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11 da noite, edição da Laura Figueiredo. A começar com António José Seguro, admite que ainda espera que o PS se venha a pronunciar sobre que candidatura presidencial vai apoiar e diz que não se resigna perante um país a prazo.

Esta noite, em entrevista à TVI CNN, o candidato presidencial reiterou a ideia de que se apresenta como uma candidatura unipessoal e suprapartidária. Ainda assim, espera que o Partido Socialista cumpra com o prometido.

Se há uma eleição em Portugal onde os partidos não têm monopólio, é esta. E portanto, decorre da vontade e da convicção de cada um. E por isso, o Partido Socialista, como todos os outros partidos, tem a sua estratégia, os seus timings, que eu respeito. E também respeito no Partido Socialista. Respeito agora, como respeitei há três meses quando lancei a candidatura. O líder do Partido Socialista disse que o PS se pronunciaria sobre as candidaturas presidenciais depois das autárquicas e, portanto, espero que isso aconteça.

António José Seguro, que diz que não guarda ressentimentos de vários membros do Partido Socialista que consideraram que o candidato não reunia as condições necessárias para entrar na corrida a Belém. E face a um país com uma média de eleições muito alta, o candidato presidencial diz que não se vai resignar a governos ou a um país a prazo.

A média de realização de eleições andou ali nos quase quatro anos, quase o tempo de uma legislatura. No entanto, nos últimos seis anos tem sido ano e meio, ano e meio. Ora, este período e este calendário significa que nós temos governos a prazo e governos a prazo transformam o país a prazo. É isso que nós queremos para o nosso país? Eu não quero, nem me resigno. E, portanto, considero que o papel do Presidente da República é chamar a atenção para estas situações e sobretudo para questões tão relevantes como salvar o Serviço Nacional de Saúde.

António José Seguro, que reforça o sentido de urgência implícito na candidatura que apresenta, por considerar que pode dar um contributo essencial para melhorar as condições de vida no país, nomeadamente no setor da saúde.

E Laura, Rui Moreira está fora da corrida a Belém.

O autarca do Porto anunciou esta noite que não vai ser candidato às eleições presidenciais de janeiro. Numa nota enviada à Lusa, o atual presidente da Câmara do Porto diz ter feito uma avaliação íntima e familiar com o núcleo duro e afirma que a hipótese de ser candidato não lhe suscitou entusiasmo. Rui Moreira diz ter a convicção de que o centro, desde o centro-esquerda ao centro-direita, tem um número grande de candidatos, o que favorece a dispersão do voto e facilita o eventual sucesso das candidaturas antissistema. Em julho, o autarca admitiu estar a ponderar candidatar-se à Presidência da República. Na altura, disse que só tomaria uma decisão final a partir de setembro.

Entretanto, mudando de tema, demitiu-se a direção da ES.ª, Escolas de Artes no Porto, depois de haveria público denúncias de alegados abusos por parte de professores.

Em duas páginas nas redes sociais, alunos e ex-alunos partilharam testemunhos de intimidação, abusos e humilhação dentro da escola, bem como abordagens impróprias por parte de professores. Um dos principais visados é o ator António Capelo, que deu aulas na Escola de Artes até 2022. Em declarações à Agência Lusa, António Capelo diz estar a ser vítima de uma cabala e reitera que são falsas as acusações anônimas que estão a ser publicadas nas redes sociais.

Rejeito categoricamente qualquer tipo de ação que leve a um ato sexual com alunos. Rejeito categoricamente. E eu estou a ser julgado na praça pública de uma maneira absolutamente inominável.

A direção da escola anunciou a demissão num comunicado divulgado às 17h de hoje, na página oficial da escola nas redes sociais.

Agora 23h03, e o presidente do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo defende que os requisitos de acesso à nacionalidade têm um efeito mínimo de chamada de imigrantes.

Esta tarde, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Vitorino confirmou que o órgão consultivo foi ouvido pelo governo sobre as alterações à Lei da Nacionalidade e dos Estrangeiros antes das deliberações em Assembleia da República. O presidente do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo avisa que nem todos os imigrantes têm o mesmo plano quanto à estadia, um plano que não deve ser condicionado por atrasos administrativos.

Um país que respeita as regras de direito não imputa aos requerentes o esforço da inércia da administração, sinceramente. A contagem dos prazos deve ser a partir do momento em que o imigrante toma a iniciativa, não deve ser punido pelo arrastar dos pés da administração.

António Vitorino alerta que uma boa política migratória não pode meter tudo no mesmo saco e pede cuidado com a questão dos menores.

Agora contigo, presidente também da Câmara de Castelo de Paiva, autarca no ano da queda da ponte de Entre os Rios, defende que todos os responsáveis políticos de então, na altura, tinham conhecimento sobre o estado da estrutura.

Num artigo de opinião publicado no site do Observador, Paulo Ramalheira Teixeira escreve que acredita que o governo tinha toda a informação. Ouvido na Rádio Observador acusa o antigo executivo de António Guterres de falta de vontade política para fazer uma nova ponte.

