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De Observador. E começamos este jornal das 10 com a edição de Laura Figueiredo. Na atualidade internacional, Volodymyr Zelensky pede a intervenção da China para ajudar a pôr um fim à guerra na Ucrânia.

O presidente ucraniano discursou hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Zelensky recordou o aproximar do inverno e as dificuldades enfrentadas pelos ucranianos nessa época, devido aos ataques russos ao sistema energético de Kiev, e lamentou não ter tido a oportunidade de falar com o presidente chinês, alguém que Volodymyr Zelensky considera ter poder para influenciar a Rússia.

Os ucranianos entendem que este inverno pode ser muito perigoso para nós, mas em resposta, não teremos escolha senão fazer com que seja doloroso também para a Rússia. Infelizmente, não tivemos oportunidade de falar diretamente com o líder da China, que está na América hoje e não aqui. E ele é alguém que pode influenciar a Rússia também, mais do que muitos outros podem.

Xi Jinping, o presidente chinês, começou hoje uma visita em Washington, aos Estados Unidos, que não inclui nenhuma passagem na sede da ONU, em Nova York. No mesmo discurso, Volodymyr Zelensky disse ainda que a Rússia está humilhada por ter perdido o controle da indústria petrolífera.

É difícil imaginar uma perda mais humilhante para um país que tem lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU e que tem tanto orgulho nas suas exportações de petróleo. Eu cito: "Um grande número de refinarias de petróleo", diziam russas, "foram destruídas e estão, pelo menos, temporariamente fora de comissão". E isto é verdade. A Rússia enganou-se. E a conclusão desta publicação do Trump também está certa. Esta guerra ridícula com a Ucrânia tem de acabar. E eu não conheço um líder mundial que diga o contrário. Eu não conheço ninguém que esteja abertamente a favor desta guerra.

Ainda assim, o presidente ucraniano garante que o alvo de Kiev não é a indústria petrolífera russa, mas a capacidade de Moscovo de financiar a guerra. Antes do discurso do presidente ucraniano, o chefe da diplomacia russa falou no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Sergey Lavrov rejeitou a possibilidade de parar os ataques à Ucrânia durante possíveis negociações. Argumenta que isso seria uma oportunidade para a Europa encher o regime de Kiev com armas.

E em Portugal, o secretário-geral do PS pede esclarecimentos rápidos à ministra da Justiça acerca das buscas ao gabinete do diretor da PJ.

A Polícia Judiciária foi hoje alvo de buscas. Procuradores do Ministério Público e inspetores da Autoridade Tributária entraram no edifício da PJ para dar seguimento a um mandado de busca, no âmbito de uma denúncia que visa diretamente o diretor nacional Carlos Cabreiro. Hoje, em entrevista à RTP Notícias esta noite, José Luís Carneiro realça que esta iniciativa do Ministério Público é inédita. Por isso mesmo, o líder socialista pede que a investigação seja célere. Aponta que Rita Ferro Rodrigues deve vir dar explicações.

Quanto mais célere forem as investigações, quanto mais rapidamente se restabeleça o normal funcionamento da Polícia Judiciária, melhor. E acho que a senhora ministra da Justiça deve velar por esse objetivo.

Deve fazê-lo amanhã, já?

Bom, deve fazer quando entender. No meu entender, quanto mais rápido o fizer, melhor. Ou seja, é importante que dê uma palavra pública, enquanto responsável política pelo Ministério da Justiça, sobre a importância não apenas do escrutínio sobre a ação dos titulares das mais importantes funções, mas também uma palavra de tranquilidade, porque isto também é demonstração de que, no Estado de Direito, ninguém está acima da lei.

O secretário-geral socialista falou ainda sobre a confirmação da comissão de inquérito a Luís Neves. Diz que o Parlamento não se deve substituir aos tribunais no apuramento de eventuais crimes do antigo diretor da PJ.

Esses atos estão a ser objeto precisamente de várias investigações. Uma delas, por aquilo que é público, conduzida pela própria Procuradoria-Geral da República. E, portanto, há que aguardar pelas investigações e pelas conclusões dessas investigações. Confundir o plano parlamentar e político e procurar fazer na Assembleia da República aquilo que compete fazer às instituições que têm por objeto e por responsabilidade averiguarem atos que possam ter constituído ilícito criminal, é procurar confundir papéis, no nosso entendimento.

Declarações de José Luís Carneiro esta noite em entrevista à RTP.

E a comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna vai avançar. André Ventura aceitou as condições do presidente da Assembleia da República.

José Pedro Aguiar Branco revelou esta tarde que aceitou o terceiro requerimento do Chega para criar um inquérito parlamentar a Luís Neves, mas impôs condições. Das 11 alíneas que o Chega quer investigar, o presidente do Parlamento recusou duas.

