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Campeonato. É o Jornal das 11, com António José Soares a começar exatamente na política. Carlos Costa Neves vai ser o novo secretário-geral do governo. O antigo governante vai receber de acordo com a tabela legal.
O antigo ministro e ex-deputado do PSD, Carlos Costa Neves, é o novo nome apontado para secretário-geral do Executivo, após a primeira escolha de Luís Montenegro, Hélder Rosalino, que acabou por não aceitar o cargo devido à polêmica em torno do salário que iria receber, de mais de € 15 mil. Segundo fonte do governo, a nova escolha não vai beneficiar de exceções e não vai receber mais do que o primeiro-ministro, como acontecia no caso anterior. Carlos Costa Neves vai ter um ordenado de acordo com a tabela legal. O salário vai rondar os € 5 mil brutos, mais despesas de representação, que dá um total de cerca de € 6,2 mil brutos por mês.
E Luís Montenegro escolhe assim o antigo ministro da Agricultura, Pescas e Florestas de Pedro Santana Lopes e também secretário de Estado de Assuntos Europeus durante o governo de Durão Barroso.
No currículo de Costa Neves contam-se também passagens pela Assembleia da República e Parlamento Europeu e um regresso breve ao Executivo, no segundo e muito curto governo de Pedro Passos Coelho, como ministro dos Assuntos Parlamentares. Fez ainda parte de vários governos regionais dos Açores. Costa Neves é licenciado em Direito e jurista de profissão.
Reações partidárias. O PAN já comentou o novo nome escolhido pelo governo para secretário-geral do Executivo.
Inês de Sousa Real diz que Luís Montenegro ainda deve explicações aos portugueses e ao Parlamento, independentemente de quem seja o futuro detentor do cargo.
Parece-nos que Luís Montenegro está mais a procurar pacificar dentro da sua própria casa o PSD do que propriamente a tentar escolher um nome para aquilo que é o exercício deste tipo de funções. Esta nomeação não evita que Luís Montenegro deva explicações aos portugueses e ao Parlamento. Luís Montenegro preparou uma alteração feita à medida de um salário que excedia o salário do próprio primeiro-ministro. Isto demonstra bem o desrespeito para com os sacrifícios que têm sido exigidos aos portugueses e aos diferentes profissionais. E o que está agora aqui em causa não é tanto a figura que agora foi escolhida, mas acima de tudo, as opções políticas deste governo, que claramente não servem os interesses do país.
A reação de Inês de Sousa Real à escolha de Carlos Costa Neves para novo secretário-geral do governo. O Chega também já reagiu em mensagem enviada ao Observador. Escreve que não devia ter sido precisa toda esta polêmica. O governo nunca deveria ter permitido uma remuneração diferente da tabela geral da função pública.
Agora mudando de assunto com a Polícia Judiciária, reconhece que informou indevidamente à Agência Lusa sobre a conclusão e entrega do relatório sobre a morte de Aleixo Muniz.
A Procuradoria-Geral da República avançou hoje que ainda não recebeu o documento da investigação da PJ. Ontem, a propósito deste caso, fonte da Direção Nacional da Polícia Judiciária adiantou à Lusa que o relatório está concluído e entregue no Ministério Público, acrescentando que foi entregue antes do Natal. Hoje, em resposta à Lusa, a PGR informou que não se confirma a receção do relatório da Polícia Judiciária e também hoje um membro da Direção Nacional da Polícia Judiciária admitiu que ontem informou indevidamente a jornalista da Lusa, designadamente quanto à produção e finalização do relatório final do inquérito. O mesmo membro da Polícia Judiciária adiantou que a investigação prossegue e que no seu final será produzido o referido relatório.
Marcelo Rebelo de Sousa considera prudente ouvir os conselheiros de Estado sobre a carta de André Ventura.
Uma carta onde o líder do Chega pede uma reunião do Conselho de Estado sobre segurança. O Presidente da República justifica a decisão de ter distribuído a carta aos conselheiros com o direito que têm de se fazer ouvir.
Já Luís Filipe Menezes acredita que o Chega fica a perder com o Conselho de Estado sobre segurança.
O antigo conselheiro não tem dúvidas. A convocação do órgão de consulta pode servir para desmistificar uma questão que está longe de ser o maior problema do país. No Direto ao Assunto, na Rádio Observador, Luís Filipe Menezes acusa ainda o primeiro-ministro de estar a dramatizar uma questão criada pelo Chega. Já sobre as eleições autárquicas, o antigo presidente da Câmara Municipal de Gaia deixa a porta aberta a um possível regresso.
