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Muito boa noite! São duas da manhã, atualizamos a informação na Rádio Observador. Eu sou o José Rafael Lopes. Começamos nos Estados Unidos. Kamala Harris é oficialmente candidata do Partido Democrata às eleições presidenciais nos Estados Unidos. A democrata reuniu delegados suficientes para assegurar a nomeação do partido.
"I am so proud to cast 298 votes to make Kamala Harris the first female president of the United States of America!"
A governadora do Estado de Nova York a anunciar a distribuição dos delegados a Kamala Harris. Com esta soma, a democrata chegou aos 2468 delegados. Precisava apenas de 2350 para assegurar a nomeação oficial do Partido Democrata. Assim, Kamala Harris avança de forma oficial na corrida contra Donald Trump. Esta nomeação não é uma surpresa. A democrata já tinha garantido o apoio de delegados suficientes. Trata-se apenas da confirmação. Aconteceu neste segundo dia da Convenção Democrata. Ainda assim, o principal destaque ainda está por chegar. Barack Obama será o protagonista deste segundo dia. O ex-presidente dos Estados Unidos vai discursar. Antes, é esperada uma intervenção da mulher do ex-presidente, Michelle Obama, e também do independente Bernie Sanders. A Convenção Democrática em Chicago é uma situação que vamos continuar a acompanhar aqui na Rádio Observador ao longo de toda a madrugada. Ainda na atualidade internacional, Antony Blinken assume que o tempo está a esgotar-se para que se chegue a um acordo de cessar-fogo em Gaza. O secretário de Estado norte-americano assume estar preocupado com a situação no enclave. Blinken reitera que os Estados Unidos rejeitam uma ocupação israelita de longo prazo na Faixa de Gaza. No Qatar, o representante norte-americano volta a deixar um apelo à Hamas para que aceite o acordo de cessar-fogo apresentado nos últimos dias. Para já, a única posição do grupo extremista foi de falar numa reversão dos termos. Neste momento, está em cima da mesa uma proposta que já foi aceita por Israel. Falta o sim do Hamas para o conflito poder estar mais perto de chegar ao fim. A guerra entre Israel e o Hamas começou em outubro do ano passado, já provocou mais de 40 mil mortos. Na Madeira, a Câmara Municipal do Funchal deixa um apelo à população para que tentem, na medida do possível, poupar água. Isto devido aos vários constrangimentos, que incluem o incêndio que dura desde a passada quarta-feira na região autónoma. A autarquia do Funchal pede que sejam evitadas atividades não essenciais ligadas ao consumo de água. A Câmara do Funchal destaca a lavagem de quintais e de automóveis. O apelo surge numa altura em que o incêndio que está a lavrar na Madeira desde a quarta-feira passada continua a afetar os concelhos de Câmara de Lobos e Ponta do Sol. De acordo com a Proteção Civil, o foco mais preocupante continua a ser no Curral das Freiras. O fogo já chegou mesmo ao Pico Ruivo. Para já, continua a não haver registro de vítimas nem de habitações destruídas. Ainda assim, é um combate, achamos, muito complicado para os bombeiros devido à natureza do terreno. O especialista em incêndios florestais, Domingos Xavier Viegas, defende que são precisos mais meios aéreos para combater o fogo que ainda está ativo na Madeira. Em entrevista à Agência Lusa, o diretor do Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais frisa que ter poucos meios aéreos significa que o combate às chamas não é tão eficaz. Destaca, Domingos Xavier Viegas, a importância de haver meios aéreos em números pares para que as descargas de água sejam constantes.
Enquanto o meio combate uma faixa do incêndio, depois vai abastecer o resto que não está combatido, que não foi extinto, continua a propagar. Portanto, em geral, o combate com meios aéreos tem que ser feito pelo menos com pares de aviões, se possível mais, para que haja uma sequência mais frequente de descargas e que permitam extinguir o incêndio.
As explicações de Domingos Xavier Viegas, o especialista em incêndios florestais, lembra ainda que este incêndio na Madeira está a lavrar numa zona de difícil acesso para os bombeiros. Devido a este incêndio na Madeira, o PS pede que seja criada uma comissão de inquérito para apurar responsabilidades políticas. É um pedido de Paulo Cafôfo, adiantado em conferência de imprensa no Funchal. Para o líder do PS Madeira, é importante escrutinar a ação do governo de Miguel Albuquerque em relação ao incêndio que começou na passada quarta-feira.
Na opinião do Partido Socialista, esta comissão de inquérito é fundamental para apurar as responsabilidades políticas. Temos de analisar as decisões políticas ou a ausência de decisões políticas, as medidas tomadas, em que tempo foram tomadas e por quem foram tomadas. Temos que questionar a falta da presença do presidente do governo e do secretário com a tutela de Proteção Civil nos quatro primeiros dias deste incêndio e depois a ausência do presidente do governo quando ainda estão frentes ativas e o fogo está descontrolado.