Um tem a ver com alegadas interferências de um filho do Luís Neves com a atividade jornalística, mas não está demonstrada nenhuma ligação eventual entre essa situação e as funções do Luís Neves ou os meios da Polícia Judiciária. Portanto, é uma situação de caráter privado. A segunda tem a ver com a procura de conflitos de interesse relativamente a entidades que também não estão identificadas.

O presidente da Assembleia da República, que afirmou que se o Chega aceitasse a proposta, a comissão de inquérito poderia avançar logo. Hora poucos minutos depois, André Ventura aceitou.

Eu quero transmitir que, em nome do Chega e do grupo parlamentar, o Chega vai aceitar estas

Duas condições impostas pelo presidente da Assembleia da República e vamos avançar para que rapidamente, nos próximos dias, possamos ter a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito a todo o caso envolvente de Luís Neves. Quero também deixar duas garantias, que acho que são importantes nesta convergência de interesses, que como eu disse desde o início, às vezes em democracia não concordamos com tudo, temos que fazer para que as coisas aconteçam. Foi o que o Chega fez. Queria agradecer ao presidente da Assembleia da República a rapidez também.

O presidente do Chega, André Ventura, que mantém ainda em aberto a possibilidade de integrar esta comissão de inquérito.

E em Roma, o presidente da República tem a expectativa de ouvir o Papa Leão XIV sobre os atuais conflitos mundiais.

António José Seguro vai ser amanhã recebido pelo Papa, no Vaticano. Hoje, em declarações aos jornalistas, já em Roma, o presidente da República admitiu estar com enorme expectativa em ouvir Leão XIV sobre os principais problemas do mundo, em especial sobre os conflitos.

A minha responsabilidade é dirigir à Sua Santidade o convite para fazer uma visita de Estado ao nosso país. Isso vai reforçar estas relações de amizade e vai ser também um momento e um palco, num país aberto ao mundo, para que a palavra do Papa também possa ser ouvida por quem deve e para que se calem as armas. Nós precisamos de acabar com as guerras. A Europa tem uma guerra, o Estreito de Ormuz está a provocar muito sofrimento às pessoas e também em Portugal, e a palavra do Papa é uma palavra importante.

Palavras de António José Seguro, que quer também convidar o Papa para visitar Portugal. O chefe de Estado quer ainda ouvir o chefe da Igreja Católica sobre inteligência artificial, o tema da primeira encíclica de Leão XIV.

E na próxima semana deve ser assinado um acordo no âmbito da construção de uma nova fábrica de munições.

Uma capacidade que Portugal vai voltar a ter. É uma garantia do ministro da Defesa Nacional. A intenção do governo de voltar a ter uma fábrica de munições foi anunciada pela primeira vez há cerca de dois anos. Agora, Nuno Melo garante que dentro de meses a proposta vai dar entrada no Parlamento.

Portugal já teve muita força e capacidade na produção de munições. Desapareceu, perdemo-la. Braço prata, por exemplo, pra nós só. Nós vamos produzir as munições em Portugal. Posso dizer que, em princípio, para a semana será assinada o executive agreement relativo às munições, mas as munições vão passar a ser produzidas outra vez em Portugal. Diria que nos próximos meses, este ano, será entregue no Parlamento.

O ministro da Defesa, à margem da cerimônia do aniversário da Polícia Judiciária Militar, em Lisboa. Nuno Melo, que avança ainda que o governo pretende ter uma participação entre 35% e 51% nesta fábrica, cujo investimento deve rondar os €45 milhões e ainda criar mais de 100 postos de trabalho.

E agora, Laura, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

O Exército Português criou uma rede móvel tática 4G/5G para assegurar comunicações em zonas sem cobertura ou com redes degradadas. O anúncio é feito pelo chefe do Estado-Maior do Exército, de acordo com Mendes Ferrão, situações como o apagão e a tempestade Kristin mostraram a importância de existirem soluções que permitam assegurar comunicações, comando e coordenação quando as redes civis estão degradadas ou deixam de funcionar. Este investimento de cerca de €587 mil foi desenvolvido em parceria com a MEO e financiado através da Lei de Programação Militar. Atualidade internacional, o espaço aéreo sobre o aeroporto de Berlim, na Alemanha, esteve temporariamente encerrado devido a um alerta de drones. Um drone foi avistado na pista norte do aeroporto às 8 p.m., hora local, o que levou ao fecho do espaço aéreo, que voltou a reabrir cerca de 45 minutos depois. A cotação do barril de petróleo Brent para entrega no próximo mês terminou no mercado de futuros de Londres em alta. Já ultrapassou os $100. O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão a cotar cerca de $103, valor com o qual encerrou as transações esta noite. Analistas atribuem a variação do preço ao agravamento das tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Irão, em particular depois do discurso de ontem de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU.

E assim fechamos o Jornal das 10, edição da jornalista Laura Figueiredo. Até já.

Até já.