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Jornal das 10 com Laura Figueiredo. Laura, depois de ter estado reunido com o ministro das Finanças, o PS diz que a economia portuguesa vai crescer menos do que o que foi prometido pelo governo.

PS e Chega foram hoje recebidos pelo ministro das Finanças no arranque das reuniões com os grupos parlamentares sobre o orçamento do Estado para o próximo ano. Eurico Brilhante Dias revela que o Executivo prevê para 2027 uma inflação semelhante à deste ano, insiste que é preciso responder ao aumento do custo de vida e, por isso, admite alguma surpresa pela ausência de apoios aos portugueses.

O governo prevê menos crescimento nominal, em particular da receita, o que faz antever que não dispõe de nenhum mecanismo, de nenhum instrumento de apoio às pessoas, em particular para o aumento dos combustíveis e para o aumento do custo do cabaz alimentar, que são hoje duas preocupações centrais dos portugueses. E, por isso, de alguma forma, ficamos surpreendidos que, desta forma, o governo não apresente um instrumento de apoio, mesmo que seja um instrumento cautelar construído a partir de uma outra taxa de inflação.

Eurico Brilhante Dias, o líder parlamentar do PS, que afirma que a economia vai crescer menos do que foi prometido pelo governo aos portugueses. O valor deve ficar, segundo as perspectivas do governo, em cerca de 2% de crescimento económico.

Antes foi a vez do Chega reunir com o governo, com o líder parlamentar a mostrar-se desiludido com a proposta.

Pedro Pinto não garante já que o partido vá votar contra, mas assume que há demasiados pontos divergentes com o Executivo. O líder parlamentar do Chega revela que o governo está a prever um excedente de 0,2% do PIB para o próximo ano e não tem nos planos uma descida dos impostos, situação que leva o líder da bancada do Chega a falar de um governo insensível perante as dificuldades.

As pessoas estão num período difícil, numa crise grande, numa crise grave. Não baixar, quer o IVA dos combustíveis, quer o IVA do cabaz alimentar, que também já foi dito pelo governo que não irá baixar, é deveras preocupante. Aquilo que percebemos nesta conversa de hoje é que este é um governo que continua a ser insensível aos grandes problemas das pessoas em Portugal. E com um governo insensível, é um orçamento também insensível, é um orçamento sem nada de novo, segundo aquilo que percebemos, que será apresentado no dia 9 ou no dia 10 de outubro do próximo mês.

Pedro Pinto, depois da reunião entre o grupo parlamentar do Chega e o governo sobre o orçamento do Estado para o próximo ano. Amanhã o ministro das Finanças recebe os partidos à esquerda. Na quarta-feira, é a vez da iniciativa liberal.

Olhamos também para o caso das gémeas. Foram hoje conhecidas as acusações do Ministério Público. Marcelo Rebelo de Sousa diz que o caso tem sido doloroso desde 2023.

O antigo presidente da República tinha dito ao início da tarde que todos são iguais perante a justiça. Agora, ao início da noite, em Tabuaço, em declarações à RTP, admite que o caso é doloroso há vários anos, mas que isso não invalida que a justiça seja para todos.

Como sabe, estamos esperando fatos que reportam a 2019 e em 2023, que passou a ser doloroso, no que me toca, pela noção que tive da realidade.

Tem sofrido muito por causa disso.

Que não tinha conhecido antes. Portanto, é evidente. É evidente, mas isso é um problema pessoal meu. Como cidadão, como antes, quando era presidente da República, eu tenho a mesma posição de princípio. Seja o A, seja o B, seja o C, seja o D. Seja quem exerce funções as mais importantes na sociedade portuguesa, não está acima da justiça.

Marcelo Rebelo de Sousa a responder à acusação do Ministério Público ao filho. Para além de Nuno Rebelo de Sousa, foram também acusados a mãe das duas crianças, Daniela Martins, o ex-diretor clínico do Hospital de Santa Maria, Luís Pinheiro, e ainda o antigo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales. Em comunicado, a defesa do antigo secretário de Estado diz que os fatos que surgem na acusação são inconclusivos ou mercedores de outras conclusões. O comunicado acrescenta que Lacerda Sales recebeu esta acusação com enorme surpresa e que continua a acreditar que se pode fazer justiça neste caso. A defesa do antigo secretário de Estado diz ainda que vai analisar o processo para decidir se vai pedir a abertura de instrução.

E o presidente da República pede uma nova ambição no setor do turismo e deixa recados sobre a privatização da TAP.

No encerramento da Cimeira do Turismo, António José Seguro diz que o setor foi resiliente perante várias crises. Com foco no futuro, o chefe de Estado vê na construção do novo aeroporto de Lisboa uma oportunidade para o crescimento do país e avisa que a privatização da TAP não pode ser feita apenas com base no valor do negócio.

O futuro. Esta visão estratégica exige também decisões estruturais. O novo aeroporto de Lisboa é uma questão decisiva para a capacidade futura do país. A evolução da TAP é igualmente relevante, tendo em conta o seu papel de ligação de Portugal aos mercados internacionais e na captação de turistas. São matérias que exigem visão, planeamento e capacidade de execução. Não podem ser tratadas apenas em função das necessidades imediatas ou de encaixes financeiros.

António José Seguro, que pede ainda uma estratégia para o turismo com competitividade, mas também com atenção aos problemas dos que vivem no país.

O líder da Associação Sindical de Polícias diz que Luís Neves não tem tido condições políticas para aplicar as ideias para o setor.

Paulo Santos, presidente do sindicato mais representativo de polícias, entende que o ministro da Administração Interna tem feito pouco pela segurança e reconhece que para se ser um bom ministro, é preciso mais do que experiência.

Para ser ministro da Administração Interna, e temos dito também várias vezes, não é necessário só ter experiência, não é necessário só ter sensibilidade. É preciso ter respaldo político do governo no seu todo para que possa dar passos. E isso não tem acontecido. Aliás, já o disse ao senhor ministro, é importante que ele tivesse aqui condições políticas para aplicar aquilo que são as ideias.

O líder sindical falava aos jornalistas antes do arranque de um protesto de polícias no Porto, na véspera de uma reunião dos sindicatos com o ministro da Administração Interna, Paulo Santos, que diz que deve ser o primeiro-ministro a dizer se Luís Neves tem ou não condições para continuar no cargo. Ora, vamos ainda a outros temas em destaque a esta hora.

Em Espanha, a família de Mari Carmen, na idade de 87 anos, com 50% de incapacidade, chegou a acordo com a empresa proprietária do apartamento de onde foi despejada. As negociações envolveram também a advogada da família e o Sindicato de Inquilinos de Madrid. A autarquia da capital espanhola serviu de mediadora deste acordo. Mari Carmen pode agora regressar a casa, mas o acordo ainda tem de ser ratificado pela própria. Vladimir Putin assinou hoje um decreto que aumenta pela quarta vez este ano o número de militares nas Forças Armadas. O presidente russo aumentou o efetivo de militares para 1,55 milhões. O decreto não apresenta justificação para o aumento, nem especifica como vão ser preenchidas as novas vagas. Esta ordem de Putin surge numa altura em que tanto a Rússia como a Ucrânia têm sofrido perdas crescentes.

Notícia de fecho do Jornal das 10.