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Jornal das 10, com José Rafael Lopes. José, mais de metade dos pedidos de revisão dos exames nacionais resultaram no aumento da nota dos alunos.

Dados adiantados por Fernando Alexandre na Comissão Permanente na Assembleia da República. O ministro voltou ao Parlamento para responder a mais dúvidas da oposição, numa sessão que ficou marcada pelas críticas do Chega à falta de tempo que o governo tinha para dar resposta. Fernando Alexandre garante que tudo está a correr bem na correção da segunda fase dos exames e adianta que mais de metade dos pedidos de reapreciação de prova foram revistos em alta.

A esta hora, mais de 50% das reapreciações já estão concluídas. E também, já agora, apenas mais um fato de muitos que nós temos que validam este processo de avaliação. Nós temos 70% dos alunos que tiveram a nota elevada, à semelhança do que acontecia nos anos anteriores, 20% tiveram uma descida da nota e 10% mantiveram a nota, o que quer dizer que 70% dos alunos vão receber de volta os €25.

O ministro Fernando Alexandre, que adiantou ainda que 97% das perguntas da segunda fase já foram corrigidas.

O Ministro da Educação diz que as folhas perdidas do exame de um aluno de Viseu já foram encontradas e que o assunto se resolveu no fim de semana.

Fernando Alexandre afirma que é a informação que lhe chegou ao gabinete. Diz o ministro que o caso de Viseu foi resolvido, apesar de o Educa não ter sido ainda notificado pelo tribunal. Em causa está o desaparecimento de parte de uma das provas, uma prova de Português de um aluno de Viseu, que recebeu a classificação de 4,6 valores. A família recorreu ao Tribunal Administrativo de Viseu, que aceitou uma providência cautelar e deu ao Ministério da Educação 48 horas para encontrar as folhas em falta. Entretanto, o pai do aluno desmentiu o ministro, que tinha dito que o assunto estava resolvido. Em declarações à RTP, Paulo Duarte diz que o que foi enviado à encarregada de educação deste aluno está carregado de irregularidades e lacunas.

A Iniciativa Liberal pede ao presidente da República que exerça a magistratura de influência sobre os casos que envolvem Luís Neves.

O objetivo é evitar o degradar das instituições. António José Seguro recebeu a líder da Iniciativa Liberal para um ponto de situação sobre o país, a pedido da IL. Mariana Leitão exige a intervenção do presidente, mas prefere não entrar em detalhes sobre o que espera de António José Seguro.

O senhor presidente da República fará a sua avaliação e, obviamente, tomará as diligências que bem entender. Não me compete a mim dizer o que ele deve ou não deve fazer. Eu vim fazer aquilo que me competia a mim, alertar para o degradar das instituições, alertar para termos neste momento um ministro que já não tem autoridade, que perdeu a confiança dos portugueses e que está envolvido num conjunto de irregularidades ou outras de outro tipo e que efetivamente já demonstrou não ter as condições para o cargo que exerce. Isto foi o que eu transmiti ao senhor presidente da República.

Mariana Leitão, no final do encontro com António José Seguro, presidente da República, no dia em que se reuniu a Comissão Permanente da Assembleia da República, a líder da IL recordou as tentativas do partido para chamar o ministro Luís Neves à Assembleia da República, que foram travadas pelo PSD e pelo CDS.

O presidente dos Estados Unidos diz que não vai permitir que o Irã cobre taxas pela travessia do Estreito de Ormuz.

Donald Trump insiste que a passagem de navios tem de ser feita sem qualquer tipo de pagamento ao Irã e que nenhum outro cenário passa pela cabeça do presidente norte-americano. Em declarações citadas pela Al Jazeera, Donald Trump deixa ainda a garantia de que se alguém vai lucrar com a passagem, vão ser os Estados Unidos, sendo que o bloqueio ao Estreito de Ormuz pode ser mantido sem data para o fim.

O especialista em política norte-americana, Nuno Gouveia, diz que Donald Trump está a perder credibilidade.

Nuno Gouveia aponta as posições contraditórias do presidente norte-americano. Fala numa posição mais frágil de Donald Trump, que leva os Estados Unidos também a ficarem fragilizados.

E Donald Trump tem a necessidade, e tem tido a necessidade de terminar este conflito, no fundo, num formato positivo para os Estados Unidos, mas não tem encontrado meios. E é evidente que estas ameaças que ele profere e que depois recua, no fundo, têm fragilizado o seu caso, mas também demonstram que Donald Trump e os Estados Unidos não têm, neste momento, uma saída fácil para este conflito e, mais do que isso, que, no fundo, estamos num impasse.

Nuno Gouveia, a defender que os Estados Unidos não têm uma forma de colocar um ponto final na guerra neste momento. Já sobre o Irã, diz que o regime de Teerão aparenta estar confortável, apesar das dificuldades, e com um objetivo bem definido.

Neste momento, sente-se relativamente confortável porque percebe que Donald Trump não tem uma solução fácil para o conflito e, portanto, tenta estender ao máximo esta situação de impasse para, no fundo, no final deste conflito, ganhar algo. E o que me parece claramente que é o objetivo do Irã é o controle do Estreito de Ormuz e é esse o principal motivo deste impasse que estamos a assistir.

As explicações de Nuno Gouveia no Gabinete de Guerra. Dá ainda conta de ações bem-sucedidas por parte do grupo de rebeldes houthis junto aos portos da Arábia Saudita.

José, vamos agora conhecer outras notícias a marcar a atualidade.

A Autoridade Marítima diz que morreram 17 pessoas nas praias em três meses de época balnear. O balanço foi divulgado hoje. Além das 17 vítimas, a Autoridade Marítima diz que levou a cabo mais de 850 salvamentos e mais de 1500 ações de primeiros socorros nas praias portuguesas. Entre as 17 vítimas mortais, 12 morreram por afogamento e cinco por doença súbita. As autoridades gregas emitiram novas ordens de evacuação junto de Atenas, devido aos incêndios florestais. Há quatro dias que a capital grega está a ser ameaçada por vários incêndios de largas dimensões. Os bombeiros têm tido dificuldade em combater as chamas devido às condições do terreno. Rajadas de vento muito fortes impedem os meios aéreos de recolher água ou efetuar descargas devido à turbulência extrema. Maxi Araújo renovou contrato com o Sporting até 2030, anúncio feito pelo clube leonino durante o dia de hoje. No novo contrato, Maxi Araújo assegurou um aumento salarial, sendo que a cláusula de rescisão do jogador se mantém nos 80 milhões de euros. O atleta uruguaio esteve em destaque na última época do Sporting, fez sete gols e cinco assistências pelo clube.

É assim que fechamos o Jornal das 10.