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Previstos para baixo. Jornal das 10, com edição da Diana Rosa. Diana, o Tribunal Constitucional vai anunciar na próxima segunda-feira uma decisão sobre a nova lei da nacionalidade.

Dia 15, os juízes do Palácio Ratton vão fazer uma leitura pública dos principais pontos do acórdão. É o que confirma ao Observador fonte do Tribunal Constitucional. É um veredicto que surge depois do PS ter pedido a fiscalização preventiva da nova proposta do governo. Tinham sido dados 25 dias para ser conhecida a decisão final, prazo que termina precisamente na próxima segunda-feira. Esta decisão não é ainda conhecida, mas no executivo de Luís Montenegro antecipa-se um novo braço de ferro com o tribunal.

E Jorge Pinto aconselha o governo a ouvir os trabalhadores no regresso às negociações sobre o novo pacote laboral.

O candidato à presidência volta a dizer que o que está em causa são ataques tremendos aos direitos dos trabalhadores. No dia seguinte à greve geral, Jorge Pinto critica o governo por querer continuar a deixar os trabalhadores fora do diálogo sobre as alterações ao Código do Trabalho.

Algo muito sério está a acontecer, e o que está a acontecer é uma tentativa de revisão da lei laboral, com mais de 100 propostas de alteração, sem que: primeiro, tenha sido apresentado no programa eleitoral de AD e, segundo, sem que tenha havido um diálogo prévio com os trabalhadores. Isto não pode acontecer. É evidente que as alterações às leis laborais têm de passar por um diálogo, e um diálogo que faz-se nos dois sentidos. Não é só falar, é falar e ouvir. E o governo não tem querido ouvir os trabalhadores e ontem continuou a não querer ouvir os trabalhadores, quando o senhor ministro Leitão Amaro diz que a adesão à greve foi inexpressiva.

Jorge Pinto, à margem de um jantar com apoiantes, defende que um presidente da República tem de estar ao lado dos portugueses e das portuguesas e tem de os ouvir. Questionado sobre a possibilidade de um acordo, Jorge Pinto respondeu de forma positiva. Ainda assim, lembra que a UGT foi muito clara quando disse que não exclui uma nova greve geral.

E o pacote laboral do governo está mais perto de receber um sinal vermelho. O Chega anuncia que vai votar contra, caso não sejam alteradas algumas matérias.

Exemplo disso, Felipe, é o despedimento e as alterações na área da parentalidade. É um aviso deixado hoje por André Ventura, diz que o Chega não passa este documento se se mantiver como está agora.

Se fosse como está agora, está mal, está contra, porque está errado. É um ataque a quem trabalha, é um ataque a quem investe, é um ataque a quem se esforça. É tão simples como isto. Agora, isto ainda é um anteprojeto, isto tem matéria de ser desenvolvida. Eu já lhes dei vários exemplos. Há questões como a do banco de horas, da licença de parentalidade, em que pode haver evolução, e que pode haver evolução ainda de negociação. Se o governo não quiser fazer, tenho muita pena que não aconteça.

O presidente do Chega acusa o governo de estar a prejudicar os trabalhadores e a cometer um erro. Entretanto, a ministra do Trabalho convocou o GT para uma nova reunião na próxima terça-feira.

E a antiga ministra do Trabalho, do PS, Ana Mendes Godinho, considera que o governo está a cometer um erro ao desvalorizar o impacto da paralisação.

Rejeita que a greve geral tenha sido só da função pública ou inexpressiva, como disse ontem o ministro da Presidência. Uma desvalorização que a antiga ministra do Trabalho não gostou de ouvir. Pede ao governo, Ana Mendes Godinho, que mude de estratégia.

Quando a Autoeuropa, a maior empregadora do país, está encerrada, acho que é difícil dizer que isso é uma greve só da administração pública. Por outro lado, acho também que é um sinal péssimo estar a tentar colocar e criar guerrilhas entre trabalhadores da função pública e trabalhadores do setor privado. É um erro que a história já mostrou que não funciona. Não é um bom caminho querer ignorar ou menorizar o que aconteceu.

A antiga ministra do Trabalho foi a convidada do Explicador da tarde política. Ana Mendes Godinho pede que o governo saiba ler os sinais do protesto de ontem e saúda desde já essa reunião agendada com o GT para a próxima terça-feira.

E, Diana, o novo presidente do INEM admite que o instituto tem falta de trabalhadores em todas as áreas, em particular de médicos.

No Subscuta da Rádio Observador, um mês depois de assumir o cargo, Luís Cabral quer alterar essa realidade.

Nós temos carência de profissionais em algumas classes e que me parecem que têm que ser devidamente colmatadas. Eu tenho 23 médicos no Instituto Nacional de Emergência Médica. Ou seja, faz pouco sentido que um instituto, que o próprio nome diz que é um instituto médico, tenha poucos clínicos. E isso vai ter que ser devidamente colmatado.

Sim, todo o socorro não urgente, aliás, não fica por aqui. Luís Cabral quer também mudanças profundas no INEM. Quer, por exemplo, que as chamadas sejam atendidas em 10 segundos e os meios estejam no local em oito minutos para os pedidos de socorro urgentes.

E o presidente do INEM admite ainda a notícia de que o instituto pode deixar de ter ambulâncias próprias.

Mas afasta dramatismos, diz que a situação atual não é muito diferente.