Eu já voltei muitas vezes aos sítios onde fui feliz. Podia dar vários exemplos e fui mais feliz até na segunda vez que voltei a esses sítios. Eu não fechei a porta a nada do que posso fazer daqui a 10 meses. Posso ser candidato a Sintra, tenho mais de 35 anos, posso ser candidato a Presidente da República
A porta fica aberta. O também antigo presidente do PSD expressa ainda descontentamento face à antecipação dos partidos que já avançaram com nomes definitivos para as autárquicas. Luís Filipe Menezes diz que ainda não é o momento.
Foi ativado o alerta laranja do plano de contingência sazonal no Hospital de Loures. Este é o segundo aviso mais grave. Foi acionado devido a constrangimentos na urgência do Hospital Beatriz Ângelo, que hoje de manhã chegou a apresentar um tempo de espera de 17 horas.
Em comunicado, a Unidade Local de Saúde de Loures Odivelas diz que o alerta vai manter-se pelo menos até 13 de janeiro. O aviso implica a atribuição de mais médicos às urgências e aumento da capacidade para internamento. O diretor-executivo do SNS, Gander Almeida, reconheceu hoje as dificuldades na capacidade de resposta do hospital e disse que este está subdimensionado face à população abrangida.
Ora António, o Observador está de parabéns. O editor de fotografia João Porfírio e também o editor de política do Observador, o Rui Pedro Antunes, receberam esta sexta-feira o Prêmio Gazeta Multimédia.
A distinção foi atribuída à reportagem "Wagner: Dentro da máquina de guerra de Putin". O trabalho conta com vários depoimentos ligados ao grupo Wagner, um antigo mercenário, uma vítima e até uma enfermeira ucraniana. O web design foi feito por Miguel Ferraz Cabral. A edição multimídia é de Teresa Abecassis. O prêmio mais importante do jornalismo português foi atribuído esta tarde no Grêmio Literário, em Lisboa. Foi entregue pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o presidente da Câmara da Capital, Carlos Moedas.
Agora no desporto e no futebol, o Sporting empatou em Guimarães com o Vitória 4x4, um jogo a contar para a jornada 17 do campeonato, a última jornada para fechar a primeira volta da liga.
Do lado dos Leões, gols de Francisco Trincão e de Gyökeres, que fez um hat-trick. Pelo Vitória, marcaram Tiago Silva, Caio César, João Mendes e Michel. Já na outra partida desta sexta-feira, o jogo entre o Nacional e o Futebol Clube Porto não resistiu ao nevoeiro intenso na Choupana. A partida foi interrompida duas vezes, acabou por ser suspensa quando as equipes empatavam a zero. Serrá retomada dia 17 de janeiro às 18h.
Amanhã é dia de jogo grande também no campeonato. O Benfica recebe o Braga na Luz.
O treinador das Águias, Bruno Lage, quer a equipe preparada contra um Braga que vai causar dificuldades.
Eu espero um adversário muito competitivo e com uma forma de jogar muito interessante, com idade e com registro fora de casa também muito bom. Quer nós, quer o Sporting Braga e por quem eu também conheço do treinador, o Carlos Carvalhal, não há tempo para olhar para trás, é preparar a equipe da melhor maneira e apresentar a equipe da melhor forma amanhã.
O treinador do Benfica, antes do embate contra o Sporting Clube de Braga. O jogo está marcado para amanhã às 18h, com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador.
Agora são 11:08. E para fechar, António, que outras notícias estão para já a marcar a atualidade?
Os primeiros autocarros do Metrobús do Porto vão entrar em funcionamento entre janeiro e fevereiro. A frota conta com 12 veículos a hidrogênio, mas para já só os primeiros dois vão estar operacionais. Num investimento de mais de 70 milhões de euros, o Metrobús do Porto vai fazer a ligação rodoviária entre a Casa da Música e a Praça do Império em menos de 20 minutos. A Organização Mundial de Saúde continua a insistir com Israel para que permita a retirada de doentes de Gaza. Pelo menos 12 mil habitantes precisam de ajuda médica para serem retirados e, ao ritmo atual, iria ser necessário entre cinco a 10 anos para tirar todos os pacientes gravemente doentes, incluindo milhares de crianças, diz o diretor da OMS. A Europa vai apoiar a Síria, mas não vai financiar instituições islamitas no país. A garantia é da ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, numa visita a Damasco, onde se reuniu com o novo líder sírio. A chefe da diplomacia de Berlim insistiu também no lugar que deve ser reservado aos direitos das mulheres e de todos os grupos étnicos e religiosos nesta nova Síria.
Jornal das 11, edição de António José Soares. A seguir temos a primeira parte da Geração V. De resto, é a primeira Geração V para 2025. António, a informação estará de regresso daqui a nada, às 11:30. Até já!
Cá estaremos, Nuno. Até já!
Até já!