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As notícias. Notícias na Rádio Observador com o jornalista Miguel Cordeiro. Miguel, José Luís Carneiro pede união interna no PS e diz que o partido está pronto para agir como oposição responsável.
Frase no discurso de abertura do Partido Socialista em Viseu. O secretário-geral do PS acredita que este congresso é um ponto de partida e não um ponto de chegada para duas prioridades: modernizar o partido e renovar a proposta reformista para Portugal. Este discurso foi acompanhado pelo repórter Miguel Viterbo Dias, em Viseu. Agora em direto, Miguel, foi o primeiro grande momento deste congresso do Partido Socialista.
Sim, a noite de abertura no Pavilhão Multiusos de Viseu. Deixa-me só dar algum contexto, Miguel. Em fundo, estamos a ouvir a cantora Bárbara Tinoco, que é também um dos pontos altos deste dia de abertura, uma inovação que o PS introduziu neste congresso. Vamos ao conteúdo político. José Luís Carneiro com um discurso longo, virado também muito para fora, mas não deixando de mandar recados internos. Disse que quem quer união no país tem que trabalhar também para se unir a si próprio. Diz que um partido que quer governar Portugal tem que saber unir-se a si próprio e deve dar esse exemplo internamente, num recado para os críticos que nos últimos dias, antes deste congresso, se fizeram ouvir um pouco por toda a comunicação social, incluindo aqui também no Observador. Um discurso, como disse, virado para fora, com algumas propostas para o país, com uma reação a estas medidas anunciadas hoje por Luís Montenegro. Diz que são poucas, diz que foram apresentadas de forma incompleta e que o governo teve um aumento de receita fiscal no último ano, devido também ao aumento do custo de vida. Já quanto ao tema que tem também definido a relação entre PS e PSD nos últimos tempos, a questão dos órgãos externos e, sobretudo, da escolha dos juízes para o Tribunal Constitucional, avisa José Luís Carneiro que o governo vai ter que escolher nos próximos tempos com quem é que quer percorrer este caminho, se é com o caminho da moderação, com quem quer o caminho da moderação, se é com a extrema-direita.
Cabe ao governo decidir se quer a via da moderação, em que poderá contar com o PS, ou se prefere capitular perante a demagogia e o populismo. É a altura de exigirmos à AD que se decida. Se quer continuar o muro de silêncio com que recebe os nossos contributos, não tendo sequer a civilidade de responder por escrito aos mesmos, enquanto faz acordos com a extrema-direita, ou se prefere abrir-se a convergências moderadas com o Partido Socialista. O PS é responsável e é firme. E camaradas, quero que saibam que se há coisa que não falta ao líder do PS é coragem.
José Luís Carneiro a dizer que não lhe faltará coragem e firmeza. E depois de avisar o PSD sobre que caminho é que quer percorrer, no fundo, de pedir uma resposta para as várias missivas que têm enviado, José Luís Carneiro vai mais longe e diz que se a decisão sobre o Tribunal Constitucional excluir o PS, então os socialistas têm uma resposta a dar.
Há linhas que não se negoceiam. A Constituição não se relativiza. A democracia não se instrumentaliza. Se tentarem desfigurar os equilíbrios do nosso sistema democrático, começando por tentar desequilibrar o Tribunal Constitucional, ouvirão da nossa parte um rotundo não. Não, não podem ofender esses valores fundamentais. Fá-lo-emos, caras e caros camaradas, caras e caros amigos, fá-lo-emos não por cálculo partidário. Fá-lo-emos por dever, por imperativo democrático.
José Luís Carneiro a anunciar um rotundo não. Resta saber como é que se vai materializar este não, em caso de exclusão do Partido Socialista, numa intervenção onde terminou também a pedir um PS que esteja do lado das reformas, a dizer que não confunde oposição com bloqueios e que por isso continuará a ser responsável nesse papel de oposição. Resta agora aguardar para perceber como é que esse não se materializará e se este caminho, aqui definido por José Luís Carneiro na abertura do congresso, agrada aos militantes que estão presentes. Isto porque, como tem sido também referido desde o início, algumas das vozes críticas, muitas das vozes críticas, não vão marcar presença em Viseu ao longo destes três dias.
Destaques no Congresso do Partido Socialista, que decorre este fim de semana em Viseu.
E Miguel, na próxima semana, os preços dos combustíveis vão baixar. O gasóleo deve descer um cêntimo, a gasolina dois cêntimos e meio.
E na Rádio Observador tentámos ao longo desta tarde perceber se a escalada de preços que aconteceu nas últimas semanas já acabou, agora com esta descida. O analista de mercados energéticos Ricardo Marques mostra pouca confiança para uma descida continuada dos preços dos combustíveis ao longo das próximas semanas. Diz que se a guerra permanecer durante os próximos meses, vai ser preciso racionar o consumo dos combustíveis. Mas para já, Ricardo Marques considera que ainda é cedo para a Europa tomar medidas.
Eu penso que o grande déficit da oferta de petróleo está na Ásia, nesta altura. Não tenho indicações de que a Europa esteja com déficit ou esteja a recorrer muito aos seus stocks, mas o problema é global. Se perdura durante meses, mais tarde ou mais cedo, vai chegar aqui, vai ter que se racionar, mas ainda me parece cedo na Europa para que se chegue a esse ponto.
Opinião de Ricardo Marques, analista de mercados de energia.
E o município de Leiria pede ao IPMA para analisar as previsões que fez antes da depressão Kristin, para poder melhorar seus modelos de previsão.