Em relação às ambulâncias em concreto, há aqui uma proposta que já vai um bocadinho ao encontro daquilo que é, no fundo, a atividade atual do INEM. Deixar muito claro que 90% da nossa frota de ambulâncias, neste momento, já é entregue aos bombeiros voluntários e à Cruz Vermelha Portuguesa. Nós temos um número de ambulâncias muito residual pra aquilo que é o dia a dia do funcionamento do INEM.

Todo o socorro não urgente ficaria a cargo das corporações de bombeiros e da Cruz Vermelha, uma decisão que ainda não está fechada, mas que o novo presidente do INEM diz que consta de uma recomendação do relatório da Comissão Técnica Independente.

Entretanto, Diana, os trabalhadores do INEM avisam o conselho diretivo que têm linhas vermelhas quanto às condições de carreira.

Em declarações à Lusa, o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Rui Gonçalves, sublinha que não vai ser admitida qualquer extinção de postos de trabalho, nem qualquer mobilidade forçada. Os trabalhadores alegam a necessidade de salvaguardar direitos no âmbito da reestruturação do INEM, uma posição tomada hoje em assembleia geral e já foi comunicada ao novo presidente Luís Cabral.

E os sindicatos da PSP voltaram hoje a sair desiludidos de uma reunião no Ministério da Administração Interna. Falam numa situação aflitiva.

Maria Lúcia Amaral propôs um aumento de 2,2% em todos os suplementos em 2026, tal como em toda a função pública. É manifestamente insuficiente para as estruturas sindicais. A ministra garantiu, no entanto, que todos os suplementos: turno, piquete, comando, residência e serviço especial, atribuídos de acordo com a função que o polícia desempenha, vão ser revistos, sem adiantar uma data. O presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia classificou como inacreditável o aumento proposto. Relembra que os suplementos não são revistos na PSP há quase 20 anos. Fala numa situação aflitiva e faz as contas. Esta atualização significa um gasto total de €890 mil na PSP. Também o presidente do Sindicato Nacional da Polícia, Armando Ferreira, discorda da atualização, diz que se trata de tostões.

Passam sete minutos das 10:00, Diana, vamos conhecer outros temas em destaque.

Os deputados do PS Madeira vão abster-se na votação, na generalidade, do orçamento regional para 2026. O documento começa a ser discutido na Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira. Paulo Cafôfo afirma que se trata de um orçamento de recuo, com menos dinheiro, menos saúde e menos habitação. Diz ainda o líder parlamentar do PS na Assembleia Regional, que o valor orçamental é inferior ao deste ano e preconiza cortes nas verbas para as áreas que deveriam ser prioritárias. Falamos ainda de arte, Filipa, o projeto Red Sky Falls, de Alexandre Estrela, foi o escolhido para representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza no próximo ano. O projeto, com curadoria de Ana Belisa e Ricardo Nicolau, é um sistema cibernético que reage em tempo real à atividade sísmica planetária, convertendo em imagem e som. É o que adianta a Direção-Geral das Artes. A edição 61 da Bienal de Arte de Veneza, que vai decorrer sob o tema In Minor Keys, vai decorrer de 9 de maio a 22 de novembro de 2026. E agora a Suíça pode bater o novo recorde do Guinness, Filipa. Diz-me.

Consegues adivinhar qual é? Eu já sabia que me ias dizer, porque eu não consigo adivinhar.

Chocolates.

Esse era o mais provável.

Ou queijo. Não.

Não é nenhum dos outros? Não, é o quê?

Não. Foi feito o maior mural do mundo com peças de Lego.

Gosto de Lego.

Tu gostas de Lego, não gostas, Filipa?

Adoro Lego.

Por isso é que eu trouxe aqui esta notícia.

Tudo pensado, obrigada.

Para puxar este jornal em grande.

Então, conta-me mais.

São 300 mil peças de Lego neste mural na Suíça, o maior do mundo.

Trabalho para um miniaturista.

Sim, e resta saber qual é o tamanho das peças. Retrata várias paisagens de locais na região de Vaud, no norte da Suíça. Foi montado este mural no ocidente do país, durante um evento para arrecadar fundos para pessoas que vivem com doenças genéticas raras. Ainda por cima é por uma boa causa. A autoria da Brick Master, uma empresa especializada em eventos relacionados com as peças de brincar. Brincar, quer dizer, também há para adultos, não é?

Sim, é verdade. Olha, por acaso ainda este ano, no mês passado, o meu namorado fez anos e eu ofereci-lhe um Lego, que era do Leonardo Da Vinci, que era meio complexo de montar. Eu acredito que existam vários segmentos para adultos e outros para crianças. Mas voltando aqui-

E para todos os preços, porque eu ainda este fim de semana fui ver Legos para adultos e havia alguns que custavam algumas centenas de euros.

É, não é barato.

Principalmente aqueles do Harry Potter.

Gosto muito, mas não tem um preço assim muito simpático.

É verdade.

Mas olha, falando aqui deste mural, eu quero saber qual é a dimensão.

Tem 24 metros de comprimento, dois de altura, portanto deve ter alguns 17 mil euros.

Não dá para guardar ali no escritório.

Este mural precisa ainda de ser avaliado pelo Guinness World Records para receber oficialmente o título de maior mural em Lego. Mas é o maior do mundo.

Já é bem bom. Tenho que ir à internet procurar aqui fotografias deste mural. Notícia de fecho deste jornal das 10:00.