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Jornal das 11, na Rádio Observador, com edição da Laura Figueiredo. E Laura, começamos pelo desporto. O Benfica passou às oitavas de final do Mundial de Clubes. Os encarnados venceram o Bayern de Munique por 1 x 0.
O gol das Águias foi marcado por Schjelderup. Na terceira jornada, o Clube da Luz conquistou a segunda vitória consecutiva na prova que está a decorrer nos Estados Unidos. O Benfica termina assim o grupo C em primeiro lugar com sete pontos, um resultado que deixa o treinador Bruno Lage satisfeito.
Fomos mais agressivos e agora terminamos em primeiro e é uma boa sensação para nós. Acho que está na altura das pessoas acreditarem mais no trabalho que estamos a fazer. E falo do trabalho do nosso presidente, do diretor desportivo e também do meu e dos meus jogadores.
Treinador do Benfica em declarações depois da vitória desta noite frente ao Bayern de Munique por 1 x 0, nos oitavos de final do Mundial de Clubes. Os encarnados podem encontrar o Chelsea ou o Esperance. O jogo vai realizar-se no próximo sábado, às 9 p.m. Vai contar com análise e relato em direto aqui na Rádio Observador.
Mudamos de tema. Marcelo Rebelo de Sousa considera que o falhanço do cessar-fogo entre o Irão e Israel mostra que os Estados Unidos já não são uma superpotência.
Em Moçambique, numa visita de Estado, o presidente da República apelou ao diálogo e aponta para as dificuldades de mediação de Donald Trump.
Quando se vê a liderança de uma superpotência declarar: "Vai haver cessar-fogo". E depois, na primeira esquina da história, quer dizer, menos de 24 horas depois, reconhecer que não há cessar-fogo, como se viu em relação à Ucrânia, dizer-se: "É numa semana, é num mês, é em três meses, vamos em seis meses", isso não acontece. Nós perguntamo-nos: quer dizer que, no fundo, já não há superpotência nenhuma que seja tão superpotência quanto isso? Então é preciso diálogo.
Marcelo Rebelo de Sousa considera fundamental que tanto o Irão como Israel mantenham as promessas de cessar-fogo para evitar que o mundo se transforme numa barafunda.
E o primeiro-ministro israelita reclama uma vitória histórica contra o Irão e agradece a Trump pelo apoio.
De acordo com a imprensa israelita, Benjamin Netanyahu afirma que Israel alcançou uma vitória histórica. O primeiro-ministro israelita agradeceu também a Donald Trump pelo papel na defesa de Israel e na eliminação da ameaça nuclear iraniana. Netanyahu diz ainda que Israel nunca teve um amigo como o presidente Trump na Casa Branca.
E Laura, do outro lado, o presidente do Irão proclama o fim da Guerra dos 12 Dias e saúda a corajosa resistência do povo iraniano.
São palavras de Masoud Pezeshkian, que acusa Israel de ser um regime sionista marcado pelo aventureirismo e pelo belicismo. Do lado de Israel, o regime de Netanyahu diz que o Irão continua a ser inimigo, mas agora o foco volta a virar-se para o combate ao Hamas e para a Faixa de Gaza. Entretanto, o mediador das negociações entre Israel e o Hamas diz que é possível chegar a um cessar-fogo dentro de poucos dias. Bishara Ababsa diz que está otimista quanto à possibilidade de um acordo após a trégua desta terça-feira entre Israel e o Irão, que aliás, volta a colocar Gaza no foco da agenda regional. O mediador sublinha também que restam poucas divergências entre Israel e o Hamas, no que toca ao acordo de cessar-fogo.
E Paulo Raimundo acredita que Mark Rutte já não tem credibilidade para liderar essa NATO.
O secretário-geral da NATO enviou uma mensagem a Donald Trump a classificar a ação do presidente norte-americano no Irão como extraordinária e garantir que a Europa vai pagar em grande. Esta tarde, à margem de uma ação da CGTP contra a Aliança Atlântica, o líder do PCP acusa o secretário-geral da NATO de lamber as botas a Donald Trump.
Porque uma pessoa que escreve aquilo que escreve, naquele lamber de botas ao Trump, e da forma como disse, só pode ser considerado um ex-secretário-geral, não pode iniciar uma cimeira da NATO naquelas circunstâncias, são dramáticas, ilustrativas das duas, três: ou ele se demite ou então vai ter que suportar ele, à grande, e se quisermos, à francesa, os € 800 mil milhões que a União Europeia está disposta a pôr no armamento.
Paulo Raimundo a pedir a demissão de Mark Rutte, o secretário-geral da NATO.
Noutros temas, Pedro Duarte promete ser implacável com a imigração ilegal e irregular na Invicta.
São declarações do candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto, esta tarde, durante a apresentação oficial da candidatura. Pedro Duarte levanta a bandeira da imigração e promete mais reforço policial nas ruas.
Criaremos equipas municipais de fiscalização que, junto das autoridades competentes, combaterão a imigração ilegal e irregular, esteja ela nas nossas ruas, em habitações sobrelotadas ou ocupando indevidamente as lojas do nosso comércio tradicional. Seremos implacáveis com a imigração ilegal e irregular.
