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Jornal das 10 com o Martim Madeira e Martim, André Ventura ainda não anunciou se avança com uma moção de censura por causa das polémicas com Luís Neves.
O líder do Chega tinha dito que ia apresentar a decisão até ao dia de hoje, na sequência destas polémicas com o ministro da Administração Interna. Mas na Assembleia da República admite que o partido ainda não chegou a um veredito. Em declarações à RTP, Ventura esclarece que já manteve vários contactos nas últimas horas. Um deles foi mesmo o presidente da República.
Não tomámos mesmo uma decisão ainda sobre isso. Francamente, estou a fazer várias reuniões com os deputados e com os membros da Comissão Permanente.
Já falou com o Presidente da República?
Já, já falei com o Presidente da República.
E o que é que António José Seguro lhe disse?
Eu queria transmitir isso aos deputados primeiro.
O líder do Chega reagiu ainda às explicações de Luís Neves dadas durante esta tarde.
Acho, em todo o caso, inqualificáveis as declarações do Ministro da Administração Interna. Acho que é de uma arrogância e de um quer-próximo-mano, de uma incapacidade de dar explicações brutal, mas amanhã provavelmente falaremos sobre isso.
O líder do Chega aqui em registos captados pela RTP, que sugere que amanhã terá também essa decisão final sobre a moção de censura ao governo. Já antes, na Rádio Observador, sem se comprometer com a decisão do partido, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, disse que o governo merece essa moção de censura.
E o secretário-geral do PS pede ao primeiro-ministro que não dê razão ao que chama de efeitos pirotécnicos do Chega sobre Luís Neves.
José Luís Carneiro considera que o partido de André Ventura usa e abusa dessas manobras para destabilizar as instituições. Pede então a Luís Montenegro que não dê argumentos ao Chega para não sair politicamente fragilizado dessa situação.
Sabemos também que há um partido que utiliza, usa e abusa dos efeitos pirotécnicos para criar factos e para destabilizar as instituições políticas e democráticas. Mas se é verdade isso, nós não podemos dar-lhe razões para que isso possa acontecer. E, portanto, o primeiro-ministro tem uma responsabilidade que é só dele e só ele a pode exercer. Agora, não pode o primeiro-ministro também ficar ele próprio fragilizado na sua autoridade política.
Declarações de José Luís Carneiro à Agência Luz, à margem de um jantar com empresários portugueses e moçambicanos em Maputo.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, sublinha que é o primeiro-ministro que tem de decidir se Luís Neves tem autoridade para continuar no cargo.
Paulo Santos diz que foi Luís Montenegro que escolheu o ministro e por isso é ele quem deve tomar essa decisão. Ainda assim, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia deixa críticas à ação política de Luís Neves enquanto ministro da Administração Interna.
A crítica que fazemos ao senhor ministro é que até este momento, nada foi feito, nada evoluiu nos cerca de seis meses que tem à frente do ministério. Isto é a crítica que fazemos, porque não há qualquer evolução no acordo celebrado. A polícia está como está, com muitas dificuldades, e a verdade é que não há avanços. E continua-se a falar de questões que para nós não devem ser tão mediáticas porque estão a desvalorizar a componente política e se o senhor ministro tem ou não condições para estar no cargo, não é certamente a ASP que tem que fazer esse comentário. Aliás, é o seu primeiro-ministro que o escolheu, sabe se ele tem condições ou não de continuar.
Declarações do presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, à Rádio Observador. Paulo Santos esteve também a ouvir os esclarecimentos prestados por Luís Neves na Madeira.
Luís Montenegro lembra Francisco Pinto Balsemão e diz que o antigo primeiro-ministro serve de inspiração para os momentos mais difíceis do governo.
O chefe do Executivo marcou presença esta tarde na inauguração de uma avenida com o nome de Francisco Pinto Balsemão e Vasco Maldonado Correia pegou na vida do social-democrata para deixar avisos à comunicação social e encontrar motivação para continuar nos momentos mais conturbados da vida do governo.
De um lado, o mar, do outro, um conselho a que o antigo primeiro-ministro dedicou grande parte da vida. Francisco Pinto Balsemão dá agora nome a uma avenida de 2,5 km em Cascais. Luís Montenegro presta homenagem a um homem que descreve como otimista e que serve de inspiração ao governo em momentos de tempestade.
Confesso-vos aqui, como primeiro-ministro, em nome do governo, que o exemplo dele nos motiva, nos incentiva, nos estimula para podermos também não definhar perante as adversidades e poder reconquistar confiança, poder reconquistar ânimo, quando às vezes os indícios são em sentido contrário.
O primeiro-ministro olha para a vida de Balsemão e encontra um exemplo para algumas das políticas do futuro.
Talvez das maiores lições que nos deixou nos últimos anos, foi precisamente mostrar que nós não temos de ter medo de nada, não temos de temer a evolução, não temos de temer a transformação.