Dois ou três meses antes da queda da ponte, o ministro esteve em Entre os Rios. Isto foi dito por ele, há registros disto que ele menciona. Não está cá para se defender. Uma coisa é certa: a administração central, o governo, sabia disto. O projeto estava pronto para uma nova ponte. Não havia vontade política para se fazer

Em 2001, a queda da Ponte de Entre os Rios causou 59 mortes e voltou a ser discutido este tema depois de Carlos Moedas ter dito que o ministro Jorge Coelho se demitiu depois do desastre, porque tinha recebido informações no gabinete sobre problemas de manutenção daquela infraestrutura. Hoje, o presidente da Câmara de Lisboa anunciou que a partir de amanhã já vai haver transporte alternativo ao Elevador da Glória.

Agora, Laura, também atualidade internacional com Jair Bolsonaro. Foi condenado por tentativa de golpe de Estado pelos quatro crimes que estava acusado.

Com o voto da juíza Cármen Lúcia, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal do Brasil alcançou maioria para condenar o ex-presidente e os outros sete réus por cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República. Em causa estão os crimes de organização criminosa, abolição do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e ainda deterioração de patrimônio protegido. A juíza Cármen Lúcia considerou que Bolsonaro foi o chefe da organização criminosa que tentou impedir a tomada de posse do atual presidente Lula da Silva depois da vitória nas eleições de outubro de 2022. Somados todos os crimes, a pena pode chegar até aos 43 anos de prisão. Julgamento vai continuar amanhã. Na análise feita à Rádio Observador, o escritor e jornalista brasileiro João Gabriel Lima destaca que as próximas eleições presidenciais no Brasil vão ser importantes para ditar se Jair Bolsonaro continua ou não no cenário político.

Essa condenação tira Jair Bolsonaro, ao menos temporariamente, do cenário político brasileiro, do debate político brasileiro. As eleições do ano que vem no Brasil vão ser muito importantes até por isso. Se Lula da Silva vencer, será provavelmente o fim da carreira de Jair Bolsonaro. Se Tarcísio vencer, existe alguma esperança pra que Jair Bolsonaro tenha um novo julgamento com uma composição do Supremo Tribunal Federal diferente e talvez mais favorável a ele.

João Gabriel Lima refere ainda que, apesar do cenário polarizado no Brasil, 50% dos brasileiros concordam que Jair Bolsonaro é culpado dos crimes de que foi acusado.

Eu não acredito que a condenação vá levar tumultos, alguma coisa muito diferente. Acho que pode haver protestos, mas há um detalhe interessante que, apesar da polarização no Brasil, esse julgamento, as provas que foram apresentadas contra Jair Bolsonaro, convenceram a maioria dos brasileiros da culpabilidade do Jair Bolsonaro.

Análise do escritor e jornalista João Gabriel Lima à condenação de Jair Bolsonaro.

Agora 11h07min. E para fechar, falta atualizar toda a informação de âmbito local.

Três associações juntaram-se para exigir o fim imediato dos voos noturnos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. O alerta surge a propósito do Dia Internacional pela Proibição dos Voos Noturnos nos Aeroportos, um dia que se assinala este sábado. Em comunicado, as organizações portuguesas reafirmam que os voos entre as 11 da noite e as 7 da manhã são prejudiciais à saúde e ao clima. A partir de 15 de setembro, todos os utentes inscritos no Centro de Saúde de Ovar vão ter médico de família atribuído. Garantia dada pela Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga, que afirma dispor ainda de vagas para novos utentes. O processo de inscrição decorre ao longo dos próximos dois meses. A corretora algarvia Nacional GEST comprou a mediadora de seguros JNS, sediada nas Caldas da Rainha. A aquisição foi anunciada pelo CEO Cláudio Gonçalves, afirma que dois dos sócios da JNS vão ficar a trabalhar na empresa. Em cerca de três meses, a corretora adquiriu as mediadoras Beira Dinâmica e ROC, também a CEGREL e a ANR. Em Matosinhos vai nascer um novo hotel no espaço das antigas instalações das fábricas de conservas Rainha do Sado e Algarve Exportador. Os edifícios das antigas fábricas na Avenida da República encontravam-se abandonados. O Hotel Move Matosinhos Sul deve abrir ao público no início do próximo ano. Vai contar com mais de 140 quartos e mais de 40 apartamentos. Em Almada, decorre amanhã, a partir das 10h, o Dia do Patrimônio das Misericórdias, no Fórum Municipal Romeu Correia. A iniciativa é organizada pelo Departamento do Patrimônio Cultural da União das Misericórdias Portuguesas, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Almada e junta investigadores e representantes de vários organismos públicos. Em Leiria, o Centro de Experimentação Arte Casa Varela recebe este fim de semana o Festival Faz Parte. O evento oferece dois dias de música, artes performativas e artes visuais ao ar livre. O cartaz de concertos conta com protagonistas locais como o rapper Skilla, a cantora Bella Deluxe e ainda com artistas vindos de fora do concelho, como Carla Prata e Extinto.

Laura Figueiredo, de volta às 11h30. Até já.

Até já.

Até já.