O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares adianta também que vão ser integrados, de imediato, mais de 100 polícias municipais para controlar as ruas. Já no que diz respeito aos transportes, Pedro Duarte promete que se vier a ser presidente da Câmara do Porto, vão ser gratuitos para todos os portuenses.
Comigo, a presidente da Câmara, todos os residentes no Porto poderão utilizar todos os transportes públicos de forma gratuita. Poderão fazê-lo quando, como e onde quiserem, em toda a rede metropolitana, seja a do metro, da STCP, do Metrobus, da CP, da Unir ou do futuro transporte fluvial. Esta gratuitidade será aplicada a qualquer portuense, independentemente da sua condição económica ou da sua idade.
Declarações do candidato Pedro Duarte, que admite que reverteria o projeto do Metrobus caso não estivesse já num momento irreversível.
Hugo Soares considera que o PS é responsável pela ruptura do consenso em torno da Lei da Nacionalidade.
O líder parlamentar do PSD lembra que, em 2018, o partido votou contra as alterações que o PS fez a esta lei. Hugo Soares garante que a Lei da Nacionalidade é um problema que todos sabem que tem de ser alterada.
Havia um consenso que o Partido Socialista estragou em 2018 e que motivou a necessidade de nós agora corrigirmos esses erros que o Partido Socialista cometeu lá atrás, logo no início, em 2018. A terceira nota sobre isso é que nós estamos no Parlamento disponíveis para dialogar com todos os partidos. Há algo que me parece evidente: as coisas como estavam não podiam continuar. Mas esta evidência não é só para mim.
Declarações de Hugo Soares à margem da apresentação da candidatura de João Leite à Câmara Municipal de Santarém sobre os receios de inconstitucionalidade da medida que prevê a retirada de nacionalidade. O líder parlamentar do PSD desvaloriza o cenário de conflito jurídico.
E o primeiro centro de instalação temporária para imigrantes em situação ilegal deve entrar em funcionamento no segundo semestre de 2026.
Um prazo avançado pelo secretário de Estado da Presidência e Migração, entrevistado esta tarde no programa Justiça Cega, da Rádio Observador. Rui Armindo Freitas recorda a situação herdada pelo primeiro governo de Luís Montenegro.
Naturalmente, estamos a falar de instalações que carecem da sua construção, mas, na realidade, nós herdamos uma situação absolutamente caótica de ter a necessidade de deitar mão a esse tipo de vagas e não as ter para corresponder à nossa situação migratória. Pense nisto: nós, na altura em que abrimos como nunca a fronteira portuguesa com a manifestação de interesse, não só extinguimos o SEF, como não criamos vagas, como extinguimos quem praticava ou quem punha em prática as políticas de integração. No fundo, fizemos tudo e o seu contrário ao mesmo tempo. Resultou no caos que herdamos em 2024.
Mas vamos voltar à pergunta: tem alguma data concreta para o início do funcionamento do primeiro centro?
Diria que a partir do segundo semestre de 2026.
O secretário de Estado da Presidência e Migração falou ainda da alteração do prazo mínimo de residência para obtenção de nacionalidade. A proposta do governo aumenta este período de cinco para sete anos para os imigrantes da CPLP, enquanto para os cidadãos dos restantes países, esse prazo passa para 10 anos. Rui Armindo Freitas garante, no entanto, que quem iniciou o pedido até 19 de junho não será abrangido pelas novas regras.
Laura, vamos agora às notícias de âmbito local.
Três atletas do Clube Naval de Sesimbra sagraram-se vice-campeões nacionais de triplas de pesca submarina de 2025. A medalha de prata foi conquistada no passado sábado. O Clube Naval de Sesimbra ficou em terceiro lugar na classificação por equipas. Estão abertas as inscrições para a quarta edição do Sintra Trail Monte da Lua. O evento vai acontecer a 11 de julho, a partir das 21h. A corrida vai estar dividida em uma de 10 km competitiva e outra mais acessível e familiar com 5 km. Os jovens entre os 16 e os 19 anos do município da Marinha Grande podem participar no projeto Inside Jovem My Job. O projeto permite conhecer o funcionamento de diferentes profissões exercidas na autarquia. A iniciativa é gratuita e decorre entre os dias 14 e 25 de julho e também de 28 de julho a 8 de agosto. As inscrições estão abertas a partir de dia 7 de julho. Nas Caldas da Rainha vão celebrar-se os 150 anos do Zé Povinho. O evento conta com cinco exposições, com curadoria do designer Jorge Silva. Além da exposição principal, o programa vai estender-se a vários espaços das Caldas da Rainha. Em Espinho vai decorrer a final da Taça das Nações de Voleibol de Praia, que acontece de 17 a 20 de julho. O evento reúne as duplas de elite de oito países por género, numa das provas mais prestigiadas do voleibol de praia europeu. O Congresso Europeu de Produtores de Leite vai acontecer na Póvoa de Varzim. O evento começa amanhã e termina na sexta-feira. Este congresso vai reunir mais de 350 participantes de mais de 20 países e conta com o apoio da Câmara Municipal.
Notícia de fecho do Jornal das 11.