E assume que nem sempre o antigo líder do PSD pôde ser pedra de apoio.
Porque ele também não era fácil. Eu que o diga. De resto, perdoe-me aqui esta nota pessoal, muitas vezes gostava mais de ter tido o apoio que do ponto de vista partidário procurava e não tive, mas isso foi uma manifestação de exigência de liberdade que culminou sempre em grandes conversas.
Montenegro destaca o Balsemão político, mas também o jornalista para dar um puxão de orelhas à comunicação social.
Num mundo marcado pela desinformação, pela manipulação, pela deturpação, pela insinuação, o rigor, o espírito livre, com certeza, mas o rigor, os princípios, o princípio da verdade, são hoje determinantes para nós termos um futuro mais risonho.
Homenagem de Luís Montenegro, que não prestou declarações aos jornalistas, saiu de carro da cerimônia já a percorrer a nova avenida Francisco Pinto Balsemão. O jornalista do Observador, Vasco Nalanto Correia, a acompanhar a cerimónia de homenagem a Francisco Pinto Balsemão, contou também com a presença da família do antigo primeiro-ministro e várias caras ligadas ao governo e ao PSD.
A Parpública já entregou ao governo a análise das propostas das duas candidaturas à compra da TAP.
É o que confirma ao Observador uma fonte do Ministério das Finanças, a Air France-KLM e a Lufthansa entregaram propostas vinculativas pra privatização de até 49% da TAP, tendo a Parpública avaliado as mesmas com a entrega do relatório ao governo. Fica agora nas mãos do Conselho de Ministros a decisão de avançar para uma decisão final ou se vai agora proceder a uma nova ronda de negociações diretas com um ou os dois candidatos à compra da companhia aérea.
A Guarda Revolucionária Islâmica iniciou na última hora uma ofensiva retaliatória em resposta aos ataques dos Estados Unidos.
A informação é avançada pela agência de notícias iraniana Tasnim, citada pela Al Jazeera. Teerão fala de uma operação decisiva das Forças Armadas iranianas, os alvos são bases e outros pontos de interesses norte-americanos na região do Golfo. Esta tarde, os Estados Unidos levaram a cabo uma nova vaga de ataques contra alvos iranianos perto do estreito de Ormuz, em retaliação aos ataques atribuídos à Guarda Revolucionária Islâmica contra navios comerciais no estreito. Segundo a Al Jazeera, pelo menos quatro pessoas já morreram e várias outras ficaram feridas na cidade de Sirik, no sul do Irão. Horas depois, em declarações à Fox News, Donald Trump ameaçou dizimar o Irão caso o país respondesse aos ataques norte-americanos. Esses ataques já estão novamente a decorrer e a Guarda Revolucionária reivindica ataque à base dos Estados Unidos na Jordânia.
Martim, vamos ainda conhecer outras notícias que marcam a atualidade.
Vladimir Putin diz à Arménia para escolher entre a União Europeia e a União Euro-Asiática. O presidente russo e o primeiro-ministro arménio tiveram esta terça-feira uma tensa troca de palavras sobre a vontade de Erevan se candidatar o país à União Europeia, algo que Moscovo considera ser incompatível com a União Económica Euro-Asiática. Esta União Económica Euro-Asiática é formada por países da ex-URSS. Os dois políticos encontraram-se na Cimeira de Organização e Cooperação Shanghai, no Quirguistão, na Ásia Central, e o presidente russo repetiu, na ocasião, a posição de Moscovo de que uma adesão da Arménia à União Europeia criaria certamente dificuldades para a manutenção do estatuto da Arménia na União Económica Euro-Asiática. Também o programa Cheque Livro ultrapassou os 52 mil vouchers e mais de 85% foram utilizados. A informação é ditada pelo Ministério da Cultura, num comunicado, que explica que foram os melhores resultados de sempre desde que o programa foi anunciado em 2024. Voltamos à Rússia. Admitiu hoje encerrar o Instituto Goethe, em Moscovo. A informação é avançada pela agência de notícias TASS, que cita um dirigente cultural de Moscovo. O objetivo do encerrar deste Instituto Goethe é o de servir como uma retaliação ao fecho da Casa Russa de Berlim e do Consulado-Geral do país na cidade alemã de Bona, anunciado pelo Executivo alemão. Esta é uma retaliação ao fecho desta Casa Russa de Berlim por parte da Alemanha, depois da Alemanha ter acusado Moscovo de ter feito uma tentativa de ataque com um drone numa guerra híbrida em Leipzig, na Alemanha. Também ainda falamos da Rússia. Putin ordenou um ataque em massa contra infraestruturas energéticas ucranianas. É o que declara o presidente russo numa conferência de imprensa esta noite. Diz mesmo que as forças russas foram instruídas para preparar e lançar ataques em massa contra as infraestruturas energéticas ucranianas.