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As notícias. Jornal das 10 com a Nadine Soares e começamos na saúde. Fazer exames no SNS, no privado, é cada vez mais difícil. O tempo de espera pode ser de quase um ano e a reguladora já aplicou multas.
É uma notícia observadora, a disparidade é notória. Por exemplo, uma mamografia marcada a título privado poderia ser feita já na próxima semana, mas se o mesmo exame fosse marcado através do Serviço Nacional de Saúde, ou seja, sem qualquer custo para o utente, o tempo de espera disparava para quase um ano. Era só possível fazer este exame em outubro do próximo ano, com custo que pode variar entre os €30 e os €200. Esta foi uma das situações mais críticas que o Observador encontrou nos vários contactos que fez com os operadores de saúde do setor que tem acordo com o Estado. A entidade reguladora diz que está atenta a situações de discriminação e garante que já aplicou coimas que podem chegar perto dos €45 mil. É um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. É assinado pelo jornalista Tiago Caeiro.
Mudamos o tema para a reforma laboral. Paulo Raimundo acusa o governo de ter criado más medidas para as deixar cair do pacote laboral, de forma a parecer uma cedência.
O secretário-geral do PCP alerta para aquilo que considera ser uma jogada do governo. Paulo Raimundo vai mais longe, diz mesmo que o pacote laboral apresentado pelo governo não tem remendo possível. Acusa o executivo de Montenegro de fingir cedências nesta matéria.
Esse pacote laboral, escrito pelas mãos dos grupos econômicos e a quem PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal dão voz. Nós já percebemos a manobra que está em curso. Nos próximos tempos, horas ou dias, vai cair esta ou aquela proposta, que de tão asquerosa que é, só estava na atual proposta do governo para cair na primeira oportunidade. Esta jogada vai ser vendida como uma cedência. Vai se procurar instalar o debate sobre isso, deixando fora da discussão as tais linhas mestras. Essas ficam, eu diria, ficavam, porque nós, não vamos permitir.
Declarações de Paulo Raimundo num discurso no encerramento do Congresso da Juventude Comunista Portuguesa em Oeiras. O líder comunista que diz que esta reforma foi escrita pelos grandes grupos econômicos.
E os bombeiros querem novas medidas para melhorar as condições dos profissionais até janeiro. Se isso não acontecer, os protestos vão avançar.
É o que diz o presidente da Liga dos Bombeiros no final do Congresso Nacional, que decorreu em Alcobaça. António Nunes mostra-se confiante quanto às negociações com o governo para a valorização das carreiras, mas alerta que sem respostas concretas, os bombeiros vão sair à rua.
Nós sabemos que muitas dessas medidas têm a ver com questões orçamentais, o que leva sempre a uma dificuldade acrescida e eu estou também a acreditar que quer o governo, quer a própria Liga, hoje já chegou aos processos finais. Vamos ter uma estrutura para os bombeiros voluntários com contrato de trabalho, vamos ter um estatuto de soldo bombeiro. Vamos rever um conjunto de situações do subfinanciamento das associações. Se em janeiro não tivermos, mas tivermos a convicção de que é em fevereiro, nada acontecerá. Se começar a vir a questão de: "É para o próximo orçamento, é para o próximo ano", nós não vamos aceitar.
Declarações de António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros, neste registo da RTP, que reconheceu à Agência Lusa que o governo deu alguns sinais positivos, no entanto, a reforçar a exigência de datas concretas.
E João Cotrim Figueiredo apela à boa fé de todos nas negociações para alteração à lei laboral.
O candidato presidencial, apoiado pela Iniciativa Liberal, considera que é preciso boa fé de todas as partes envolvidas.
Não me parece que seja absolutamente lícito que uma crispação à volta de um tema impeça aquilo que é absolutamente necessário, do meu ponto de vista, é que a legislação, neste caso a laboral, mas outras poderia dizer exatamente a mesma coisa, evoluam e mudam com os tempos. Neste caso concreto, que a legislação laboral se flexibilize, é absolutamente essencial para que Portugal mantenha a hipótese de beneficiar com as mudanças que aí vêm no futuro.
Para Cotrim Figueiredo, é necessária a flexibilização nesta área para que Portugal beneficie de mudanças futuras, diz o candidato ao Blém que cada um tem as suas razões.
Ainda sobre a corrida ao Blém, António José Seguro vai ter como mandatária nacional da candidatura à presidência, a cientista Maria do Carmo Fonseca.
