto.

Em Ponta Delgada, nos Açores, o presidente da República foi questionado sobre os nomes que se perfilam na corrida a Belém. O chefe de Estado recorda as duas últimas idas às urnas para normalizar o número de candidatos. Sobre os perfis que agora se apresentam para eleições, diz apenas que é neutral.

Não posso comentar eleições presidenciais. Nenhuma eleição, mas presidenciais não posso.

Há muitos candidatos.

Era violar o princípio da neutralidade.

Muitos candidatos que já se perfilaram.

Não posso. Não pode ser. Todos os dias aparecem mais candidatos. Quando eu fui candidato, houve, num caso, nove, no outro caso, 10 candidatos, que eu me recordo. Portanto, agora não sei quantos serão, veremos.

Marcelo Rebelo de Sousa, hoje na Ilha de São Miguel, nos Açores, participou na sessão de encerramento do Encontro Internacional de Cidades e Municípios Geminados entre Portugal e os Estados Unidos, organizado pela FLAD.

Laura, tempo agora para uma notícia Observador. António Vitorino tentou um acordo com António José Seguro para a corrida presidencial.

O Observador apurou junto de várias fontes socialistas que houve investidas do lado do antigo comissário europeu em dois momentos. Primeiro, Vitorino fez de tudo para que avançasse apenas um candidato. Numa segunda fase, tentou que existisse um entendimento no sentido de, mais próximo da data das eleições, o pior colocado entre os dois pudesse desistir a favor do outro. No entanto, Seguro recusou e quis manter o calendário que tinha na cabeça, sem admitir uma possível desistência. O Observador sabe que quando o antigo secretário-geral do PS surgiu na corrida a Belém e o cenário de candidaturas múltiplas na área socialista começou a ensebrar o partido, houve uma abordagem indireta de Vitorino. A ideia era precisamente convencer António José Seguro a esperar por uma avaliação sobre quem estaria em melhores condições para concorrer à Presidência da República.

E este é um artigo que está em destaque no site do Observador e que é assinado pela jornalista de política Rita Tavares. Marta Temido acredita que José Luís Carneiro vai ser um secretário-geral capaz de construir soluções consensuais dentro do Partido Socialista.

A eurodeputada votou esta tarde em Lisboa para eleger o próximo líder socialista. Marta Temido saúda a candidatura de José Luís Carneiro, a quem deixa elogios, mas pede espaço para uma reflexão interna.

José Luís Carneiro é um homem que eu considero e conheço essas características, como convivemos, ainda que durante pouco tempo, no governo, profundamente empenhado, trabalhador e capaz de construir soluções de consenso. Penso que essas são características muito importantes e que lhe facilitarão muito a vida dentro do partido e sobretudo onde nós precisamos de obter resultados, porque aquilo que o PS precisa de fazer é, naturalmente, uma organização interna, mas sobretudo é resposta às populações.

Também Duarte Cordeiro votou esta tarde. Admite que o partido precisa pensar sobre os desafios do futuro do PS. O antigo ministro pede assim que uma candidatura única não signifique falta de pluralismo dentro do partido.

Para mim, é fundamental a diversidade de opinião na vida interna do partido. Acho que temos que encarar com naturalidade. Acho que isso é um contributo para a valorização e para a riqueza que o Partido Socialista tem. Portanto, a unidade é uma unidade, obviamente, pelo fato de haver uma candidatura única, mas espero que continue a haver bastante diversidade de opinião.

Declarações de Duarte Cordeiro, antigo ministro socialista. O PS elege entre hoje e amanhã o novo secretário-geral. Quinze das 21 federações vão hoje a votos para escolher o sucessor de Pedro Nunes Santos.

Olhamos agora para a saúde. O ex-diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, António Gandra d'Almeida, autorizou pagamentos extra para si próprio na altura em que estava à frente do serviço.

Quando era diretor executivo do SNS, Gandra d'Almeida autorizou o pagamento de um valor por hora superior ao estipulado para serviços médicos que ele próprio prestou na urgência da ULS da Guarda. Em vez de €40 por hora, como seria previsto, recebeu €55, uma possibilidade que está prevista na lei, mas que obriga a uma autorização da direção executiva do SNS. O caso foi descoberto durante a investigação da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde sobre a alegada acumulação de funções irregulares de Gandra d'Almeida quando era dirigente do INEM Norte. De acordo com a CNN Portugal, Gandra d'Almeida fez milhares de horas extra nos serviços de urgência de hospitais e também em viaturas de emergência médica. No total, recebeu centenas de milhares de euros em situação irregular de acumulação de funções. O contrato assinado com a ULS da Guarda e a empresa criada por António Gandra d'Almeida resultou no montante total de €29 mil. O ex-diretor executivo do SNS afirma que quando assinou o contrato não tinha conhecimento ou perceção do que abrangia.

Dez horas, cinco minutos, Laura Figueiredo, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel considera que a comunidade global tem a obrigação de impedir que o Irão desenvolva armas nucleares. Declarações do ministro numa publicação na rede social X sobre o ataque israelita da última semana às instalações nucleares e militares iranianas. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel alerta para o perigo de uma bomba nuclear. Diz que o Irão pode usá-la para eliminar Israel. No desporto, é oficial: o Benfica anunciou esta noite a renovação do contrato de Otamendi. O anúncio feito através das redes sociais. Otamendi renovou por mais uma temporada, até junho do próximo ano. O central internacional argentino estava em final de contrato. Tinha já revelado, há poucos dias, que rejeitou propostas da Arábia Saudita por estar focado no Mundial de Clubes em representação das Águias. Agora está desfeito o tabu, Otamendi vai mesmo continuar na Luz.

E é com desporto que fechamos este Jornal das 10, em edição da jornalista Laura Figueiredo, que está de regresso às 22h30. Já não sei que horas são, já está a ficar tarde. É noite de sexta-feira. Muito obrigada por estar desse lado.