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Diana Rosa. Começamos este jornal com o debate para as presidenciais entre Catarina Martins e Jorge Pinto, que aconteceu esta noite. Ambos rejeitam desistir da corrida a Belém em prol de uma única candidatura à esquerda, a de António José Seguro.

Que tem apelado ao voto útil para afastar a direita da Presidência da República. O argumento não convence Catarina Martins, que afirma que não sabe o posicionamento de Seguro em questões fundamentais.

Há muitas vezes o discurso de que escolhermos o mal menor, trava o mal maior. E a escolha do mal menor só tem feito com que o mal maior cresça. Por quê? Porque não aparece ninguém com coragem de dizer às pessoas: "É verdade que isto não está bem. É verdade que nós temos uma crise do regime democrático, mas não é uma crise que seja o ódio a resolver, porque é uma crise do acesso à habitação, é uma crise do acesso à saúde, é uma crise do custo de vida", e é preciso fazer essa afirmação. E se nós desistirmos nestas eleições, de fazer essa afirmação e de combater por esse reinventar do país que dê esperança às pessoas, então nós podemos chamar de esquerda, mas não é esquerda, de certeza.

Jorge Pinto diz ser um perigo para o país colocar os ovos todos no mesmo cesto, ou seja, que o PSD lidere todas as instituições políticas, mas contorna uma eventual desistência.

Eu durmo descansado quando a minha consciência me deixa dormir descansado. E a minha consciência diz-me neste momento que aquilo que estou a fazer é ao serviço do país, que os temas que estou a pôr em cima da mesa, e felizmente a conseguir marcar agenda, é ao serviço do país. É isso que vou continuar a fazer. Eu quero é que quem passe à segunda volta esteja também ele com a consciência descansada de que fará um bom serviço aos portugueses. E repito, os pontos como a defesa da Constituição vão estar em cima da mesa. A ameaça de uma golpada, de uma revisão constitucional drástica, apenas à direita e à extrema-direita, sem que isso tenha passado pelo voto dos portugueses, é uma ameaça real.

Jorge Pinto, que tem o apoio do Livre, garante estar à altura de defender os interesses dos portugueses.

Quem também rejeita desistir da corrida a Belém a favor de António José Seguro é António Filipe.

Está fora de questão atirar a toalha ao chão antes dos portugueses irem às urnas. António Filipe, candidato apoiado pelo CDU, deixa até um recado aos adversários.

Muito mal vai uma candidatura quando acha que só lá vai se os outros desistirem. A minha candidatura é para levar até ao fim, sou uma candidatura diferenciadora, uma candidatura identificada com os trabalhadores e com os seus direitos, identificada com os valores de 25 de Abril, identificada com a Constituição, o que ela tem de mais importante, que são os direitos de natureza política, econômica, social e cultural. E existe uma grande insatisfação dos portugueses relativamente às políticas públicas que têm sido seguidas nos últimos anos.

O candidato apoiado pelo PCP afirma que não faz sentido avançar para uma candidatura depois desistir, não cumprindo o compromisso assumido desde o primeiro dia.

Apelo ao voto útil, é o que tem feito António José Seguro, que reitera os alertas sobre o que diz ser o desequilíbrio político das instituições. Seguro quer também evitar mexidas na Constituição.

Que tem sido uma das ameaças mais recorrentes desde que o atual executivo tomou posse. As instituições atualmente são lideradas pela direita. Falamos de governo, autarquias e executivos regionais. Seguro quer reequilibrar o sistema. Considera que o país só tem a ganhar.

Mais importante saber de onde é que eu venho e para onde é que eu quero ir. Eu quero ser o presidente de todos os portugueses. É essa a natureza constitucional da Presidência da República. Um presidente leal à Constituição, um presidente que vem para equilibrar um sistema político que está excessivamente desequilibrado para um dos campos, onde esse campo consegue fazer tudo, tomar todas as decisões, inclusivamente, se quiser, fazer as revisões que entender da nossa Constituição de República. O país tem a ganhar com esse equilíbrio. E para além de ganhar com esse equilíbrio, também tem a ganhar sabendo que uma das minhas características é de ser um presidente dialogante.

António José Seguro alerta ainda para as desigualdades que ainda existem em Portugal, lamenta as respostas segmentadas e a falta de equidade entre mulheres e homens.

Luís Marques Mendes sente-se alvo de calúnia pelos adversários nas presidenciais e garante que não é ingênuo.

O candidato apoiado pelo PSD e CDS já tinha pedido clareza aos adversários nas insinuações sobre a vida profissional ao longo dos anos. Depois de revelar a lista de clientes que tem tido, Marques Mendes deixa um recado.

O Anténor Figueiredo, o Gouveia e Melo ou o André Ventura passam a vida a fazer insinuações e ataques pessoais a mim e à minha candidatura. Eu isso acho uma coisa feia. Eu sou sério, mas não sou ingênuo. Sei por que é que fazem, porque estou em alta nas sondagens e sou o único que as sondagens dizem que ganha a todos, à segunda volta. Em qualquer circunstância, acho que uma campanha de nível elevado é mais discutir ideias do que fazer insinuações e ataques pessoais. E finalmente, acho que há uma terceira questão também diferente das outras, que é calúnia.

O candidato à presidência diz que quem não deve, não teme. Foi essa a razão pela qual decidiu revelar a lista de clientes.

É obrigação de qualquer um de nós ser escrutinado. Não deve levar a mal, é um dever, o escrutínio. E por isso é que eu resolvi, sem ser obrigado por lei a fazer, divulgar os clientes numa empresa que era minha. Portanto, os clientes eram meus e não era obrigado, mas entendia em consciência fazê-lo por uma razão simples: quem não deve, não teme.

Em Alenquer, Marques Mendes justifica ainda a ausência em ações de campanha nos últimos dias com questões de saúde. Está também a preparar o debate com Henrique Gouveia e Melo, que está marcado para amanhã à noite.

O Egito quer anunciar em janeiro a segunda fase do acordo de cessar-fogo na faixa de Gaza.

Foi o que afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros desse país, depois das negociações que decorreram nos Estados Unidos este fim de semana com outros mediadores, o Qatar e a Turquia. O ministro egípcio diz estar confiante, adianta que as negociações estão a progredir de forma positiva. O objetivo é anunciar já no início de 2026 o acordo com o destacamento de um comitê palestiniano na faixa de Gaza, também a mobilização de forças no âmbito da Força Internacional de Estabilização e ainda o desarmamento das milícias. É uma fase importante, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, uma vez que tem como requisito principal a retirada das IDF da faixa de Gaza. Os países mediadores vão continuar em contacto por forma a acelerar o início desta segunda fase. Tem como base o plano de paz definido por Donald Trump para colocar um ponto final na guerra e posteriormente reconstruir o enclave.

Na Ucrânia, são esperados cortes programados de eletricidade na maioria das regiões do país.

E é a partir de amanhã. É o que anuncia a principal empresa de energia ucraniana, a Ukrenergo, numa publicação nas redes sociais. A energética diz que as interrupções vão acontecer para clientes particulares e industriais, em causa as consequências dos ataques russos contra instalações energéticas através de mísseis e drones. O operador energético alerta que o período e o âmbito da aplicação das medidas poderá sofrer alterações. Ainda esta noite, um ataque a Odessa, no sul do país, deixou a cidade às escuras.

Vamos atualizar toda a informação na síntese das 10h30 com a Diana Rosa.