O candidato defende que a vida pública não pode ser só composta por políticos, quer que as mulheres assumam mais protagonismo na liderança do país. De acordo com uma nota enviada à Lusa, nas palavras de António José Seguro, Maria do Carmo Fonseca é a expressão da natureza desta candidatura, que descreve como independente, inclusiva e agregadora. Na mesma nota, a mandatária justifica ter aceitado este convite com o facto de querer um futuro construído com inteligência, coragem e independência.
E Marques Mendes promete, caso seja eleito presidente da República, realizar presidências abertas junto das comunidades portuguesas no estrangeiro.
Algo que nunca foi feito e que permite dar atenção e visibilidade aos portugueses espalhados pelo mundo. É o que defende Luís Marques Mendes, em entrevista à Agência Lusa, durante uma visita que está a fazer a várias cidades do Brasil, desde sexta-feira. O candidato presidencial social-democrata assume que este compromisso com comunidades portuguesas, se for eleito chefe de Estado.
Eu assumi um compromisso aqui, sim, o único compromisso que assumo, de que enquanto presidente da República, se for eleito, introduzirei uma novidade no exercício das funções de presidente da República. É a novidade de criar presidências abertas no estrangeiro, junto das comunidades. Mas nunca ninguém fez presidências abertas no estrangeiro, nem no Brasil, nem na Alemanha, nem em França, no Luxemburgo, fosse onde fosse Ora, eu vou passar a fazer. Portugal não é só um território, é um território e é uma nação.
Declarações de Marques Mendes à Agência Lusa, o social-democrata que reforça a ideia de que não há portugueses de primeira e de segunda.
Falamos de outras notícias que marcam a atualidade. Dois homens foram esta noite baleados num restaurante no Montijo.
O episódio aconteceu pelas 20h e estavam a ser transportados, neste momento, para o Hospital do Barreiro, em manobras de reanimação. É o que revela a fonte do Comando Sub-regional de Emergência de Proteção Civil à Agência Lusa. As vítimas serão da mesma família. Os agressores, cujo número ainda não foi possível apurar, terão um relacionamento laboral com as vítimas e já abandonaram este local. As motivações do ataque estão a ser investigadas pelas autoridades. No local, estão mais de 20 operacionais apoiados por oito viaturas dos bombeiros e da GNR.
Falamos de desporto. Portugal está no Mundial de Futebol.
Foi uma goleada. A equipa das Quinas venceu a Arménia por 9x1 e garante assim a entrada no Mundial de Futebol de 2026. Valeram os gols de João Neves, Gonçalo Ramos, Renato Veiga, Bruno Fernandes e ainda Francisco Conceição. No final da partida, Roberto Martínez diz que a equipa das Quinas está agora mais preparada para enfrentar as próximas fases de competição.
Agora sim, podemos sonhar com o Mundial. Eu gostei muito da resposta dos jogadores, muito responsável, o trabalho feito depois da derrota da Irlanda mostrou um balneário muito responsável, muito preparado e acho que agora estamos mais preparados para ir ao Mundial que quando nós ganhamos 10 jogos na fase de apuramento para o Europeu.
Roberto Martínez, que considera que a goleada de Portugal mostrou uma equipa muito completa. O presidente da República e o primeiro-ministro assistiram ao jogo nas bancadas do Estádio do Dragão. Marcelo Rebelo de Sousa saudou a seleção pela vitória e fala num jogo marcante.
É o jogo da minha vida e da vida de muitos portugueses. Tivemos jogos mais impressionantes, jogos que se deram nas finais vitórias, mas 9x1 é uma vez na vida, de facto. E podia ter sido 11x1, 10x1. Foi excepcional. A equipa jogou com uma fibra, com uma categoria, com uma classe, com uma velocidade. Foi único. Ainda bem que estavam aqui tantas crianças que vão durante 10 anos, 20 anos, 30 anos, até serem adultas, recordar este jogo. Lá estamos na fase final e, por feliz coincidência, eu tinha marcado para hoje a entrega das condecorações da vitória da Liga das Nações.
Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa no final da partida. Luís Montenegro também se mostrou confiante de uma vitória de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol.
Ainda no desporto, Jannik Sinner bateu Carlos Alcaraz e venceu o ATP Finals de 2025.
O tenista italiano conquistou este domingo o título em simples do ATP Finals de 2025, isto após vencer o espanhol Alcaraz por dois sets a zero, foi o segundo título da competição em três finais consecutivas. Esta temporada, o italiano foi campeão do Australia Open e do Wimbledon.
Desporto para fechar este jornal das 10.