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Duas horas. As notícias com Nadine Soares.
Boa noite. O Hezbollah e o Líbano aceitam os termos dos Estados Unidos da América para o cessar-fogo, mas Israel ainda não deu resposta. De acordo com a agência Reuters, o acordo tem como objetivo colocar em vigor a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, um entendimento que prevê a retirada de militares do Hezbollah na região a sul do rio Litani até à frente com Israel. Um dos conselheiros do presidente do Parlamento libanês afirma que o Líbano apresentou comentários sobre o documento numa atmosfera positiva. Nabih Berri, o líder do Parlamento, recebeu o apoio do grupo xiita para negociar este cessar-fogo. A resposta de Israel ainda não é conhecida. Uma delegação norte-americana vai viajar até Beirute, capital do Líbano, para apresentar o documento aos dois lados e finalizar este acordo de cessar-fogo. Os líderes do G20 pedem um cessar-fogo abrangente em Gaza e também no Líbano. Um comunicado conjunto enviado pelos vários líderes que estão reunidos no Rio de Janeiro, citado pela Agência France-Presse. Em Gaza, pedem um acordo permanente entre Israel e o Hamas, que permita a libertação de todos os reféns no Líbano, um cessar-fogo que permita o regresso dos cidadãos às casas em ambos os lados da fronteira. E o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, considera que toda a gente corre perigo enquanto Vladimir Putin estiver no poder sobre a guerra na Ucrânia, uma posição assumida no Direto ao Assunto, da Rádio Observador. Gomes Cravinho diz que a eventual utilização de armas de longo alcance por parte da Ucrânia vai trazer novos desenvolvimentos militares na guerra, uma vez que Zelensky passa a ter mais argumentos contra o presidente russo. Para o antigo ministro socialista, o principal responsável pela degradação da segurança internacional é Vladimir Putin.
Estamos todos ameaçados pela precariedade da situação de segurança internacional criada por Vladimir Putin. Nós, em Portugal, aqui na ponta ocidental da Europa, talvez não tenhamos tanta consciência disso, mas a estabilidade das nossas alianças, seja no quadro da NATO, seja no quadro da União Europeia, representa um alvo para Putin.
Gomes Cravinho, no Direto ao Assunto, da Rádio Observador. O também antigo ministro da Defesa foi nomeado esta segunda-feira como representante da União Europeia na região do Sahel, em África. Os Estados Unidos dizem que vão adaptar-se e ajustar sempre as capacidades que disponibilizam à Ucrânia quando for apropriado fazê-lo. Uma posição avançada pelo porta-voz do Departamento do Estado norte-americano, citado pela agência Reuters, que não confirma, no entanto, que Washington tenha dado luz verde para Kiev poder utilizar mísseis de longo alcance na Rússia. Em conferência de imprensa, Matthew Miller retribui a acusação de volta para Moscovo, dizendo que tem sido a Rússia a escalar o conflito vezes e vezes sem conta. Dá como exemplo os 11 mil soldados norte-americanos em Kursk, a combater ao lado das forças russas contra a Ucrânia. Esta terça-feira assinala-se o 1000º dia do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Por cá, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde confirma a abertura do inquérito ao caso do homem encontrado morto nas urgências dos hospitais da Universidade de Coimbra. O caso foi revelado no sábado, segundo a RTP. No passado dia 10 de novembro, o homem foi encontrado morto nas urgências depois de estar mais de 10 horas à espera. De acordo com a Agência Lusa, António Gandra d'Almeida afirma que antes de ser identificado como uma falha, é preciso saber o que aconteceu e por isso, esse motivo vai ser aberto um inquérito ao caso. O diretor executivo do SNS sublinha ainda que as situações nas urgências também devem ser destacadas quando correm bem.
É de evitar as coisas que correm menos bem. Temos que perceber o que é que correu menos bem. E quando existem milhares de atendimentos todos os dias nas urgências e que correm muito bem, se calhar devíamos debruçar mais sobre o que corre bem e tentar resolver quando existem coisas que correm menos bem.
António Gandra d'Almeida, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Hospital de Portimão, no distrito de Faro. O ministro das Finanças diz estar expectante quanto à aplicação das taxas sobre as importações prometidas por Donald Trump. Joaquim Miranda Sarmento espera que os Estados Unidos não lancem uma nova vaga de tarifas e de protecionismo. O governante deseja que as relações económicas entre a Europa e os Estados Unidos se mantenham como até agora.
O comércio internacional tem efeitos de eficiência e de riqueza nos países e, portanto, a nossa expectativa é que as relações económicas, sobretudo entre a Europa e os Estados Unidos, se mantenham como até agora.
Declarações de Miranda Sarmento captadas pela Agência Lusa antes do encontro à porta fechada na sede do PSD de Leiria para falar sobre o orçamento do Estado. Fechamos no futebol. Portugal empatou uma bola com a Croácia. João Félix marcou para a equipa das Quinas. Do lado dos croatas, o gol foi de Gvardiol. Foi o último jogo da seleção nacional na fase de grupos da Liga das Nações. No final da partida, o selecionador nacional, Roberto Martínez, disse estar satisfeito com a prestação dos jogadores.
Sento-me muito orgulhoso. No futebol é muito difícil fazer sete mudanças no 11 inicial e manter a ideia da equipa, os conceitos táticos, executar o que nós trabalhamos e muito orgulhoso. A primeira parte é uma parte para ganhar o jogo. Se marcamos o segundo gol, o que tivemos a oportunidade, é difícil para a Croácia poder reagir, mas é normal. Joga em casa, segunda parte, tiveram 10, 15 minutos que têm muita força e não tivemos o mesmo controle da bola que tivemos na primeira parte, mas criamos mais uma oportunidade, o Nuno Mendes, e foi um jogo nas duas áreas, mas só sentimento de orgulho.
Roberto Martínez no final do empate por uma bola frente à Croácia, num registo captado pela RTP. A partida que decorreu na Croácia foi apenas para cumprir calendário, uma vez que a qualificação para os quartos de final da Liga das Nações foi alcançada com a goleada da passada sexta-feira frente à Polónia por 5 x 1, no Estádio do Dragão. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. Voltamos a atualizar a informação às 14h30. Até já.