Paulo Cafôfo diz ainda que é importante avaliar a estratégia utilizada pelo executivo da Madeira para responder a este incêndio. Depois do PS Madeira, também o JPP, o Juntos pelo Povo, quer que o presidente do governo regional seja ouvido com urgência no Parlamento Madeirense. Em declarações à RTP, Hélvio Sousa parte para o ataque, diz que o comportamento de Miguel Albuquerque face aos incêndios na região é inaceitável.
Miguel Albuquerque, uma vergonha total. Voltou ao Porto Santo com a Madeira a arder. O Conselho Permanente tem que decidir já e chamar Miguel Albuquerque, largar a praia do Porto Santo e vir já amanhã prestar esclarecimentos aos madeirenses. Ontem requeremos já o texto de entrada hoje. Uma audição com caráter emergente, urgente, Miguel Albuquerque e Pedro Ramos.
Hélvio Sousa, líder do JPP, o Juntos pelo Povo, diz que Miguel Albuquerque e Pedro Ramos devem ser responsabilizados do ponto de vista político. Acusa mesmo as duas pessoas de negligência. Os autarcas de Leiria vão reunir com especialistas para tentar melhorar os serviços de urgências do Hospital de Leiria. A decisão foi tomada no encontro da Comunidade Intermunicipal. Os oito municípios vão promover a criação de um grupo independente com experiência clínica. Isto depois da urgência de ginecologia e de obstetrícia no Hospital de Leiria ter estado fechada mais de duas semanas no início do mês. O presidente da Câmara de Leiria explica, em declarações na Rádio Observador, que o objetivo é definir políticas de saúde focadas na melhoria da organização das urgências. Gonçalo Lopes diz que é preciso mudar alguma coisa para evitar repetições do cenário de caos nas urgências.
Se nada for feito, dentro de pouco tempo iremos ter novamente as urgências encerradas e possivelmente no próximo ano voltaremos a ter um episódio parecido ao que vivemos. Por isso, nós entendemos que temos massa crítica suficiente na região para poder criar este grupo de reflexão, que aponte medidas concretas no que diz respeito não só aos municípios, mas também ao próprio governo, com o objetivo de fazer uma intervenção rápida para inverter ou mitigar esta situação de ausência de recursos humanos para os serviços de urgência.
Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria e da Comunidade Intermunicipal da região, assegura ainda nesta entrevista à Rádio Observador que os debates com os peritos vão arrancar já na próxima semana.
Queremos reunir essas pessoas em conversas que têm este objetivo de identificar medidas. O grupo ainda não está fechado, não está estabilizado, mas na próxima semana iremos começar a fazer essas reuniões e esses contactos. Estamos a falar de um universo que andará à volta de uma dezena de pessoas que irão ser convidadas para nos darem a sua visão sobre como devemos intervir no curto prazo e que tipo de intervenção é que deve ser feita na base local, regional e nacional.
Declarações de Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, na Rádio Observador. Após os encontros com os especialistas, a Comunidade Intermunicipal da região de Leiria pretende redigir um documento estratégico com as principais prioridades para os serviços de urgência. O antigo eurodeputado do PSD, Carlos Coelho, sai em defesa de Margarida Balseiro Lopes, depois da ministra da Juventude se ter pronunciado sobre a questão da identidade de género. Carlos Coelho considera Margarida Balseiro Lopes como uma das melhores referências da nova geração do PSD. Sublinha também a inteligência e abertura da ministra da Juventude. Carlos Coelho assegura que Margarida Balseiro Lopes tem toda a razão quando apoia a designação da DGS. Em causa está uma campanha da Direção-Geral da Saúde que utilizava a expressão "pessoas que menstruam". A governante disse que concordava com a utilização de uma linguagem neutra, uma posição que valeu várias críticas, incluindo palavras duras que chegaram de um deputado do mesmo partido. Bruno Vitorino acusou Margarida Balseiro Lopes de seguir a agenda woke. Afirmou ainda que as palavras da ministra poderiam ter sido facilmente ditas pela coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua. O Chega também se mostrou crítico da posição de Margarida Balseiro Lopes. O partido diz que a linguagem neutra põe em causa os direitos das mulheres. É a reação de Cristina Rodrigues às declarações da ministra da Juventude. Ouvida no "Direto ao Assunto" na Rádio Observador, a deputada do Chega diz que esta discussão só desvaloriza os direitos pelos quais as mulheres lutaram durante décadas.
A situação em particular é que as mulheres durante muito tempo estiveram a lutar para que conseguissem igualdade e para que o nome delas fosse reconhecido, para que as mulheres fossem tidas em conta. E neste momento aquilo que parece é que de alguma forma sob a capa da linguagem inclusiva, estamos aqui a invisibilizar o nome das mulheres, porque será inclusivo para uns e exclusivo para outros.
Cristina Rodrigues, ouvida na Rádio Observador sobre o tema da igualdade de género. É a notícia de fecho na Rádio Observador. A informação está de regresso quando for 14h30 da manhã.