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Noticiário. Edição das 10, Laura Figueiredo. E a começar com António José Seguro, agradece o apoio do PS à candidatura à Presidência da República. Ainda assim, sublinha que é uma candidatura suprapartidária.

Um agradecimento feito esta noite em entrevista à SIC Notícias, um dia depois de o Partido Socialista ter anunciado oficialmente o apoio ao antigo líder na corrida a Belém. António José Seguro diz que se sente honrado e revela que ligou ao secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, a manifestar agradecimento. Ainda assim, o candidato a Belém diz que o apoio soma-se a todos os que tem recebido ao longo dos quatro meses e reforça que a candidatura é suprapartidária.

A minha candidatura é uma candidatura suprapartidária e que tem a sua própria estrutura. Nós temos mandatários distritais, mandatários concelhios, temos diretores de campanha distritais, concelhios. Temos uma estrutura própria e obviamente todos aqueles que vierem e que sejam democratas, progressistas, humanistas, que é esse o meu apelo, que convirjam nesta candidatura, são todos muito bem-vindos. Esta não é uma extensão de um partido. Eu percebo que outras candidaturas são os partidos que as anunciam. No meu caso, não foi assim.

António José Seguro afirma que quer ser um presidente mais ativo e aponta críticas a Marcelo Rebelo de Sousa. O candidato apoiado pelo Partido Socialista diz que a demografia, habitação e saúde vão ser as causas, em caso de ser eleito. Seguro revela que não quer ser um chefe de Estado com presença assídua em telejornais, mas mantém a promessa de ser um presidente ativo.

Eu serei um presidente muito mais ativo, de forma discreta, para resolver os problemas, do que propriamente um presidente que todos os dias fala para aparecer nos telejornais. Nos últimos anos, tem havido uma política de tratar os sintomas e não tanto as causas dos problemas. Nós precisamos de erradicar as causas dos problemas. Isso leva mais tempo.

António José Seguro acrescenta ainda que, à semelhança de Marcelo Rebelo de Sousa, também promulgava o diploma da Lei dos Estrangeiros. Entretanto, Augusto Santos Silva mantém o que disse anteriormente sobre o candidato presidencial. Considera que António José Seguro não cumpre os requisitos mínimos de uma candidatura que possa ser apoiada pelo PS e por um vasto campo de forças democráticas. À margem das jornadas parlamentares do PS esta tarde, Santos Silva disse ver com naturalidade o apoio do Partido Socialista a António José Seguro.

Quanto ao ex-presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva defende que a maior maldade do PS ao governo é a abstenção no Orçamento do Estado.

Porque dessa forma impede o governo de continuar a rapar o fundo do tacho bem recheado deixado pelos governos socialistas. É a expressão utilizada por Augusto Santos Silva nas jornadas parlamentares do PS, em Penafiel. Para o antigo presidente da Assembleia da República, o atual governo está a esbanjar o dinheiro guardado por antigos executivos socialistas para satisfazer interesses conjunturais de alguns funcionários públicos.

Usando o excedente orçamental que recebeu, procurou conquistar esses segmentos. Por isso, aliás, é que eu pessoalmente acho que a maior maldade que o grupo parlamentar do PS vai fazer ao atual governo, maldade que o atual governo merece, é mesmo abster-se no orçamento, impedindo-os de continuar a ser uma mera comissão eleitoral, rapando o fundo do tacho que receberam bem recheado do ministro das Finanças, Fernando Medina, e dos seus predecessores.

Augusto Santos Silva acusa o governo de ser especialista em degradar os serviços públicos.

Carlos Moedas diz que o acidente do Elevador da Glória foi derivado a causas técnicas e não políticas.

A reação do presidente da Câmara de Lisboa surge na sequência do relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários, que aponta falhas à Carris, à manutenção e à supervisão. Numa curta declaração enviada à Lusa, Carlos Moedas diz que, ao contrário da politização que alguns fizeram durante a campanha, o relatório reafirma que a infeliz tragédia do Elevador da Glória foi derivada de causas técnicas e não políticas.

Ora, a Carris discorda em parte do relatório preliminar do acidente no Elevador da Glória. Laura, o relatório revela que o cabo não estava certificado para o transporte de pessoas.

Esta primeira versão do relatório aponta várias falhas à Carris. Começamos primeiro com o que revela o documento assinado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários. Uma das conclusões é essa: o cabo não respeitava as especificações da empresa responsável pelo Elevador da Glória, como explica a grande repórter de Economia do Observador, Ana Suspiro.

O cabo que foi instalado não correspondia às certificações que tinham sido feitas pelo departamento de engenharia da empresa a vários níveis, inclusive é que não sequer estava certificado para ser utilizado em equipamentos de transporte de pessoas. E depois havia outras coisas mais técnicas, tem a ver com diâmetros e com espessuras. Não consegue, contudo, nesta fase, o gabinete de investigação de acidentes estabelecer uma relação direta entre as duas coisas, ou seja, não tem a certeza de que foi essa a causa do acidente.

A jornalista Ana Suspiro acrescenta que o relatório preliminar do acidente aponta falhas acumuladas à Carris e dá um exemplo.