É um pedido do próprio presidente da Câmara Municipal de Leiria. Gonçalo Lopes diz que estão todos recordados dos avisos que o IPMA avançou nos dias 26 e 27 de janeiro, em que anunciaram a tempestade. O autarca lembra que os modelos que o IPMA utiliza apontavam para a entrada da tempestade entre Mira e a Figueira da Foz. No entanto, havia a correr na internet vários modelos feitos por outros especialistas, jovens cientistas, que acertaram precisamente no sítio onde iria entrar e onde iria ter maior impacto, que acabou por ser Leiria. Perante isto, o autarca de Leiria diz que o IPMA tem de fazer um balanço do que aconteceu. Diz: "Vamos precisar de um instituto capaz de ter mais informação, mais estações, mais imagens, mais valorização e mais participação científica para encontrar modelos de prevenção mais ajustados". Foi isto que disse Gonçalo Lopes. O autarca recorda que uma previsão mais precisa ajuda ao pré-posicionamento de meios.
Noutros temas, o selecionador nacional diz que o jogo com o México é um bom desafio de preparação para o Mundial deste verão.
Em conferência de imprensa de antevisão ao jogo frente ao México, Roberto Martínez fala no Estádio Azteca como mítico e tece elogios à seleção mexicana.
Todos os adeptos de futebol têm uma história, uma ideia de um jogo no Azteca, um estádio mítico, uma seleção mítica. Os jogadores adoram também vestir a camisola da seleção mexicana, então é um adversário diferente para nós, um estilo, uma seleção da CONCACAF agressiva, muita intensidade, muita qualidade individual no jogo interior. Então é um bom desafio.
Martínez falou também sobre a chamada de Paulinho à seleção. Diz que o avançado português mereceu a convocatória e agora está nas mãos ou nos pés de Paulinho mostrar que merece estar nesta seleção. Quem também falou foi Bruno Fernandes, o escolhido para a conferência de imprensa diária da seleção. Sem Cristiano Ronaldo nem Bernardo Silva na convocatória, deve ser Bruno Fernandes a utilizar a braçadeira de capitão. E o jogador fala numa grande honra para qualquer jogador.
Isso ainda não sei. Não sei se vou jogar, ainda não sei se vou ter a braçadeira ou não, mas obviamente é um privilégio enorme se assim acontecer. Acho que, como eu disse, são coisas que nós não chegamos a sonhar. O fato de estar na seleção já por si só é o maior sonho que eu alguma vez poderia ter concretizado. Entrar em campo, poder cantar o hino e com a braçadeira de capitão, liderar a equipe num jogo, num estádio tão icônico como é este, é um motivo de enorme orgulho pra mim.
A seleção nacional joga esta madrugada de sábado para domingo contra a seleção do México, no histórico Estádio Azteca. É a reabertura, a reinauguração deste estádio. Pode acompanhar o jogo com relato em direto aqui na Rádio Observador. Sim, de madrugada. A emissão especial começa nessa madrugada de sábado para domingo, à 00:30.
Oito minutos para as 22h, Miguel, vamos às notícias de âmbito local.
E começamos por Lisboa. A Associação Zero defende que o Metrô de Lisboa deve abrir às 5:30 da manhã, devido ao aumento do preço dos combustíveis. Diz a Zero que as cidades devem dispor de rede de transporte público capaz de oferecer uma alternativa à população. A Câmara Municipal de Almada vai criar uma biblioteca na Costa da Caparica. A proposta foi divulgada em comunicado, faz parte da programação cultural do conselho para 2026. Começou hoje a reparação do acesso ao Palácio das Obras Novas, na Azambuja. Depois de ter sido afetado pelas sucessivas tempestades, este acesso vai ser alvo de uma intervenção avaliada em €280 mil. Em Aveiro, a Comunidade Intermunicipal lança, a 1 de abril, um sistema de tarifa única nos autocarros intermunicipais. O passe intermodal vai custar €20, o passe social vai ser de €12. Em Porto de Mós, a Páscoa é assinalada com a Semana Santa, entre 27 de março e 5 de abril. Começa hoje. A localidade do distrito de Leiria junta tapetes de flores, recriações religiosas e vários momentos musicais envolvendo moradores e visitantes. A fechar, falamos de Maro. A artista portuguesa vai estar amanhã no Coliseu do Porto. Ontem esteve no Coliseu de Lisboa, está a apresentar o novo álbum, "So Much Has Changed". Esta é uma das canções, "Feeling So Nice".
Então, Miguel, Maro está em tour, é isso?
É uma tour mundial.
Ah, mas que bom!
Sim, ontem atuou em Lisboa, amanhã toca no Porto e depois vai ter uma pausa durante o verão, porque ainda este ano vai estar nos Estados Unidos da América. Tem 12 concertos agendados para o mês de setembro e também em outubro.
Que bom! E qual é o conceito deste disco?
A artista assume, de facto, um projeto com registro introspectivo, onde partilha o sentimento de gratidão pelo caminho que percorreu. É desta forma que a própria artista descreve este novo álbum.
Portanto, ainda vou a tempo. Por exemplo, amanhã apetece-me ver o concerto da Maro.
Se fores ao Porto.
Por acaso, se for ao Porto.
Se fores ao Porto e quiseres ver o concerto, sim, estão quase esgotados.
Está valendo?
Mas ainda está a valer. O de ontem já não dá.
Esse já vai ser um pouquinho mais difícil. Maro, amanhã no Coliseu do Porto. E a fechar este jornal das 10.