Das propostas que foram recebidas, duas delas não cumpriam os requisitos em termos dos cabos que eles se propunham fornecer, e, no entanto, foi escolhida uma delas, por uma razão que tinha a ver com a razão pela qual este procedimento foi lançado em 2022. A Carris precisava de fazer uma substituição da motorização no elevador de Santa Justa e, portanto, estava com pressa e aceitou a proposta que prometia entregar os cabos mais depressa. E por acaso era uma das duas cujas certificações não correspondiam àquilo que era necessário para estes equipamentos.

Ana Suspiro com algumas das conclusões preliminares do acidente de 3 de setembro no elevador da Glória.

Entretanto, a Carris diz que desconhece as falhas da empresa externa responsável pela manutenção, mas afastou o diretor dessa área.

Sim, o diretor de manutenção do módulo elétrico foi demitido. O relatório aponta, por exemplo, que as inspeções previstas para o dia do acidente estão registradas como executadas, mas há evidências de que não foram feitas no horário indicado na folha de registro. Em comunicado, a Carris diz que o Conselho de Administração desconhecia toda a factualidade descrita, até porque esse incumprimento, garante, nunca foi reportado pela Direção de Manutenção do Módulo Elétrico, nem pelo gestor do contrato. Na nota enviada ao Observador, também cita a parte do relatório preliminar, onde se pode ler que a informação ainda é incompleta. O relatório final pode ficar pronto só em setembro do próximo ano. Este acidente no elevador da Glória provocou 16 mortos, cerca de duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades. O relatório preliminar recomenda que os ascensores em Lisboa se mantenham parados até ser feita uma reavaliação por uma entidade externa especializada.

Agora, 10h07. Já foi tida a principal suspeita da agressão a José Manuel Anes. A filha do antigo presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo já está sob custódia da Polícia Judiciária.

É o que avança o comunicado desta força de segurança. A mesma nota acrescenta que, devido à gravidade da agressão, José Manuel Anes foi conduzido para o Hospital de São José. O Observador apurou que o criminalista está livre de perigo e que a Polícia Judiciária está a investigar publicações nas redes sociais, supostamente feitas pela filha, em que ela diz haver a tentativa de homicídio. Já de acordo com o comunicado da PSP, o alerta foi dado ao início da tarde. Devido ao histórico de violência doméstica, um carro-patrulha deslocou-se de imediato à residência, onde se deparou com o homem de 81 anos no chão.

Agora para o desporto. O técnico do Benfica não considera que o jogo de amanhã seja decisivo pra jornada europeia do clube.

Em Inglaterra, na antevisão do jogo de amanhã frente ao Newcastle, a contar pra Liga dos Campeões, José Mourinho afirma que o Benfica vai jogar o jogo como se fosse a última oportunidade do clube na competição, apesar de não o achar.

Estão 18 pontos em disputa. Depois do jogo de amanhã, estarão 15. Se nós fizermos 15 pontos, qualificamos. Nem precisamos de 15, nem precisamos de 14, nem precisamos de 13, nem precisamos de 12. Provavelmente, nem precisamos de 11. Portanto, o jogo de amanhã não é decisivo. Agora, nós jogaremos o jogo a pensar que sim. Jogaremos o jogo como se fosse a nossa última oportunidade, mas não é.

Na conferência, foi questionado ainda se assinava um empate frente ao Newcastle antes do jogo. Mourinho não se compromete, diz que quando fez isso no embate frente ao Chelsea, o Benfica perdeu. As águias jogam amanhã frente ao Newcastle, às 8 da noite, em Newcastle, no St. James' Park, para a terceira jornada da fase regular da Liga dos Campeões.

É o jogo que vai contar aqui com relato e análise na Rádio Observador. Agora são 10h09. E, Laura, e outras notícias que vão marcando a atualidade a esta hora.

A Ucrânia e os Estados Unidos estão a trabalhar em projetos conjuntos no setor energético, uma informação avançada por Volodymyr Zelensky. De acordo com uma publicação do presidente ucraniano na rede social X, Washington está interessado em colaborar na geração de energia nuclear, gás e petróleo. Zelensky acrescenta ainda que esta cooperação com os Estados Unidos se integra a uma estratégia euro-atlântica para reduzir a dependência da Europa dos recursos energéticos russos. O vice-presidente dos Estados Unidos está já a bordo do Air Force Two para viajar até Israel. JD Vance, juntamente com a mulher, está a caminho de Israel, onde deve chegar amanhã de manhã. Na agenda está um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para trabalharem na segunda fase do acordo de cessar-fogo. Corina Machado afirmou que a sua luta pela liberdade na Venezuela é moral, existencial e espiritual. Declarações da líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz de 2025, no Fórum Mundo em Progresso, organizado pelo grupo de comunicação social espanhol Prisa, onde defendeu que a reconstrução do país exige bases éticas sólidas. Corina Machado acusou o regime de Nicolás Maduro de governar pelo medo e pela manipulação midiática. Recorda que milhares de opositores são perseguidos desde as eleições de 2024, consideradas fraudulentas.

Agora sim, ponto final. Laura Figueiredo volta daqui a pouco, às 10h30. A seguir, para repor o debate Decisão Benfica.